Generatividade – a nossa capacidade de transformação

Generatividade – quando eu ouvi pela primeira vez esse termo entendi que se tratava de uma pessoa com capacidade de superação e de fazer disso uma vontade de ajudar os outros.

Que apesar de ter passado pelas piores circunstâncias da vida, ainda tinha algo de muito bom para partilhar com o seu próximo e fazer com que sempre buscassem caminhos de recuperação, aquela pessoa que poderia compartilhar um bom abraço, um amigo que poderia te mostrar a melhor face da vida.

Essa capacidade de amor, generosidade vem da sabedoria aprendida do viver e do superar.

É geralmente na meia idade que surge essa preocupação para com as pessoas, além dela mesma e da sua família.

Aparece uma necessidade de orientar a geração futura, levando em consideração a sua própria experiência de superar na vida. Orientar os mais jovens, sabendo que muitas vezes eles não ouvirão, porque precisam ter a sua própria experiência, mesmo assim, poderão se reorientar pela similaridade do que já ouviram.

Ouvi falar esse termo há uma semana, além de aprender uma nova palavra, compreendi o nosso valor em passar as nossas experiências e valores de vida para a formação das gerações depois de nós, com valores humanos e dignificantes.

Assim vale mais a pena envelhecer!

Começar de novo

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Na semana que passou eu recebi uma notícia ótima de uma amiga, havia passado no vestibular e recomeçaria os seus estudos, amei!

Olha que coragem na casa dos cinquenta recomeçar! Ela passou em terceiro lugar no vestibular de uma universidade federal, depois de estudar com afinco, me enchi de orgulho.

Essa vontade de aprender sempre nos rejuvenesce, quem tem sede de conhecimento desvenda novos horizontes, viaja em sonhos e concretiza projetos.

Sempre busco em mim aprender mais e mais, qualquer coisa que desperte minha curiosidade. Me sinto mais viva, mais eficiente diante dos problemas, com maior capacidade de resolvê-los.

Silvia estou muito feliz por você, essa energia e garra que te levam vida afora são sensacionais, parabéns!

 

Desapegar…

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Eu perdi muitas coisas materiais no decorrer da minha vida, algumas delas muito amadas, mas com o passar dos anos descobri que guardar lembranças vale bem mais do que guardar bens materiais que você não consegue cuidar, no meu caso, em outra cidade distante.

Não estou dizendo para você sair por aí vendendo tudo o que você possui, apenas que nem sempre conseguimos zelar por nossos pertences. Estou falando para você desapegar, desprender, porque as boas recordações são dos momentos vividos, da alegria e felicidade compartilhada com outras pessoas, isso é o importante.

Muitas famílias se acabam por heranças, as vezes sem nem haver morte ainda. Acho isso muito triste, fiz uma opção de vida, prefiro as pessoas, sempre!

Nenhuma coisa, patrimônio, dinheiro, sequer se compara a um abraço de quem você ama, nada se iguala.

Então, se algum dia houver alguma dúvida, se um conflito for se instalar por bens, compare um momento de felicidade vivido com a pessoa com quem haverá a disputa. Não se ache otário se escolher a boa recordação, você só estará sendo o melhor de você mesmo.

A foto acima é das sobras de louças inglesas da minha mãe, guardei as boas lembranças dos momentos em que as usamos.

Contadora de história

De repente me vi aposentada à fórceps, saíram comigo do cargo que eu ocupava há vários anos, normal, a vida tem dessas coisas.

Estava no meio da minha viagem de férias e resolvi que não pensaria nisso até voltar. Não que se consiga fazer isso completamente, mas já ter uma aposentadoria me deu certa tranquilidade, trabalhava para complementar a minha renda.

Há algum tempo já vinha me questionando sobre o que fazer depois, quando saísse do meu emprego, já que se tratava de uma assessoria e apenas um cargo de confiança. Não gostaria de parar de trabalhar. Concomitantemente, me perguntava qual seria a minha real vocação, porque no decorrer da vida nunca me senti fixada em uma só.

Multitarefa, com várias potencialidades, queria fazer alguma coisa que tivesse significado para mim e para os outros, que não entrasse em confronto com os meus valores.

Essa foto é de uma das palestras que assisti #ElaFazHistória, do Facebook, no ano passado, buscando respostas. Agora estou fazendo alguns cursos online… Neles aparece sempre uma pergunta, o que você sempre gostou de fazer?

Num desses cursos ouvi essa expressão, contador de história, me encontrei! Lembrei que no decorrer da minha vida sempre escrevi: em criança, estorinhas, na adolescência e juventude, poesias, já madura nos meus blogs. É isso!

Ainda não sei bem como transformar isso em renda complementar, estou me planejando e estou feliz, por enquanto vou escrevendo para vocês, por aqui…