Eu carcereira de mim mesma

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Em agosto, setembro e outubro de 2017 eu estava me recuperando de uma cirurgia do ombro. Estava em casa, com o braço imobilizado, poderia não ter horários, fazer o que bem quisesse, mas a realidade é que eu não conseguia!

Na minha cabeça sempre existiram regras pré determinadas, hora de tomar café, horário de tomar banho, fazer fisioterapia, sentar para escrever, publicar os textos e, assim, tem sido a minha vida. Eu sou a carcereira de mim mesma, prisioneira das minhas próprias regras.

É tão cansativo lutar dentro de si mesma entre cumprir aquilo que se pré estabeleceu e tentar ser um pouco mais livre, menos rígida. Chega a ser frustrante!

Essa luta interior perdura há anos. Eu queria agora ser um pouco mais relax, não tenho obtido muito sucesso nisso.

Tenho um lado prisioneira e outro carcereira, muito rigorosa, acho que muito mais comigo do que com quem convive…

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2017 o ano que continuou em 2018

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Gente do céu, pensem num ano difícil!

No trabalho o ano começou conturbado, joga a gente pra lá, volta pra cá, fica-se no aguardo de melhorias e nada…

Em abril começa um febrão, nos primeiros 10 dias, diagnóstico, virose, o médico mesmo diz, quando não se sabe o que é dizemos ser virose, isso na segunda.

Na madrugada de quarta para a quinta-feira os dois ouvidos estouram, vai para o pronto-socorro, começa o antibiótico. Oito dias depois um formigamento estranho na boca, parecia que a xícara não encaixava direito, vai no PS de novo, no atendimento pedi um otorrino, caí em excelentes mãos.

O médico fala, é grave vou te internar! Oi… O que?! Já ouviram falar em otomastoidite com paralisia facial (essa eu conhecia), nem eu … Me mandou imediatamente para o PS começar a medicação enquanto aguardava uma tomografia cerebral, que confirmou o diagnóstico, 10 dias de hospitalização…

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Uma mulher, um metrô e a vida…

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Todos os dias no metrô ela dormia às vezes sentada, quando dava, outras em pé mesmo, encostada aproveitava os 45 minutos que tinha para descansar, até  chegar à freguesia.

Essa era a rotina, levantar, arrumar rapidamente o café, lavar a louça e sair correndo para pegar o ônibus das 5:30, para conseguir entrar no metrô as 6h.

A vizinha levaria as crianças para a escola, deixava a mesa posta com o café e elas de uniforme, as vestia mesmo dormindo, para não dar trabalho para a amiga.

O marido?! Já tinha se ido, achado outro caminho, sequer tinha notícias dele. O sustento da casa era por conta dela, mas comida na mesa tinha. Podia ser pão dormido com café, arroz e feijão com ovo, mas tinha. Morar no subúrbio era o que dava, no momento.

Sempre dizia às filhas: estudem, nunca dependam de ninguém, a vida só é vivida assim, façam seu próprio caminho.

Nem ela sabia como tinha chegado ali, tanta luta todos os dias. Tanta caminhada para ganhar a comida e o aluguel, mas pelas filhas e o seu futuro valia cada passo.

Estudou até finalizar o segundo grau e casou. Então as meninas teriam muito mais do que ela teve, essa era a meta. Não seriam uma manicure, como a mãe, que ía de porta em porta das clientes, para completar as necessidades da família.  Ela lutava e não recuava em nada.

Sua salvação sempre foi o que sabia fazer, fez um curso profissionalizante curto, mas dava para o sustento. Também escovava o cabelo das clientes mais próximas e sabia maquiar, quando pediam.

Podia completar o sono no metrô, na ida e na volta, era um descanso para o corpo e para a cabeça, sua porção de tranquilidade. Cada dia era mais um para as suas conquistas futuras…

 

Essa foi a história que criei vendo uma mulher dormir em pé, dentro de um metrô, no horário de pico, apenas mais uma brasileira, continuem com suas mentes surpreendentes…

conto de Adrianafetter

 

 

 

 

 

Imaginação

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O que seria de nós sem a nossa imaginação, como seria nossa vida sem sonhar, sem projetar?!

Todo grande projeto sempre se iniciou com um sonho, com uma imaginação muito fértil.

Eu percebo que pessoas com uma imaginação rica, crianças com uma imaginação fértil produzem mais, são mais ativas, querem construir coisas, desenham, parecem ser muito mais alegres do que aquelas que vivem uma vidinha sem muitos recursos imaginários.

Mas também vejo uma questão bem antagônica nisso quando se projeta muitos e sonha muito o quanto de frustração não haverá na nossa vida?! Como aliar o sonhar com o fazer??

Acho que eu gosto tanto de artesanato por isso, porque ali tem uma pessoa que sonha, que constrói o sonho, ninguém fez antes dela, da maneira dela, ela conseguiu concretizar um pedaço da sua imaginação, E a imaginação e o criar de cada pessoa é único.

A minha capacidade de…

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Eternamente Clarice

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Litoral Portugal

“Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita fui a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.”

Clarice Lispector – Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres

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Preguiça de cozinhar?! Frango 4 latas!

Pode ser sobrecoxas ou peitos de frango vira latas, você escolhe!

Essa receita salva qualquer pessoa numa refeição de última hora. Basta ter em casa um envelope de creme de cebola, e 4 latinhas que quase sempre temos no armário de comidas. O maior trabalho será abrir as latas e virá-las na panela.

Caso não goste de sobrecoxas use peito de frango (grande), 1 peito cortado em 4 partes. E, é claro, o nosso coringa creme de cebolas.

Se não tiver o creme de cebola troque por 1 colher de sopa cheia de farinha de trigo, 3 dentes de alho amassados, pimenta e sal a gosto, misture tudo e passe o frango no azeite e depois nessa mistura.

  • 4 sobrecoxas de frango desossadas cortadas ao meio
  • 1 pacote de creme de cebola
  • 1 lata de ervilha
  • 1 lata de milho
  • 1 lata de molho de tomates
  • 1 lata de creme de leite
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • 1 panela grande

Passe os pedaços de frango no creme de cebolas e leve para dourar na panela com o azeite.

Coloque as ervilhas e o milho, acrescente o molho de tomates e deixe cozinhar por mais ou menos 20 min, ou até que o frango esteja cozido, mexendo algumas vezes. Por último acrescente o creme de leite e desligue o fogo. Está pronto!

Não falei que o maior trabalho seria abrir latas?!

Enquanto está cozinhando o frango faça um arroz e terá uma refeição completa, pois o frango já tem milho e ervilha.

Fácil, rápido e sem ficar horas na cozinha, agora é só curtir suas visitas e deixar o papo rolar.

Sexta-feira deprê

Prazer, eu sou a Adriana, costumo ser alto astral e escrever muito sobre coisas legais também, aqui no meu blog (clica aqui para acessar os outros textos)!

Mas nesta sexta-feira, particularmente, me senti assim, como o próprio nome do post, logo hoje que é sexta-feira.

Desde que acordei me sinto estranha…

Fui ao laboratório buscar a minha biópsia de boca, que a princípio não parece ter nada além do que eu já sabia, que sou portadoras da Síndrome auto imune de Sjögren.

Acho que o lugar onde me indicaram pegar o resultado do exame não ajudou muito, horrível, um papel amarelado escrito a mão Laboratório tal, sem ninguém na recepção, com um monte de papel amontoado, cara de desorganizado e sujo, e tive que chamar uma recepcionista que estava na sala atrás, que, na verdade, era uma cozinha. Aí eu pergunto, se é para ir num lugar destes, porque não mandam pela internet ou para o médico solicitante?! Deprimente!

Minha vida nos últimos tempos tem sido uma peregrinação infernal. Meu rosto se transformou (fotos), precisei muita força de vontade e fisioterapia, para recuperar a Adriana de antes.

Por dois anos em inúmeros médicos, várias especialidades, todos pelo convênio, até que resolvi pagar uma médica particular, que ficou comigo 1h45min, olhando todos os meus exames, de 2 anos para cá. Saí de lá com um diagnóstico definitivo de Sjögren e com uma lista de exames para fazer que confirmariam o que ela mesmo me explicou. Confirmaram!

Me pergunto que diabos de medicina esses médicos atualmente estão exercendo, que não conseguem juntar lé com cré, porque você precisa ir a mais de 10 médicos e depois pagar para obter um diagnóstico?!

Estou cansada, indignada com vontade de chorar e de marcar médico por médico, pelos quais passei, nesses anos, para dizer: era só você juntar as pontas que conseguiria um diagnóstico, porque eu trouxe todos os exames que fiz, mas em 20 minutos, no máximo, nenhum médico conseguiria fazer o diagnóstico correto. O único que me alertava dizendo, “estou tratando uma consequência, precisamos descobrir a causa”, era o meu otorrino.

Passei por várias infecções graves, inclusive cerebral, pneumonias de repetição, crises de asma, que nunca tinha tido, dores articulares horríveis e inchaços articulares constantes, disfunções estomacais e intestinais, disbiose, meu VHS e  também a proteína reativa C sempre altos, muito alto, indicando uma infecção constante, tive uma bronquiectasia, bonquiolite, pico monoclonal IGM-Kappa, um FAN positivo 1/640, no aparelho mitótico, exantemas cutâneos, pressão de difícil controle, labirintite, visão dupla, enxaqueca,  boca e olhos secos e, por fim, uma fadiga extrema. Além de adquirir 11k pelas medicações. Metade de tudo isso eu sequer entendia e olha que sou uma médica charlatã, que lê muito, por ser epiléptica desde os 10 anos.

Tento imaginar como me viam, sem saber o que eu tinha, com essa doença me afetando, dando todo tipo de problema e eu buscando uma resposta com cada médico, fazendo fisioterapia e pilates , acupuntura nas fases agudas, procurando ficar bem e conviver decentemente com as pessoas.

Logo eu, que sempre fui uma pessoa extremamente ativa. Várias pessoas me diziam ou achavam que era tudo da minha cabeça.  As da minha família e minhas amigas não, viam o quanto eu estava debilitada e me davam apoio.

Falar e escrever foi para mim uma terapia alternativa. E um alerta as outras pessoas, que, como eu, não foram compreendidas, no trilhar das suas doenças.

Você não é uma doidivanas! A nossa medicina, com raras exceções, é que está debilitada e com graves problemas.

Afff, depois de desabafar aqui até melhorei! Bom final de semana gente!

A pressa de ser feliz

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Sempre sofri disso, dessa pressa de ser feliz e acho que ela é plenamente justificável.

Agora, na meia idade ela é mais plausível ainda. Tá vendo os relógios aí em cima?! Quanto tempo você acha que ainda tem para ser feliz?!

Outro dia vi um programa no GNT, Santa Ajuda, que a mãe denunciou a bagunça da filha no quarto de costura que ambas usavam e a filha dizia pra deixar a arrumação para depois.

Uma hora a mãe peguntou, depois quando se já estou com 92 anos?

Feliz dela que aos 92 anos ainda pensava em usufruir daquele espaço que lhe era tão caro e lutava para deixar do jeitinho dela e da filha.

Não se trata só da velhice, mas também de não saber o quanto de depois nós temos.  Já contei aqui no blog do desaparecimento, provável assassinato, de uma amiga minha aos 48 anos. Cheia de…

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Ariano Suassuna – também acredito!

Não sou nem otimista, nem pessimista. Os otimistas são ingênuos, e os pessimistas amargos. Sou um realista esperançoso. Sou um homem da esperança. Sei que é para um futuro muito longínquo. Sonho com o dia em que o sol de Deus vai espalhar justiça pelo mundo todo.

(Ariano Suassuna)

Uma viagem, uma história, muitas vidas

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barcelona grandiosa Museu Nacional de Arte da Catalunha – Barcelona

Conhecer outros lugares novos me refaz. Me formei em Estudos Sociais e depois em História, sou uma apaixonada pelas crônicas da vida. Sim, porque história para mim é um conjunto de crônicas de muitas vidas.

Sagrada Família

Eu tirei a foto do post de um ônibus de turismo, estava em Barcelona e queria conhecer muito mais da história e lugares dessa cidade majestosa, onde ao caminhar se olha para cima, baixo, lados e os detalhes são tantos que provavelmente você perderá 80% deles. Me sentia com saudades e nem tinha ido embora ainda. Queria descer e caminhar por esse lugar grandioso.

Calçada do Parque Guell

Subi nesses ônibus com vontade absorver tudo o que com os pés eu não poderia conquistar e foi pouco. Foram 3 coletivos, o vermelho, o azul e o verde, para sanar a minha sede de conhecimento.

Teto…

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Todos os dias…

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Todos os dias eu sento a frente do computador para escrever, faço disso uma rotina, porque gosto. Tenho um carinho enorme ao fazer isso, sempre me pergunto o que vocês gostariam de ler.

Dependendo da inspiração no dia, chego a escrever uns cinco textos, em outros um ou dois, de vez em quando paro alguns dias para descansar ou quando falta ideias.

Dou uma olhada nas notícias do dia, olho a internet, leio bastante também, faço cursos online, quero sempre me manter atualizada para não ser monótona.

Escrever, para mim, é um prazer, poder compartilhar meus escritos com vocês tem sido sensacional.

Mesmo quando fiz minha cirurgia de ombro tentei antecipar vários textos para vocês até me recuperar melhor, afinal fiquei dois meses imobilizada.

Nem sempre consigo seguir este ritmo, as vezes a saúde atrapalha, mas vou seguindo em frente com apoio de vocês .

Espero que estejam gostando…

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Mais da metade já passou

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E a caminhada até aqui foi longa, muitos trajetos percorridos, alguns retos, outros tortuosos, mas cheguei.

Estava pensando a pouco nos sonhos que não se concretizaram, não sou frustrada porque realizei outros tantos, mas fica aquele restinho de tristeza por não ter feito mais. Parece um contrassenso, porque acho que fiz muita coisa mesmo, até pular de paraquedas, um luxo!

As vezes acho que o que bate mesmo é uma certa melancolia da idade, sabemos que já dobramos o cabo da boa esperança, que o tempo não volta e que já se foi a maior parte de nossa vida neste planeta.

Portanto, acho mesmo que devemos valorizar o caminho que já percorremos e o tempo que teremos para fazer o resto de nossa estrada.

Se quer dançar, dance, vai ao cinema quando desejar, coma aquele doce que você tanto gosta, faz pipoca pra ver TV, sei lá, não fica adiando…

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Lya Luf e a minha compreensão de mundo

Poderíamos aprender tanto com essas palavras! A vida tem nos mostrado que o diálogo está cada vez mais difícil de acontecer, que o ser humano não quer se entender, que o racismo está se impondo e a intolerância também.

As mulheres estão se tornando posse e não apenas um gênero, que é o que diferencia socialmente as pessoas que tem direitos iguais.

Desde quando a xenofobia se instalou em nós?! Somos um país de imigrantes, assim foi a nossa formação, por quê não aceitamos as pessoas de outros lugares?!

Não é este país que quero para meus filhos, para meus netos e seus descendentes. Quero um país que respeite as pessoas, que respeite a sua dignidade.

Espero muito mais dos brasileiros do que a intolerância, o racismo, a xenofobia, o feminicídio e a discriminação que tenho assistido no momento.

Quero um país justo e digno de seres humanos. É isso que espero de nós brasileiros.

Mousse falsa de chocolate

 

Mas é claro que tem uma sobremesa para os pais!

Uma mousse falsa de chocolate, afinal um bom pai merece uma boa sobremesa! Nada de trabalho agora, nenhum, impressionante!

Precisa um tempinho de geladeira, então vamos lá:

  • 3 pacotinhos de suspiros de 100g  (de preferencia os menos açucarados, mais moreninhos) quebrados com delicadeza
  • 1 lata de creme de leite
  • 4 colheres de sopa de chocolate em pó ( chocolate e NÃO achocolatado)

É ridículo de simples isso!  Quebre os suspiros numa vasilha, misture bem o chocolate ao creme de leite e despeje tudo no suspiro. Misture, leve ao congelador ou ao freezer na vasilha, ou em taças, por no mínimo 3 horas, para que os suspiros absorvam o chocolate e fiquem cremosos.

Para deixar mais bonito coloque em cima uma cereja, ou chocolate ralado, ou morangos.

Faça a festa!

Um dia é diferente do outro

Hoje eu estava olhando a internet e ouvi uma música linda, uma homenagem ao dia dos pais.

Resolvi dar continuidade à playlist no YouTube. Aquela seleção de músicas era fantástica e fui tomar meu banho com ela.

De repente me vi cantando loucamente, como há muito tempo não fazia, porque realmente um dia é diferente do outro.

Quando se está doente e diga-se de passagem tem um ano que essa condição se agravou em mim, nem todos os dias dá pra seguir uma rotina legal.

As vezes a minha se resume à médicos, exames, fisioterapia, isso é uma constante. Outras vezes até internação hospitalar acontece, mas ontem numa consulta minha neurologista me falou: menina que fila, hein?! Mas você tem uma cabeça tão boa!

Tento converter tudo em uma lição de vida, um degrau a superar, um passo de cada vez. Minha cabeça nem sempre me dá a positividade que eu gostaria, as vezes é cansativo viver assim.

Confesso que hoje foi diferente! Tinha tempo que eu não fazia isso: cantar.

Óbvio que sou uma cantora de banheiro, do chuveiro, mas sempre gostei e acreditei, principalmente na frase, quem canta seus males espanta!

Botei pra fora! Alegre, feliz e contente, afinal de contas quem me segura sou eu mesma!

É óbvio que as pessoas à minha volta fazem a diferença de qualidade na minha vida, mas é a gente, a nossa auto estima que faz total mudança de espectro.

Hoje dei uma recuperada, uma recauchutada na minha alma e resgatei a Adriana de algum tempo atrás.

Vai lá minha gente solta essa voz, que a vida é para ser vivida intensamente, em todos os momentos!

Menino (AF)

Eu te vi menino do olho triste

E te quis embalar e aplacar tuas angústias

Tirar de dentro d’alma tua

A tristeza dos olhos

E fazer-te livre de ti mesmo

Compreendi, entretanto, que só tu

E não eu, que assim poderia fazê-lo

E saíste pelo mundo a vagar

Procurando o encanto do embalo

Dos braços que haveriam de te afagar

Da alma que um dia irá te acalentar

Vai menino…

Vai tristeza …

Segue minha vida.

Poesia Adrianafetter