Saudade (AF)

A intensidade é um momento efêmero,

A saudade é o coração que nos fala,

O afeto é a demonstração do sentimento,

É quando o coração transborda e a alma fala pelo olhar,

Tudo mais não interessa

– só mais um pouco…

Um pouco mais sentimento,

Só mais um momento junto,

Nem que seja em minha mente!

Poesia de Adrianafetter

As perdas

As notícias de morte sempre me acompanharam no decorrer da minha vida, mas eu estou numa fase em que elas estão aparecendo mais e mais, cada vez mais frequentes e de pessoas mais próximas a mim, o passar dos anos nos traz perdas. Cada dia isso me abala mais…

Tem época que se foge da lembranças, boas ou ruins, para não sofrer. Por mais distante que se vá, elas estão guardadas na sua mente, as gavetas se abrem e elas voltam inesperadamente.

Há dias que não são fáceis. Perder quem se ama ou mesmo pessoas que passaram por nossas vidas nos faz enfrentar nosso próprio destino.

Tento me preparar para a perda da minha mãe, que fará 93 anos no mês que vem. Sei que ela está sofrendo, com a pouca aceitação da fraca qualidade de vida física e mental, isso a deixa abalada. O esquecimento do presente, a falta de todos os que já partiram, ela não entende o que ainda faz por aqui.

Nós, os ocidentais, realmente não estamos preparados para a velhice e para o enfrentamento da morte.

A vida é um caminho com destino certo, deveríamos saber lidar melhor com isso, com as nossas perdas.

Moqueca de forno e tem da preguiça também

Moqueca de peixe é uma delícia, dando pouco trabalho para fazer é ainda melhor, pois não?!

Hoje não quero trabalho, mas quero comida gostosa, então vamos que vamos…

– 6 filés de merluza ou de tilápia (pode ser qualquer outro peixe que você goste)
– 4 tomates maduros médios ou 3 grandes (MADUROS!) em rodelas
– 1 cebola em rodelas
– 1 pimentão pequeno em rodelas
– 1 dente de alho espremido
– suco de meio limão
– 4 colheres de sopa de azeite ou de dendê
– 1 garrafa pequena de leite de coco (200 ml)
– 1 ramo de coentro (opcional)
– sal e pimenta a gosto

* se gostar mais vermelhinha pode colocar colorau.

Tempere os filés com o limão, alho espremido, sal e pimenta. Numa forma ou prato refratário (eu prefiro este) coloque o azeite espalhado por todos os lados, disponha os metade dos legumes cortados em rodelas, intercalando as fatias, coloque os filés e depois a outra metade dos tomates, cebola e pimentão. Por cima o ramo de coentro e adicione o leite de coco. Cubra tudo com papel alumínio. Leve ao forno (médio para baixo) pré aquecido por 25 min. Cuide para que não seque.

Gostou, mas achou que deu muito trabalho… Sei! Então tá, vou facilitar a sua vida! E seja o que Deus quiser…

Moqueca da preguiça

– 6 filés de peixe
– 1 lata de molho de tomate
– 1 garrafa de leite de coco
– 2 colheres de azeite ou dendê
– meio limão
– 1 dente de alho
– sal, pimenta a gosto

* se gostar mais vermelhinha pode colocar colorau.

– papel alumínio

Tempere os filés de peixe com o limão, sal, pimenta, e alho espremido, unte uma forma ou prato refratário com o azeite, coloque 1/3 do molho de tomate, disponha os filés, despeje por cima o restante do molho e o leite de coco. Cubra o prato com papel alumínio e leve ao forno pré aquecido por 25 min, tendo cuidado para não secar.

Tá bom agora?! Eu acho que sim! Amo esse prato.
Pode se lambuzar!

Adrenalina (AF)

usas teu charme,

a conquista pela sedução.

sensibilidade é o teu nome,

indiferença o sobrenome.

caio nesta teia porque quero,

reconheço em ti um semelhante

e te envolvo em meus  braços,

acaricio tua carência,

enovelo teu espírito,

faço da tua a minha rede,

teu perigo …

minha adrenalina

Poesia Adrianafetter

Generatividade – a nossa capacidade de transformação

Generatividade – quando eu ouvi pela primeira vez esse termo entendi que se tratava de uma pessoa com capacidade de superação e de fazer disso uma vontade de ajudar os outros.

Que apesar de ter passado pelas piores circunstâncias da vida, ainda tinha algo de muito bom para partilhar com o seu próximo e fazer com que sempre buscassem caminhos de recuperação, aquela pessoa que poderia compartilhar um bom abraço, um amigo que poderia te mostrar a melhor face da vida.

Essa capacidade de amor, generosidade vem da sabedoria aprendida do viver e do superar.

É geralmente na meia idade que surge essa preocupação para com as pessoas, além dela mesma e da sua família.

Aparece uma necessidade de orientar a geração futura, levando em consideração a sua própria experiência de superar na vida. Orientar os mais jovens, sabendo que muitas vezes eles não ouvirão, porque precisam ter a sua própria experiência, mesmo assim, poderão se reorientar pela similaridade do que já ouviram.

Ouvi falar esse termo há uma semana, além de aprender uma nova palavra, compreendi o nosso valor em passar as nossas experiências e valores de vida para a formação das gerações depois de nós, com valores humanos e dignificantes.

Assim vale mais a pena envelhecer!

9 de abril – The Forgiven

Cláudia Hartleben

Cláudia, abril sempre foi um mês difícil, mês da morte do meu pai, dia 13; o dia 9 ficou marcado para sempre, porque te tiraram de nós. Para mim é um mês triste…

Assisti The Forgiven, um filme, parte de uma das missões mais difíceis dadas por Nelson Mandela ao arcebispo Desmon Tutu, comandar a comissão de reconciliação entre torturados e torturadores na África do Sul, a TRC, para restaurar a justiça, depois do Apartheid.

Chorei horrores, porque lidar com a nossa incapacidade, inércia e impotência é muito difícil, dar o perdão cristão mais ainda.

Este filme veio numa hora fundamental, ele me lembrou de tudo que o ser humano é capaz de fazer tanto de bem quanto de mal.

O que mais doeu em mim e me fez desabar ao assistir esse filme foi uma mãe pedindo ao arcebispo que, por favor, encontrasse pelo menos um ossinho da sua filha, para que ela pudesse ter um enterro digno, um lugar para chorar.

Acho que é assim que nos sentimos ao chorar por ti, não temos esse lugar, não temos justiça, nunca mais te veremos e um dia a tua história, linda, ficará no esquecimento.

Manifestação por Claúdia Hartleben – 3 anos de desaparecimento
Hoje, 9 de abril/2018, 13h
Foro de Pelotas
Avenida Ferreira Viana, 1134, Areal
#Pelotas – #RS

Ovos nevados – diferente

merengue0

Falsos ovos nevados

Vou falar inicialmente sobre a  receita original, ovos nevados ou espuma de sapo, era assim que a minha avó chamava essa deliciosa e leve sobremesa. Leva poucos ingredientes, basicamente ovos, leite, amido de milho e açúcar.

Bate-se as claras em neve, depois acrescenta-se açúcar ( 2 colheres por clara), ferve-se 2 litros de leite e vai colocando colheradas das clara em neve (merengue) para cozinhar ali.  Retira com a espumadeira e deita em um prato refratário.

Ao terminar o cozimento das claras, pega-se as gemas coadas e se faz uma gemada (1 colher de açúcar para cada gema, mistura-se o amido de milho (1 colher de sopa cheia) e leva-se ao leite, mexendo sempre até engrossar, se quiser acrescentar baunilha, fique a vontade (eu coloco) … depois coloca o creme junto do merengue cozido e leva-se a geladeira, pronto!

Agora vamos a receita falsa, chamei de falsa porque essa é uma versão facilitada da receita, então mais ou menos a mesma coisa, só que mais rápido.

Depois de bater as claras (umas 6 claras) em neve, junte o açúcar até ficar bem firme, coloque as colheradas em picos em refratário untado com bem pouca manteigas e leve ao forno, asse até dourar (+ – 180ºC). Pegue 2 pacotes de creme de baunilha e faça segundo as instruções da embalagem. Despeje por cima do merengue assado e, depois de frio, leve a geladeira para gelar.

Deixa a mente me levar…

As viagens e seus planejamentos sempre me ajudam a manter minha mente sã.

Ano passado foi difícil, doença, internação hospitalar, demissão do trabalho de 15 anos, paralisia facial.

Criei o blog e a página Pós50, uma maneira de ocupar a mente, além de fixar a minha agenda pessoal em cuidar da minha saúde.

Ter ultrapassado a barreira dos 50, trouxe consequências no desgaste do corpo, mas não da mente.

O início de 2018 veio recheado de uma grande vontade, ultrapassar a fase dos problemas de saúde, me dediquei com afinco, por todo 2017, nessa superação, procurando sanar quaisquer resquícios de doença.

Me dei o direito de pensar numa futura viagem com o meu marido, férias mais amplas do que os poucos dias que temos tido.

Queria mostrar a ele o Portugal, que tanto me apaixona. Acho que é um saudável compromisso comigo mesma e com ele, merecemos.

Assim, mentalmente, estou me planejando e organizando a viagem, roteiros, acompanhando o preço das passagens de avião, vendo a possibilidade de alugar um trailer ou motorhome, em substituição aos hotéis, para termos a liberdade de ir para onde quisermos e para os melhores passeios.

Tudo dentro de um custo benefício de conforto mínimo para ter uma viagem gostosa, para explorar as mais diversas belezas lusitanas.

Tem sido ótimo, pensar nisso, enquanto ainda não consegui afastar de mim o pesadelo de doenças, que ainda me rondam, neste 2018.

Eu ainda não compreendo todo o processo pelo qual tenho passado, mas sonhar sempre acalenta a alma, no meu caso, o sonho de uma viagem a dois mais ainda.