5 anos

Para Cláudia

Hoje faz exatamente 5 anos que nos vimos pela última vez, jantamos uma pizza, antes que eu retornasse a Brasília.

Usavas essa roupa, foto tirada no laboratório, antes de sair para a pizzaria. Não sei se a foto é do Tiago ou da Francine. Estavas muito feliz, o novo laboratório ficara pronto.

Ainda sinto a tua mão no meu cabelo brincando: “comadre acho que nunca te vi de cabelo tão comprido”. Realmente, sempre usei mais curto.

Ainda faço coisas estranhas, como procurar mensagens tuas, nas lembranças do Facebook. Qualquer palavra me conforta.

Pequenos acontecimentos me levam para ti, uma marca de carro, uma foto da tua marca favorita de bota…

E, agora, nessa pandemia, penso em tudo que estarias fazendo na biotecnologia.

Sabe, amar também dói, quando a impotência toma conta, quando tudo o que foi feito não foi suficiente.

Sempre sinto a tua falta, aí rezo uma Ave Maria…

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Em tempos de coronavírus

Para Cláudia

Este texto é uma breve homenagem a tua excelência como cientista.

Se tem alguma coisa que eu aprendi contigo foi lidar com germes, vírus e bactérias.

Se tu tiveres uma única opção de lavar a mão, ao usar o banheiro, faz ao entrar, para não te contaminares intimamente, ao sair procura algum lugar em que possas lavar a mão. Porque somos mulheres, é inevitável não se contaminar ao usar papel higiênico.

Muitas vezes, com a minha mãe hospitalizada, ficava na tua casa. Ao entrar, sempre pela porta dos fundos, já tirava as roupas usadas no hospital e colocava na máquina de lavar. Ía ao banheiro, do lado, um banho, faria a “desinfecção” final, antes de adentrar à casa.

As compras empacotados do supermercado, em embalagens plásticas, eram colocadas direto para pia, para serem lavadas, porque muitas pessoas já as haviam tocado, deixando suas marcas e germes. Assim se preservava a…

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Diário de um IGM – Kappa e de uma Síndrome de Sjögren

Porque resolvi reblogar esse texto hoje?!

O texto explica pessoal, que os meus anos de 2017/2018 foram um inferno.

2019, um ano mais estável, eu e meu marido resolvemos fazer uma viajem, prometida em 2017, quando eu estava hospitalizada.

Compramos na Decolar, em maio/19, um pacote para Lisboa , para Março de 2020, dia 16.

Surpresa, coronavírus, pandemia!

Há uma semana, com agravamento da doença, eu comecei a entrar em contato com a operadora de turismo, que simplesmente não atende o telefone e não te dá nenhuma opção de remarcação no aplicativo, porque as regras, de 2019, quando não havia o COVID19, assim não permitem.
Sou uma pessoa imunodeficiente, que está se sentindo como gado sendo levada ao abatedouro, minha opção é ou viaja ou perde o investimento.
Esse é o tratamento dado ao consumidor brasileiro, Cheguei a ficar 3 horas na espera do atendimento do 0800 da empresa, sem ser atendida, perdi a conta do número de ligações e de e-mail e feedbacks, tentando explicar o risco que eles estão correndo em me colocar em um avião.
Vou deixar tudo organizado para um grande processo, com cópia de cada etapa ignorada.
A opção que me resta, caso não consiga mudar, remarcar a viagem, é perder o investimento, para não correr o risco de perder a vida.

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Depois de varias doenças infecciosas e percorridas a médicos para investigar as causas, todos os tipos de fisioterapia, ortopédica, neurológica e pulmonar durante meses, resolvi procurar uma hematologista, afinal todos os médicos pedem exame de sangue.

Assim começa esse diário… Descoberta, uma gamopatia monoclonal IGM kappa, por algum motivo o corpo faz uma mutação genética em parte do sangue, simplificando a explicação.

Consulta com a hematologista, 2 infecções pulmonares de repetição e varias outras no decorrer de 2017/2018. Ela pede uma tomografia de pulmão e exames complementares de sangue. Na coleta de sangue no laboratório soube que um dos exames iria para São Paulo, imunofixação de proteínas séricas – nunca tinha ouvido falar, resultado, no início de março o laboratório de SP não libera o resultado, faltou um insumo.

Levo os demais resultados para a pneumologista, ainda estava em tratamento para pneumonia, um pequeno nódulo no pulmão, provavelmente a cicatrização…

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Fardos

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Olho no espelho vendo as rugas e marcas do tempo,.Não aprendi a esquecer, descobri isso, revendo nelas minha vida e as situações pelas quais passei, deixaram trilhas na face.

Restaram muitas alegrias, inúmeras mágoas. 

Eu sinto falta de quem amo, das pessoas que passaram pela minha vida deixando bons sentimentos, eu sinto falta das boas conversas, eu sinto falta das amizades que achei ter conquistado.

Mas, passados alguns anos,  as pessoas simplesmente se foram, cumpriram seu destino. 

Então, finge-se estar bem, siga sorrindo, porque todos têm seus próprios fardos, não querem ser incomodados, querem rir, leveza, conviver consigo já não é fácil, se você é um peso a mais, por favor, se afaste. 

Sua boca profere palavras rasgadas, como raios disparados, na verdade, uma súplica: me olha, me enxerga, fala comigo, pergunta como eu estou, me acolhe.

Sinais transversos não são entendidos, são apartados… 

Há uma sensação de abandono, aquela convivência de anos, perdida em um dia, a crível amizade e a sensação de permanência que escorre pelas mãos num piscar de olhos.

Existem dias de fardos maiores, em que a balança desequilibrada faz a alma jorrar.

A sensação é de caminhar por um campo, largando pelo caminho fardos de feno, que se acumularam nos ombros, anos a fio, sobrecarregando o corpo cansado. 

Imperceptíveis, nem todos caem, alguns ficam presos às pernas, acrescentam o peso da vida a caminhada.

Entre fenos perdidos e adquiridos, segue-se a vida, pedindo que os fardos restem mais no campo que nas pernas.

 

O Direito Delas

Eu publiquei este texto na véspera da posse desta pessoa SEM DECORO, que se diz presidente.
Quando abre a boca é para despejar toda a sorte de preconceito e absurdos, tendo como um de seus alvos prediletos as mulheres.
Então, primeiro de janeiro é o primeiro dia de todos os outros dias de nós MULHERES, porque todos os dias é o dia DELAS, é o nosso.

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Resolvemos instituir o dia primeiro de janeiro como o do Direito Delas – o da nossa forte união pelos nossos direitos, o das mulheres, o das nossas conquistas!

E agora, que instituímos esta data, queremos dizer que, nenhum, absolutamente nenhum, dos nossos direitos adquiridos nos serão retirados e vários serão conquistados.

Decretamos que somos mulheres poderosas e empoderadas e sabemos exatamente o que queremos e a que viemos e, portanto, não nos provoquem.

Porque agora, de mãos dadas, unidas e fortes vamos mostrar quem somos, o que temos, o que queremos e o que vamos conquistar. Não baixaremos a cabeça para qualquer autoritarismo.

Quando uma de nós na caminhada da vida tropeçar e perder o equilíbrio, nós estaremos lá, juntas, para lhe amparar, sustentar e colocar no prumo novamente.

Se chegar o vendaval seremos a rocha que mantém umas às outras. O alicerce que não se deixa abalar.

Somos mulheres…

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Nem sempre a verdade é a melhor resposta…

Minha mãe tem 94 anos e os momentos de lucidez são raríssimos.

Estávamos conversando outro dia e ela me perguntou, apontando para o céu, e minha mãe?

Estamos na época do pêssego em Pelotas, então, ao invés de responder, eu simplesmente comecei a falar das coisas que a vó fazia nessa época.

“Mãe lembra da vó descascando os pêssegos, para fazer a geleia, a pessegada, os pêssegos em calda?! E aquela vez que ela mandou o pêssego em calda para ser enlatado?! 12 fatias por lata, ao abrir descobriu que o responsável enlatava 10, ficando com duas fatias, de cada lata, para ele.”

Ela ria das histórias…

É uma maneira de relembrar a sua mãe, reviver os momentos felizes…

E assim vou levando, porque não quero relembrar nela poucos minutos de um profundo sentimento de angústia e perda.

Ela não precisa saber que perdeu a mãe, a irmã e o filho, são verdades dolorosas que não precisam ser ditas.

É bom fazê-la sentir uma breve felicidade, recordando daqueles que amou.

Nem sempre a verdade é a melhor resposta …

Avenida Fernando Osório

Para Cláudia

Mais uma vez em Pelotas, eu ainda tenho medo de encarar a casa ao lado, porque a dor é instantânea.

Existe uma grande diferença no meu olhar ali agora. Antes primavera, agora constante inverno, como as pinturas de Monet, retratando as diversas estações no Jardim de Giverny, mas não há beleza no inverno que se instalou na Fernando Osório.

Dona Zilá abriu a porta para mim, minha filha e meus netos. Logo de cara pude perceber a fragilidade em que se encontra.

Agora usa um andador para se deslocar pela casa e tem sérias limitações de movimentos. A coluna sofre para sustentar seu frágil corpo.

Ao entrar olho para parede onde está o quadro de tulipas pintado pela Cláudia. Pela sala diversas fotografias dela, de muitas épocas.

A conversa é triste, restaram muitos dissabores, além do amargo desaparecimento da minha amiga. 

Quanta diferença! Há 30 anos, quando chegávamos com…

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Convicções

Eu tenho um pensamento super ativo e parece, muitas vezes, difícil abordar determinados assuntos, porque eles me pipocam contraditoriamente.

E o mundo está cheio de convicções, não existe abertura para o contraditório.

Minha mente desafia as minhas próprias ideias, colocando uma incerteza e autocrítica constantes em mim.

Além disso, estamos numa época de censura alheia e opiniões agressivas. Isso me tira completamente a vontade de dialogar sobre o contraditório. Apesar de achar isso absurdamente saudável, a troca de ideias, soma em aprendizado.

Tem uma frase, que ouço sempre, que a verdade é individual e a perspectiva sobre os fatos também é.

Coloque três pessoas, que assistiram a mesma coisa, peçam para elas narrarem o que viram, você terá três histórias diferentes.

É necessário respeito às pessoas e às suas ideias.

Nós somos um caldo de cultura, valores e vivências. Tentar desmerecer o outro é um demérito para quem o faz.

Algumas coisas me afastam das pessoas, uma delas é a desonestidade. Aqui entra também a falta de caráter.

Me chama atenção, atualmente, a falta de autocrítica das pessoas e a sua desonestidade ética.

Têm a pretensão de impor aos outros uma moral que elas mesmo não tem.

Estamos criando uma geração egoísta, egocêntrica e sem empatia. Onde o que é certo é o que é melhor para mim. 

Como dialogar se cada um só olha o próprio umbigo?! Não há diálogo no isolamento.

Boa parte dos filhos de classe média convive com pais verbalmente agressivos nas mídias sociais, isolados em suas tecnologias, lhes dando míseros minutos de atenção.

Tem também os filhos da própria sorte, porque, para colocar comida na mesa, seus pais (boa parte só as mães) comprometem praticamente todas as horas do dia.

Os filhos dos mais abastados são preparados social e educacionalmente para mandar nos dois primeiros. Aprendem tudo para manter o status quo.

O abismo social se aprofunda.

E, assim, segue a vida, cheia de convicções, pouca autocrítica, falso moralismo, muita miséria humana, pouquíssima empatia. E eu fervilhante em pensamentos analíticos.

Se importar com os outros não está na moda…

Sombrio

As vezes mergulhar em si mesmo é cair no abismo.

Invadir aquela bagunça que temos preguiça e dor ao enfrentar.

Ir ao profundo onde o oxigênio fica rarefeito e a dor adentra o peito.

Encarar a realidade de que foi esquecida ou é ignorada por alguns que amou.

Que um instante de si parou no tempo e lá permaneceu intocado.

Sente falta de quem se foi. Parte de envelhecer significa a saudade da alegria inconsequente da própria juventude.

Remexe feridas, que são consoladas com os cacos de momentos de rara felicidade vividas.

Recupera o fôlego. Emerge.

Reverte mágoas em experiências, o aprendizado feito pelo caminho.

A volta por vezes revolta. É o reparto doloroso da abertura dos pulmões quando entra o ar.

O tempo parado naquele espaço e momento passado machuca.

O vento sopra gelado no rosto, bate agudo, levanta a gola para seguir pela rua, onde deixou parte da infância.

Pequenos fragmentos de lembranças consolam dores antigas, como o cheiro da lenha queimando, exalados pelas chaminés.

Os nós de pinho sempre exalam a inocência da infância.

Voltar nunca foi fácil, não sabe se um dia será.

O tempo transcorreu e algumas batalhas simplesmente congelaram, sem terminar.

A vida continuou e, por muitos anos, o passado ficou dormente.

Agora, já vívido meio século, a alma transborda, como um rio desenfreado em meio à tempestade.

Atropela, incontrolavelmente, os sentimentos semi enterrados em areia fofa, lhes expondo.

As feridas não curadas, ardidas e, um dia anestesiadas, reabrem.

Ao girar 360 graus, acompanha a decadência mental de quem ainda faz parte sua vida, sem realmente estar presente, impotente.

É o custo de ser responsável pelo seu passado e o dos outros.

Deixou restos de si pelo trajeto, reconstruiu outros pedaços, argamassa que preenche os buracos da obra da vida.

Agora é assombrada pelas recordações, que não consegue administrar.

Tem coragem, tem medo. Há uma fortaleza aparentemente quase intransponível.

Se sente como um ovo, aquela casca dura, que, ao primeiro impacto, derrama toda a sua essência.

A edificação do ser seu foi imperfeito e também exitoso. Espalhou varios sucessos, no pretenso roteiro planejado sobreviveu.

Consciente que ainda resta um tempo a ser administrado. Existe uma presente interrogação em como atravessar o futuro período.

A pergunta vai continuar ali, sem resposta, ninguém realmente entra na tenda de desejos e consegue predizer o porvir.

Conduzir a sua desordem e a que assombra à qualquer criatura é o que tenta fazer, na sobrevivência de cada dia.

Não há retorno. Assim se forja a vida, num martelar o corpo, como ao ferro, dando forma ao imperfeito e ao desgaste, que aparenta retocado, reerguido.

Conto de Adrianafetter

2019 – travessia…

Renovando os mesmos votos para 2020!

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Pessoal estimado,

Todos os anos eu penso e repenso o que quero para o ano que chegou…

A minha busca acaba sendo sempre a mesma, minha eternizada e enraizada busca.

Sempre faço o meu balanço do que fizemos, porque fizemos e pelo que lutamos.

A minha mensagem pessoal vai para todos aqueles que conviveram comigo, no decorrer de 2018, fazendo a travessia para 2019.

Eu espero:

  • continuar lutando pelos meus sonhos;
  • combater a injustiça;
  • enfrentar o preconceito e defender as minorias;
  • me revoltar com a ganância daqueles que só querem mais dinheiro;
  • não magoar meus amigos e colegas;
  • me indignar com a pobreza, com a miséria e com a ignorância;
  • manter a fé no homem e, acima de tudo, continuar amando os meus semelhantes.

“1 Coríntios 13:1: Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como…

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Combate à Corrupção

pós 50

O dia 9 de dezembro é lembrado como o Dia Internacional de combate à corrupção, mas isso existe no Brasil?!.

Isso me fez lembrar de uma história que aconteceu há algum tempo, mas é recorrente, muda poucos aspectos. Uma jovem, com filho de colo, estava numa fila preferencial, na frente dela uma senhora idosa e na frente das duas um casal, que queria comprar cerveja. A caixa perguntou se elas se importavam que o casal passasse na frente, já que estavam numa fila preferencial. A senhora idosa respondeu que não, mas a jovem com bebê de colo disse que se importava sim, o que deu início a uma discussão entre o casal e a mãe do bebê.

Indignados o casal se julgava correto por estar na frente da fila, mesmo que essa fila não fosse a correta, foram discutir com a jovem mãe e ela respondeu que é assim que…

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Diálogos Malditos de Natal

– Vera já acabou de colocar a mesa para ceia?!

– Estou quase acabando Dona Ester, todos já chegaram? (Que saco! Vera por favor isso, Vera por favor aquilo, mas para Aline nenhuma observação. Mais uma noite de Natal e ela está atrasada. Será que não se toca que todos estamos esperando pela beldade?! Desculpa Senhor, sei que é Natal e não deveria pensar assim…).

(Provavelmente ela faz de propósito, entrada triunfal, todos aqui a veneram é a preferida da sogrinha. “Dona Ester passei na confeitaria e comprei aquele bolinho que a senhora gosta, Dona Ester que cor linda de batom, esse vestido lhe cai tão bem, que bom gosto a senhora tem.” interiormente imitava a voz e ria)

A verdade é que Vera via na cunhada uma rival e ela não estava a altura dessa concorrência, sempre seria a perdedora, a de classe media do interior e não a filha de médicos.

Enquanto Aline nao chegava, Vera se penitenciava pelos diálogos malditos, que a atormentavam fazendo dela mais uma pecadora, na data religiosa.

– Aline você chegou e como está bonita!

– Deixa de ser boba mulher, coloquei um vestido floral que gosto. (será que a Vera nunca vai aprender a se vestir?! Está usando maquiagem demais e esse vestido todo de renda, que coisa mais fora de moda. Deixa para lá, é a preferida da dona Ester mesmo: “Vera por favor coloca a mesa, Vera por favor me ajuda aqui na cozinha, Vera vem aqui querida.” Eu sou a inútil que ninguém da familia enxerga, a filhinha de papai, a esnobe que não sabe fazer nada em casa, porque trabalha o dia inteiro.)

– Mário e Carlos, filhos, todos já chegaram para que possamos começar a nossa ceia? Mais um ano sem o meu marido, sem o pai de vocês. (Ahhh Ester, só ele realmente sabia festejar, até demais, todos os vizinhos conheciam os seus indiscretos galanteios, suportados pela boa convivencia. Não soube ser marido de verdade, companheiro, queria ter uma filha, restaram as noras, não que eu não goste delas, meu Deus, tão diferentes, a pacata e a perua.)

– A cunhada caprichou, hein?! Mário tascou um beijo em Vera (é essa timidez e esse jeito suburbano que mexe comigo, todos elogiam a Aline, mas a Vera na sua simplicidade me cativa. Mário, Mário deixa disso, é Natal, não cobiçais a mulher do outro, muito menos a do irmão.)

– Olá Mario, como está a bolsa, quanto você ganhou este ano? (queria tanto que o Mario tivesse um objetivo na vida que não fosse só ganhar dinheiro, que ele realmente amasse alguma coisa, que gostasse de fazer. A vida teria um propósito para ele, seria mais feliz.)

– Maninho não ganhei o suficiente. Ano que vem vou arrebentar. (tenho que fazer o Carlos ganhar um dinheiro, senão daqui há alguns anos vai ficar nas minhas costas. Coisa ridícula escolher carreira por vocação! Tô vendo a hora dele vir me pedir dinheiro emprestado. Aí vou dizer, para isso vocação não serve, deixa eu te ensinar a pescar, em vez de dar o peixe. Sempre olharam para ele na família como “o intelectual” e eu o cara que não terminou a faculdade. Agora me diz, quem tem o dinheiro mesmo?!)

Todos olhavam para as criança, elas aproveitariam a noite, ávidas para começarem a comer e abrirem os presentes.

(Festa chata de adulto que não começa nunca) – os três primos se olhavam e riam um dos outros, esperando que os pais e a avó parassem de falar logo. O pensamento era quase comum entre os três, (canta logo Noite Feliz, vamos comer o Chester da vovó e abrir nossos presentes, isso é o Natal e ponto final.)

No canto da sala o presépio, assistia aquela festa de Natal em família…

À meia-noite todos se abraçaram emocionados, gritando FELIZ NATAL!

A doutrinadora

A minha homenagem a todos os professores “doutrinadores” que hoje lutam pela sua sobrevivência e a da educação!

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Eu conheci uma professora doutrinadora, formada em história.

Ela me espanta até hoje com suas atitudes. Eu queria entender os abusos dessa mulher que, mesmo antes de formada, já ansiava por uma sociedade mais igualitária, com menos diferenças sociais.

Sabe o que esta criatura fez?! Aproveitou o seus finais de semana e resolveu ser voluntária numa campanha de vacinação infantil. Calçou as suas galochas, em pleno inverno, foi para uma região da cidade onde não existia posto de saúde, numa época que não havia agentes sociais, levou vacina para as crianças, que moravam em barracos encostados ao muro do cemitério, a parede mais forte da casa. As outras famílias moravam em frente, em construções de madeirite, no meio do banhado, numa região onde o inverno chegava a 5 graus C negativos.

Essa mesma mulher abusada, depois de formada, resolveu que não bastava dar aulas de história para seus alunos, oriundos…

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Minha tia

A minha família reúne mulheres fortes, impressionante como somos fortes.

Me incluo nesse grupo porque, são minhas referências, exemplos que segui, juntando pedacinhos admiráveis de cada predecessora. Cada uma com um estilo único.

Nem sempre somos agradáveis aos olhos dos outros, alguns nos chamam de arrogantes. Aqueles que, provavelmente, confundem impetuosidade, coragem e objetividade, com arrogância.

Não lembro de nenhuma de nós pararmos em meio à adversidade. Podíamos fazer um intervalo na caminhada, apenas para analisar o modo como iríamos superar aquele momento e seguirmos em frente.

Nessa trajetória, tive uma pessoa com quem me identifiquei em muitos momentos da minha vida, um modelo a seguir e, tenho certeza, que ela viu em mim uma miniatura sua, em várias situações.

É uma mulher linda, que, nonagenária, ainda guarda essa beleza. De convicções fortes e sorriso largo.

Foi meu exemplo de simpatia constante, de dedicação profissional, de vida universitária, de perseverança e apoio incondicional.

Nem consigo contar os tantos momentos em que a procurei, fosse pra corrigir um trabalho, ou para conversar, ou apenas procurar um abraço.

Sentávamos a mesa pra tomar um café e muitas vezes comer uma torta de chocolate, que ela sempre amou. Nossa convivência era diária, até os meus 25 anos. Sua casa sempre fez parte da minha vida.

Em muitas ocasiões da vida fui abraçada, de perto e de longe.

Dela vinha a solução nos impasses de família com minha mãe. Mesmo sendo a irmã mais nova, era quem minha mãe ouvia.

Nunca falamos sobre a minha liberação para cursar mestrado em Brasília, mas eu soube da sua discreta intervenção, para que eu fosse liberada, depois de muitas idas e vindas burocráticas. Ela sabia o quanto era importante para mim e eu sempre guardei imensa gratidão.

Muitas vezes também fomos as bicudas que não se beijaram, de temperamento e opiniões fortes, tão grandes quanto o respeito mútuo.

Assisto impotente e de longe as dores que a idade tem-lhe impingido.

Minha mãe e ela não moram mais juntas, as necessidades e cuidados constantes que minha mãe precisa me fez optar por uma casa geriátrica. Chorei dias e dias por essa decisão. Não queria separar as duas, que nunca vi discutir, amigas inabaláveis.

Saber da fragilidade dela me dói, assim como me doeu constatar a da minha mãe.

Hoje, do hospital, ela enviou um recado para a minha mãe, que agora vive num mundo próprio, da sua infância, esperando as cucas de natal da minha avó assarem: seja feliz. Chorei…

Amantes

Quantos beijos trocados, quantas pernas cruzadas, quantos cabelos despenteados, quanto suores misturados.

Aquela paixão o estava consumindo.

Ela era uma mulher incrível, com quem dividia os melhores momentos da sua vida.

Um tornado de emoções tomava-lhe conta e, como toda paixão, o enlouquecia. 

Sonhava com os encontros ardentes na Garçoniére.

A sua amante lasciva, quase uma devassa, tinha variedades de prazer que sequer poderia um dia imaginar experimentar.

Nunca pensou que ela fosse corresponder a paixão que lhe tomou conta, na primeira troca de sorrisos.

Quantas vezes, no meio da noite, teve que levantar para tomar um banho. Relatava à esposa os pesadelos que molhavam o seu pijama.

Era o que lhe ocorria como desculpa para disfarçar o verdadeiro motivo de lavar os pijamas, embaixo do chuveiro, removendo a marca do pecado.

Não eram mais jovens, não podiam se deixar levar. Tinham famílias e ele reconhecia ao seu lado uma esposa amorosa.

Vivia intensamente o seu amor proibido, muito clichê.

Ela preenchia sua vida arrebatando-lhe a alma.

Um dia, liberou suas amarras sociais e, no meio dos colegas, a pegou pelos braços e a beijou.

Ela perplexa, congelada, perguntou o que estava acontecendo. Ele não entendia a situação.

Por que ela o estava olhando com aqueles olhos de espanto?! Onde estava a paixão que fascinava aos dois?! Sabia que havia exagerado, mas não se conteve. 

Por segundos, ele viveu uma realidade inexistente, extravasou uma paixão contida, seus pensamentos o traíram.

Ela era apenas uma colega dos sonhos, com quem jamais havia deitado. Tentou, constrangido, disfarçar o indisfarçável.

Que ardil mental o acossou, imaginara uma paixão erótica, que sequer fora correspondida ou acontecera.

Então, ensandecido, correu até a sua pasta, pegou o revólver e a matou.

Jamais pecaria novamente.

Conto de Adrianafetter

Letra e Música

Eu sou quase uma cinéfila, amo ver filmes, não importa o gênero (Confesso que de terror estou correndo deles) e, muitas vezes repetidamente, se gosto e vejo que está passando na televisão, paro para assistir novamente.

Isso me valeu um apelido, a rainha do filme repetido. Ah, se for antigo, aí é que vejo mesmo.

Tem um, tipo sessão da tarde, que eu já vi inúmeras vezes, se chama em português letra e música (Way Back Into Love).

Em determinado trecho do filme o ator principal, que representa um cantor/compositor decadente, Hugh Grant, diz para sua parceira, Drew Barrymore, que é escritora, que uma música pode mudar o dia de uma pessoa. Coisa que eu acredito piamente.

Não sei quantas vezes, me dirigindo para o trabalho, ao ouvir uma música que eu curtia, meu espírito simplesmente mudava. Chegava lá ótima.

Então, nos últimos dias de 2019, que não foi fácil para ninguém, na nossa página do Facebook, a pós50 , eu planejei um trecho de música por dia, porque quero as pessoas cantando, fazendo do seu dia, um momento melhor.

Vamos cantar minha gente, deixar a tristeza para lá e espantar nossos males!

Solta essa voz!

Mundo, qual mundo?!

pós 50

Eu me pergunto como dentre tantos exemplos de vidas, tantas pessoas com uma alma linda e generosa, com uma inteligência fantástica, porque escolhemos a hipocrisia do discurso vazio, de pessoas mesquinhas.

Tivemos Ghandi, Mandela, Martin Luther King, Dom Elder Câmara, Chico Xavier, Paulo Freire, Zilda Arns, Einstein, dentre muitos. Temos Pepe Mujica, Malala Yousafzai, Papa Francisco, Maria da Penha, Chimamanda Ngozi Adichie, todos a sua maneira foram ou são transformadores do mundo em que vivemos, humana e positivamente.

No entanto, escolhemos seguir hipócritas, ignóbeis, com senso questionável de sociedade e humanidade.

Agentes sociais transformadores, essenciais ao mundo, são aqueles que se importam, com as crianças, com os necessitados, com as minorias, com os famintos, com os oprimidos.

As pessoas que eu citei acima trocaram parte de suas vidas para defender vidas. De alguma forma se doaram para servir a uma causa maior.

Não me venha dizer que isso é um…

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No próximo ano eu vou…

pós 50

Se eu pudesse dar um conselho sobre o novo ano pra vocês, eu diria não adiem o seus sonhos, projetos e planos.

Verifiquem o que é realmente importante e relevante para a sua vida e façam disso o maior sonho a conquistar, invistam nesse projeto.

Eu não estou falando só de coisas materiais, também estou falando de vontades, desejos, sejam eles ter um filho, ser voluntário, ter um negócio próprio, um carro, ou fazer a viagem dos sonhos, ou conhecer um parente interessante, ou fazer uma grande amizade, de um grande ou simples desejo.

Se prepare, se organize e vá viver a vida, invista em você ano que vem, seja feliz!

Porque o mundo e a vida se vive no presente, não na saudade do passado, nem na angústia do futuro.

Pense no seu Feliz Ano Novo, ele está logo ali!

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Políticas públicas e sociais são possíveis no combate ao desemprego!

Grata lembrança, com Paul Singer em um dos treinamentos do Casa Brasil

Existe saída para o desemprego, mas tem que haver um comprometimento e fomento do Governo Federal para isso, principalmente com os jovens.

Eu participei, há anos, de um projeto de inclusão digital, super integrado, a proposta continha: formulação de novos empregos, assistência às camadas das populações mais carentes, acesso aos serviços do governo, via internet, capacitação de pessoas e financiamento para aquisição de computadores.

Pode parecer confuso, inicialmente, mas eu explico.

Hoje quase todos os serviços do governo estão acessiveis via internet, mas existem camadas da população que não têm acesso a isso. Ou não tem acesso aos computadores, ou não tem internet em casa.

Assim foi planejado um programa para a criação de uma política de financiamento para aquisição de computadores pelas classes C e D e, para classe E, que não tinha sequer condições de adquirir um equipamento, o acesso a um local, para que essa população tivesse acesso a serviços de governo e suas políticas.

Somente um local com equipamentos não seria suficiente, teria que ter técnicos para auxiliar a essas pessoas, em seus primeiros contatos com as máquinas e tecnologias.

Havia a necessidade de capacitação dessa comunidade e, para tanto, seria utilizado os próprios recursos humanos dela.

A proposta era formar jovens moradores jovens que já tinham interesse em TI e dar-lhes certificação, em Linux, software livre, para que o governo não tivesse que pagar por licenças).

Esses mesmos jovens voltariam às suas comunidades e replicariam essa capacitação a outros jovens dali. Teriam, também o seu primeiro emprego, como técnico encarregado dos projetos comunitários, daquela região ou estado. Havendo, assim, um ciclo virtuoso de aprendizado.

E, essas comunidades carentes, seriam organizadas por pessoas encarregadas de fazerem o elo entre comunidade e governo.

O acesso ao financiamento dos computadores se deu com a articulação do governo com os grandes varejistas. Para tanto, o governo se comprometeu a baixar os impostos sobre esses equipamentos tecnológicos, fazendo assim que o preço do produto caísse e, em troca, o mesmo fosse parcelado em, no mínimo, 10 prestações.

Com isso, com o aumento das vendas, o mercado foi aquecido, por uma faixa da população que não costumava gastar com tecnologia. Mais um ciclo virtuoso.

Foi concedida pela Linux 150 bolsas para a capacitação e certificação dos jovens das comunidades.

A instalação de cada Casa Brasil, esse era o nome do projeto, foi feita em comunidades com baixo índice de IDH, onde a necessidade era premente e o acesso aos serviços de governo, urgentes.

Para casa região foi pensado outros tipos de serviços, conforme a característica e necessidades do local e de sua população.

Após dois anos de implementação, cada casa Brasil seria repassada para a gestão da prefeitura municipal, para que desse a subsistência necessária a sua continuidade.

Havia, também, um projeto irmão no governo, o ponto de cultura, dirigido à cultura digital. E um comitê de inclusão digital, que coordenava as ações na área.

O casa Brasil e o ponto de cultura tinham um conselho gestor, envolvendo diversos ministerios e foram concebidos por Sergio Amadeu e Celio Turino, respectivamente.

Como todo projeto de um governo, este também foi descontinuado. As prefeituras também não se prepararam para administrar essas casas.

E, hoje, das 154 casas implementadas, deve haver no máximo 10 ainda em funcionamento, mas fora do planejamento inicial.

Época de empatia nas politicas públicas de governo, as pessoas se preocupavam com as outras pessoas menos favorecidas. Saudade!

A definição do projeto e seus objetivos:
“O Casa Brasil é um projeto do governo federal, que tem como principal objetivo, reduzir a desigualdade social, em regiões de baixo índice de desenvolvimento humano.
Superando os conceitos de inclusao digital vigentes, o Casa Brasil não leva somente computadores e conectividade, leva um espaço que privilegia a formação e a capacitação em tecnologia, aliada à cultura, arte, entretenimento e participação popular, com forte apoio à produção cultural local. O projeto foi pensado para que a comunidade se aproprie de cada Casa, transformando-a em um espelho cultural de sua localidade.
Superando os conceitos de inclusao digital vigentes, o Casa Brasil não leva somente computadores e conectividade, leva um espaço que privilegia a formação e a capacitação em tecnologia, aliada à cultura, arte, entretenimento e participação popular, com forte apoio à produção cultural local. O projeto foi pensado para que a comunidade se aproprie de cada Casa, transformando-a em um espelho cultural de sua localidade.
O trabalho do Projeto Casa Brasil é focado na inserção crítica na sociedade da informação, privilegiando grandes fios condutores como: democratização das comunicações, compartilhamento de conhecimento, valorização da mulher, respeito à diversidade e desmistificação das tecnologias.
As atividades são dirigidas para as seguintes linhas de ação: comunicação comunitária, governo eletrônico, educação ambiental, economia solidária, conhecimento e software livres, cultura local, direitos humanos, alfabetização e leitura.
O uso das unidades Casa Brasil é gratuito e cada uma delas se caracteriza por ser uma estrutura modular que contém: auditório, estúdio multimídia, oficina de rádio e TV, sala de leitura, telecentro, laboratório (de ciências ou manutenção de computadores).”

Eleição e pós verdade

Este texto vai ser sobre eleições, plebiscitos, consultas populares, sobre a manipulação das populações, explorando pessoas suscetíveis e seus medos.

A política é uma das minhas áreas de atuação e tento me manter atualizada sobre ela, de uma maneira mais completa e analítica.

Não recorro simplesmente a fontes jornalísticas brasileiras, também recorro às internacionais, que acredito serem mais isentas e fidedignas.

Assisto a todos os documentários, de 2016 para cá, sobre Brexit, eleições pelo mundo, campanhas políticas.

Eleição é um negócio, como todo negócio é manipulável. Não estou falando de contagem de votos, estou falando da cabeça do eleitor, cujos hábitos, gostos, repúdios, perfil de consumo, todo o seu jeito de viver, viraram algoritmos e foram vendidos. Negócio bilionário!

Vou compartilhar aqui filmes, documentários, ficções baseados em fatos reais, que indico.

Dois documentários imprescindíveis Brexit e The Great Hack. Uma série sobre pós verdade, Years and Years. Um filme baseado em fatos reais, Lavanderia.

Há um ano, mais ou menos, eu assisti a um vídeo impecável do YouTuber Slow, Canal do Slow 62, sobre Bolsonaro e Steve Bannon.

Ele fez um trabalho de levantamento primoroso, de como o financiamento de campanhas políticas estava usando as redes sociais, para manipular o voto dos eleitores.

Documentou todos os fatos a que se referiu, indicando as fontes. Impressionante foi assistir depois o documentário The Great Hack, lançado este ano, confirmando toda a análise do Slow.

Não há como ter esperança quando você vê o dinheiro correndo solto, em detrimento da democracia.

Carole Cadwalladr, ganhadora do prêmio Pulitzer, denunciou o Facebook, a Cambridge Analytica, a SCL, fazendo como jornalista um levantamento investigativo de como essas empresas influenciaram os eleitores e mudaram o seu voto.

Ela exemplifica os testes feitos em pequenos países, antes da eleição de Donald Trump, onde depois os mesmos métodos foram utilizados, com muito, mas muito dinheiro, usando os algoritmos do Facebook, providenciados pela Cambridge.

Estamos na época da pós verdade de Steve Bannon e sua política de ultra direita. Para ele a realidade tem que ser quebrada, destruída, para a criação de uma nova era. Propõe conflitos, usa as pessoas e as torna menos humanas, explora seus medos, com mentiras, surgem os anticomunistas, racistas, homofóbicos, xenófobos, misóginos.

Bem-vindo à nova era da pós verdade, onde a história e os fatos são irrelevantes e os algoritmos, das redes sociais, realmente fazem a sua cabeça!

Para quem viveu a política como uma ciência, a vontade é de sentar e chorar, mas a luta pela democracia tem que continuar.

O teu aniversário

Mais um aniversário de muita saudade, não tem dia em que eu não pense em ti.

Nenhuma palavra pode traduzir a falta que sentimos.

O ciclo não se fechou, sonhos foram interrompidos, com a dolorida saída tua de nossas vidas.

Desejo que estejas bem, dentro da tua crença que, ao desencarnar, serias acolhida pelos teus espíritos de luz. Somente no teu espiritismo conseguimos justificar o teu desaparecimento de nossas vidas.

Por aqui a vida continua, mas ficou o vazio da tua ausência e de tudo o que poderia ter sido.

Feliz aniversário minha amiga, que sejas luz sempre!

 

* Médica Veterinária, Mestre em Medicina Veterinária e Doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Professora Adjunta do Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CDTEC/UFPEL) onde atua nos cursos de Graduação em Biotecnologia, Pós-Graduação em Biotecnologia/UFPel e Pós-Graduação em Parasitologia/UFPel. Lidera o grupo de pesquisa em Imunodiagnóstico, onde busca o desenvolvimento tecnológico, em geração de produtos e processos inovadores aplicados ao diagnóstico de enfermidades humanas e dos animais. Presidente da Comissão Interna de Biossegurança (UFPel) e Membro da Comissão de Ética em Experimentação Animal (UFPel). Integrante dos colegiados de curso de Graduação e Pós-Graduação em Biotecnologia. Ministra aulas nas disciplinas de Biossegurança, Microbiologia e Imunodiagnóstico. Tem experiência na área de Microbiologia e Imunologia Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: Produção de Anticorpos Monoclonais e Desenvolvimento de Testes de Diagnóstico.
A professora da UFPel, CLÁUDIA PINHO HARTLEBEN, está desaparecida desde o dia 09 de abril de 2015, em Pelotas, no Rio Grande do Sul.

Dona Zilá

Para Cláudia

Estou em Pelotas e, como sempre, fui fazer uma visita para D. Zilá.

Passamos a tarde juntas, tomamos café, conversamos bastante. Sempre que aqui venho é assim.

Fico impressionada com a força moral e a dignidade desta mulher, apesar da fragilidade dos 84 anos vividos.

As doenças das articulações, dos ossos, já se instalaram. Os problemas da coluna lhe causam dor e a escrita já está trêmula.

Mesmo assim mantém a sua independência, coordena a casa, com ajuda de uma faxineira semanal e dirige seu carro pela cidade, cumprindo seus compromissos.

Quanta força em uma única e pequena mulher.

Fotografei as cartas dela para Cláudia, para poder transcrevê-las aqui no blog. Assim teremos, ao menos, o registro do seu carinho e amor pela filha.

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Dica – bolo Fit

pós 50

Esse bolo não tem açúcar, leite ou farinha de trigo, o que o deixa muito leve é uma ótima opção para um café da tarde sem muitas calorias.

Vamos aos ingredientes:

  • 3 ovos
  • 5 bananas bem maduras
  • 2 xícaras de aveia (Pode substituir a aveia pela quinoa)
  • 1 copo de damasco picado
  • 1/2 copo de nozes picadas
  • 1/2 copo de uva passa
  • 1/2 copo de ameixa preta picada

Pré aqueça o forno na temperatura média.

Coloque no liquidificador os ovos com as bananas e bata bem, depois passe para um refratário e ponha os outros ingredientes. Misture com uma colher. Coloque em uma forma untada e asse em temperatura média até o bolo ficar dourado.

Coe um cafezinho e aproveite o seu sábado!

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13 milhões de deficientes, e você?!

Segundo o IBGE, o Brasil tem quase 13 milhões de deficientes, me impressiona o apartheid, apesar da lei de inclusão, que assola essas pessoas.

O lugar onde moro, apesar de ser uma cidade planejada, não tem nenhuma infraestrutura nas calçadas para cadeirantes chegarem aonde precisam.

As calçadas são precárias, cheias de armadilhas, não tem rampas nas faixas para pedestres, e, se há de um lado, não há do outro. Um pequeno exemplo dentro deste enorme universo, de simples solução.

Pela lei, uma empresa com mais de 100 funcionários, deveria empregar de 2 a 5% de pessoas deficientes, isso não é cumprido.

E agora falo da parte mais cruel deste processo, a inclusão das crianças deficientes nas escolas públicas. Ela existe legalmente, porém em muitas escolas sequer tem pessoas preparadas para acolhê-las. E que discriminação sofrem, principalmente, das mães dos seus coleguinhas.

Como sei disso?! Nos vários relatos que acompanho, nas redes sociais, de crianças que não foram convidadas para as festinhas dos seus colegas, que foram alijadas desse convívio social pelas outras mães.

Conviver com as deficiências é inclusivo, é reconhecer que a nossa sociedade não é perfeita, é saber lidar com diferenças nas relações afetivas, é trabalhar com a aceitação do outro, é incentivar o convívio social.

Minha mãe tinha uma prima, cujo filho tinha paralisia cerebral e, desde a minha tenra infância, eu convivi com ele, isso foi extremamente importante para mim como ser humano.

Gente, são 13 milhões de pessoas, a maioria delas apartadas do convívio social, porque nós não sabemos conviver com a diferença, com aquilo que não entendemos ou não queremos reconhecer.

O que seria natural é sermos humanos, integrar e conviver, sem discriminação, temos que nos reconhecermos como iguais na diferença, respeito é o que se quer.

Esperança – setembro amarelo

Setembro Amarelo!

pós 50

wp-image--896341817.

O mês de setembro é o mês de prevenção ao suicídio, é o setembro amarelo.

A depressão é muito triste e mata mais do que nós podemos imaginar.

Pretendo sempre aqui no blog tratar desse assunto, para que as pessoas tenham consciência e possam procurar ajuda, ter a ajuda que necessitam.

Não fique alheio a uma tristeza constante, se ela se estabelecer por muito tempo procure ajuda profissional.

Saiba que você não está sozinho, sempre existe uma mão estendida que pode lhe auxiliar. Se a coisa apertar, procure um Centro de Valorização da Vida (CVV), ou a CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) .

Se cuide, se ajude!

Vou deixar aqui contatos de ajuda:

Telefone do CVV –  141

Facebook do CVV

Chat do CVV

Blog do CVV

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Querido diário – pausa

Não sei vocês, mas cada vez que eu vejo as falas e ações desse governo, me sinto doente, aliás, eu realmente adoeci, me tornei uma pessoa cardíaca.

Então, abandonei o meu querido diário, por um tempo, para poder respirar, me restabelecer e voltar à resistência, de uma forma mais objetiva.

É muita ignorância, falta de humanidade, de discernimento, abandono da dignidade e justiça.

Adoece quem tem por objetivo de vida os valores humanitários.

Quando nos tornamos um povo tão doente, com tanto ódio, que ri e apoia atrocidades, que tem sangue nos olhos, quando isso aconteceu?!

Quanto tempo vamos levar para recuperar a dignidade de ser brasileiro?!

Tenho uma sugestão para vocês, busquem se informar e fazer uma resistência efetiva, mas também busquem se distrair, fazer alguma atividade que traga alegria a sua vida.

Precisamos voltar a ter felicidade no Brasil, só voltaremos à condição humana se formos um povo alegre, com menos ódio no coração.

Resistência amo vocês!

Princesa Diana

pós 50

Ainda lembro nitidamente a madrugada em que ela se casou. Eu fique acordada só pra assistir o casamento na Inglaterra. A transmissão foi de madrugada, eu vi numa televisão preta e branca, estava na praia, não lembro porque estava lá, no laranjal, e o casamento foi lindo.

O vestido dela acabou ditando moda, todas as noivas daquela década praticamente se casaram com mangas bufantes.

Sempre fui uma fã da pessoa, da postura, mas ela tinha um olhar muito triste. Mesmo no casamento eu achei que olhar dela estava triste, anos depois eu soube que ela tinha visto dentro da igreja a amante do marido.

Não deve ter sido nada fácil ser da realeza, ter tantos compromissos, ter todas aquelas regras a serem seguidas, viver dentro de Palácio cheio de etiqueta e ser perseguida por paparazzi a vida inteira.

Acho que ela foi muito mais feliz depois que se separou e nobremente…

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Comida marcante

pós 50

comida brasileira

Há alguns anos eu fiz um curso de gastronomia, quando aprendi que temos três gastronomias mais diferenciadas e significativas no Brasil.

Temos três comidas que são as mais marcantes, a de Minas Gerais, a da Bahia, e a do Pará. Essas três gastronomias no Brasil marcam incrivelmente a história da comida do nosso país.

Eu particularmente gosto das três, como mais a mineira pela proximidade, mas as duas que realmente me encantam é a baiana e a paraense. São inigualáveis por sua origem.

Minas tem a sua base na carne de porco, a Bahia usa o dendê, e a culinária do Pará, que é indígena, tem a mandioca com base.

No Para o uso da mandioca é pleno, inclusive o da folha que vira tucupi, fervendo a mandioca brava por 7 dias, é o suporte para quase toda culinária paraense.

A da Bahia o fundo culinário vem da África do…

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Flores frescas

pós 50

camelia

Ahhh, a diferença entre o querer e o poder…

Eu queria ter vasos de flores pela minha casa, toda a semana abastecido, com flores frescas, amo flores.

É um desejo tolo, talvez, inacessível pelo preço das flores nas floriculturas, já que moro em apartamento e não posso colher no jardim. Querer nem sempre é poder, não é mesmo.

Eu te faço uma pergunta, mesmo que você pudesse ter o que quer, isso é realmente importante para a sua vida? Vai fazer diferença pra você ter essa coisa?

Eu fiz uma opção de vida, dei preferência a ser do que a ter. É óbvio que nós gostamos de ter sempre mais,  mas ter o suficiente compensa, ser é muito importante.

Usei o exemplo das flores frescas porque se eu pudesse as terias, é uma representatividade, mas não vai fazer diferença efetiva na minha existência.

Ser vai,  é minha essência, é o que…

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Furacão interior – a infância na vida adulta – parte 2

pós 50

Escrever sobre as implicações da infância na nossa vida adulta é muito pano pra manga, escrevi o suficiente pra três posts aí eu enxuguei bastante, ficaram dois, pra não ser cansativo. O primeiro publiquei ontem, hoje é continuidade.

É óbvio que sempre que eu escrevo estou falando sobre a minha vida, sobre as minhas incursões, minhas reflexões, eu não sei o quanto da minha perspectiva é válido para vocês, portanto façam suas reflexões, e me deem o devido desconto.

Seguidamente eu volto ao meu passado, e percorro todas as mudanças de trajetória da minha vida, os caminhos percorridos na infância em Pelotas até os dias atuais em Brasília.

Percebo que muitas das minhas reações frente a vida, com outras pessoas ou episódios, tem muito a ver com as mesmas de criança, são reflexos. Meus colegas de escola me consideravam muito séria, brava, hoje vejo que era apenas uma defesa.

Eu…

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Furacão interior – a infância na vida adulta

pós 50

Assisti Walt nos bastidores de Mary Poppins. O filme trata sobre a dificuldade da autora do livro em vender a Walt Disney os direitos de filmagem. Ela se reporta o tempo todo a sua infância. Me fez pensar sobre a minha.

É impressionante verificar o quanto da nossa infância persiste na nossa juventude, na nossa vida adulta e até na nossa velhice. Ela surge como um furacão interior que toma conta da situação inesperadamente.

Há sempre uma criança dentro de nós que brinca com os sentimentos, que nos leva de um lado a outro, às vezes meio perdida, sem saber muito bem pra onde vai ou vai nos levar.

Quando ela vem seguimos para os lugares mais remotos de nossa consciência. Durante a vida ela nos acompanha mesmo que a gente não perceba a companhia dela.

É na infância que a nossa personalidade é formada. Quantas vezes você se pega…

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Hoje dedico Martha Medeiros para vocês!

pós 50

IMG_0794 A Morte Devagar

Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições. Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis…

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Casa de alemã

pós 50

Casa de alemã, é assim que uma amiga, dona de antiquário, fala da minha. Isso porque amo porcelana, como não tenho espaço, coleciono xícaras de cafezinho, lindas. Todas elas porcelana antiga, cheias de histórias, que desconheço.

Minha pequena cristaleira não sabe mais como acolher mais uma rsrsrs…

Quando criança gostava de abrir o armário da minha mãe e admirar, de longe, a louça ali guardada, muitas herança da minha avó paterna. Sim, era de muito longe, nenhuma mãozinha podia triscar por ali, então abria a porta e ficava namorando.

Dessas poucas coisas sobraram, eu mudei para Brasília, deixei o sul e tudo o mais ficou para trás. Mas as lembranças não!

Então, quando a Silvia abriu o antiquário, resolvi voltar no tempo e concretizar um sonho, decorar minha casa com louças, como minhas avós faziam.

Gente, elas são um sonho de lindas, minha paixão!

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Sábado é dia de dicas – Tempero caseiro básico

Tempero caseiro – tudo de bom!

pós 50

temperos

Bem se você é como eu gosta de cozinhar, mas não gosta de toda hora ter que descascar e picar alho e cebola, vamos para uma solução prática e barata, de durabilidade incrível e de muita versatilidade, a d o r o !

Porque chamei o tempero de básico? Porque ele é a base para você enlouquecer e fazer no mínimo 3 outros…

Inventar na cozinha, acho incrível essa capacidade. Então é o seguinte, pegue essa receita e coloque mais salsa e cebolinha, parabéns, fizemos um tempero verde.

Aí deu a louca, e coloca pimenta dedo de moça ou calabresa (umas duas ou três, caso você não seja baiano, senão você abrirá as portas do inferno), terá o apimentado.

Quer um mais sofisticado?! Coloca tomilho, sálvia e louro, ervas de provence, ui, você tá metido, francês puro, minha combinação predileta para carnes, (não coloco alecrim para bater, fica amargo).

Orégano…

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Quem não se comunica se trumbica…

Já dizia o Chacrinha…

pós 50

Geralmente tenho muita dificuldade para dormir, sou super alérgica, é só começar a dormir que vem uma tosse chata, que porre!

Ainda não enlouqueci, sim estou falando em se comunicar, é que nessas horas deitada, em que não consigo dormir, bate mil idéias sobre escrever, geralmente levanto e anoto. Foi como tudo começou…

Tenho recebido de leitores muitas mensagens sobre relacionamentos, sobre questões interiores. Gente não tenho fórmula mágica, mas aprendi com a vida a ser o mais honesta possível, inclusive comigo mesma! Não se foge de problemas, no máximo se adia… Então me comunico!

Quando as pessoas perderam a capacidade de se comunicar?!  Essa é a grande questão.

A comunicação é básica em qualquer relacionamento, se ela não existir haverá problema.

Não adianta fingir ser uma coisa no início da relação e depois na continuidade dela querer um resultado diferente do que se plantou. A semente era de tomate…

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Querido diário – Pepe Mujica e a justiça social

A última vez que eu estive no Uruguai, querido diário, Pepe Mujica ainda era o presidente, hoje senador.

Conversando com um dos seus eleitores, me repassou o seguinte pensamento do presidente, em toda a sociedade existem pessoas que jamais terão condições de trabalhar, seja por deficiência mental, desajuste social, ou qualquer outro problema, então, o estado tem que se precaver, formular políticas públicas para atendimento a essa população.

Confesso que, meu diário, inclusive, abriu uma nova perspectiva de mundo para mim, ampliei meus horizontes sobre políticas compensatórias, quando conheci os valores de Pepe.

Uma das minhas críticas ao estado liberal é não entender isso, as pessoas que pregam o liberalismo econômico pensam em capital, desestatização, progressão por mérito.

Quem defende o estado mínimo jamais teria uma percepção humanista do outro, da justiça social, muito menos desse outro tão carente e deficiente, que exige um olhar de extrema acuidade.

Fiquei encantada com seu olhar humano, correto e tão assertivo nas políticas públicas, implementadas no Uruguai.

Tanta generosidade, advinda de tempos extremos e de sofrimento pessoal, transformaram esse homem num dirigente único, sábio, coerente. Para mim um símbolo e uma pessoa no ápice da suas virtudes e coerência de vida.

O Uruguai sempre me foi uma referência, desde a infância, por ter nascido muito próximo àquela região.

Hoje, mais do que nunca, me aquece o coração pensar nesse país, suas políticas, sua vanguarda, sempre penso em voltar por lá.

Querido diário vivo hoje no Brasil, pensando no Uruguai.

Querido diário – reflexões de vida e a beleza que mata

Hoje, às 6h da manhã, eu bati uma foto da minha janela, de um sol vermelho, lindo, pensei, querido diário, essa beleza mata.

Mata porque as cores vem das queimadas.

Pouco depois, ainda sob o impacto daquele instantâneo, eu abri uma reportagem, que falava de uma queimada em Rondônia, onde um casal, que não conseguiu fugir do fogo, morreu abraçado.

Há dias que venho refletindo, querido diário, sobre o dinheiro, o capital, a bolsa de valores. Por que, por mais que eu pense, eu não consigo entender essa filosofia do ganhar pelo ganhar, do ter pelo ter, de cada dia apostar em ter mais.

Quando foco é apenas o dinheiro, no ganhar, há imensas perdas pelo caminho.

Para isso pessoas são sacrificadas, no excesso de trabalho, na escravidão e mortes injustificadas. Mesmo que para isso se mate populações de fome e se alimente os porcos e o gado. Mesmo que para isso se fabrique cada vez mais armas, para se vender mais armas, para se fomentar a violência e as guerras.

Uma floresta inteira está sendo destruída, povos indígenas dizimados, biodiversidade arrasada e as nascentes d’água, que garantem o futuro, poluídas, obstruídas, desviadas.

No ganho rápido, que queime tudo, que haja ouro, exploração, minério, que se enriqueça.

Que os mercados se valorizem, que o dólar suba, que as bolsas apostem no caos, que os investidores migrem de país para país, saqueando suas reservas, empobrecendo suas populações.

Enriquecer é o objetivo, sem, no entanto, se conseguir levar um tostão sequer ao túmulo.

Querido diário eu não entendo o mundo, eu não entendo a desumanidade, eu não entendo o Brasil, em que vivo atualmente, eu não entendo os empresários sem consciência, eu não entendo, simplesmente, eu não entendo.

Se prefere destruir a edificar, matar a viver em humanidade. Estamos nos condenando e as gerações futuras, pelo ganho momentâneo, pelo consumo desenfreado e desnecessário.

Querido diário viver é caro, custa vidas!

A transformação do mundo em que vivemos

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ROBO

É impressionante todas as mudanças que assisti nesses 50 anos. Quando eu nasci apenas famílias mais abastadas tinham telefone em casa, a televisão era assistida pela janela do vizinho melhor de vida, em preto-e-branco. Energia elétrica só na cidade. No campo, na praia era gerador.

A terceira revolução industrial, a da tecnologia da informação, mudou completamente o mundo que conhecíamos. O wi fi foi a revolução dentro da revolução.
As comunicações deixaram de ser um privilégio apenas de quem tinha dinheiro, hoje todo mundo tem um celular. O acesso à informação é universal.

Porém temos o outro lado da moeda, se as máquinas já substituíam os homens, a sociedade informatizada faz os menos preparados perderem os seus empregos vertiginosamente, o mundo que conhecemos ontem não existe mais.

Estamos na revolução do intangível, a era do conceito, da criatividade, não precisamos mais de coisas físicas, como a terra, a máquina para…

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Sou perfeita, Socorro!

Qualidade de vida, mais do que necessário!

pós 50

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Tem que arrumar a cama, fazer o café, lavar a louça, tomar banho, limpar a casa, deixar cheirosa, o banheiro limpo, lavar a roupa, arrumar a cozinha, branquear o pano de prato, panela areada, falar educadamente, ser servidora eficiente, educar os filhos, fazer a merenda, tirar o pó, aspirar o tapete, varrer a casa, responder o e-mail, retornar para a amiga, ser boa filha, limpar os vidros, fazer a lista de compras, colocar o feijão de molho, tirar o lixo, limpar a geladeira, coar o café, providenciar o lanche, ser simpática, comprar pão e leite, passar a roupa, guardar a roupa, arrumar o armário, passar o pano na casa, fazer a lição com os filhos… E a faxina?!

Ainda ficar bonita , cabelo e unha sempre arrumados e rosto sempre maquiado, manter o regime equilibrado, com 5 cores no prato, ser boa de cama, estar sempre cheirosa e ótima ouvinte…

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Mochila nas costas

Viajar, sempre, independente da forma.

pós 50

estrada_mochilaVamos fugir, baby, para outro lugar… Esse sentimento já te invadiu em algum momento?! A mim já inúmeras vezes na vida, era um sentimento de deixar tudo pra lá, pegar uma estrada e sair sem rumo, respirar com liberdade, só o vento como companhia .

Era um misto de inquietude, rebeldia, vontade de conhecer o mundo, independência. Eu me via numa estrada vazia, seguindo em frente, livre, leve e solta. Sempre me vi de costas… Psicólogas podem analisar…

A mochila eu tive, mas nunca peguei a estrada, literalmente falando. Viajei bastante pelo Brasil, conheci outros lugares e culturas, me preencheram tanto! A minha independência interior também me supriu e consegui encontrar sempre um meio de acalmar minha alma e seguir em frente.

Bastava achar um lugarzinho novo, ali perto de casa mesmo, quantos existem por aí, não é mesmo?!

A vontade de conhecer outros lugares, culturas, pessoas, viajar, ahhhh, essa…

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Minhas Dicas – truques na cozinha

pós 50

Resolvi listar algumas dicas que sempre usei na cozinha para facilitar a vida, então vamos que vamos porque o final de semana está só começando:

  • esfregar sal nas mãos tira o cheiro de cebola e de alho, depois é só lavar com água corrente;
  • depois de usar limão lave as mãos abundantemente, o suco ácido queima a pele em contato com o sol, podendo criar bolhas (vale para laranja, caju, maracujá…);
  • para descascar alho em grande quantidade coloque as cabeças em uma panela, tampe e sacuda freneticamente por 15 segundos, as cascas soltarão facilmente;
  • esfregar nabo cru na roupa onde derramou shoyo ajuda a eliminar a mancha, é inacreditável;
  • separar facas para diferentes usos conserva o fio, por exemplo, não use a faca de carnes para cortar cebolas ou limões, o suco ácido tira a afiação;
  • não lave cogumelos, eles são como esponja, absorvem a água, dificultando o cozimento, passe…

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Querido diário – insanidade

Querido diário é tanta besteira que eu ouço…

O mandatário maior do Brasil fala as maiores atrocidades e seus asseclas repercutem e batem palmas, eu penso estar vivendo na Matrix.

Nepotismo é normal, tortura salvou o Brasil e torturador é herói brasileiro. Dados científicos negativos são uma balela, que não devem ser divulgados, pra não estragar o progresso brasileiro. Quando se deveria, na verdade, corrigir os erros que têm sido cometidos. Gastos com cartão de crédito corporativo da Presidência da república são sigilosos, quando deveriam ser abertos e com transparência.

Normalizaram a mediocridade, a incompetência, a falta de noção, o desmando, o autoritarismo, o descumprimento da lei, porque os fins justificam os meios e Justiça boa é aquela que aniquila com o meu inimigo.

Direitos humanos é coisa para proteger vagabundo e não conquistas históricas mundiais, advindas da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (França 1789) e da Organização das Nações Unidas (ONU) que, em 1948, criou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Eles são todos os direitos e liberdades básicas, considerados fundamentais para dignidade humana. “São direitos humanos básicos: direito à vida, à liberdade de expressão de opinião e de religião, direito à saúde, à educação e ao trabalho.”

Então, na Matrix, querido diário, ser humano e preservar valores básicos de convivência e respeito é ser fraco, é ter bandido de estimação, apoiar corrupto, ser esquerdopata, petralha e comunista.

Se o presidente da república chama torturador de herói, deixa, isso é uma bobagem, ele é assim mesmo…

Chorem todos os que um dia foram torturados, ou que perderam seus entes queridos na tortura.

Querido diário a Matrix é a idade das trevas. Estão surdos e cegos, não mudos, mas loucos!

Cozinha sustentável

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Dois conceitos que me atraem: cozinha e sustentável. Temos que começar a pensar num mundo viável e nada como começar com pequenas atitudes, dentro da nossa própria casa, de modo bem simples.

Cozinhar em casa com produtos naturais como alho, cebola, tomate, pimentão, salsa e cebolinha, a base do nosso refogado é extremamente saudável. Se você conseguir aliar a sua cozinha com a compra de produtos sazonais, feita com pequenos produtores locais, (que na sua maioria usam técnicas simples de plantio, sem agrotóxico) e utilizando tudo o que é possível deste produto, parabéns, você está praticando a cozinha sustentável.

Vamos ver como isso funciona?! Estamos em agosto, o que se produz em agosto? Nos legumes temos cenoura, abóbora japonesa, abobrinha, batata doce amarela, berinjela, cará, ervilha, inhame, mandioca e mandioquinha. Nas frutas: abacate, atemóia, carambola, kiwi, laranja, lima da pérsia, maçã fuji e red, mamão formosa, maracujá, mexerica, morango, sapoti…

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Ho’oponopono

Palavras mágicas!

pós 50

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O Ho’oponopono não é um simples repetir de sílabas, é uma técnica, criada por um psicólogo havaiano, Ihaleakala Hew Len, para tratar  presos perigosos, mentalmente doentes. É uma repetição das palavras, Sinto muito, Me perdoe, Te amo, Sou grato. Eu falo: eu sinto muito, eu te perdôo, eu te agradeço,  eu te amo, foi a forma que gravei.

Eu desconhecia até abril de 2017,  quando fui hospitalizada com uma infecção grave,  que resultou numa paralisia facial. Uma amiga me vendo nessa situação me ensinou essas palavras simples, que repetidas se transformam numa meditação e oração e te eleva o espírito, facilitando a sua cura. Nos dez dias de internação e depois de intensa fisioterapia neurológica me ajudou demais.

Foi assim que aconteceu com aqueles presos, assim aconteceu comigo.

Caso você ainda não acredite, olhe a força dessas palavras que deveríamos repetir todos os dias para as pessoas que nos cercam e…

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Torta versátil

Deixa a cozinha para o liquidificador e vai aproveitar o final de semana!

pós 50

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Olá minha gente!  A receita de hoje é uma das mais executadas na minha família por parte de mãe, tem uma fã fervorosa, como ela gosta demais, acabou sendo intitulada “Torta da Tia Eny”, quem prova acaba sempre pedindo a receita.

Uma das particularidades dessa receita é, você escolhe o recheio do dia. Fácil de executar e boa de comer, quer coisa melhor?!

Pré-aqueça o forno em temperatura média.

Ingredientes:

  • 3 ovos
  • 2 xícaras de leite
  • 1 xícara de óleo
  • 12 colheres de sopa de farinha de trigo
  • meia xícara de queijo ralado
  • 1 colher de sopa de fermento químico
  • 1 colher de chá de sal
  • 1 refratário grande
  • margarina ou manteiga para untar
  • queijo ralado para polvilhar

bata tudo junto no liquidificador, sempre coloque os líquidos primeiro, depois os ovos e por último os secos. Despeje a metade em um refratário untado, coloque o recheio da sua preferência, cubra com…

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Charme

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Uma das coisas que me chama a atenção é que o comércio ainda não percebeu o potencial de quem está na meia-idade, mas não quer se vestir como velho. Eu não quero!

Assim como também não quero usar as roupas que as pessoas que fabricam números maiores, que são os que eu uso, acham que eu devo usar.

Gente a vida é um charme e eu me sinto assim, alegre, com vontade de inovar, olha só esse look aí de cima. O cara é grisalho, mas super de bem com a vida, óculos estiloso, camisa também, nada demais, apenas um azul que lhe cai muito bem.

Amo ousar nos meus óculos, tenho um rosa transparente, um preto e marfim e um azul. Se é pra usar óculos vamos inovar, expressar o que somos.

Me pergunto o porquê da ditadura de cores escuras para pessoas de meia idade, claro que um…

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Querido diário – eu não quero perder a esperança

O meu marido às vezes pede, que nos finais de semana, eu não acesse os canais políticos, ele sabe da minha constante preocupação, com o nosso país e o nosso povo brasileiro, muitas noites perco o sono, mas eu não consigo, está em mim acompanhar a política o tempo todo, é de família e de profissão.

Ele sabe o quanto o crescimento do feminicídio, das pessoas desamparadas, as agressões aos LGBTs, ao meio ambiente, aos mais pobres, aos indígenas, aos pequenos agricultores, a educação, a saúde, com tantas agressões a tudo e a todos, eu devo estar esquecendo alguma área aqui, me desestabilizam.

Difícil manter a esperança, querido diário, quando vejo que este desgoverno ainda tem tanto apoio, é desumano!

Ser a resistência nessas horas nefastas traz uma dupla responsabilidade, conosco e com os outros. Você sabe que não pode parar, que não pode se abater, que não pode deixar pra lá, em nenhum momento, em nenhuma hora.

O cansaço emocional chega, nos abala, nessa hora precisamos nos afastar temporariamente, para renovar as energias e voltar a defesa inquestionável dos valores humanos.

Quando vejo a declaração do Candido Bracher, presidente do banco Itaú Unibanco, confesso que perco parte da esperança no ser humano: “As reformas deixam o Brasil em uma situação tão boa como eu nunca vi em minha carreira”.

Boa para quem querido diário?! Para os quase 13 milhões de desempregados, para as pessoas que estão morrendo de frio nas ruas, para os desabrigados em número crescente, dormindo embaixo das marquises, para a fome que voltou ao Brasil, o país está bom para quem?!

Está bom para quem investe em bancos, bolsa de valores, que vivem do capital pelo capital. Esses realmente comemoram.

Ai lembro da propaganda dos Médicos sem fronteiras, que fala: “podemos ser violentos, insensíveis, cruéis, egoístas, indiferentes, mas só quem pode salvar a vida de um ser humano é outro ser humano.” Aí eu respiro fundo e penso que um de nós pode salvar o outro.

Todos os dias recomeçamos, porque somos a #resistência!

Vai dar tudo certo

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Entardecer florianópolis SC

Não importa o que você esteja passando, a tempestade que se abateu sobre você, eu tenho uma coisa pra te dizer, vai dar tudo certo!

Como eu sei? Como posso estar fazendo essa afirmação? Porque passei por maus momentos, situações bem difíceis, tive depressão, aquele buraco negro que se instala no nosso peito e parece querer nos engolir.

Dias duros, que estão no passado. Na confusão que se instalava eu só conseguia pensar, o sol vai nascer amanhã novamente e isso terá passado, e me segurava nessa idéia arduamente. Pois bem, passaram!

Eu entendo perfeitamente a dificuldade de transpor esses momentos. A angustia é tamanha que nos vimos sendo tragados. Mas passa, acredite, procure ajuda, é indispensável ter apoio.

O suporte de outras pessoas, principalmente o profissional de psicólogos ou terapeutas, nos levam a enxergar caminhos que não vemos na escuridão que se instala em nós. Então grite e peça…

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