Mundo BANI – o mundo dos autoimunes

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O termo BANI, Brittle, Anxious, Nonlinear, Incomprehensible, foi criado em 2018, para definir a atualidade dos processos sociais e seus reflexos. Em português, FANI, frágil, ansioso, não linear e incompreensível.

A COVID veio confirmar essa definição e nos mostrar o quão frágil é a nossa civilização frente a um vírus “invisível”. Mas aqui o assunto é o mundo autoimune.

Somos frágeis, mesmo vestidos com a couraça da coragem para enfrentar a vida e nossas adversidades. Haja vulnerabilidade emocional, a baixa autoestima, a perda do suporte social e familiar, pela incompreensão do que ocorre conosco.

Sofremos de ansiedade, a incerteza causa isso. Nunca sabemos como o nosso corpo irá reagir no próximo minuto. Afinal existe uma guerra no interior do nosso corpo, nossos anticorpos lutam contra nós mesmos, nos identifica como inimigo.

Vivemos a não linearidade, planejamentos não fazem muito sentido no nosso mundo, que está em constante mudança, precisamos readaptar sempre a vida, não temos o controle dela. É muita resiliência.

Incompreensível, como somos incompreendidos! Temos dores constantes, mas nenhuma ferida para mostrar. Temos fadiga, não é cansaço, mesmo descansando não passa. A luta dos anticorpos que acontece dentro de nós é diária, permanente, devastadora. E como ouvimos, você parece tão bem…

Nada é visível. Sintomas cada vez mais esquisitos, não sabemos de onde eles vieram e como ocorreram, ainda temos que tentar explicar para os outros, o que são, mesmo sem entender.

É frustrante, mas estamos aqui enfrentando nossa complexidade e seguindo em frente!

Somos um corpo complexo, aprendemos todos os dias uma infinidade de coisas que possam tornar a nossa vida mais fácil.

Precisamos de empatia, respeito, porque, muito antes da sociedade trocar o VUCA pelo BANI, já tínhamos esse mundo confuso e divergente dentro de nós.

Caridade, podemos muito mais

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Estamos em dezembro e, como todos os anos anteriores, eu não posso me furtar a me lembrar e repassar a vocês o que mais me toca nessa época do ano – a caridade.

Meu maior sentimento, é sobre o amor, tanta gente no mundo não tem nada, não tem moradia, não tem comida, não tem uma renda mínima, não tem uma vida digna.

Tantos refugiados, que buscam uma vida melhor para si e para seus filhos, quantos percalços, têm que lidar com a mínima subsistência, falta de água, falta de consideração humana, isso me dói, não só em dezembro, sempre.

A diferença é que em dezembro gastamos tanto em festas e presentes, podemos separar uma parte de nossos recursos e dignificá-la, doando para quem precisa.

Então minha gente, nós que temos tanto, que festejamos Natal, o final do ano, todas as festas, que tal fazer uma doação para uma entidade filantrópica, atender uma cartinha de criança dos Correios, ou outra causa que você considere importante?!

Nosso mundo tem tantos conflitos, nosso país tanta gente desempregada, nossas cidades tanta gente nas ruas passando necessidade, fome, crianças abandonadas, mulheres e crianças vítimas de violência…

A minha escolha pessoal é para a cozinha solidária e para os Médicos Sem Fronteira MSF. Faça a sua escolha, vamos ampliar a nossa vida de festas e acalentar um coração necessitado.

Estou escrevendo emocionada, ao pensar em todos os que não alcançamos, mas com a nossa união podemos fazer muito mais!

Eu agradeço cada doação e desejo o dobro para cada um de vocês!

Feliz Dezembro, feliz Festas!

Sugestões de entidades para doação:

Plan International

AACD

ActionAid

Unicef

GRAACC

BSocial

AbraceUmaCausa

Dicas de Gustavo Krause para os amigos que já passaram dos 50 anos

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Esse texto foi postado pela Simone Ramos Corrêa de Souza, no grupo Conversando , e eu achei tão sensacional que resolvi publicar aqui no blog.

Dicas de Gustavo Krause para os amigos que já passaram dos 50 anos:
➖ Gaste o seu dinheiro com você, com seus gostos e caprichos.
➖ É hora de usar o dinheiro (pouco ou muito) que você conseguiu economizar . Use-o para você, não para guardá-lo e não para ser desfrutado por aqueles que não tem a menor noção do sacrifício que você fez para consegui-lo.
➖ Não é tempo para maravilhosos investimentos, por mais que possam parecer bons, eles só trazem problemas e é hora de ter muita paz e tranquilidade.
➖ PARE de PREOCUPAR-SE COM A SITUAÇÃO FINANCEIRA dos filhos e netos. Não se sinta culpado por gastar o seu dinheiro consigo mesmo. Você provavelmente já ofereceu o que foi possível na infância e juventude como uma boa educação. Agora, pois, a responsabilidade é deles. JÁ NÃO é época de sustentar qualquer pessoa de sua família.
➖ Seja um pouco egoísta.
➖ Tenha uma vida saudável, sem grande esforço físico. Faça ginástica moderada (por exemplo, andar regularmente) e coma bem.
➖ SEMPRE compre o melhor e mais bonito. Lembre-se que, neste momento, um objetivo fundamental é de gastar dinheiro com você, com seus gostos e caprichos e do seu parceiro. Após a morte o dinheiro só gera ódio e ressentimento.
➖ NADA de angustiar-se com pouca coisa. Na vida tudo passa, sejam bons momentos para serem lembrados, sejam os maus, que devem rapidamente ser esquecidos.
➖ Independente da idade, sempre mantenha vivo o amor. Ame o seu parceiro, ame a vida.
➖ LEMBRE-SE !! “Um homem nunca é velho enquanto se lhe restarem a inteligência e o afeto”.
➖ Seja vaidoso. Cabeleireiro frequente, faça as unhas, vá ao dermatologista, dentista, e use perfumes e cremes com moderação.
➖ SEMPRE se mantenha atualizado. Leia livros e jornais, ouça rádio, assista a bons programas na TV, visite a Internet.
➖ Respeite a opinião dos JOVENS. Muitos deles estão mais bem preparados para a vida, como nós quando estávamos na idade deles. Nunca use o termo “no meu tempo¨. Seu tempo é agora.
➖ NÃO caia em tentação de viver com filhos ou netos. Apesar de ocasionalmente ir alguns dias como hóspede, respeite a privacidade deles, mas especialmente a sua.
➖ Pode ser muito divertido conviver com pessoas de sua idade.
➖ Mantenha um hobby. Você pode viajar, caminhar, cozinhar, ler, dançar, cuidar de um gato, de um cachorro, cuidar de plantas, jogar cartas de baralho…
➖ Faça o que você gosta e o que seus recursos permitem.
➖ ACEITE convites. Batizados, formaturas, aniversários, casamentos, conferências … Visite museus, vá para o campo … o importante é sair de casa por um tempo.
➖ Fale pouco e ouça mais. Sua vida e seu passado só importam para você mesmo. Se alguém lhe perguntar sobre esses assuntos, seja breve e tente falar sobre coisas boas e agradáveis. Jamais se lamente.
➖ Permaneça apegado à religião.
➖ Ria muito, ria de tudo. Você é um sortudo, você teve uma vida, uma vida longa.
➖ Não faça caso do que dizem a seu respeito, e menos do que pensam de você.
➖ Se alguém lhe diz que agora você não faz nada de importante, não se preocupe. A coisa mais importante já está feita: você e sua história.
➖”A vida é muito curta para beber um vinho ruim”
(Texto de Gustavo Krause)

Um brinde a vocês, meus amigos acima dos 50 e a você que daqui a pouco chega lá!! 🥂🍾

Baianos, uma receita da vó Olga

Aprendi a amar comida com a minha avó. Sou de uma família onde os encontros sempre se deram em torno de uma mesa, ou de um fogo.

É assim que recordo alguns de meus melhores momentos da vida. A cozinha me emociona.

Receitas e mais receitas… Essa aqui achei há pouco tempo, relendo o caderno de anotações da minha avó Olga.

Me recordei, de imediato, quando ficávamos a espreita, ela virava as forminhas rapidamente para tirar os doces, os que desabassem eram nossos, um contentamento!

Divido com vocês, certamente vai tornar alguém mais feliz. Escrito exatamente assim.

Baianos:

meio quilo de açúcar, 125 gramas de manteiga, 18 gemas, um côco ralado
Bata às gemas com açúcar e a manteiga e junte o coco, leve ao forno em forminhas.

Nem sempre a verdade é a melhor resposta…

pós 50

Minha mãe faleceu no início deste ano. Faria 100 anos, em 2025, e os momentos de lucidez já eram raríssimos.

Estávamos conversando, certo dia, e ela me perguntou, apontando para o céu, e a minha mãe?

Então, ao invés de responder, eu simplesmente comecei a falar das coisas que a vó fazia na cozinha, com cada fruta da época.

“Mãe lembra da vó descascando os pêssegos? Para fazer a geléia, a pessegada, os pêssegos em calda e os suco de uva?! E aquela vez que ela mandou o pêssego em calda para ser enlatado?! 12 fatias por lata, ao abrir descobriu que o responsável enlatava 10, ficando com duas fatias, de cada lata, para ele.”

Lembrei das fornadas de cucas…

Ela ria das histórias…

Era uma maneira de relembrar a sua mãe, minha vó Olga, reviver os momentos felizes.

E assim eu levava, porque não queria relembrar nela, em uns…

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Estrutura e Conjuntura

pós 50

Lembro de vários momentos, em minha vida, em que eu estava dentro de um turbilhão, e pensava o quão difícil seria contornar aquela situação, que, hoje, olhando para trás, percebo como seria tranquilo administrar, mas a maturidade de agora é que enxerga e percebe isso.

Difícil se distanciar e fazer uma avaliação de como agir, mas é uma ação necessária. Olhar como espectador e não como ator.

Costumo dividir as situações em estruturais e conjunturais.

Estrutural é aquela situação que vai marcar a minha vida e fará com que a ela se modifique. O nascimento de um filho, a morte de alguém muito próximo, uma doença grave ou limitante. São aquelas mudanças que deixam uma marca indelével. As capazes de interferirem nos nossos valores, nos mudar.

As conjunturais podem ser difíceis, no momento em que se vive, trazerem sofrimento, mas só fazem diferença durante certo tempo, enquanto se está nela…

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Jô Soares, um pouquinho de nós

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu…

Roda viva – Chico Buarque e MPB4

Hoje morreu Jô Soares… se aconchega uma tristeza em mim.

Fez parte da minha vida, a vida inteira.

Os programas de humor, assistia todos.

Ele me fazia dormir tarde, porque eu queria assistir todas as entrevistas do sofá, no final da noite. Incentivava a minha notivagacidade (não sei se tem essa palavra, mas em mim existe).

Com ele era possível viver cultura, política, humor,futebol.

Gênio!

E o Brasil vai ficando mais triste, mais sem graça, as risadas diminuindo…

Fica uma saudade… Fica o enorme legado.

E agora minha vó?!

Sou uma neta privilegiada, tenho o livro, da minha avó paterna, Amélia, que descreve todo o gerenciamento de uma casa. Tem de tudo, o mais precioso para mim, cardápios detalhados. Foi um presente de minha madrinha.

Privilégio duplicado, há alguns anos, minha tia Eny, me entregou o caderno de receitas da minha avó materna, Olga. Minha tia acreditava ser eu uma das herdeiras, das prendas de minha avó Olga, pois algumas vezes cozinhei para ela.

É um caderno simples, capa de papelão, costurado no meio, daqueles em que se anotavam as despesas do armazém. Consta ali, ao final, inclusive, algumas despesas da época.

Guardo com muito cuidado, por sua precariedade, passadas muitas décadas, desde sua primeira anotação. A capa está a desmanchar-se.

Que letra linda e desenhada, foi a primeira impressão, me pareceu que outras pessoas ali escreveram receitas. Algumas grafias feitas em caneta tinteiro, outras em lápis ou caneta comum.

Resolvi transcrever algumas receitas, após o pedido da receita de quindins, solicitada por uma prima. Presente garantido em nossos aniversários.

Quindins, é uma das poucas receitas detalhadas. Vó Olga só apontava os ingredientes e rapidamente o cozimento. Tinha todo o processo guardado em sua cabeça.

E agora minha avó?!

  • o que seria um pão de 200 réis;
  • meia quarta de batatas ou uma quarta de amêndoas;
  • uma dita de manteiga
  • Ou quanto é Cem réis de caninha ou spirito (não faço ideia o que seja esse).

O mais fácil, até agora, foi converter libra em kilo ou gramas…

Em uma pesquisa no Google, encontrei referências à antigas medidas lusitanas. Algumas datam da mudança da família real para o Brasil, sem, no entanto, ter qualquer registro da conversão de quarta ou dita.

Tem sido uma aventura, deliciosa, traz as melhores recordações, de quando, muito pequena, mal os olhos transpunham o tampo da mesa, observava as prendas de minha avó como confeiteira.

Os quindins, ou queijadinhas, desabados ao desenformar, tinham paradeiro certo, a barriga dos netos presentes.

A vida e suas histórias

Nossa vida não daria um livro? Por suposto que sim!

Sou uma apaixonada pelas histórias da pessoas, suas crônicas de vida. Sim, porque a história de cada pessoa, para mim, é um conjunto de crônicas, cada etapa vivida a soma de várias vidas.

Nessa caminhada existe a possibilidade de ser feliz, a opção é nossa, pessoal e intransferível! A minha opção foi ser melhor, a cada dia, superar o dia anterior.

Nem tudo é fácil, não é verdade?! Faça aquilo que você puder fazer para olhar o passado e poder dizer, eu não mudaria nada, porque o que fui foi o melhor de mim, naquele momento.

Sou grata por cada situação que tive de superar, amadurecer, para chegar até aqui.

O que me sustentou, os meus alicerces, foram as relações de carinho que eu estabeleci no decorrer dos anos e a compreensão de que minhas atitudes eram o que minha maturidade permitiu, naquele momento.

As minhas decisões de vida e compreensão dela me definem, vou me reinventar em cada fase necessária, em cada momento de evolução, somar cada momento de alegria e intensidade, assim poder dizer a mim mesma, fui e sou feliz.

Assim é a vida, imagine, sonhe, porém não deixe de concretizar, faça com que o seu sonho vire uma realidade, um momento de felicidade.

A vida pode ser um charme, uma história a ser contada.

Há dias que são alegres, que se tem vontade de inovar. Outros que podemos aproveitar para aprender, evoluir, com os percalços que se apresentam.

Você tem a opçao de se abrir para a vida, perceber a alegria e beleza ao redor.

Dificuldades existem, sempre, e é como as encaramos e superamos que fazem com que elas se transformem em crescimento pessoal. Nunca, definitivamente, deixe de sonhar, possibilidades acontecem em qualquer momento.

Use a sua sensatez desenvolva o seu equilíbrio interior, olhe com sabedoria para si e para a sua essência. Você pode e sempre será muito melhor, se assim se permitir.