O que não pode ser resolvido, resolvido está, será?!

Sempre defendi esta tese, mas existe uma diferença entre sermos independentes, é termos pessoas que dependem de nós.

Outro dia mesmo afirmei isso para o meu marido, estava preocupado, esperando uma resposta que não vinha, não dependia dele, pedi para ele relaxar.

Depois me coloquei no lugar das pessoas que sustentam a suas famílias e que estão desempregadas, fazendo bicos, para que os filhos possam comer, ter um mínimo de vida digna e estudar.

Para elas não existiu o resolvido, para elas há somente uma grande pressão nos ombros, um mundo a ser carregado.

Há uma enorme diferença entre pequenos problemas, aqueles que nos preocupam no dia-a-dia, mas que não vão afetar efetivamente a nossa vida e grandes problemas, que são aqueles que pessoas sofreram as consequências do que não podemos fazer, que está além dos nossos limites e alcance, está além das nossas mãos.

Quando você estiver pra baixo pense naquelas pessoas que a conta de luz e de água está chegando, que o gás acabou e sequer tem 10 reais para comprar pão e trazer para casa.

Sei que parece um discurso fácil o que eu estou escrevendo, banalização do cotidiano. Realmente não é, tenho visto e vivido problemas e vejo que tem gente muito pior do que eu.

Não que isso seja um consolo, o que eu gostaria mesmo é que as pessoas pudessem superar as dificuldades em suas vidas sem sofrimento.

Me solidarizo com o sofrimento dessa gente, com quem luta no dia-a-dia, e ainda procura a tal felicidade e que consegue, com o pouco que tem, superar os obstáculos e ainda fazer a vida dos outros um pouco melhor.

vocês gostam de uva passa no arroz ou maçã na maionese?

Essa é a pergunta, tema de hoje, enquete para o Natal, no próximo mês.

Eu confesso: gosto dos dois! Descendente de família alemã mistura doce com salgado mesmo. Entre algumas misturas diferentes, temperamos alfaces com suco de laranja. Já experimentaram?! Alguns salpicam com açúcar inclusive.

Eu, por exemplo, gosto de azeitona preta no bacalhau, um pedacinho no pastel ou na empadinha, mas excesso de azeitona ou azeitona verde de aperitivo, eca, sai pra lá…

Então minha gente, respondam a pergunta e fala aí para mim, qual seria o seu prato exótico que gosta de comer?!

Um igual tão desigual

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Numa das minhas idas para exames e consultas ao hospital Sara Kubitschek resolvemos almoçar no shopping em frente.

Tudo normal, até que uma cena, que eu não via há muitos anos, me chamou a atenção e me chocou. Ao nosso lado tinha algumas bandejas com restos de comida, de pessoas que haviam  deixado ali, um senhor, não era um mendigo, vestia camisa, calça, cinto e carregava uma mochila, começou a engolir os restos avidamente, percebia-se, nitidamente, que estava com muita fome.

O meu coração disparou numa angústia tremenda, essa foi a minha única reação diante da fome, fiquei paralisada, não conseguia nem olhar pra aquela situação com medo de constrangê-lo, foi realmente paralisante.

Me arrependo de não ter oferecido um prato de comida, fiquei fazendo a minha auto-crítica depois.

Eu não vou tentar ser politicamente correta aqui, porque realmente me parecia que ele não queria ser visto, percebido, apenas queria comer em paz, não sei, não sei se era isso, a impressão que dava é que ele não queria ser interrompido.

Com a mesma pressa com que chegou ele se afastou da mesa à procura de outras bandejas com comida.

Estamos acostumados a ver mendigos, pedintes de rua, pessoas que moram na rua, pessoas que pedem no trânsito, essa realidade não nos choca mais como deveria, nos anestesiou, mas é chocante quando você vê um igual, numa cena tão impensável. Desde a década de 90 eu não pensava mais em fome.

Como falei, não quero ser politicamente correta, aqui só quero falar do que senti.

Há anos que a falta de comida e a dificuldade financeira não batia tanto aos olhos. Agora chegou na classe média?!

Cada vez mais noto que precisamos reler e aplicar as palavras de Cristo, afinal Ele sempre nos disse que somos todos irmãos.

Comida marcante

comida brasileira

 

Há alguns anos eu fiz um curso de gastronomia, quando aprendi que temos três gastronomias mais diferenciadas e significativas no Brasil.

Temos três comidas que são as mais marcantes, a de Minas Gerais, a da Bahia, e a do Pará. Essas três gastronomias no Brasil marcam incrivelmente a história da comida do nosso país.

Eu particularmente gosto das três, como mais a mineira pela proximidade, mas as duas que realmente me encantam é a baiana e a paraense. São inigualáveis por sua origem.

Minas tem a sua base na carne de porco, a Bahia usa o dendê, e a culinária do Pará, que é indígena, tem a mandioca com base.

No Para o uso da mandioca é pleno, inclusive o da folha que vira tucupi, fervendo a mandioca brava por 7 dias, é o suporte para quase toda culinária paraense.

A da Bahia o fundo culinário vem da África do dendê e das pimentas.

Amo tutu de feijão, leitão a pururuca, moquecas, acarajé e abará, bonito no tucupi, maniçoba, caldeirada paraense e arroz com jambú. Deu água na boca!

Tive o privilégio de conhecer cada uma delas na sua terra natal, que delícia comer se servindo num fogão à lenha em Minas, conhecer o Ver-o-Peso e todos os ingredientes do Para, depois almoçar uma maniçoba nas Docas, sentar no Rio Vermelho em Salvador para se deliciar com um acarajé.

Sou apaixonada por comida suas origens, suas motivações, suas influências, e acredito que a culinária é a definição da cultura de um povo.

Exigente

Eu tenho um sério problema, sempre convivi com pessoas que cozinhavam muito bem, aliás, extremamente bem, tempero caseiro, sem produtos industrializados. Qual é o problema?! Se tornar exigente!

Meu marido faz uma comida caseira maravilhosa! A costelinha de porco é de lamber os dedos, vocês nem imaginam o arroz com feijão. Minha filha faz uma comida mexicana incrível, sempre cozinhou bem, mas depois que fez esse curso, bate muitos restaurantes. Meu filho?! Panquecas, lasanha, bacalhau com natas, e os doces então…

Eu?! Confesso que não tenho feito muitas coisas ultimamente, por problemas de saúde, mas faço um goulash (ensopado de carne bovina de origem austro-húngara), um sukiyaki (prato típico japonês) e uma torta de nozes impecáveis. Minha lentilha de ano novo é o prato predileto da minha neta mais velha.

Geralmente marcamos refeições em família, é sempre uma ocasião cheia de comida boa.

Aí você resolve sair e comer num restaurante, muitas vezes é frustrante. Na minha cidade, Pelotas, a comida é muito boa. Aqui em Brasília o preço é que costuma ser muito bom.

Não me importo de pagar, mas me dê pra comer algo tão bom ou melhor daquele que tenho em casa.

Detesto sentir o gosto de caldo de galinha ou carne industrializado numa comida, isso sequer entra na minha casa. O que entra?! Louro, salsa, cebolinha, páprica, pimenta do reino branca, orégano, gengibre, salvia, tomilho.  Manjericão e pimenta vermelha é só colher, tenho em vasos.

Não sou enjoada não, gosto de qualquer tipo de comida, da esquina, da roça, do boteco, do bistrô, amo aquela feita num fogão a lenha, minha avó sempre cozinhou num.

O cheiro de um refogado de alho com cebola no azeite para mim é um perfume, delicioso.

Pode ser arroz com ovo, feito com carinho é tudo de bom!

Bem estar – A comida que conforta

canja

Eu tenho várias comidas para diferentes momentos! Lembro de ter lido um livro,  Não é Sopa, da Nina Horta, que me marcou profundamente, mesmo sendo sobre comida, tinha receitas, mas não era o objetivo principal.

A Nina reuniu uma série de crônicas sobre comidas,  numa delas falava sobre comidas que confortam. Comida de feira, que ela traduz como perversa, a indiana, a austríaca, que me identifiquei por ser muito parecida com a da minha avó. A de funerais, um dos capítulos mais instigantes. Outro é sobre comida para apaixonados. Vale a pena ler…

Eu guardei com muito carinho esse sobre a comida que nos dá um bem estar danado.  Meu marido me faz uma canja deliciosa quando não me sinto bem ou adoeço, é a da foto acima, quem não se sentiria melhor com um prato feito com tanto carinho?!

Quando estou com frio vou para cozinha e faço um mingau, coisa de criança mesmo. Quem não lembra das comidas de família?! São as que mais nos tocam. A Rita Lobo fará a próxima temporada de seu programa sobre comidas de família, começou com gemada!

Me conta aí, qual é a comida que te conforta?!

Comida na mesa

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Uma das paixões da minha família é comer, e comer bem! Todos aqui cozinhamos, uns mais outros menos, inclusive a neta mais velha, mas tudo com qualidade.

Reunir a família em torno de uma mesa de boa comida é reconfortante.

Neste momento em que escrevo, meu marido está na cozinha assando uma costelinha de porco e o aroma do limão siciliano do tempero está chegando até a mim, pense numa inspiração rsrsrsrsrs.

Aprendi a cozinhar com a minha avó, doceira de mão cheia, a comida salgada também era maravilhosa. Jantávamos todos os domingos com ela, filhos, netos e agregados, por vezes mais de 20 pessoas, ela fazia questão. Mesa farta, tudo feito por ela, da sopa, aos pratos até a sobremesa, muita saudade!

A boa comida reúne, agrega, nos deixa feliz.

Que a mesa seja sempre um momento de felicidade!

Boa semana pessoal!