Aniversário

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Na parada de ônibus, voltando para casa, ela se perguntava como seria o encontro com o marido. Ao levantar ele não lembrou do seu aniversário, no mesmo dia, indo almoçar ela lhe telefona, convidando para almoçar, ele diz que está ocupado. Mais tarde pergunta se irão comer uma pizza, ele responde, quer gastar mais do que já gasta?!

Que dia! Fora os cometários da vizinhança que ela estava mesmo levando um par de chifres, que ignorava solenemente. O que valia para ela era ter seu homem em casa, lhe amando, mas nem isso percebia mais, o carinho de antes.

A verdade é que naquela noite, mais do que nunca, ela desejava uma grande demonstração de atenção, queria se sentir viva, mulher, ansiava por carinho. Não só porque era o seu aniversario, porque sentia saudade dos dias que se sentia poderosa.

O ônibus chegou, sentada no degrau, único lugar que encontrou, começou a chorar, não conseguia segurar as lágrimas de frustração, do tanto que tinha investido naquela relação, elas escorriam a vontade, perceptível a quem participava do mesmo transcurso.

Um colega de viagem se aproximou, falou que percebeu a sua tristeza e se podia ajudar, ela mal conseguia balbuciar, disse, é meu aniversário. Ao que ele respondeu, tanta desolação, porque envelheceu um ano mais?! Ela declarou, não, não é por isso, é porque ninguém lembrou, nem meu marido.

Para surpresa dela ele gritou – gente é o aniversário da moça aqui, quero um parabéns cantado bem alto. No inicio levou um susto com o povo todo cantando, aos poucos as lágrimas sumiam e davam lugar a um sorriso envergonhado. Que coisa louca essa vida, a empatia vinha de um desconhecido, que ao final lhe tascou um beijo inesperado, dizendo, você é uma mulher linda, não merece lágrimas. Fica bem!

Desceu do ônibus sem sequer saber quem era o rapaz ou seu nome. Seu dia era outro, melhor, sua noite, afinal era uma mulher bonita, para quem um ônibus inteiro cantou parabéns.

O marido, isso era outra história, com o tempo ela veria o que fazer…

Despedida

As vezes a vida te impede de estar perto das pessoas que são importantes para você, as vezes os caminhos trilhados foram diferentes, mas o que verdadeiramente importa é que o seu coração te diz, o que realmente sente, aquilo que nunca será apagado. Independente do tempo que separou, ou da situação que afastou, o que importa é o que o seu coração te fala, e o saber do quanto aquela pessoa foi especial.

Hoje uma das pessoas especiais da minha vida se foi, eu não tenho como me despedir, mas queria registrar aqui o quanto foi presente na minha vida, independente do tempo, da distância ou dos caminhos escolhidos que nos afastaram.

Que Deus o abençoe e acolha!

Lya Luf e a minha compreensão de mundo

Poderíamos aprender tanto com essas palavras! A vida tem nos mostrado que o diálogo está cada vez mais difícil de acontecer, que o ser humano não quer se entender, que o racismo está se impondo e a intolerância também.

As mulheres estão se tornando posse e não apenas um gênero, que é o que diferencia socialmente as pessoas que tem direitos iguais.

Desde quando a xenofobia se instalou em nós?! Somos um país de imigrantes, assim foi a nossa formação, por quê não aceitamos as pessoas de outros lugares?!

Não é este país que quero para meus filhos, para meus netos e seus descendentes. Quero um país que respeite as pessoas, que respeite a sua dignidade.

Espero muito mais dos brasileiros do que a intolerância, o racismo, a xenofobia, o feminicídio e a discriminação que tenho assistido no momento.

Quero um país justo e digno de seres humanos. É isso que espero de nós brasileiros.

O seu melhor tempo é o presente

Aqui e agora

Como você está tratando as pessoas que vivem ao seu lado? Como você reage a um carinho, quando alguém fala com você, mesmo que você esteja ocupado?

Não deixe para depois, porque o seu melhor tempo é agora, o amanhã pode ou não acontecer, tudo muda em um segundo. Muitas vezes não temos segunda chance de dar atenção ou afeto.

É tão triste nos arrependermos de não ter feito alguma coisa, ou quando gostaríamos de ter feito diferente, gostaríamos de ter dado mais atenção e mais carinho a uma pessoa e isso não aconteceu.

O tempo nunca volta ele aqui e agora.

Uma frase que a minha mãe sempre disse: ajuda de criança é pouca mas quem recusa é louca . Carrego isso comigo.

Muitas vezes, quando estamos ocupados, nosso filho pequeno chega e tentar de alguma forma chamar nossa atenção, ou tenta ajudar, ou ainda nos conversar, a irritação por vezes é imediata, porque vamos perder tempo. Pondere, nem sempre você terá seu filho seu lado por toda vida.

As crianças crescem e vão viver a suas vidas o tempo que temos é o aqui e agora. Será que realmente não podemos perder cinco minutos?!

Que sociedade é essa em que vivemos que não podemos parar para atender a quem amamos, porque estamos sempre ocupados?

Temos que repensar a importância do nosso tempo, das pessoas em nossas vidas e que relação temos com cada uma delas.

Tem gente que vem e passa por que cumpriu sua missão em nossas vidas, ao nosso lado, tem gente que ficará para sempre conosco, ou na nossa lembrança.

Uma coisa que eu sempre tentei fazer na minha vida foi acompanhar a quem eu amo, não deixar para depois o meu afeto, não ter arrependimento na despedida.

Dei esse exemplo para o meus filhos, que, mesmo morando longe, sempre viajaram para visitar seus bisavós e seus avós, porque isso tem que ser feito em vida, demonstrar o amor no agora.

Coloquei uma música aí em cima e outra aqui embaixo, parem para ouvir, percam alguns minutos, porque o amanhã é o passado, o futuro é incerto e o que temos é o presente, o aqui e agora.

A vida se resume em encontros e despedidas , vamos nos amar mais.

Descomporta (AF)

retomar…

pela sensibilidade … teu doce

as comportas abriram

espraiei

sangue escorreu  com lágrima

na boca silenciosa

cheia de beijos,

sedenta

irresponsável extravasão

tão contida

por vezes desmedida

que descomporta

me inconforma

tudo que escorre

pelos dedos

ser incontrolável

a noite percebida

distraída na manhã

trouxe  despedida

retornaremos…

meu verso …

minha poesia

(Adrianafetter)

Eu filha, eu mãe

Este é o texto que resolvi fazer pelo Dia das Mães.

Não vou aqui glorificar a maternidade, vou tentar ser o mais honesta e real possível, porque eu acredito que assim é a vida, momentos de amor e alguns de quase pesadelos.

Essa é a minha realidade de vida, algumas pessoas poderão se identificar outras não, é a minha história como filha e como mãe.

Ser criada em uma família de mãe com origem alemã não foi fácil, as mães alemãs não demonstram muito os sentimentos, isso seria sinal de fraqueza. Minha infância foi difícil, não queria isso para os meus filhos.

As exigências para com os filhos germânicos é quase de perfeição. Além disso não espere demonstrações de afeto. Minha avó, que amo profundamente, não está mais entre nós, demonstrava o seu gostar pelos netos pela comida, você recebia dela lanches no meio da manhã ou tarde deliciosos, doces após o almoço e seu bolo de aniversário predileto.

Minha mãe não cozinhava, era católica, quase carola, foi educada em colégio de freiras, tinha muitas dificuldades em demonstrar afeto, achava que educar era ser rígida, quase não apanhei, mas sofri com o que considerava frieza. Já com os netos crianças ela brincava como uma menina da mesma idade.

Um dia, conversando, ela me perguntou de que maneira eu havia construído a minha relação com os meus filhos. Estávamos sempre juntos, demonstrávamos o nosso amor, diferente da relação que nós duas tivemos. Como fui educada a ser distante com ela, não demonstrar afetividade, havia realmente uma distância respeitosa entre nós.

Sei que minha resposta foi dura, mas foi sincera e profunda: mãe, eu decidi fazer o oposto da nossa relação, resolvi demonstrar todos os meus sentimentos, abraçar e beijar sempre e permitir o diálogo aberto com os meus filhos.

Amo minha mãe, tivemos muitas dificuldades vida afora, mas aprendi a respeitar todos os seus bloqueios, eles foram um exemplo do oposto para mim. Percebi o que não deveria ser feito na educação dos meus filhos.

Hoje estamos mais próximas, a velhice dela e a minha maturidade nos uniu.

Feliz dia das Mães!

Albert Einstein para vocês!

Pode ser que um dia deixemos de nos falar…
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe…
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos…
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos…
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe…
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein

Bullying

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Eu e o meu marido somos muito amigos, amigos de verdade, daqueles que conversam e seguram a onda um do outro, companheiros de vida.

Conversando, sobre um monte de coisas, ele me perguntou sobre a minha infância e eu respondi: era uma criança triste, solitária, é assim que lembro de mim.

Recordo que eu passava horas e horas no jardim, colhendo plantinhas, fazendo comidinha, sozinha ou na frente da televisão.

Quando não estava no jardim eu estava na casa da minha vó, na do meu irmão e cunhada, ou na escola.

Comecei ir à escola muito cedo, eu tinha três anos de idade e gostava, sempre gostei.

Ainda mantemos contato com os nossos colegas de colégio, temos um grupo. Um colega, esse ano me falou que eu era muito brava, que a minha cara estava sempre fechada. Fui olhar as minhas fotos da escola,  é verdade, mas eu não era brava, aquilo era defesa, eu vivia no meu caracol.

Eu tive alguns problemas de relacionamento na escola, mas a minha verdadeira realidade de bullying era em casa, na minha família infantil.

Eu era diferente, gordinha, cabelo preto, olhos, castanhos e muito quieta. Na minha casa, acabava sofrendo agressões de pessoas muito próximas, com a mesma idade ou um pouco mais velho. Chorava, mas não dedurava, pensava em como superar, ainda tenho marcas no corpo de algumas agressões.

A escola era um refresco. Lembro de muitas brincadeiras, de cantiga de roda, elástico, pula-pula, queimada.

Não que eu fosse completamente adaptada, gordinha, eu não era simpática, fechada, eu era considerada nerd, porém minhas lembranças são boas.

Os maiores problemas de relacionamento e rejeição vieram na pré adolescência, onde eu virei um bicho meio desengonçado, epilética, tinha convulsões dentro de sala ou no corredor da escola. Fala sério, chama a atenção de uma maneira super desagradável.

Ao mesmo tempo que colegas me restringiram, outros me abraçaram, principalmente duas grandes amigas, que guardo no meu coração com muito amor.

Lembrei de um colega que um dia chegou pra mim e me disse: não vou te convidar mais para as minhas festinhas, afinal de contas ninguém te tira pra dançar. O irreal disso tudo é que eu gostava das festinhas, mesmo não dançando, eu estava com amigos e colegas, mas ele preferiu me afastar.

Creio que a minha tristeza se tornou mais intensa porque eu perdi meu pai muito cedo, com 10 anos, e a minha pré adolescência ficou mais difícil, ele era uma fonte de carinho.

Entretanto, o que eu quero falar sobre bullying, é que o nosso maior suporte vem de dentro, do interior, dos valores que os que nos amam nos transmitem. A gente busca apoio nas pessoas próximas e amigas, sejam da família ou não, esteio naquilo tudo que se vive de bom.

Eu lia muito e via muita TV, eram um refúgio e proporcionavam muitas viagens. Até hoje eu lembro de Pollyanna e Pollyanna Moça. Por mais que esses livros sejam hoje considerados excêntricos, démodé, naquela época eles me ajudaram a procurar e encontrar o lado bom da vida.

Resolvi escrever sobre isso, bullying, pelo que está acontecendo no mundo, tem muitas pessoas criticando, apontando dedo, fazendo das palavras uma arma, principalmente nas redes sociais.

Não façam isso, repensem antes de agredir, revejam a suas posturas e palavras. Eu sempre digo que quando nós apontamos o dedo pra alguém, existem três dedos apontados para nós.

Se o silêncio é de ouro, escutar os outros é de platina! Dediquem tempo para ouvir quem vocês amam. Ouvir é necessário, crianças precisam de atenção, muito mais que presentes.

A vida está precisando de palavras doces, mais afagos, abraços, compreensão e, principalmente, de mais amigos, porque amigos nos salvam, muitas vezes.

Pode-se falar qualquer coisa,  dizer coisas duras, colocar limites, mas o importante é saber como dizer, saber como fazer a crítica construtiva, porque destruir é muito fácil, machucar, magoar é o que mais acontece.

Construir amizades, acrescentar pessoas as nossas vidas é um exercício diário de amor.

E, se tem uma coisa que esse mundo está precisando, é desse ensinamento, amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei.

Ahhh, só para completar, sou uma pessoa feliz, encontrei muitas pessoas que me amaram e me amam pela vida, a quem amo eternamente.

Mê de aniversário do meu pai – feliz aniversário pai, a você o meu eterno amor!

Encontro e respeito

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Escrevi um texto sobre bullying, publico amanhã,  e aconteceu uma enorme coincidência, por acaso a televisão ligada ao aleatoriamente, acabou no programa Encontro, da Fátima Bernardes, e lá estavam duas pessoas que admiro muito, o Padre Fabio de Melo e o filósofo Leandro Karnal, falando sobre a aceitação das diferenças.

Nunca vejo a Globo gente! Prefiro outros canais, mas foi especial.  Marieta Severo ali também, para falar de um novo papel, na novela onde será mãe de uma filha portadora de nanismo, papel de Juliana Caldas, presente ao programa para dar o seu depoimento de experiência de vida.

Fernanda Takai, cantando uma de minhas músicas prediletas, triste, mas linda, I Don’t Want To Talk About It, por sinal, interpretação lindíssima! Um afago…

Que bom que o universo me proporcionou essa linda coincidência.

Num segundo momento do programa, o Padre Fabio de Melo e o filósofo Leandro Karnal, o primeiro cristão e o segundo ateu, trocaram idéias sobre respeito, aceitação e ética, tudo o que estamos precisando atualmente, a partir do livro: “Crer ou não Crer: Uma conversa sem rodeios entre um historiador ateu e um padre católico”, escrito por ambos. Vou comprar e ler, respeito é pouco o que sinto por esses dois caras.

Conviver com a diferença e a diversidade é o que temos de aprender todos os dias com amor, respeito, ética e dignidade!

Só posso agradecer aos céus pela oportunidade de assistir!

Para quem quiser acompanhar a letra da música aqui tem a tradução:

 I Don’t Want To Talk About It

Eu Não Quero Conversar Sobre Isso

Eu posso dizer pelos seus olhos
Que você provavelmente esteve sempre chorando
E as estrelas no céu não significam nada
Para você, elas são um espelho.

Eu não quero conversar sobre isso
Sobre como você partiu meu coração
Se eu ficar aqui apenas um pouquinho mais
Se eu ficar, você não ouvirá meu coração?
Oh, meu coração

Se eu permanecer completamente sozinho
Irão as sombras esconder as cores do meu coração?
Azul para as lágrimas, preta para os medos noturnos
As estrelas no céu não significam nada para você
Elas são um espelho

Eu não quero conversar sobre isso,
O modo como você partiu meu coração.
Mas se eu ficar aqui apenas um pouquinho mais
Se eu ficar aqui, você não ouvirá meu coração?
Oh, meu coração

Separação, precisamos conversar sobre isso

Eta fase difícil essa da separação, não tem como sair inteira, mas a gente tem que aprender a se reconstruir, é mais do que necessário, e passa, como tudo, passa.

Mesmo quando a separação é uma decisão nossa, não tem como não se magoar.

A separação dói muito, porque você vê indo embora todo um futuro de vida que foi planejado por anos. Porque temos que largar no meio do caminho um amor que não é mais nosso.

É hora de repensar quem você será daqui pra frente e o que vai fazer com toda uma vida que não existe mais, que foi tão planejada, mas acabou.

Não se preocupe, você vai dar conta, dói, mas superamos ,eu tenho certeza, eu dei você vai dar o seu melhor jeito.

Desculpem aos homens que me lêm, mas aqui eu tenho que falar com mulher, então eu vou falar com os artigos femininos. É a minha experiência de vida.

Aqui só vou falar sobre você, porque filhos é um outro capítulo, muito importante, então vai só um aviso, a separação é só do casal, filho continuará sendo filho, não precisa ser magoado mais do que ver os pais em crise.

Depois de tudo superado você vai sair poderosa dessa experiência, porque ela nos da força, ela nos quebra, mas depois ela não nos reconstrói e ficamos mais forte diante da vida.

E um dia, sem mais nem menos, nós voltamos a amar.

Link

Cascais portugal

 

CONSOLO NA PRAIA – Carlos Drummond de Andrade

Vamos, não chores…

A infância está perdida.

A mocidade está perdida.

Mas a vida não se perdeu.

O primeiro amor passou.

O segundo amor passou.

O terceiro amor passou.

Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.

Não tentaste qualquer viagem.

Não possuis casa, navio, terra.

Mas tens um cão.

Algumas palavras duras,

em voz mansa, te golpearam.

Nunca, nunca cicatrizam.

Mas, e o ‘humour’?

A injustiça não se resolve.

À sombra do mundo errado

murmuraste um protesto tímido.

Mas virão outros.

Tudo somado, devias

precipitar-te, de vez, nas águas.

Estás nu na areia, no vento…

Dorme, meu filho.

 

 

Suco de laranja

Eu chegava correndo da escola e ía para cozinha espremer as laranjas. A tarde era praticamente só o que ele conseguia engolir.

A doença já tinha tomado o corpo e ele teria pouco tempo de vida, eu não sabia. Eu não tinha a noção que era tão grave, mas fazer o suco me fazia bem.

Hoje me faz bem pensar naqueles dias e saber que pude contribuir com alguns momentos de bem estar dele.

Entregava o suco ele bebia e nós ficamos ali um do lado do outro curtindo aqueles momentos, para mim bastava ficar do lado do meu pai.

Por algum tempo depois da morte dele, quando via o carro estacionado na frente de casa, eu ainda saia correndo para espremer as laranjas, até que caiu a ficha, ele não estava mais conosco.

Meu pai sempre me proporcionou momentos muito especiais. Como ele sabia da doença dele, aos 10 anos dançou a primeira valsa comigo. Me levou de barco no meio da Lagoa para ver o nascer do sol e também me levou para ver a lua nascendo. Momentos muito marcantes, que me acompanharam pela minha vida.

Ele faleceu um mês antes do meu aniversário de 11 anos.

O texto de hoje foi triste, porque foi feito com saudades. Saudades de um tempo bom, pouco tempo, mas tenho lembranças incríveis do tempo que eu passei com meu pai.

Recordações de muito amor que ele me deu.

Parabéns pai❣️

Artesanato

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Eu acho artesanato uma coisa incrível, aprecio, compro e uso. Admiro as pessoas que tem esse dom, elas transformam o dia-a-dia em arte. Coloquei nesta foto um pouco daqueles que tenho e estou usando atualmente.

Na minha família, sempre tivemos tricoteiras, bordadeiras, crocheteiras, eu fiz um pouco de cada coisa, mas nunca no nível de excelência de minha mãe, tias e primas, amo olhar cada peça produzida até hoje. Minha cunhada é uma artista de extremo bom gosto, uma artesã talentosa!

Cada peça de artesanato é um trabalho único, produzida com carinho, atenção, amor e dedicação. Ninguém no mundo terá uma peça igual a sua. Uso muitas roupas produzidas assim.

Vejo que nem sempre o artesanato tem tido o valor que merece, muitas vezes querem pagar por esse trabalho, que leva horas, dias de pura dedicação, o preço de um produto produzido em larga escala. Não é assim, o artesão não é uma máquina, ele coloca no seu trabalho um talento ímpar e horas de entrega.

Ao pegar e apreciar uma peça de artesanato reconheça o talento que está por trás dela, não questione o valor, se não quiser não compre, mas respeite o labor de quem a produziu e a habilidade e dedicação que ali está contida.

Aos artesãos desse Brasil todo o meu respeito!

Médicos Sem Fronteira

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Um dia percebi que não seria a mulher que abraçaria o mundo, como tanto sonhei.

Já que não tenho como humanizar um pouco mais o planeta, posso ao menos ajudar quem pode fazer mais do que eu…

Quando vi as campanhas impactantes no Brasil e no exterior, quando me dei conta que jamais conseguiria realizar a minha utopia de ajudar quem precisava, de uma maneira grandiosa, olhei quem poderia fazer por mim e escolhi os Médicos Sem Fronteiras .

Por que eles?! A minha escolha foi simples, o imenso número de pessoas que recebiam o auxílio de uma instituição idônea. Até agora nunca ouvi falar de desvio de recursos por essa entidade, que recebeu o nobel da paz em 1999…

Já ajudei outras instituições, mas escolhi essa para enviar uma doação todos os meses. Tenho a esperança de que gentileza gere gentileza e torne o mundo melhor!

Costumamos gastar um pouco mais com festas, futilidades, coisas desnecessárias e existe muita gente que precisa bem mais do que nós. Que tal uma doação para uma entidade que você ache séria?! Que se dedique a uma causa que te diga respeito e que te toque no fundo do coração?!

Eu escolhi doar para Médicos sem Fronteiras #msf !

Fica a dica!

 

Lisboa, um amor antigo

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O que dizer de um lugar que você chora ao pisar, como se estivesse voltando depois de anos de saudade?!

Foi essa a emoção que senti ao chegar em Lisboa, estava voltando para a minha terra…

Planejei essa viagem por 10 anos. Comprei um guia de turismo, ainda em papel e fui lendo, sem ter a idéia de quando iria realizar esse meu sonho. Sabia que um dia essa expectativa iria se concretizar, isso eu tinha certeza!

Fiz essa viagem com duas grandes amigas, que me ajudaram a materializar um pensamento acalentado por muitos anos.

Já fui duas vezes a Portugal, por mim iria mais e outra vez, e de novo e novamente. Sem nunca cansar do meu lugar mágico.

Te convido a concretizar os teus sonhos… Vamos juntos?!

 

 

Tragédias pessoais


Todos nós temos as nossas tragedias pessoais, algumas menores outras não. Vou falar de uma que me atingiu na casa dos cinquenta anos, me testando a capacidade de superação no limite máximo.

Tive outras em minha vida, ainda jovem, a idade me ajudou a superar a perda do meu pai, do tio Juvenal, muitíssimo querido, da minha amada avó e de uma filha, ainda na gravidez, já adiantada, várias outras perdas, no decorrer da vida.

Mas aos cinquenta anos tudo parece ser mais lento, até a superação…

Em abril de 2015, a minha irmã de coração, amiga de uma vida, desapareceu, em Pelotas, cidade em que nasci e vivi por mais de trinta anos. Entrou em casa pela última vez na noite do dia 9. Cláudia Pinho Hartleben nunca mais seria vista!

Ainda lembro, com tristeza, do telefonema do meu filho me avisando, na madrugada do dia 11!  Sim, até a tarde do dia 10 poucos suspeitavam que ela estava desaparecida. Colegas da Universidade acharam estranho o não comparecimento dela a uma reunião, nunca faltou a um compromisso profissional, então começou a procura.

Sem saber o que fazer de longe, dediquei o meu primeiro blog para ela, hoje se chama: Para Cláudia – UMA MEMÓRIA ETERNA!

Boa parte dos meus cabelos ficou branca, um desaparecimento não é superável, nunca acaba. Apenas passei por ele e venci a depressão que começou a se instalar escrevendo sobre a Cláudia e para ela.

Ficou uma eterna saudade…

Eterna criança

mafalda

Eu tenho a maior empatia com a minha criança interior. Curto essa minha menina com o maior carinho. Gente, verdade, brinco pra caramba, a vida fica muito mais leve.

Não confunda brincadeira com inconsequência, sou muito responsável, parece antagônico, mas não é, a vida pode ser muito melhor com humor e alegria.

Não ía perder nunca a oportunidade de tirar uma foto com a Mafalda, sou a maior fã!

Como também nunca perdi a oportunidade de uma boa risada, de uma diversão com as crianças, de viajar nas minhas brincadeiras.

Falo sério, não perca a oportunidade de rir, nem que seja de você mesmo!

“Em minha casa reuni brinquedos pequenos e grandessem os quais não poderia viver. O menino que não brinca não é meninomas o homem que não brinca perdeu para sempre o menino que vivia nele e que lhe fará muita falta.”
Pablo Neruda

Viagem

Estação Atocha - Madri - Espanha

Eu leio muito sobre viagens! Acho que o turismo é uma vocação tardia que se apresenta.

Gosto de planejar uma viagem nos mínimos detalhes. Começo pensando, lógico, o para onde, em primeiro lugar. Ao decidir lugar, decido qual a melhor estação para mim, então escolho a data.

Escolher o hotel é uma incursão menor ao passeio, antes mesmo de viajar, preciso conhecer a cidade e as suas perspectivas, sim, então leio muito sobre o local, consulto o maps , dou uma viajada antecipada.

Viagem é sonho, uma alegria, a mais quando tudo é planejado com detalhes. A minha jornada é uma delicia desde o planejamento, que dura meses, curto cada momento, viajo mesmo antes!

Estava lendo uma matéria, relativa a uma pesquisa do booking.com . Falava sobre a felicidade das pessoas ao viajar, o destaque era: as pessoas se sentem mais felizes ao viajar do que ao casar.

Bem tenho uma consideração aqui, são momentos diferentes. Viajar é uma paixão, cada lugar, uma paixão momentânea. Um namoro também começa como paixão, vira amor no decorrer. Viajar é ter vários namoros, casamento é se decidir por um só.

Para viajar não precisa de consorte, apenas decidir para onde se quer ir…
E aí gente, quem como eu gosta de viajar?!

Boa semana! Bons sonhos, boas viagens…