A Gratidão

Propósito: Acolhimento Positivo

A gratidão nos torna pessoas melhores e proporciona o aumento dos momentos de felicidade, de otimismo, de autocontrole, a diminuição do estresse e a experiência de frequentes emoções positivas e de bem-estar.

Como usar o agradecer para o seu benefício? Aqui estão algumas sugestões facilitadoras, para tornar essa experiência de gratidão uma constante em suas vidas.

Acreditem, o resultado é surpreendentemente bom, para nos tornar pessoas mais leves, de bem com a vida e sucetíveis à felicidade.

Escreva três motivos pelos quais você é grato, diga o porquê…

Sou grato porque hoje eu acordei e tenho mais um diade vida.

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O florescimento

Propósito: Acolhimento Positivo

Eu estava lendo o artigo da Fátima Doman, na página do Instituto VIA de virtudes e forças de caráter, falava de resiliência e começava com essa frase, escrita num cartão da sua professora de yoga: Sem lama, sem lótus .

Veio a imagem dos lindos lagos carregados de lótus floridas, nunca pensamos na lama, essencial para o florescimento.

No mesmo momento resolvi olhar fotos e encontrei esta acima, tão significativa.

Senti a necessidade de deixar registrado essa imagem, a da lama de onde brota a beleza.

Nos lembra que, mesmo quando estamos num momento ruim, podemos florescer com as nossas forças interiores.

Desabrochar requer todos os nutrientes de origem, que estruturam nosso crescimento, mesmo os momentos difíceis nos dão a sustentação e vitalidade interior, acumulados para possibilitar a germinação e o florescimento.

A Psicologia Positiva quer o florescimento de cada pessoa para uma vida plena, transformar o negativo em positivo…

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Por que acolhimento positivo?

Propósito: Acolhimento Positivo

Por que momentos de acolhimento, de afeto, de relaxamento, de gratidão e de perdão nos tornam pessoas melhores, mais resilientes e com habilidades de superação, ferramentas positivas e poderosas de fortalecimento e florescimento pessoal.

Este blog segue conceitos da Psicologia Positiva e quer te proporcionar conforto, otimismo e bem-estar.

Seja bem-vindo!

O blogue PAP, propósito acolhimento positivo, é o produto do trabalho de conclusão de curso da pós graduação em Psicologia Positiva, ciência do bem-estar e autorrealização da PUCRS.

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A Psicologia Positiva

Quero compartilhar com vocês meus novos estudos, a Psicologia Positiva.

Propósito: Acolhimento Positivo

O início do movimento da Psicologia Positiva aconteceu em meados dos anos 90, até então o foco da psicologia era o adoecimento mental. A nova proposta dos fundadores do movimento, Milton Seligman e Christopher Peterson, era fortalecer as características positivas do indivíduo, o desenvolvimento das suas forças, virtudes e potencialidades humanas, tudo o que pode manter sua saúde mental, para o seu bem-estar e aumento da felicidade.

A Psicologia Positiva leva em consideração as emoções positivas e tem por finalidade fortalecê-las, como Autoestima, Felicidade, Otimismo, Esperança, Gratidão, Perdão e o estabelecimento e manutenção de relacionamentos saudáveis.

Trabalha com 3 pilares fundamentais: as emoções positivas individuais, como felicidade, otimismo, esperança, alegria; o desenvolvimento de nossas forças de caráter, virtudes e qualidades e com as instituições positivas em nossas vidas: familia, trabalho, escola, comunidade.

O foco é o desenvolvimento humano que proporcione uma vida com significado e bem-estar.

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Se me derem licença…

Pessoal eu vou me auto elogiar sem constrangimentos, descaradamente!

Vou explicar o porquê.

Estou me sentindo fodástica! Desculpa se o termo agride, mas é isso mesmo, não encontrei outro pra expressar o meu sentimento.

Eu tenho síndrome de Sjögren, uma doença rara, isso quer dizer que eu tenho pouquíssimas lágrimas (sinto areia nos meus olhos o tempo todo), pouca saliva (a boca seca de repente, imagina deglutir) e todas as minhas articulações doem todos os dias (algumas já operei), além de problemas pulmonares (diversas pneumonias e problemas respiratórios), porque essa raridade afeta as glândulas exócrinas, externas e internas. Só para dar o cenário diário para vocês.

E o que eu faço com isso?! Eu vivo! Vivo o máximo, tudo o que eu posso viver, estando em distanciamento social, nessa pandemia do COVID-19, há 6 meses.

Estou terminando uma pós-graduação em psicologia positiva, ciência do bem estar e autorrealização.

Para o projeto final poderíamos escolher entre diversos templates, para a conclusão. Entre eles, um artigo científico, ou uma entrevista com pessoa renomada da área, um vídeo, um produto, um meio de divulgação da psicologia positiva, enfim eles foram super criativos em nos proporcionar diversas formas para concluir a pós.

Para esses diferentes tipos tínhamos de que desenvolver um roteiro, descrevendo o que faríamos, dentro das referências bibliográficas da Psicologia Positiva.

Eu escolhi desenvolver um blogue, o PAP, propósito acolhimento positivo. Ei, Fabby e Helen, obrigada pelo apoio❣️

Foram meses quebrando a cabeça, a começar pelo tema, depois layout, paleta de cores, produção de conteúdo, estudando, tudo com cuidado.

Concomitantemente, eu lia os últimos artigos e livros, sobre a Psicologia Positiva, distanciamento e isolamento na pandemia, sobre como desenvolver um blogue, para população leiga, com conteúdos da PP, de fácil acesso e aprendizado do conteúdo.

A partir disso, escrever um roteiro de uma maneira científica, descrevendo cada etapa de construção do blogue.

Gente eu penei!

Então, estou cuidando de tudo relativo a casa, limpar lavar quem cuida disso sabe o trabalho que dá, nunca acaba.

Não cozinho, as mãos inflamam e doem (o marido cuida disso brilhantemente).

Eu tinha uma faxineira, uma vez por semana e só ia retocando a limpeza durante os demais dias. Saudade da Madalena, e como!

Voltando ao blogue, cara estou orgulhosa, acho que mandei bem no acolhimentopositivo.com! Visitem!

Domingo subi e coloquei público o PAP, orientada pelo professor, a quem pedi a autorização.

Ontem terminei o roteiro científico, encaminhei para o meu professor orientador. Estou naquela expectativa, o que será ele achou?!

Não deixei de cuidar, junto com a Sandra (mana do coração), da página Pós50, continuo frequentando meu grupo de política online (fiz ciência política, não desliguei), me preparando para prova final dá pós graduação. Fazendo cursos gratuitos que a PUCRS me oferece, com certificação. Doida!

Na idade do condor eu estou mandando bem! Ah eu estou orgulhosa, e sim, me sinto muito fodástica!

Meu desabafo, querido diário

Querido diário preciso urgentemente desabafar. Olho as pessoas a minha volta e vejo comportamentos inacreditáveis. Me desassossega. Cadê o discernimento em tempos de COVID19?!

Deixa eu te falar, vírus, conhecimento e a ciência não são nem de esquerda nem de direita. Vírus existe em todos os lugares, inclusive dentro das pessoas, ele não quer saber a sua ideologia antes de te contaminar.

Conhecimento se adquire, ciência se faz, ideologia se forma.

O vírus tem potencial de matar qualquer humano, independentemente da expressão de suas ideias.

Essa pandemia é resultado da invasão da natureza pelo homem. Como essa, muitas pandemias virão.

Lugares, não habitados por humanos, tem micro-sistemas, aos quais não estamos acostumados e somos suscetíveis. Ciclos da vida natural.

A falta de respeito do homem pela natureza, os desmatamentos, a invasão à terras intocadas tem consequências e vamos pagar um alto preço por isso.

Estamos adentrando ao desconhecido, expondo a raça humana àquilo que ignoramos. Contaminamos e somos contaminados.

Outra novidade para leigos, cada camada de gelo que descongela, nos polos, traz consigo tudo o que foi congelado em milhares de anos, vírus, bactérias… estão lá, inertes.

Estamos sofrendo as consequências dos nossos próprios atos.

Quem fechar os olhos ao desmatamento, queima, invasão e destruição de nossas floresta, pantanal e biodiversidade está sendo conivente com o início do nosso fim.

Não é só na China que se corre o perigo da contaminação. Aqui, do nosso lado, a invasão corre solta.

Estamos assistindo nossa saúde pública e seu corpo de profissionais fazendo de tudo para salvar a população brasileira nessa pandemia. Parte dessa população nega a ciência e as indicações e cuidados desses profissionais.

Mais de 100 mil mortos pelo coronavírus não foram suficientes para a conscientização das pessoas. Triste…

Desprezam a educação, o conhecimento científico, colocam a sua vida e a dos outros em risco.

Falta empatia, falta o amor ao próximo. Preferem “ganhar” na discussão ideológica, do que acreditar em quem detém a formação técnica e tenta educar os incautos.

E dito isso deixo aqui os artigos da Constituição Federal sobre saúde que todos deveriam conhecer:

Art. 196 que diz: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor,
nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita
diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado.

Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e
constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes:
I – descentralização, com direção única em cada esfera de governo;
II – atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços
assistenciais;
III – participação da comunidade.

Sugiro também a leitura da Emenda Constitucional 29, de 2000; da Lei 8080, de 1990; do Decreto 7508; de 2012 e da Lei Complementar 141, de 2012. Importante conhecer a legislação referente a nossa saúde.

Querido diário é o fim, em todos os sentidos.

Solitude e Solidão

Eu já chorei nessa pandemia, por saudade de quem amo, no distanciamento social que tenho vivido.

Não vejo meus filhos e meus netos desde março. É difícil, mas temos encontrado formas virtuais de nos manter-nos em contato e sanar essa falta.

E, início da noite, ou final dela, meu marido chega e não estamos sós, temos um ao outro. Aqui merece um esclarecimento, na pandemia, o trabalho com cal, um desinfetante, tem exigido muito dele.

Tem uma coisa que segura a minha onda, a minha solitude.

Não tenho problemas em ficar só, por muitas horas, muitas mesmo, quase todo dia.

Gosto da minha presença, das atividades que me estabeleço, da curiosidade em aprender cada dia mais, dos meus estudos, dos meus livros, dos meus filmes, das minhas séries e assistir aos noticiários.

Se bem que, ultimamente, ao assistir as notícias dá um certo desespero, em se saber que ainda haverá, por muito tempo, distanciamento, até que haja uma vacina.

Acredito que manter a saúde mental tenha sido a diferença em estar bem, depois de meses.

Por isso o uso aqui da palavra solitude, gostar de estar sozinha, não se sentir só no passar dos dias.

Espero que todos que, como eu, estejam afastados do seus queridos, possam estar bem e se sentir bem consigo mesmos.

Fiquem bem e se cuidem!

O copo

pós 50

Ela caprichava na limpeza da casa, afinal tinha acabado de mudar para o centro, queria tudo brilhante, mesmo que sempre tenha sido asseada.

Agora que tinha mudado para o centro. Finalmente ela e o marido haviam saído da Fazenda Couto, 29 assassinatos de fevereiro a abril, aquilo não era vida. O Alto de Amaralina era o paraíso.

O tempo de ônibus então, oxe oh gente, aquilo que era vida, chegava no Rio Vermelho rapidinho, era só subir a rua e estava em casa. Carlos, seu marido também, pena que peão de obras nunca sabe o endereço da próxima onde será.

Tinha tanto orgulho da sua vida, fez até a quarta série, depois um curso de cozinha no Senac, facilitou muito a vida para conseguir o emprego na casa da D. Mercedes. Ela sempre lhe dizia: Rosilene você é uma banqueteira de mão cheia.

Acordava às 5h, para cozinhar antes de…

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Tentar e tentar…

pós 50

Nem todos os dias conseguimos ser alto astral, os meus textos, as vezes, podem ser um pouco nostálgicos.

Faz parte da vida os dias atribulados, em que nós não percebemos como sair deles, ou enxergar um caminho mais nítido.

Tento sempre pensar em como ser e fazer tudo da melhor forma.

Sempre peso muito bem minhas falas e os meus atos, para que, caso tenham consequências e atinjam as pessoas ao meu redor, o façam de uma maneira que elas me entendam, que não foi proposital, mas, sim, por que era necessário ou eu não tinha outra saída.

Isso faz parte de um aprendizado de vida constante, de uma pessoa que a cada dia tenta melhorar um pouco mais, tenta ser sempre mais humana, mais compreensiva, respeitando o ir e vir das outras pessoas que estão ao meu lado, seja na convivência diária ou seja por passagem.

Nem sempre conseguimos…

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Quase quatro meses

Hoje, depois de quase quatro meses, eu vi meu filho, pela primeira vez, sem abraço, mantendo a distância de 2 metros, ele todo paramentado e usando uma máscara do Coringa, a sua predileta.

Esse foi o cuidado extremo dele, com a minha saúde, pela minha imunodeficiência.

Veio cedo até minha casa pegar dois notebooks antigos, para que as crianças das escolas públicas do DF possam fazer aulas online, iniciativa da minha nora, que tem pedido a todos os conhecidos.

O mundo está precisando de solidariedade, empatia, respeito.

Me deixa feliz saber que, aquilo que seria um lixo eletrônico, vai ser de grande serventia para as crianças sem recursos, neste momento de pandemia.

Foi muito bom estar com o Mateus, mas, olhando a foto, meu ser se toma por uma grande tristeza, me pergunto quanto tempo ainda vou levar para abraçar os meus filhos e os meus netos.

Desde o dia 14 de março saí uma única vez, com o meu marido, parceiro e incrível companheiro, para ir ao posto de vacinação, me vacinar contra H1N1.

Costumo brincar que não tenho problemas em ficar sozinha, gosto muito da minha companhia, meu marido é um dos que precisam trabalhar, mas estar alijada do convívio social de quem amo, traz uma emoção muito grande de melancolia.

Nessas horas me pergunto porque temos um desgoverno tão ordinário, que flerta com a morte o tempo todo, que só pensa em aumentar os limites de velocidade, tirar a segurança dos automóveis, em dar armamentos para a população, em dizer que uma pandemia é uma gripezinha, fico indignada.

A cada dia, dessa administração tosca, sou afastada da minha família. Aumenta o tempo de distanciamento social, dos abraços, dos beijos, das demonstrações de afeto.

Sou afetada intensamente por isso, minha raiva aumenta, pela desumanidade com que as pessoas são tratadas.

Ouvi, pela manhã, o reitor Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas, sobre os últimos resultados da pesquisa ecovid, coordenada pessoalmente por ele.

Ele relata as proporções étnicas, sociais e econômicas dessa pandemia. Os indígenas morrem cinco vezes mais do que o restante da população brasileira.

O coronavírus é uma doença trazida da Europa pelos brasileiros ricos, que mata mais a população pobre, que não tem condições de manter distanciamento social e, muitas vezes, sequer tem sabão para lavar as mãos, que precisa sair as ruas, usar transporte público para trabalhar e colocar comida em casa.

O coração aperta, mesmo triste, eu ainda estou em vantagem.

Que saiam os políticos e entrem os administradores públicos, assim pode ser que o Brasil tenha alguma chance. Por enquanto, o meu sentimento é de desesperança, devido a irresponsabilidade política dessas criaturas.

Que desconsolo… Diante dos fatos, resta uma opção, rezar…

Filho foi muito bom te ver❣

Mães

Em tempos de pandemia, resta a saudade, eles estão perto, mas não ao alcance…

pós 50

Se tem uma coisa que a vida não nos ensina é ser mãe. Apesar de fazermos um longo estágio com a nossa mãe, mas aí a posição é de filho, filha,isso não nos prepara para nada.

E como somos críticos quando olhamos para nossa mãe, o quanto cobramos com a nossa visão enviesada de filhos.

Eu amo imensamente os meus filhos e não sei como seria a minha vida sem eles, porque amei ser mãe.

Dificuldades?! Tive muitas, muitas mesmo, porque fui mãe muito cedo.

Muitas vezes quando olho para minha filha mais velha penso, coitada da minha cobaia. Sei que ela me preparou muito melhor para chegada do meu segundo filho.

Imagino também o quanto ela deve ter sofrido por ser a primogênita. Só tenho uma certeza, ela sabe que eu a amo, apesar dos pesares de toda sua criação.

É claro que criamos muitos traumas na educação dos…

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Querido diário – há vida nas cavernas?!

Voltem para as cavernas, aliás, nem deveriam ter saído de lá, não precisávamos assistir a escrotidão das suas perversidades.

Voltem para as cavernas, porque nós precisamos da humanidade de quem nos cuida, de quem está lutando pelas nossas vidas.

Vocês que só pensam no dinheiro, na bolsa, nos ativos, nas commodities, em ter, em possuir, em deter, em explorar, que fixam suas vidas no capital, voltem para as cavernas!

São tempos de humanidade, de solidariedade, de afeto, de empatia, de resiliência, de respeito, vocês não estão à altura desses tempos, voltem para as cavernas.

Não é tempo de especular, abusar, humilhar, menosprezar, voltem para as cavernas.

É tempo de cuidar, vocês não sabem o que é isso, voltem para as cavernas.

Vocês que soltaram a sua desenfreada bestialidade e arrogância, voltem para as cavernas.

Não estou falando das cavernas de pedras, da natureza, onde os primeiros humanos se refugiaram, como também os animais. 

Estou falando da caverna escura, inabitável, profunda, buraco soturno, onde se escondeu cada alma de vocês.

Voltem para as cavernas, nos deixem viver!

Querido diário – Pandemia e Pandemônio

Uma amiga questionou, nessa semana que passou, o motivo, o porquê desta pandemia, buscando sentido em tudo o que estamos passando.

Eu também não entendo.

No início achei que era um choque para a perdida humanidade, para que retomasse um rumo, um caminho mais humano de viver.

Agora, vendo no Brasil tanta gente aflorar a mesquinhez, os piores preconceitos, egoísmos e agressividades, colocar para fora o seu pior lado, eu me pergunto, até onde vamos?! Temos limites para o execrável?!

Parece lei de Darwin, cada dia fica mais aparente a falta de importância que certas castas dão à vida, alheia.

Me lembra Darcy Ribeiro e o carvão.

A nossa sociedade é uma sociedade enferma de desigualdades, suponho que a causa básica está em que somos descendentes dos senhores de escravos, fomos o último país do mundo, nós e Cuba, a acabar com a escravidão e a escravidão cria um tipo de senhorialidade que se autodignifica, que se acha branca, bonita, civilizada, come bem, é requintada, mas que tem ódio do povo, trata o povo como carvão para queimar. Então, na realidade, é uma classe dominante de filhos de senhores de escravos que vê o povo como a coisa mais reles, não tem interesse em educar o povo e também não tem interesse em que o povo coma.”

O Brasil que assisto me assusta, me apavora! Percebo a lei do mais forte se aproximando e posso ouvir a turba dos raivosos. Essa minoria não tem nenhuma empatia.

Os mais fortes e os que tiverem mais recursos financeiros realmente vão sobreviver, não se importam com quantos vão morrer, desde que o seu quinhão fique garantido, falo de uns poucos, que são aniquiladores.

Não é só sobre o coronavírus, é a miséria, a fome, é assistir à fratura exposta do que disfarçamos, do que e de quem era invisível, as fissuras econômicas e sociais abertas e sangrando. Quem realmente as vê?!

Parece o horror retratado nas obras de Dante Alighieri. Me parecia impossível a existência daquele mundo, hoje me vejo vivendo nele. 

No mundo real, não nessa realidade paralela em que vivemos, os agentes da saúde são dignificados e não agredidos, vejo Nova Iorque cantando, todos os dias, às 19h, New York New York, para quem está trabalhando para salvar vidas, na Europa batem palmas.

Não reconheço esse país aonde vivo.

Ainda bem que tenho uma bolha de humanistas com quem convivo, nos falamos e nos dizemos, vai passar, esse pandemônio vai passar!

Reflexões no isolamento pelo COVID-19

Texto longo, cheio de divagações…

É uma época de profunda reflexão de vida e conscientização, aceitação do que é possível e o que nunca mais estará ao nosso alcance… Época de aprender a conviver com a impotência.

Uma situação muito difícil a que vivemos, momento que proporciona uma análise e revisão de vida…

As digressões tomam conta dos pensamentos. Pondero sobre os possíveis cenários num futuro próximo.

Eu moro longe da minha mãe, hoje com quase 95 anos. Ela precisa de cuidados especiais e está num lar geriátrico maravilhoso, com outras dez senhoras.

Lá é cuidada carinhosamente, convive com as coleguinhas e gosta de viver ali.

Sempre estou lá no final maio, nós duas e a minha cunhada fazemos aniversário neste mês, gosto de passar com elas. Faço uma festinha para a mãe, o que não vai acontecer este ano, as visitas estão proibidas para protegê-las e eu não posso sair do meu isolamento, por ser imunodeficiente.

A nossa mente, em épocas de distanciamento social, também nos coloca a realidade nua e crua, os pés no chão e a impotência, frente a essa nova realidade.

Não sei o que vai acontecer, ainda verei minha mãe em vida?! Tem a dificuldade de chegar a Pelotas, por enquanto tenho tentado aceitar isso, mas uma coisa é a teoria, outra a prática.

Outra é, como estruturar a prática daquilo que não conseguiremos atender?! Só restou a mim de filha, eu quase morri antes dela, então tive que montar toda uma estrutura de atendimento, mesmo que eu não estivesse mais presente.

Tenho pensado na vida, evitando me angustiar, tentado fazer um planejamento dos cenários possíveis, porque não tenho o controle desta situação, mas posso torná-la mais confortável para todos.

Faz parte da minha personalidade tentar construir os cenários possíveis e fazer os planejamentos necessários. Essa foi praticamente a minha história de vida.

Acredito que, o fato de ter que lidar com a morte muito cedo, perdi meu pai com 10 anos, uma filha, muita gente amada, por fim meu irmão e também os meus problemas, me trouxe uma aceitação e normalidade diferentes de outras pessoas sobre esse assunto, falo sobre isso naturalmente, a morte já quase me pegou 3 vezes.

Cada pessoa tem uma jornada própria, eu tive que domar a minha. Muitas vezes tive que tomar as decisões dolorosas e práticas na família, deixando o sentimento escorrer por dentro, para dar apoio por fora.

O que tenho feito é me adaptar, apesar de conviver, com doenças sérias, elas nunca impactaram o modo desejado de viver, mas, há algum tempo, tenho sofrido consequências que vão me limitando fisicamente.

Então, antes do coronavírus, já estava com uma vida social mais restrita, porém fiz várias adaptações, para poder fazer o que para mim é importante. A tecnologia foi minha auxiliar constante, supera minhas limitações físicas.

Não uso mais o teclado, uso a voz para escrever, ou pelo celular ou notebook, diminuindo as dores das mãos. Faço quase tudo pela internet ou pelas redes sociais, elas ampliaram as minhas possibilidades.

Sou super resiliente, sempre convivi com as minhas imperfeições e deficiências, sem perda de qualidade de vida.

Ficar afastada da família, com risco real imediato, me traz diferentes dimensões, uma de organização, outra de reavaliação do que realmente importa.

Sim! Temos a possibilidade de dar a precedência ao que importa.

Em 2019, resolvi fazer uma pós graduação em Psicologia Positiva e vários cursos de extensão EAD. Buscar novos conhecimentos é uma das minhas escolhas prediletas, em momentos limitantes.

Sábia decisão, em um momento que sequer imaginava o quanto esses ensinamentos me seriam úteis e me trariam conforto pessoal. 

Minha busca vai além de adquirir conhecimento, é a busca de um novo propósito também.

Estou me preparando para esse incerto futuro, mais uma vez, avaliando os possíveis cenários, ainda sem qualquer perspectiva, apenas tentando ser resiliente, de novo.

O que você aprendeu

Ainda temos muito a aprender, a pandemia do coronavírus vai mudar todo o sentido do que vivenciamos até hoje, espero que nos tornemos mais humanos, menos seres…

pós 50

Você aprendeu que o equilíbrio da natureza é importante.

Você aprendeu que as árvores são importantes.

Você aprendeu que a água é ainda mais importante, pois sem ela não há vida.

Você aprendeu que quanto mais natural a comida, melhor para o seu corpo.

Você aprendeu que tem que ter esgoto, porque a falta dele traz muitas doenças.

Você aprendeu que é importante vacinar os seus filhos, para que eles não fiquem doentes e para que as doenças possam ser erradicadas.

Você aprendeu que uma educação de qualidade pode dar futuro para o seu filho.

Você aprendeu que a ciência é importante para o país avançar e se desenvolver.

Você aprendeu que quando não paga uma dívida, ou seus impostos, você será cobrado com juros e correção monetária.

Então,

Por que você aceita:

  • as agressões à natureza e a destruição das florestas e áreas de preservação ambiental Amazônia;
  • a aprovação…

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Carta D. Zila – 5 anos do desaparecimento da Cláudia

Para Cláudia

Há cinco anos que a tua janela está fechada. As roupas, que penduravas na veneziana, para pegar sol, não estão mais ali, mas o meu coração se alegra, porque sei que estás cheia de paz e luz.

Não estás mais participando das dificuldades deste planeta.

Filha, vem me dizer, no meu sono, como está a tua caminhada. Aqui estamos de quarentena, já faz quase um mês e ainda vai mais tempo.

Daí onde tu estás me cuida filha! A saudade cada vez aumenta mais.

Rogamos a Deus que te abençoe e te guarde e que Maria passe na tua frente e vá deixando, no teu caminho, as estrelas do seu manto.

Paz e luz filha, te amamos!

Mãe

P.S.: Filha, a fotografia que agora eu tenho, na minha cabeceira, és tu, com 3 anos, varrendo a cozinha.
É assim que eu te imagino agora… um anjo! (com um sorriso a…

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Inacreditáveis 5 anos

Para Cláudia

Esse é um texto de saudades e desabafos…

Senti tanta a tua falta, quando mudei para Brasília. Trocávamos cartas, era 1990, só tínhamos os correios e o telefone.

Éramos irmãs inseparáveis, final de semana, aniversário das crianças (as minhas), torcida nas carreiras, sair para compras, tomar café, lagartear com chimarrão, conversar a noite inteira… Andar de bicicleta pelo Laranjal.

A vida foi acontecendo para nós duas, mas os laços da amizade se fortaleceram na distância.

Laços que permitiam inclusive a respeitosa discordância. Continuávamos amigas e confidentes.

Lembro do orgulho recíproco por cada conquista nossa. Na dúvida, na hora das decisões, quantas vezes sentamos, para discutir o melhor caminho a seguir.

Estive contigo quando fostes buscar o primeiro carro comprado, coincidiu com uma ida a Pelotas. Amavas dirigir!

Ainda lembro do telefonema do meu filho, de madrugada, avisando, mãe a tia Cláudia está desaparecida. Nunca mais teríamos o teu sorriso.

No…

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5 anos

Para Cláudia

Hoje faz exatamente 5 anos que nos vimos pela última vez, jantamos uma pizza, antes que eu retornasse a Brasília.

Usavas essa roupa, foto tirada no laboratório, antes de sair para a pizzaria. Não sei se a foto é do Tiago ou da Francine. Estavas muito feliz, o novo laboratório ficara pronto.

Ainda sinto a tua mão no meu cabelo brincando: “comadre acho que nunca te vi de cabelo tão comprido”. Realmente, sempre usei mais curto.

Ainda faço coisas estranhas, como procurar mensagens tuas, nas lembranças do Facebook. Qualquer palavra me conforta.

Pequenos acontecimentos me levam para ti, uma marca de carro, uma foto da tua marca favorita de bota…

E, agora, nessa pandemia, penso em tudo que estarias fazendo na biotecnologia.

Sabe, amar também dói, quando a impotência toma conta, quando tudo o que foi feito não foi suficiente.

Sempre sinto a tua falta, aí rezo uma Ave Maria…

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Em tempos de coronavírus

Para Cláudia

Este texto é uma breve homenagem a tua excelência como cientista.

Se tem alguma coisa que eu aprendi contigo foi lidar com germes, vírus e bactérias.

Se tu tiveres uma única opção de lavar a mão, ao usar o banheiro, faz ao entrar, para não te contaminares intimamente, ao sair procura algum lugar em que possas lavar a mão. Porque somos mulheres, é inevitável não se contaminar ao usar papel higiênico.

Muitas vezes, com a minha mãe hospitalizada, ficava na tua casa. Ao entrar, sempre pela porta dos fundos, já tirava as roupas usadas no hospital e colocava na máquina de lavar. Ía ao banheiro, do lado, um banho, faria a “desinfecção” final, antes de adentrar à casa.

As compras empacotados do supermercado, em embalagens plásticas, eram colocadas direto para pia, para serem lavadas, porque muitas pessoas já as haviam tocado, deixando suas marcas e germes. Assim se preservava a…

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Diário de um IGM – Kappa e de uma Síndrome de Sjögren

Porque resolvi reblogar esse texto hoje?!

O texto explica pessoal, que os meus anos de 2017/2018 foram um inferno.

2019, um ano mais estável, eu e meu marido resolvemos fazer uma viajem, prometida em 2017, quando eu estava hospitalizada.

Compramos na Decolar, em maio/19, um pacote para Lisboa , para Março de 2020, dia 16.

Surpresa, coronavírus, pandemia!

Há uma semana, com agravamento da doença, eu comecei a entrar em contato com a operadora de turismo, que simplesmente não atende o telefone e não te dá nenhuma opção de remarcação no aplicativo, porque as regras, de 2019, quando não havia o COVID19, assim não permitem.
Sou uma pessoa imunodeficiente, que está se sentindo como gado sendo levada ao abatedouro, minha opção é ou viaja ou perde o investimento.
Esse é o tratamento dado ao consumidor brasileiro, Cheguei a ficar 3 horas na espera do atendimento do 0800 da empresa, sem ser atendida, perdi a conta do número de ligações e de e-mail e feedbacks, tentando explicar o risco que eles estão correndo em me colocar em um avião.
Vou deixar tudo organizado para um grande processo, com cópia de cada etapa ignorada.
A opção que me resta, caso não consiga mudar, remarcar a viagem, é perder o investimento, para não correr o risco de perder a vida.

pós 50

Depois de varias doenças infecciosas e percorridas a médicos para investigar as causas, todos os tipos de fisioterapia, ortopédica, neurológica e pulmonar durante meses, resolvi procurar uma hematologista, afinal todos os médicos pedem exame de sangue.

Assim começa esse diário… Descoberta, uma gamopatia monoclonal IGM kappa, por algum motivo o corpo faz uma mutação genética em parte do sangue, simplificando a explicação.

Consulta com a hematologista, 2 infecções pulmonares de repetição e varias outras no decorrer de 2017/2018. Ela pede uma tomografia de pulmão e exames complementares de sangue. Na coleta de sangue no laboratório soube que um dos exames iria para São Paulo, imunofixação de proteínas séricas – nunca tinha ouvido falar, resultado, no início de março o laboratório de SP não libera o resultado, faltou um insumo.

Levo os demais resultados para a pneumologista, ainda estava em tratamento para pneumonia, um pequeno nódulo no pulmão, provavelmente a cicatrização…

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Fardos

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Olho no espelho vendo as rugas e marcas do tempo,.Não aprendi a esquecer, descobri isso, revendo nelas minha vida e as situações pelas quais passei, deixaram trilhas na face.

Restaram muitas alegrias, inúmeras mágoas. 

Eu sinto falta de quem amo, das pessoas que passaram pela minha vida deixando bons sentimentos, eu sinto falta das boas conversas, eu sinto falta das amizades que achei ter conquistado.

Mas, passados alguns anos,  as pessoas simplesmente se foram, cumpriram seu destino. 

Então, finge-se estar bem, siga sorrindo, porque todos têm seus próprios fardos, não querem ser incomodados, querem rir, leveza, conviver consigo já não é fácil, se você é um peso a mais, por favor, se afaste. 

Sua boca profere palavras rasgadas, como raios disparados, na verdade, uma súplica: me olha, me enxerga, fala comigo, pergunta como eu estou, me acolhe.

Sinais transversos não são entendidos, são apartados… 

Há uma sensação de abandono, aquela convivência de anos, perdida em um dia, a crível amizade e a sensação de permanência que escorre pelas mãos num piscar de olhos.

Existem dias de fardos maiores, em que a balança desequilibrada faz a alma jorrar.

A sensação é de caminhar por um campo, largando pelo caminho fardos de feno, que se acumularam nos ombros, anos a fio, sobrecarregando o corpo cansado. 

Imperceptíveis, nem todos caem, alguns ficam presos às pernas, acrescentam o peso da vida a caminhada.

Entre fenos perdidos e adquiridos, segue-se a vida, pedindo que os fardos restem mais no campo que nas pernas.

 

O Direito Delas

Eu publiquei este texto na véspera da posse desta pessoa SEM DECORO, que se diz presidente.
Quando abre a boca é para despejar toda a sorte de preconceito e absurdos, tendo como um de seus alvos prediletos as mulheres.
Então, primeiro de janeiro é o primeiro dia de todos os outros dias de nós MULHERES, porque todos os dias é o dia DELAS, é o nosso.

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Resolvemos instituir o dia primeiro de janeiro como o do Direito Delas – o da nossa forte união pelos nossos direitos, o das mulheres, o das nossas conquistas!

E agora, que instituímos esta data, queremos dizer que, nenhum, absolutamente nenhum, dos nossos direitos adquiridos nos serão retirados e vários serão conquistados.

Decretamos que somos mulheres poderosas e empoderadas e sabemos exatamente o que queremos e a que viemos e, portanto, não nos provoquem.

Porque agora, de mãos dadas, unidas e fortes vamos mostrar quem somos, o que temos, o que queremos e o que vamos conquistar. Não baixaremos a cabeça para qualquer autoritarismo.

Quando uma de nós na caminhada da vida tropeçar e perder o equilíbrio, nós estaremos lá, juntas, para lhe amparar, sustentar e colocar no prumo novamente.

Se chegar o vendaval seremos a rocha que mantém umas às outras. O alicerce que não se deixa abalar.

Somos mulheres…

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Nem sempre a verdade é a melhor resposta…

Minha mãe tem 94 anos e os momentos de lucidez são raríssimos.

Estávamos conversando outro dia e ela me perguntou, apontando para o céu, e minha mãe?

Estamos na época do pêssego em Pelotas, então, ao invés de responder, eu simplesmente comecei a falar das coisas que a vó fazia nessa época.

“Mãe lembra da vó descascando os pêssegos, para fazer a geleia, a pessegada, os pêssegos em calda?! E aquela vez que ela mandou o pêssego em calda para ser enlatado?! 12 fatias por lata, ao abrir descobriu que o responsável enlatava 10, ficando com duas fatias, de cada lata, para ele.”

Ela ria das histórias…

É uma maneira de relembrar a sua mãe, reviver os momentos felizes…

E assim vou levando, porque não quero relembrar nela poucos minutos de um profundo sentimento de angústia e perda.

Ela não precisa saber que perdeu a mãe, a irmã e o filho, são verdades dolorosas que não precisam ser ditas.

É bom fazê-la sentir uma breve felicidade, recordando daqueles que amou.

Nem sempre a verdade é a melhor resposta …

Avenida Fernando Osório

Para Cláudia

Mais uma vez em Pelotas, eu ainda tenho medo de encarar a casa ao lado, porque a dor é instantânea.

Existe uma grande diferença no meu olhar ali agora. Antes primavera, agora constante inverno, como as pinturas de Monet, retratando as diversas estações no Jardim de Giverny, mas não há beleza no inverno que se instalou na Fernando Osório.

Dona Zilá abriu a porta para mim, minha filha e meus netos. Logo de cara pude perceber a fragilidade em que se encontra.

Agora usa um andador para se deslocar pela casa e tem sérias limitações de movimentos. A coluna sofre para sustentar seu frágil corpo.

Ao entrar olho para parede onde está o quadro de tulipas pintado pela Cláudia. Pela sala diversas fotografias dela, de muitas épocas.

A conversa é triste, restaram muitos dissabores, além do amargo desaparecimento da minha amiga. 

Quanta diferença! Há 30 anos, quando chegávamos com…

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Convicções

Eu tenho um pensamento super ativo e parece, muitas vezes, difícil abordar determinados assuntos, porque eles me pipocam contraditoriamente.

E o mundo está cheio de convicções, não existe abertura para o contraditório.

Minha mente desafia as minhas próprias ideias, colocando uma incerteza e autocrítica constantes em mim.

Além disso, estamos numa época de censura alheia e opiniões agressivas. Isso me tira completamente a vontade de dialogar sobre o contraditório. Apesar de achar isso absurdamente saudável, a troca de ideias, soma em aprendizado.

Tem uma frase, que ouço sempre, que a verdade é individual e a perspectiva sobre os fatos também é.

Coloque três pessoas, que assistiram a mesma coisa, peçam para elas narrarem o que viram, você terá três histórias diferentes.

É necessário respeito às pessoas e às suas ideias.

Nós somos um caldo de cultura, valores e vivências. Tentar desmerecer o outro é um demérito para quem o faz.

Algumas coisas me afastam das pessoas, uma delas é a desonestidade. Aqui entra também a falta de caráter.

Me chama atenção, atualmente, a falta de autocrítica das pessoas e a sua desonestidade ética.

Têm a pretensão de impor aos outros uma moral que elas mesmo não tem.

Estamos criando uma geração egoísta, egocêntrica e sem empatia. Onde o que é certo é o que é melhor para mim. 

Como dialogar se cada um só olha o próprio umbigo?! Não há diálogo no isolamento.

Boa parte dos filhos de classe média convive com pais verbalmente agressivos nas mídias sociais, isolados em suas tecnologias, lhes dando míseros minutos de atenção.

Tem também os filhos da própria sorte, porque, para colocar comida na mesa, seus pais (boa parte só as mães) comprometem praticamente todas as horas do dia.

Os filhos dos mais abastados são preparados social e educacionalmente para mandar nos dois primeiros. Aprendem tudo para manter o status quo.

O abismo social se aprofunda.

E, assim, segue a vida, cheia de convicções, pouca autocrítica, falso moralismo, muita miséria humana, pouquíssima empatia. E eu fervilhante em pensamentos analíticos.

Se importar com os outros não está na moda…

Sombrio

As vezes mergulhar em si mesmo é cair no abismo.

Invadir aquela bagunça que temos preguiça e dor ao enfrentar.

Ir ao profundo onde o oxigênio fica rarefeito e a dor adentra o peito.

Encarar a realidade de que foi esquecida ou é ignorada por alguns que amou.

Que um instante de si parou no tempo e lá permaneceu intocado.

Sente falta de quem se foi. Parte de envelhecer significa a saudade da alegria inconsequente da própria juventude.

Remexe feridas, que são consoladas com os cacos de momentos de rara felicidade vividas.

Recupera o fôlego. Emerge.

Reverte mágoas em experiências, o aprendizado feito pelo caminho.

A volta por vezes revolta. É o reparto doloroso da abertura dos pulmões quando entra o ar.

O tempo parado naquele espaço e momento passado machuca.

O vento sopra gelado no rosto, bate agudo, levanta a gola para seguir pela rua, onde deixou parte da infância.

Pequenos fragmentos de lembranças consolam dores antigas, como o cheiro da lenha queimando, exalados pelas chaminés.

Os nós de pinho sempre exalam a inocência da infância.

Voltar nunca foi fácil, não sabe se um dia será.

O tempo transcorreu e algumas batalhas simplesmente congelaram, sem terminar.

A vida continuou e, por muitos anos, o passado ficou dormente.

Agora, já vívido meio século, a alma transborda, como um rio desenfreado em meio à tempestade.

Atropela, incontrolavelmente, os sentimentos semi enterrados em areia fofa, lhes expondo.

As feridas não curadas, ardidas e, um dia anestesiadas, reabrem.

Ao girar 360 graus, acompanha a decadência mental de quem ainda faz parte sua vida, sem realmente estar presente, impotente.

É o custo de ser responsável pelo seu passado e o dos outros.

Deixou restos de si pelo trajeto, reconstruiu outros pedaços, argamassa que preenche os buracos da obra da vida.

Agora é assombrada pelas recordações, que não consegue administrar.

Tem coragem, tem medo. Há uma fortaleza aparentemente quase intransponível.

Se sente como um ovo, aquela casca dura, que, ao primeiro impacto, derrama toda a sua essência.

A edificação do ser seu foi imperfeito e também exitoso. Espalhou varios sucessos, no pretenso roteiro planejado sobreviveu.

Consciente que ainda resta um tempo a ser administrado. Existe uma presente interrogação em como atravessar o futuro período.

A pergunta vai continuar ali, sem resposta, ninguém realmente entra na tenda de desejos e consegue predizer o porvir.

Conduzir a sua desordem e a que assombra à qualquer criatura é o que tenta fazer, na sobrevivência de cada dia.

Não há retorno. Assim se forja a vida, num martelar o corpo, como ao ferro, dando forma ao imperfeito e ao desgaste, que aparenta retocado, reerguido.

Conto de Adrianafetter

2019 – travessia…

Renovando os mesmos votos para 2020!

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Pessoal estimado,

Todos os anos eu penso e repenso o que quero para o ano que chegou…

A minha busca acaba sendo sempre a mesma, minha eternizada e enraizada busca.

Sempre faço o meu balanço do que fizemos, porque fizemos e pelo que lutamos.

A minha mensagem pessoal vai para todos aqueles que conviveram comigo, no decorrer de 2018, fazendo a travessia para 2019.

Eu espero:

  • continuar lutando pelos meus sonhos;
  • combater a injustiça;
  • enfrentar o preconceito e defender as minorias;
  • me revoltar com a ganância daqueles que só querem mais dinheiro;
  • não magoar meus amigos e colegas;
  • me indignar com a pobreza, com a miséria e com a ignorância;
  • manter a fé no homem e, acima de tudo, continuar amando os meus semelhantes.

“1 Coríntios 13:1: Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como…

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Combate à Corrupção

pós 50

O dia 9 de dezembro é lembrado como o Dia Internacional de combate à corrupção, mas isso existe no Brasil?!.

Isso me fez lembrar de uma história que aconteceu há algum tempo, mas é recorrente, muda poucos aspectos. Uma jovem, com filho de colo, estava numa fila preferencial, na frente dela uma senhora idosa e na frente das duas um casal, que queria comprar cerveja. A caixa perguntou se elas se importavam que o casal passasse na frente, já que estavam numa fila preferencial. A senhora idosa respondeu que não, mas a jovem com bebê de colo disse que se importava sim, o que deu início a uma discussão entre o casal e a mãe do bebê.

Indignados o casal se julgava correto por estar na frente da fila, mesmo que essa fila não fosse a correta, foram discutir com a jovem mãe e ela respondeu que é assim que…

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Diálogos Malditos de Natal

– Vera já acabou de colocar a mesa para ceia?!

– Estou quase acabando Dona Ester, todos já chegaram? (Que saco! Vera por favor isso, Vera por favor aquilo, mas para Aline nenhuma observação. Mais uma noite de Natal e ela está atrasada. Será que não se toca que todos estamos esperando pela beldade?! Desculpa Senhor, sei que é Natal e não deveria pensar assim…).

(Provavelmente ela faz de propósito, entrada triunfal, todos aqui a veneram é a preferida da sogrinha. “Dona Ester passei na confeitaria e comprei aquele bolinho que a senhora gosta, Dona Ester que cor linda de batom, esse vestido lhe cai tão bem, que bom gosto a senhora tem.” interiormente imitava a voz e ria)

A verdade é que Vera via na cunhada uma rival e ela não estava a altura dessa concorrência, sempre seria a perdedora, a de classe media do interior e não a filha de médicos.

Enquanto Aline nao chegava, Vera se penitenciava pelos diálogos malditos, que a atormentavam fazendo dela mais uma pecadora, na data religiosa.

– Aline você chegou e como está bonita!

– Deixa de ser boba mulher, coloquei um vestido floral que gosto. (será que a Vera nunca vai aprender a se vestir?! Está usando maquiagem demais e esse vestido todo de renda, que coisa mais fora de moda. Deixa para lá, é a preferida da dona Ester mesmo: “Vera por favor coloca a mesa, Vera por favor me ajuda aqui na cozinha, Vera vem aqui querida.” Eu sou a inútil que ninguém da familia enxerga, a filhinha de papai, a esnobe que não sabe fazer nada em casa, porque trabalha o dia inteiro.)

– Mário e Carlos, filhos, todos já chegaram para que possamos começar a nossa ceia? Mais um ano sem o meu marido, sem o pai de vocês. (Ahhh Ester, só ele realmente sabia festejar, até demais, todos os vizinhos conheciam os seus indiscretos galanteios, suportados pela boa convivencia. Não soube ser marido de verdade, companheiro, queria ter uma filha, restaram as noras, não que eu não goste delas, meu Deus, tão diferentes, a pacata e a perua.)

– A cunhada caprichou, hein?! Mário tascou um beijo em Vera (é essa timidez e esse jeito suburbano que mexe comigo, todos elogiam a Aline, mas a Vera na sua simplicidade me cativa. Mário, Mário deixa disso, é Natal, não cobiçais a mulher do outro, muito menos a do irmão.)

– Olá Mario, como está a bolsa, quanto você ganhou este ano? (queria tanto que o Mario tivesse um objetivo na vida que não fosse só ganhar dinheiro, que ele realmente amasse alguma coisa, que gostasse de fazer. A vida teria um propósito para ele, seria mais feliz.)

– Maninho não ganhei o suficiente. Ano que vem vou arrebentar. (tenho que fazer o Carlos ganhar um dinheiro, senão daqui há alguns anos vai ficar nas minhas costas. Coisa ridícula escolher carreira por vocação! Tô vendo a hora dele vir me pedir dinheiro emprestado. Aí vou dizer, para isso vocação não serve, deixa eu te ensinar a pescar, em vez de dar o peixe. Sempre olharam para ele na família como “o intelectual” e eu o cara que não terminou a faculdade. Agora me diz, quem tem o dinheiro mesmo?!)

Todos olhavam para as criança, elas aproveitariam a noite, ávidas para começarem a comer e abrirem os presentes.

(Festa chata de adulto que não começa nunca) – os três primos se olhavam e riam um dos outros, esperando que os pais e a avó parassem de falar logo. O pensamento era quase comum entre os três, (canta logo Noite Feliz, vamos comer o Chester da vovó e abrir nossos presentes, isso é o Natal e ponto final.)

No canto da sala o presépio, assistia aquela festa de Natal em família…

À meia-noite todos se abraçaram emocionados, gritando FELIZ NATAL!

A doutrinadora

A minha homenagem a todos os professores “doutrinadores” que hoje lutam pela sua sobrevivência e a da educação!

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Eu conheci uma professora doutrinadora, formada em história.

Ela me espanta até hoje com suas atitudes. Eu queria entender os abusos dessa mulher que, mesmo antes de formada, já ansiava por uma sociedade mais igualitária, com menos diferenças sociais.

Sabe o que esta criatura fez?! Aproveitou o seus finais de semana e resolveu ser voluntária numa campanha de vacinação infantil. Calçou as suas galochas, em pleno inverno, foi para uma região da cidade onde não existia posto de saúde, numa época que não havia agentes sociais, levou vacina para as crianças, que moravam em barracos encostados ao muro do cemitério, a parede mais forte da casa. As outras famílias moravam em frente, em construções de madeirite, no meio do banhado, numa região onde o inverno chegava a 5 graus C negativos.

Essa mesma mulher abusada, depois de formada, resolveu que não bastava dar aulas de história para seus alunos, oriundos…

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Minha tia

A minha família reúne mulheres fortes, impressionante como somos fortes.

Me incluo nesse grupo porque, são minhas referências, exemplos que segui, juntando pedacinhos admiráveis de cada predecessora. Cada uma com um estilo único.

Nem sempre somos agradáveis aos olhos dos outros, alguns nos chamam de arrogantes. Aqueles que, provavelmente, confundem impetuosidade, coragem e objetividade, com arrogância.

Não lembro de nenhuma de nós pararmos em meio à adversidade. Podíamos fazer um intervalo na caminhada, apenas para analisar o modo como iríamos superar aquele momento e seguirmos em frente.

Nessa trajetória, tive uma pessoa com quem me identifiquei em muitos momentos da minha vida, um modelo a seguir e, tenho certeza, que ela viu em mim uma miniatura sua, em várias situações.

É uma mulher linda, que, nonagenária, ainda guarda essa beleza. De convicções fortes e sorriso largo.

Foi meu exemplo de simpatia constante, de dedicação profissional, de vida universitária, de perseverança e apoio incondicional.

Nem consigo contar os tantos momentos em que a procurei, fosse pra corrigir um trabalho, ou para conversar, ou apenas procurar um abraço.

Sentávamos a mesa pra tomar um café e muitas vezes comer uma torta de chocolate, que ela sempre amou. Nossa convivência era diária, até os meus 25 anos. Sua casa sempre fez parte da minha vida.

Em muitas ocasiões da vida fui abraçada, de perto e de longe.

Dela vinha a solução nos impasses de família com minha mãe. Mesmo sendo a irmã mais nova, era quem minha mãe ouvia.

Nunca falamos sobre a minha liberação para cursar mestrado em Brasília, mas eu soube da sua discreta intervenção, para que eu fosse liberada, depois de muitas idas e vindas burocráticas. Ela sabia o quanto era importante para mim e eu sempre guardei imensa gratidão.

Muitas vezes também fomos as bicudas que não se beijaram, de temperamento e opiniões fortes, tão grandes quanto o respeito mútuo.

Assisto impotente e de longe as dores que a idade tem-lhe impingido.

Minha mãe e ela não moram mais juntas, as necessidades e cuidados constantes que minha mãe precisa me fez optar por uma casa geriátrica. Chorei dias e dias por essa decisão. Não queria separar as duas, que nunca vi discutir, amigas inabaláveis.

Saber da fragilidade dela me dói, assim como me doeu constatar a da minha mãe.

Hoje, do hospital, ela enviou um recado para a minha mãe, que agora vive num mundo próprio, da sua infância, esperando as cucas de natal da minha avó assarem: seja feliz. Chorei…

Amantes

Quantos beijos trocados, quantas pernas cruzadas, quantos cabelos despenteados, quanto suores misturados.

Aquela paixão o estava consumindo.

Ela era uma mulher incrível, com quem dividia os melhores momentos da sua vida.

Um tornado de emoções tomava-lhe conta e, como toda paixão, o enlouquecia. 

Sonhava com os encontros ardentes na Garçoniére.

A sua amante lasciva, quase uma devassa, tinha variedades de prazer que sequer poderia um dia imaginar experimentar.

Nunca pensou que ela fosse corresponder a paixão que lhe tomou conta, na primeira troca de sorrisos.

Quantas vezes, no meio da noite, teve que levantar para tomar um banho. Relatava à esposa os pesadelos que molhavam o seu pijama.

Era o que lhe ocorria como desculpa para disfarçar o verdadeiro motivo de lavar os pijamas, embaixo do chuveiro, removendo a marca do pecado.

Não eram mais jovens, não podiam se deixar levar. Tinham famílias e ele reconhecia ao seu lado uma esposa amorosa.

Vivia intensamente o seu amor proibido, muito clichê.

Ela preenchia sua vida arrebatando-lhe a alma.

Um dia, liberou suas amarras sociais e, no meio dos colegas, a pegou pelos braços e a beijou.

Ela perplexa, congelada, perguntou o que estava acontecendo. Ele não entendia a situação.

Por que ela o estava olhando com aqueles olhos de espanto?! Onde estava a paixão que fascinava aos dois?! Sabia que havia exagerado, mas não se conteve. 

Por segundos, ele viveu uma realidade inexistente, extravasou uma paixão contida, seus pensamentos o traíram.

Ela era apenas uma colega dos sonhos, com quem jamais havia deitado. Tentou, constrangido, disfarçar o indisfarçável.

Que ardil mental o acossou, imaginara uma paixão erótica, que sequer fora correspondida ou acontecera.

Então, ensandecido, correu até a sua pasta, pegou o revólver e a matou.

Jamais pecaria novamente.

Conto de Adrianafetter

Letra e Música

Eu sou quase uma cinéfila, amo ver filmes, não importa o gênero (Confesso que de terror estou correndo deles) e, muitas vezes repetidamente, se gosto e vejo que está passando na televisão, paro para assistir novamente.

Isso me valeu um apelido, a rainha do filme repetido. Ah, se for antigo, aí é que vejo mesmo.

Tem um, tipo sessão da tarde, que eu já vi inúmeras vezes, se chama em português letra e música (Way Back Into Love).

Em determinado trecho do filme o ator principal, que representa um cantor/compositor decadente, Hugh Grant, diz para sua parceira, Drew Barrymore, que é escritora, que uma música pode mudar o dia de uma pessoa. Coisa que eu acredito piamente.

Não sei quantas vezes, me dirigindo para o trabalho, ao ouvir uma música que eu curtia, meu espírito simplesmente mudava. Chegava lá ótima.

Então, nos últimos dias de 2019, que não foi fácil para ninguém, na nossa página do Facebook, a pós50 , eu planejei um trecho de música por dia, porque quero as pessoas cantando, fazendo do seu dia, um momento melhor.

Vamos cantar minha gente, deixar a tristeza para lá e espantar nossos males!

Solta essa voz!

Mundo, qual mundo?!

pós 50

Eu me pergunto como dentre tantos exemplos de vidas, tantas pessoas com uma alma linda e generosa, com uma inteligência fantástica, porque escolhemos a hipocrisia do discurso vazio, de pessoas mesquinhas.

Tivemos Ghandi, Mandela, Martin Luther King, Dom Elder Câmara, Chico Xavier, Paulo Freire, Zilda Arns, Einstein, dentre muitos. Temos Pepe Mujica, Malala Yousafzai, Papa Francisco, Maria da Penha, Chimamanda Ngozi Adichie, todos a sua maneira foram ou são transformadores do mundo em que vivemos, humana e positivamente.

No entanto, escolhemos seguir hipócritas, ignóbeis, com senso questionável de sociedade e humanidade.

Agentes sociais transformadores, essenciais ao mundo, são aqueles que se importam, com as crianças, com os necessitados, com as minorias, com os famintos, com os oprimidos.

As pessoas que eu citei acima trocaram parte de suas vidas para defender vidas. De alguma forma se doaram para servir a uma causa maior.

Não me venha dizer que isso é um…

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No próximo ano eu vou…

pós 50

Se eu pudesse dar um conselho sobre o novo ano pra vocês, eu diria não adiem o seus sonhos, projetos e planos.

Verifiquem o que é realmente importante e relevante para a sua vida e façam disso o maior sonho a conquistar, invistam nesse projeto.

Eu não estou falando só de coisas materiais, também estou falando de vontades, desejos, sejam eles ter um filho, ser voluntário, ter um negócio próprio, um carro, ou fazer a viagem dos sonhos, ou conhecer um parente interessante, ou fazer uma grande amizade, de um grande ou simples desejo.

Se prepare, se organize e vá viver a vida, invista em você ano que vem, seja feliz!

Porque o mundo e a vida se vive no presente, não na saudade do passado, nem na angústia do futuro.

Pense no seu Feliz Ano Novo, ele está logo ali!

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Políticas públicas e sociais são possíveis no combate ao desemprego!

Grata lembrança, com Paul Singer em um dos treinamentos do Casa Brasil

Existe saída para o desemprego, mas tem que haver um comprometimento e fomento do Governo Federal para isso, principalmente com os jovens.

Eu participei, há anos, de um projeto de inclusão digital, super integrado, a proposta continha: formulação de novos empregos, assistência às camadas das populações mais carentes, acesso aos serviços do governo, via internet, capacitação de pessoas e financiamento para aquisição de computadores.

Pode parecer confuso, inicialmente, mas eu explico.

Hoje quase todos os serviços do governo estão acessiveis via internet, mas existem camadas da população que não têm acesso a isso. Ou não tem acesso aos computadores, ou não tem internet em casa.

Assim foi planejado um programa para a criação de uma política de financiamento para aquisição de computadores pelas classes C e D e, para classe E, que não tinha sequer condições de adquirir um equipamento, o acesso a um local, para que essa população tivesse acesso a serviços de governo e suas políticas.

Somente um local com equipamentos não seria suficiente, teria que ter técnicos para auxiliar a essas pessoas, em seus primeiros contatos com as máquinas e tecnologias.

Havia a necessidade de capacitação dessa comunidade e, para tanto, seria utilizado os próprios recursos humanos dela.

A proposta era formar jovens moradores jovens que já tinham interesse em TI e dar-lhes certificação, em Linux, software livre, para que o governo não tivesse que pagar por licenças).

Esses mesmos jovens voltariam às suas comunidades e replicariam essa capacitação a outros jovens dali. Teriam, também o seu primeiro emprego, como técnico encarregado dos projetos comunitários, daquela região ou estado. Havendo, assim, um ciclo virtuoso de aprendizado.

E, essas comunidades carentes, seriam organizadas por pessoas encarregadas de fazerem o elo entre comunidade e governo.

O acesso ao financiamento dos computadores se deu com a articulação do governo com os grandes varejistas. Para tanto, o governo se comprometeu a baixar os impostos sobre esses equipamentos tecnológicos, fazendo assim que o preço do produto caísse e, em troca, o mesmo fosse parcelado em, no mínimo, 10 prestações.

Com isso, com o aumento das vendas, o mercado foi aquecido, por uma faixa da população que não costumava gastar com tecnologia. Mais um ciclo virtuoso.

Foi concedida pela Linux 150 bolsas para a capacitação e certificação dos jovens das comunidades.

A instalação de cada Casa Brasil, esse era o nome do projeto, foi feita em comunidades com baixo índice de IDH, onde a necessidade era premente e o acesso aos serviços de governo, urgentes.

Para casa região foi pensado outros tipos de serviços, conforme a característica e necessidades do local e de sua população.

Após dois anos de implementação, cada casa Brasil seria repassada para a gestão da prefeitura municipal, para que desse a subsistência necessária a sua continuidade.

Havia, também, um projeto irmão no governo, o ponto de cultura, dirigido à cultura digital. E um comitê de inclusão digital, que coordenava as ações na área.

O casa Brasil e o ponto de cultura tinham um conselho gestor, envolvendo diversos ministerios e foram concebidos por Sergio Amadeu e Celio Turino, respectivamente.

Como todo projeto de um governo, este também foi descontinuado. As prefeituras também não se prepararam para administrar essas casas.

E, hoje, das 154 casas implementadas, deve haver no máximo 10 ainda em funcionamento, mas fora do planejamento inicial.

Época de empatia nas politicas públicas de governo, as pessoas se preocupavam com as outras pessoas menos favorecidas. Saudade!

A definição do projeto e seus objetivos:
“O Casa Brasil é um projeto do governo federal, que tem como principal objetivo, reduzir a desigualdade social, em regiões de baixo índice de desenvolvimento humano.
Superando os conceitos de inclusao digital vigentes, o Casa Brasil não leva somente computadores e conectividade, leva um espaço que privilegia a formação e a capacitação em tecnologia, aliada à cultura, arte, entretenimento e participação popular, com forte apoio à produção cultural local. O projeto foi pensado para que a comunidade se aproprie de cada Casa, transformando-a em um espelho cultural de sua localidade.
Superando os conceitos de inclusao digital vigentes, o Casa Brasil não leva somente computadores e conectividade, leva um espaço que privilegia a formação e a capacitação em tecnologia, aliada à cultura, arte, entretenimento e participação popular, com forte apoio à produção cultural local. O projeto foi pensado para que a comunidade se aproprie de cada Casa, transformando-a em um espelho cultural de sua localidade.
O trabalho do Projeto Casa Brasil é focado na inserção crítica na sociedade da informação, privilegiando grandes fios condutores como: democratização das comunicações, compartilhamento de conhecimento, valorização da mulher, respeito à diversidade e desmistificação das tecnologias.
As atividades são dirigidas para as seguintes linhas de ação: comunicação comunitária, governo eletrônico, educação ambiental, economia solidária, conhecimento e software livres, cultura local, direitos humanos, alfabetização e leitura.
O uso das unidades Casa Brasil é gratuito e cada uma delas se caracteriza por ser uma estrutura modular que contém: auditório, estúdio multimídia, oficina de rádio e TV, sala de leitura, telecentro, laboratório (de ciências ou manutenção de computadores).”

Eleição e pós verdade

Este texto vai ser sobre eleições, plebiscitos, consultas populares, sobre a manipulação das populações, explorando pessoas suscetíveis e seus medos.

A política é uma das minhas áreas de atuação e tento me manter atualizada sobre ela, de uma maneira mais completa e analítica.

Não recorro simplesmente a fontes jornalísticas brasileiras, também recorro às internacionais, que acredito serem mais isentas e fidedignas.

Assisto a todos os documentários, de 2016 para cá, sobre Brexit, eleições pelo mundo, campanhas políticas.

Eleição é um negócio, como todo negócio é manipulável. Não estou falando de contagem de votos, estou falando da cabeça do eleitor, cujos hábitos, gostos, repúdios, perfil de consumo, todo o seu jeito de viver, viraram algoritmos e foram vendidos. Negócio bilionário!

Vou compartilhar aqui filmes, documentários, ficções baseados em fatos reais, que indico.

Dois documentários imprescindíveis Brexit e The Great Hack. Uma série sobre pós verdade, Years and Years. Um filme baseado em fatos reais, Lavanderia.

Há um ano, mais ou menos, eu assisti a um vídeo impecável do YouTuber Slow, Canal do Slow 62, sobre Bolsonaro e Steve Bannon.

Ele fez um trabalho de levantamento primoroso, de como o financiamento de campanhas políticas estava usando as redes sociais, para manipular o voto dos eleitores.

Documentou todos os fatos a que se referiu, indicando as fontes. Impressionante foi assistir depois o documentário The Great Hack, lançado este ano, confirmando toda a análise do Slow.

Não há como ter esperança quando você vê o dinheiro correndo solto, em detrimento da democracia.

Carole Cadwalladr, ganhadora do prêmio Pulitzer, denunciou o Facebook, a Cambridge Analytica, a SCL, fazendo como jornalista um levantamento investigativo de como essas empresas influenciaram os eleitores e mudaram o seu voto.

Ela exemplifica os testes feitos em pequenos países, antes da eleição de Donald Trump, onde depois os mesmos métodos foram utilizados, com muito, mas muito dinheiro, usando os algoritmos do Facebook, providenciados pela Cambridge.

Estamos na época da pós verdade de Steve Bannon e sua política de ultra direita. Para ele a realidade tem que ser quebrada, destruída, para a criação de uma nova era. Propõe conflitos, usa as pessoas e as torna menos humanas, explora seus medos, com mentiras, surgem os anticomunistas, racistas, homofóbicos, xenófobos, misóginos.

Bem-vindo à nova era da pós verdade, onde a história e os fatos são irrelevantes e os algoritmos, das redes sociais, realmente fazem a sua cabeça!

Para quem viveu a política como uma ciência, a vontade é de sentar e chorar, mas a luta pela democracia tem que continuar.

O teu aniversário

Mais um aniversário de muita saudade, não tem dia em que eu não pense em ti.

Nenhuma palavra pode traduzir a falta que sentimos.

O ciclo não se fechou, sonhos foram interrompidos, com a dolorida saída tua de nossas vidas.

Desejo que estejas bem, dentro da tua crença que, ao desencarnar, serias acolhida pelos teus espíritos de luz. Somente no teu espiritismo conseguimos justificar o teu desaparecimento de nossas vidas.

Por aqui a vida continua, mas ficou o vazio da tua ausência e de tudo o que poderia ter sido.

Feliz aniversário minha amiga, que sejas luz sempre!

 

* Médica Veterinária, Mestre em Medicina Veterinária e Doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Professora Adjunta do Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CDTEC/UFPEL) onde atua nos cursos de Graduação em Biotecnologia, Pós-Graduação em Biotecnologia/UFPel e Pós-Graduação em Parasitologia/UFPel. Lidera o grupo de pesquisa em Imunodiagnóstico, onde busca o desenvolvimento tecnológico, em geração de produtos e processos inovadores aplicados ao diagnóstico de enfermidades humanas e dos animais. Presidente da Comissão Interna de Biossegurança (UFPel) e Membro da Comissão de Ética em Experimentação Animal (UFPel). Integrante dos colegiados de curso de Graduação e Pós-Graduação em Biotecnologia. Ministra aulas nas disciplinas de Biossegurança, Microbiologia e Imunodiagnóstico. Tem experiência na área de Microbiologia e Imunologia Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: Produção de Anticorpos Monoclonais e Desenvolvimento de Testes de Diagnóstico.
A professora da UFPel, CLÁUDIA PINHO HARTLEBEN, está desaparecida desde o dia 09 de abril de 2015, em Pelotas, no Rio Grande do Sul.

Dona Zilá

Para Cláudia

Estou em Pelotas e, como sempre, fui fazer uma visita para D. Zilá.

Passamos a tarde juntas, tomamos café, conversamos bastante. Sempre que aqui venho é assim.

Fico impressionada com a força moral e a dignidade desta mulher, apesar da fragilidade dos 84 anos vividos.

As doenças das articulações, dos ossos, já se instalaram. Os problemas da coluna lhe causam dor e a escrita já está trêmula.

Mesmo assim mantém a sua independência, coordena a casa, com ajuda de uma faxineira semanal e dirige seu carro pela cidade, cumprindo seus compromissos.

Quanta força em uma única e pequena mulher.

Fotografei as cartas dela para Cláudia, para poder transcrevê-las aqui no blog. Assim teremos, ao menos, o registro do seu carinho e amor pela filha.

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Dica – bolo Fit

pós 50

Esse bolo não tem açúcar, leite ou farinha de trigo, o que o deixa muito leve é uma ótima opção para um café da tarde sem muitas calorias.

Vamos aos ingredientes:

  • 3 ovos
  • 5 bananas bem maduras
  • 2 xícaras de aveia (Pode substituir a aveia pela quinoa)
  • 1 copo de damasco picado
  • 1/2 copo de nozes picadas
  • 1/2 copo de uva passa
  • 1/2 copo de ameixa preta picada

Pré aqueça o forno na temperatura média.

Coloque no liquidificador os ovos com as bananas e bata bem, depois passe para um refratário e ponha os outros ingredientes. Misture com uma colher. Coloque em uma forma untada e asse em temperatura média até o bolo ficar dourado.

Coe um cafezinho e aproveite o seu sábado!

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13 milhões de deficientes, e você?!

Segundo o IBGE, o Brasil tem quase 13 milhões de deficientes, me impressiona o apartheid, apesar da lei de inclusão, que assola essas pessoas.

O lugar onde moro, apesar de ser uma cidade planejada, não tem nenhuma infraestrutura nas calçadas para cadeirantes chegarem aonde precisam.

As calçadas são precárias, cheias de armadilhas, não tem rampas nas faixas para pedestres, e, se há de um lado, não há do outro. Um pequeno exemplo dentro deste enorme universo, de simples solução.

Pela lei, uma empresa com mais de 100 funcionários, deveria empregar de 2 a 5% de pessoas deficientes, isso não é cumprido.

E agora falo da parte mais cruel deste processo, a inclusão das crianças deficientes nas escolas públicas. Ela existe legalmente, porém em muitas escolas sequer tem pessoas preparadas para acolhê-las. E que discriminação sofrem, principalmente, das mães dos seus coleguinhas.

Como sei disso?! Nos vários relatos que acompanho, nas redes sociais, de crianças que não foram convidadas para as festinhas dos seus colegas, que foram alijadas desse convívio social pelas outras mães.

Conviver com as deficiências é inclusivo, é reconhecer que a nossa sociedade não é perfeita, é saber lidar com diferenças nas relações afetivas, é trabalhar com a aceitação do outro, é incentivar o convívio social.

Minha mãe tinha uma prima, cujo filho tinha paralisia cerebral e, desde a minha tenra infância, eu convivi com ele, isso foi extremamente importante para mim como ser humano.

Gente, são 13 milhões de pessoas, a maioria delas apartadas do convívio social, porque nós não sabemos conviver com a diferença, com aquilo que não entendemos ou não queremos reconhecer.

O que seria natural é sermos humanos, integrar e conviver, sem discriminação, temos que nos reconhecermos como iguais na diferença, respeito é o que se quer.

Esperança – setembro amarelo

Setembro Amarelo!

pós 50

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O mês de setembro é o mês de prevenção ao suicídio, é o setembro amarelo.

A depressão é muito triste e mata mais do que nós podemos imaginar.

Pretendo sempre aqui no blog tratar desse assunto, para que as pessoas tenham consciência e possam procurar ajuda, ter a ajuda que necessitam.

Não fique alheio a uma tristeza constante, se ela se estabelecer por muito tempo procure ajuda profissional.

Saiba que você não está sozinho, sempre existe uma mão estendida que pode lhe auxiliar. Se a coisa apertar, procure um Centro de Valorização da Vida (CVV), ou a CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) .

Se cuide, se ajude!

Vou deixar aqui contatos de ajuda:

Telefone do CVV –  141

Facebook do CVV

Chat do CVV

Blog do CVV

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Querido diário – pausa

Não sei vocês, mas cada vez que eu vejo as falas e ações desse governo, me sinto doente, aliás, eu realmente adoeci, me tornei uma pessoa cardíaca.

Então, abandonei o meu querido diário, por um tempo, para poder respirar, me restabelecer e voltar à resistência, de uma forma mais objetiva.

É muita ignorância, falta de humanidade, de discernimento, abandono da dignidade e justiça.

Adoece quem tem por objetivo de vida os valores humanitários.

Quando nos tornamos um povo tão doente, com tanto ódio, que ri e apoia atrocidades, que tem sangue nos olhos, quando isso aconteceu?!

Quanto tempo vamos levar para recuperar a dignidade de ser brasileiro?!

Tenho uma sugestão para vocês, busquem se informar e fazer uma resistência efetiva, mas também busquem se distrair, fazer alguma atividade que traga alegria a sua vida.

Precisamos voltar a ter felicidade no Brasil, só voltaremos à condição humana se formos um povo alegre, com menos ódio no coração.

Resistência amo vocês!

Princesa Diana

pós 50

Ainda lembro nitidamente a madrugada em que ela se casou. Eu fique acordada só pra assistir o casamento na Inglaterra. A transmissão foi de madrugada, eu vi numa televisão preta e branca, estava na praia, não lembro porque estava lá, no laranjal, e o casamento foi lindo.

O vestido dela acabou ditando moda, todas as noivas daquela década praticamente se casaram com mangas bufantes.

Sempre fui uma fã da pessoa, da postura, mas ela tinha um olhar muito triste. Mesmo no casamento eu achei que olhar dela estava triste, anos depois eu soube que ela tinha visto dentro da igreja a amante do marido.

Não deve ter sido nada fácil ser da realeza, ter tantos compromissos, ter todas aquelas regras a serem seguidas, viver dentro de Palácio cheio de etiqueta e ser perseguida por paparazzi a vida inteira.

Acho que ela foi muito mais feliz depois que se separou e nobremente…

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