Parabéns para vocês!

Um ano de site, um ano de página Pós50. Queria agradecer a vocês que fazem comigo esse trabalho.

Vocês que me lêem, que curtem, que compartilham, que fazem críticas, todos colaboram para o meu crescimento.

Tenho um agradecimento em especial para Sandra Aguiar Corrêa, que se tornou uma amiga neste desenvolvimento. Nunca nos vimos pessoalmente, pela distância, eu moro em Brasília e ela no Cassino, a praia de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Metade do trabalho na página Pós50 é dela, eu cuido mais do site, e no grupo de mulheres é quase completamente dela. Tenho sempre uma frase que digo pra ela, nunca te vi, sempre te amei, que aliás é um título de um filme maravilhoso que trata de uma relação de amigos à distância, sem nunca terem se encontrado, ainda na época das cartas.

Queridos obrigada por neste ano ter tido a companhia de vocês!

Banco de Tempo

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Você sabe o que é um banco de tempo?! É uma tendência mundial, que apareceu com a globalização, uma troca de serviços, ou voluntariado, que, na falta de recursos, apareceu como uma maneira de driblar as dificuldades de dinheiro e de emprego.

Você troca o seu tempo, oferecendo uma habilidade sua pela a de outra pessoa. Tudo organizado em um banco de tempo, nas redes sociais, que faz a contabilidade do seu tempo doado por créditos.

Não há impostos, porque não há pagamento, nem dinheiro envolvido.

Eu participo de um, mas não é na minha cidade. Então fiquei pensando o que eu poderia oferecer. Ofereci a participação na página Pós50 , este blog e os meus serviços para estruturar cardápios, receitas, minha experiência na cozinha e segurança alimentar.

Cozinhar é uma coisa que aprendi em família, desde pequena. Aprimorei com pequenos cursos e uma pós graduação, quase terminada, na UnB, em gastronomia e segurança alimentar.

Também tenho receitas, algumas originais, posso ensinar a cozinhar virtualmente, igualmente dar sugestões de cardápio, para almoço, jantar, ou uma pequena festa. Enfim todos nós temos habilidades.

Não serei creditada, neste momento, essa ideia de ajudar virtualmente é inovadora, portanto, quem quiser, pode me acessar via blog ou no inbox da página Pós50.

Nem sempre temos serviços concretos, ou habilidades artesanais para oferecer, porém podemos apresentar ideias, e isso é muito importante, inclusive neste mundo tão virtual.

Abrindo o meu coração

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Resolvi que aqui, no Pós50, eu falaria sobre tudo que nos atinge depois dos 50 anos, posso falar da minha experiência de vida, porque é a minha…

Me considero inteligente, sagaz, sem falsa modéstia, tenho boas tiradas e bom humor e posso ser extremamente irônica, minha cabeça está sempre atenta, acho que me defino numa palavra, intensa. Assim são os meus sentimentos.

Mas como sou não tem nada a ver com saúde, infelizmente, porque, toda a agilidade mental que tenho é atropelada por doenças e restrições do meu corpo. E, abrindo o coração, acho isso uma baita sacanagem.

Tô achando que está mais do que na hora do Cara lá de cima dar uma forcinha, afinal quero voltar para a minha vida normal, sem agenda médica intensiva.

E já vou adiantando que estou fazendo a minha parte, cumprindo o Deus ajuda quem cedo madruga, mas a letra do Deus escreve certo por linhas tortas, deve estar tremula ou ilegível, porque os anjos não estão conseguindo ler direito e ajudar devidamente.

Queria não falar disso em 2018, juro, mas tenho me sentido podada, tento tratar tudo com bom humor e vou escalando a minha montanha de empecilhos

Voltei para o pilates esta semana, vou para a terceira aula. Volto para a fisioterapia amanhã, além daquela que trata os músculos, agora farei a pulmonar também.

Nem vou listar aqui o número de doenças crônicas e medicamentos que estou tomando porque o que mais quero é deixá-los no passado, então xô, sai prá lá, não vou registrar,  é o poder da palavra não escrita!

O meu coração me diz, eu te amo, tô contigo e não abro, vamos devagar e sempre em frente!

E agora falando com a dona funesta frente a frente, eu estudei ciência política e moro em Brasília, não sou política, portanto, quando você ouve as pragas e os xingamentos da população brasileira, não é a mim que você tem que patrulhar, me erra, o endereço é mais lá pros lados da Praça dos 3 poderes em Brasília, vai rondar por lá!

Ufa, abrir o coração também cansa 🤪 !

2017 o ano que continuou em 2018

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Gente do céu, pensem num ano difícil!

No trabalho o ano começou conturbado, joga a gente pra lá, volta pra cá, fica-se no aguardo de melhorias e nada…

Em abril começa um febrão, nos primeiros 10 dias, diagnóstico, virose, o médico mesmo diz, quando não se sabe o que é dizemos ser virose, isso na segunda.

Na madrugada de quarta para a quinta-feira os dois ouvidos estouram, vai para o pronto-socorro, começa o antibiótico. Oito dias depois um formigamento estranho na boca, parecia que a xícara não encaixava direito, vai no PS de novo, no atendimento pedi um otorrino, caí em excelentes mãos.

O médico fala, é grave vou te internar! Oi… O que?! Já ouviram falar em otomastoidite com paralisia facial (essa eu conhecia), nem eu … Me mandou imediatamente para o PS começar a medicação enquanto aguardava uma tomografia cerebral, que confirmou o diagnóstico, 10 dias de hospitalização, uma cirurgia para drenar a infecção e o rosto completamente torto.

Durante os dias de hospitalização meus diretores foram demitidos, eu sabia que também seria, segundo escalão imediato.

Saio do hospital descompensada, o médico já havia me avisado, vou te curar disso, mas, em compensação, teu corpo será todo desregulado, falou e disse, preciso que  especialistas te acompanhem! Açúcar alto, pressão desequilibrada, nervos da face paralisados. Segue tratamento em casa, muita fisioterapia, visita a neurologista, cardiologista, endocrinologista, fonoaudióloga, fisioterapeuta neurológico, acupunturista, tinha uma agenda de saúde plena.

Assim que os antibióticos e corticóides terminaram já em meados de maio sinto no ombro dores agudas que me impediam inclusive de dormir, vamos para o ortopedista?! Vamos!

Exames feitos rupturas de tendão e ligamentos, quase totais. Resultado,  o médico anuncia cirurgia em agosto e 2 meses de imobilização e a fisioterapia que ainda tem que completar.

Junho, finalmente férias e uma viagem planejada, desde dezembro do ano anterior, com minhas amigas, para Portugal e Espanha. Último dia no exterior chega a mensagem da minha exoneração naquela semana, já previsível. Mas cada dia da viagem compensou o que aconteceu antes e deu energias para o depois.

Julho um monte de anti inflamatório e remédios para dor para aguentar até a cirurgia em agosto.

Setembro imobilização e fisioterapia em casa.

Outubro o hospital Sarah me liga para fazer a cirurgia de vértebra deslocada, esqueci de falar, foi diagnosticada em janeiro, foi postergado devido ao tratamento de ombro e ainda estou analisando.

Tanta tensão e veio a consequência, uma convulsão, que agora está sob controle com mais medicação.

Novembro, vamos visitar minha mãe em Pelotas, tudo ótimo com passeios, já no avião vem a notícia, ela havia sido hospitalizada, bate volta Brasília/ Pelotas. No regresso, na saída do hospital, tendo em vista os cuidados necessários, levo minha mãe para uma casa geriátrica, acho que gastei minhas lágrimas nesse episódio.

No retorno a Brasília sigo direto para o hospital, infecção das vias aéreas superiores, bronquite e sinusite, mais medicação.

Passou dezembro e eu estou aqui pensando em tudo de bom que tive em 2017: meu marido o tempo todo ao meu lado, me dando o amor e o apoio que necessitei; filhos (aqui nestas palavras estão nora e genro) se revezando em cuidados comigo e me fazendo sentir o quanto sou amada; minha neta mais velha me acompanhando no hospital e se fazendo presente sempre que precisei; minhas amigas se alternando para me cuidar e me divertir;  meus pequenos netos enviando mensagens de apoio no WhatsApp, pedindo para a vovó melhorar logo; uma viagem incrível para recuperar a alma e dar as forças para prosseguir; amigos de longa data e longa distância enviando mensagens de força e energia; parentes próximos segurando a onda quando eu não conseguia; minha mãe me abraçando no dia em que me despedi dela e me dizendo que me ama! Criei o blog e a Página Pós50 e o grupo de mulheres Conversando o Pré e o Pós50, pensem numa criatividade a mil!

Por mais que 2017 e 2018 também esteja sendo difícil, estamos quase em setembro e este ano também foi de médicos, exames e fisioterapia e novos diagnósticos, mas ainda consigo reconhecer o lado bom em tudo e só posso dizer – minha gente obrigada por todo o apoio!

Dou notícias…

Meus dias difíceis

Scabelos ao vento
Só  há uma coisa na vida que precisamos aprender, e ninguém ensina isso nas escolas. A capacidade de suportar.  Khaled Hosseini (A Cidade do Sol)

 

Eu não gosto de passar nem tristeza, nem melancolia, até porque não é esse o caso, apenas um dia mais difícil, tem dias que ficamos extremamente sensíveis, são momentos de inflexão.

Sempre convivi com doenças, sou há muitos anos epilética, sempre tomei muitos remédios.  Com isso  várias partes do meu corpo no decorrer da minha vida foram se desgastando,  acho que o que mais me afeta, depois dos 50, são as minhas cartilagens, que passaram a inflamar e doer.

Dor vai minando as energias que te sustentam, o otimismo. E quando as dores estão mais agudas e persistentes, haja paciência e meditação para superar.

Minha rotina tem sido de médicos, exames e mais exames, vários tipos de fisioterapia e acupuntura. Tento de tudo para superar os piores dias.

Sou uma mulher positiva, considerada forte por quem me rodeia, e é muito bom lutar para que tudo fique bem e dê certo. Mas, quem não fraqueja?!

Sim, temos o direito de nos entregar vez em quando,  somos humanas, temos que nos dar o dia de ficar quieta conosco e descansar.

A pouco tempo aprendi isso, sempre me sentia culpada por não corresponder ao que esperavam de mim, então fazia das tripas o coração, violentava a mim mesma.

Resultado,  muitas sequelas sendo pagas agora. Definitivamente os últimos meses não estão sendo fáceis, agora tento superar os reveses.

Eu sei que existem pessoas numa situação muito pior e isso eu sempre levo em consideração, sempre doutrino a minha cabeça pra ser o mais otimista possível, mas tem dias que não adianta, a sensibilidade à flor da pele não ajuda muito nestes momentos.

Graças a Deus tenho uma família que me apóia,  meu marido me acompanha sem cobranças, meus filhos se fazem presentes, nem todos contam com esse apoio.

Sempre que podem eles tentam me distrair, o que realmente ajuda e me faz sentir melhor, bem melhor.

O meu propósito com o blog, a página Pós50 e o grupo de mulheres Conversando o pré e o pós 50, foi  sempre levar uma mensagem de otimismo, ou mostrar algumas coisas no mundo que eu acho que podem ser mudadas, com uma nova postura.

Então, quem quiser me mostrar algum caminho de otimismo, contribuir nesta jornada, estou aqui esperando, sempre para superar os obstáculos que se impõem.

Como diria Gonzaguinha,  “Fé na vida, fé no homem, fé no que virá!”