Sobre

Sou Adriana Fetter, gaúcha de Pelotas, radicada em Brasília há mais de três décadas. Mãe, avó, escritora e apaixonada por histórias — dentro e fora dos pratos.

Depois dos 50, percebi que as melhores histórias não são as que a gente inventa, mas as que a gente viveu e finalmente aprende a contar. Este espaço é o meu caderno de memórias afetivas: onde cabem poemas, crônicas, reflexões e tudo o que a vida me ensinou — e ainda me ensina — sobre amor, perda, recomeço e pertencimento.

Escrevo como quem cozinha: com o que tenho, com o que sinto, com o que a vida me dá. E compartilho como quem oferece um café: sem pressa, com presença, com a certeza de que as palavras, quando verdadeiras, sempre encontram quem precisa delas.

Seja bem-vindo ao meu Pós50.
A idade que me trouxe coragem, a maturidade que me deu voz e o tempo que me ensinou a escutar.

Histórico:

Depois de voltar de viagem, em 2017, cujo planejamento foi fundamental para manter a mente sã, nos seis meses anteriores a ela, já que os acontecimentos no ano não ajudaram. Trabalho em decadência, doença, hospitalização, uma paralisia facial, demissão, tenso.

A idéia de criar um novo blog tem a ver com tudo isso, escrever sempre me ajudou e fazia tempo que queria falar livremente sobre qualquer assunto, mas principalmente sobre ultrapassar a barreira dos 50, sobre as aflições da idade, da vida, dar idéias legais, uma crônica diária ou semanal, um papo firme e franco.

A demissão me proporciou isso, depois de 24 anos como servidora pública da Presidência da República, me senti livre, leve e solta, sem amarras éticas, de sigilo profissional e tudo o mais que me tornou ao extremo cuidadosa. Também me trouxe receio do que o futuro poderia me trazer, principalmente economicamente. Sou aposentada como professora, portanto, como devem imaginar, não é uma fortuna de aposentadoria, mas dá para segurar as pontas.

Me dei o direito de pensar no futuro só depois dessa viagem, já sabia que seria demitida. Logo depois da longa licença médica me apresentei no trabalho e isso me foi comunicado, pedi então para sair de férias, e assim o fiz. No final da viagem aconteceu a demissão, exatamente quando completei 24 anos de casa. Fiquei só com a aposentadoria, salário caiu pela metade, ninguém ganha ou incorpora nada por ter trabalhado na Presidência, só experiência de vida mesmo. Pensei várias coisas para complementar minha renda, falhei e me adaptei, finquei um sério compromisso comigo, me dedicar a uma forma possível de ser saudável.

Planejar é fundamental e sou boa nisso, podem acreditar, isso sempre me ajudou profissionalmente, tenho um raciocínio e faço conexões mentais rapidamente, além de ser organizada. Assim planejei e organizei toda a viagem, roteiros, hotéis, passagens de avião e trem, transportes e passeios. Dentro de um custo benefício de conforto mínimo para quatro amigas, mulheres maduras viajando juntas. Foi tudo ótimo.