Castelo de Cristal

De repente alguma coisa quebrou dentro dela, não sabia explicar, apenas não tinha mais aquela alegria de antes, ficou com medo da vida e de viver.

Estava presa no castelo de cristal, que se tornara a sua frágil mente. Dali ela observava o mundo, com receio de que o cristal se rompesse e o mundo lhe machucasse.

Os amigos estranharam o seu desaparecimento do convívio social. Cada um tinha a sua vida para cuidar, assim seguiram em frente. Por vezes alguém telefonava. Sem saber o que falar, apenas dizia que estava bem. Ela se afastava do mundo e o mundo se afastava dela.

Seus pânicos haviam tomado conta de tudo e ela não sabia como sair daquela redoma e retomar o caminho de volta à sanidade.

A vida se tornara devastadora na imensidão das dificuldades que sentia para resolver qualquer coisa, a roupa por lavar, as compras por fazer, retornar as ligações, responder os e-mails, dormir. Alternava entre insônia e só querer dormir. Dormir era bom, um momento de fuga na dor, as vezes queria adormecer até se sentir curada.

Já tinha pedido uma sonoterapia para a médica, ela respondera que os problemas ainda estariam lá quando acordasse. Tudo o que tinha que resolver estava dentro dela e não fora.

As paredes de cristal impediam que seus gritos interiores fossem ouvidos, só ela os escutava. Doíam tanto…

Tentava se socorrer em orações, as repetia o dia inteiro, para aplacar o buraco no peito que tanto doía.

Se sentia sozinha lutando contra o dragão da depressão, pensava assim, era dragada para um buraco negro, para um poço sem fim, todos os dias.

Sem alternativa e no desespero procurou a única saída saudável que via, ligou para o CVV, era sua última tentativa.

Foi abraçada por um estranho, do outro lado da linha, sem julgamentos, poderia falar sobre suas dores, sem nenhuma vergonha, a voz apenas lhe confortava.

Dentro de si sabia que teria que achar forças para procurar um tratamento, um psicólogo, um psiquiatra para medicá-la.

O Castelo iria ruir, rachar e, assim como ele, ela se faria em pedaços, iria sucumbir.

Há duas possibilidades de terminar esta história, sucumbir ou lutar, eu lutei há mais de 10 anos atrás.

O meu texto fala da fragilidade de uma pessoa deprimida. Aqui finalizo este texto, já me senti assim, é desesperador, passou, tive ajuda psicológica e médicos competentes.

A depressão é uma doença muito séria e tem que ser tratada com medicamentos, porque é uma falha química do cérebro que pode ser sanada. As pessoas podem ser curadas, se tiverem ajuda de quem as cerca.

Não ignore um pedido de ajuda, um olhar de desespero, você pode ser a única saída que essa pessoa encontrará.

Aniversário

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Na parada de ônibus, voltando para casa, ela se perguntava como seria o encontro com o marido. Ao levantar ele não lembrou do seu aniversário, no mesmo dia, indo almoçar ela lhe telefona, convidando para almoçar, ele diz que está ocupado. Mais tarde pergunta se irão comer uma pizza, ele responde, quer gastar mais do que já gasta?!

Que dia! Fora os cometários da vizinhança que ela estava mesmo levando um par de chifres, que ignorava solenemente. O que valia para ela era ter seu homem em casa, lhe amando, mas nem isso percebia mais, o carinho de antes.

A verdade é que naquela noite, mais do que nunca, ela desejava uma grande demonstração de atenção, queria se sentir viva, mulher, ansiava por carinho. Não só porque era o seu aniversario, porque sentia saudade dos dias que se sentia poderosa.

O ônibus chegou, sentada no degrau, único lugar que encontrou, começou a chorar, não conseguia segurar as lágrimas de frustração, do tanto que tinha investido naquela relação, elas escorriam a vontade, perceptível a quem participava do mesmo transcurso.

Um colega de viagem se aproximou, falou que percebeu a sua tristeza e se podia ajudar, ela mal conseguia balbuciar, disse, é meu aniversário. Ao que ele respondeu, tanta desolação, porque envelheceu um ano mais?! Ela declarou, não, não é por isso, é porque ninguém lembrou, nem meu marido.

Para surpresa dela ele gritou – gente é o aniversário da moça aqui, quero um parabéns cantado bem alto. No inicio levou um susto com o povo todo cantando, aos poucos as lágrimas sumiam e davam lugar a um sorriso envergonhado. Que coisa louca essa vida, a empatia vinha de um desconhecido, que ao final lhe tascou um beijo inesperado, dizendo, você é uma mulher linda, não merece lágrimas. Fica bem!

Desceu do ônibus sem sequer saber quem era o rapaz ou seu nome. Seu dia era outro, melhor, sua noite, afinal era uma mulher bonita, para quem um ônibus inteiro cantou parabéns.

O marido, isso era outra história, com o tempo ela veria o que fazer…

Uma mulher, um metrô e a vida…

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Todos os dias no metrô ela dormia às vezes sentada, quando dava, outras em pé mesmo, encostada aproveitava os 45 minutos que tinha para descansar, até  chegar à freguesia.

Essa era a rotina, levantar, arrumar rapidamente o café, lavar a louça e sair correndo para pegar o ônibus das 5:30, para conseguir entrar no metrô as 6h.

A vizinha levaria as crianças para a escola, deixava a mesa posta com o café e elas de uniforme, as vestia mesmo dormindo, para não dar trabalho para a amiga.

O marido?! Já tinha se ido, achado outro caminho, sequer tinha notícias dele. O sustento da casa era por conta dela, mas comida na mesa tinha. Podia ser pão dormido com café, arroz e feijão com ovo, mas tinha. Morar no subúrbio era o que dava, no momento.

Sempre dizia às filhas: estudem, nunca dependam de ninguém, a vida só é vivida assim, façam seu próprio caminho.

Nem ela sabia como tinha chegado ali, tanta luta todos os dias. Tanta caminhada para ganhar a comida e o aluguel, mas pelas filhas e o seu futuro valia cada passo.

Estudou até finalizar o segundo grau e casou. Então as meninas teriam muito mais do que ela teve, essa era a meta. Não seriam uma manicure, como a mãe, que ía de porta em porta das clientes, para completar as necessidades da família.  Ela lutava e não recuava em nada.

Sua salvação sempre foi o que sabia fazer, fez um curso profissionalizante curto, mas dava para o sustento. Também escovava o cabelo das clientes mais próximas e sabia maquiar, quando pediam.

Podia completar o sono no metrô, na ida e na volta, era um descanso para o corpo e para a cabeça, sua porção de tranquilidade. Cada dia era mais um para as suas conquistas futuras…

 

Essa foi a história que criei vendo uma mulher dormir em pé, dentro de um metrô, no horário de pico, apenas mais uma brasileira, continuem com suas mentes surpreendentes…

conto de Adrianafetter

 

 

 

 

 

Um dia é diferente do outro

Hoje eu estava olhando a internet e ouvi uma música linda, uma homenagem ao dia dos pais.

Resolvi dar continuidade à playlist no YouTube. Aquela seleção de músicas era fantástica e fui tomar meu banho com ela.

De repente me vi cantando loucamente, como há muito tempo não fazia, porque realmente um dia é diferente do outro.

Quando se está doente e diga-se de passagem tem um ano que essa condição se agravou em mim, nem todos os dias dá pra seguir uma rotina legal.

As vezes a minha se resume à médicos, exames, fisioterapia, isso é uma constante. Outras vezes até internação hospitalar acontece, mas ontem numa consulta minha neurologista me falou: menina que fila, hein?! Mas você tem uma cabeça tão boa!

Tento converter tudo em uma lição de vida, um degrau a superar, um passo de cada vez. Minha cabeça nem sempre me dá a positividade que eu gostaria, as vezes é cansativo viver assim.

Confesso que hoje foi diferente! Tinha tempo que eu não fazia isso: cantar.

Óbvio que sou uma cantora de banheiro, do chuveiro, mas sempre gostei e acreditei, principalmente na frase, quem canta seus males espanta!

Botei pra fora! Alegre, feliz e contente, afinal de contas quem me segura sou eu mesma!

É óbvio que as pessoas à minha volta fazem a diferença de qualidade na minha vida, mas é a gente, a nossa auto estima que faz total mudança de espectro.

Hoje dei uma recuperada, uma recauchutada na minha alma e resgatei a Adriana de algum tempo atrás.

Vai lá minha gente solta essa voz, que a vida é para ser vivida intensamente, em todos os momentos!

Horizontes

Ela tinha um olhar triste, o horizonte parecia não ter fim, assim como o seu sofrimento.

Não entendia o porquê de continuar ali, na verdade só fazia pela filha, queria lhe dar um futuro melhor que o dela.

Respirava fundo a cada dia e pensava, ela merece ter uma vida melhor que a minha.

Os dias passavam lentamente, quem mandou não estudar?

Dependia completamente do salário do marido, pelo menos ele pagava o estudo da menina e o plano de saúde, para ela restava a fila do postinho.

Antes do casamento todos lhe diziam é um partido de ouro você tirou a sorte grande, ela também pensava assim.

Homem estudado, tinha feito administração, trabalhava numa boa empresa ía lhe dar uma vida de futuro.

O futuro foi uma casa para limpar, que ele sempre dizia que não brilhava o suficiente, a comida para fazer, que nem aos pés chegava perto da da sua sogra e as roupas para lavar e passar. O esposo reclamava sempre do colarinho, não estava branco como deveria e sequer bem passado. Para que casara com ela, então?!

Tinha pensado em ser normalista, mas o pai não aprovara, isso iria atrasar o casamento e o genro o agradava muito, não queria que a filha perdesse essa grande oportunidade na vida.

Rita via os avanços da sua filha, melhor aluna na escola, valia qualquer sacrifício, ela realmente venceria, ficaria nesse casamento infeliz, a filha se formaria, como o pai, ela compensava sua tristeza com isso.

O inesperado um dia aconteceu, ela se apaixonou platonicamente pelo colega do marido, que sempre era convidado para sua casa.

A tratava com gentileza, um dia levou flores para agradecer pelo jantar. Percebia nele a amabilidade que nunca tinha visto seu marido lhe dispensar. Respondeu com um sorriso tímido: não precisava.

Ficava esperando Juvenal convidar o Roberto mais seguidamente, esses pequenos momentos lhe preenchiam o coração, mas não queria dar na vista, nem para o marido nem para a visita.

Bastava aquela visita para compensar os dias de tédio. Caprichava no jantar, sempre seguidos de elogios do convidado.

O marido, por sua vez, quando Roberto ía embora, lhe dizia: pelo menos na frente dos meus amigos eu não passo vergonha com a sua comida, por que não cozinha assim todos os dias? Podia caprichar mais para mim.

Ela nem ligava mais para as reclamações, estava feliz, não sabia explicar, mas estava feliz. Sua auto-estima aumentou. Resolveu mudar.

Procurou cursos na internet, em casa mesmo, queria se atualizar, preencher suas horas vagas.

O primeiro que encontrou que lhe agradou, como fazer uma maquiagem leve, sem muitas complicações. A partir daquele dia, seu rosto maquiava.

Depois achou um de empreendedorismo, o marido sempre falava nisso, ela quis entender do que se tratava, como gostou desse curso, pensou nas possibilidades de ganhar um dinheirinho próprio. Só não sabia como. Então pensou nos brigadeiros das festinhas da filha.

Fez um teste, uma panela de brigadeiro bem caprichada, enrolou bem bonitos. Ofereceu para S. Walter vender os doces na mercearia. Ele aceitou, deu um aviso: fico com esses se venderem bem encomendo mais. Vendeu!

Aos poucos Rita foi adquirindo uma chama interna que a impulsionava a crescer, percebeu que não dependia dos elogios de Roberto, mas que foi muito bom ter sido elogiada. Fez com que ela percebesse sua própria existência, descobriu a motivação.

Roberto deixou de ir jantar, trocara de empresa, mesmo assim isso não a abalou, tinha retomado sua felicidade interior, se gostava, se bastava.

Crescia com novos cursos descobertos, já fizera de o brigadeiro gourmet, bolos caseiros, de festa, investia no que entendia e gostava de fazer. Pela primeira vez se sentia valorizada por algo que executava.

A vizinhança encomendava, entrava um dinheiro extra, até a relação com Juvenal estava diferente, parecia que lhe respeitava mais.

Rita via o quanto se gostar transformava aos poucos a sua vida, ela se dera respeito e se fazia respeitar.

Aos poucos o horizonte se ampliava, ela se transformava e sua vida também.

Conto de Adrianafetter

Conto de uma paixão em devaneios

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Quando cruzamos nossos olhares, tu ainda ajoelhado, acabaras de escrever o poema, eu finalizando as máscaras com as quais iríamos encenar, já sabíamos, que, de alguma forma, havíamos estabelecido um encontro. Senti assim. Foi de fato a primeira vez que nos vimos, apesar dos três dias já passados na oficina.

Nos contemplamos assim o dia todo, os olhos rapidamente se fitavam, surgia um sorriso breve e voltávamos às atividades.

O dia durou 48 horas, como demorou, a confraternização nunca chegava, ali estaríamos livres.

A noite, trocando conversa com colegas, senti tua mão nas minhas costas até encontrar a minha, ficamos assim de mãos dadas, sem que ninguém percebesse. Criastes uma forma de discrição nova, a tua mão direita pegava a minha esquerda pelo dorso.

Numa troca rápida de palavras, a sós no meio de todos, te falei do meu nervosismo, a resposta que ouvi foi sensível, homens também são assim, voltam a ser adolescentes, só não demonstram nem confessam. Voei nessas palavras…

Não tivemos a oportunidade de nos conhecer por palavras, a atração mútua nos calava tal a intensidade.

Entendi que eras livre como eu e me atirei…

A tua barba roçava na minha pele enquanto éramos iluminados pelo luar.

Dia seguinte iríamos partir, tu regressarias para a chapada. Eu não sabia se era um encontro intenso de um único dia.

A troca havia sido intensa, não sei qual disputa era maior, pele ou palavras. Nos veríamos em algum futuro, quando ou onde não sabia.

Não tive reservas contigo, me destes essa oportunidade e foi tão bom, tão especial, para alguns apenas cama, para mim um momento em que a lua surgiu na janela e me abençoou, porque eu estava contigo, um homem singular.

Tocamos nossas vidas e uma pergunta latejava, quem somos nós?

Ficou o teu dizer: querida a sua imagem é tão leve que voa.

Quando te encontrei novamente estava longe de casa, ias me buscar no aeroporto. Não estavas lá, apenas uma amiga comum me dizia que eu iria entender tudo. Mergulhei numa desordem interior, tu não estavas só, acho que consegui dissimular meu caos.

Fui simpática, mostrei uma falsa alegria e cordialidade. Minha expectativa de um reencontro acabara de naufragar.

Foquei no trabalho que fui organizar, contigo. Parte de mim pedia a amorosa contemplação de antes, a outra adentrava na frustração. Então havia uma família constituída, encoberta na troca de nossas mútuas mensagens.

Como realmente sempre fui, segui independente durante minha estada. Te perturbei com a minha liberdade, não podias transgredir. Minha resposta ao desencanto. Nada fiz, apenas circulava com desenvoltura e o escondido orgulho ferido.

Te percebi confuso e atônito, sem domínio do teu território, que agora era meu.

Apresentada por ti ao teu melhor amigo, alucinastes, quando o vistes inebriado com a minha fala, perdestes finalmente o controle, a tua mão no braço dele, olho no olho te perdestes, confessastes: essa mulher é minha. Tentativa de limitar qualquer prosseguimento dele, que sequer era correspondido, mas me assegurei da conquista final do teu terreno.

O calor infernal da cidade ajudou o meu desfile livre, leve e solta nas minhas vestes etereas. Te provoquei até a despedida, de vermelho, recém banhada, iria ao último evento e depois para o aeroporto. Me falastes que eu era a imagem saída de um filme, a dama de vermelho, um dos poucos momentos em que nos falamos. Eu mesma achava que a similaridade era com Lanternas Vermelhas, bem mais melancólico.

Me senti vingada, afinal, me transformei no teu estorvo, mas também sangrei.

O que eu faria agora com o meu arrebatamento? Onde guardaria meus sentimentos? Minha mente girava em pensamentos vãos.

E agora voltas ao meu territorio. Me sinto confusa, dividida entre paixão e dissabor.

Tu chegas amanhã e, como te falei no primeiro encontro, houve um despertar de boas coisas em minha vida com teu olhar. Teus olhos e visão especiais, sensíveis e cativantes, mas também aflitos, nervosos e carentes me desconcertaram.

Depois veio a frustração. Na minha ignorância me senti uma transgressora.

E agora tu estás chegando, com tua fala mansa, voz rouca, quase sussurro e eu aqui com uma vontade louca de voltar à nossa primeira noite.

Em mim há uma segregação entre corpo e mente, mas ainda quero reassumir a ti no meu controle, no meu pertencer.

Se deixares, vou te envolver em meus braços, te carinhar, e balançar até que durmas, ah, e como precisas dormir, vejo isso, podes dormir, vou te acalentar, cantarei baixinho, velarei teu sono, e sabes? Podes te entregar por inteiro, sem reservas. Aqui, neste momento, mora teu reino de paz, podes gemer, chorar tuas mazelas, te darei colo, não me perguntes o porquê, sinto apenas que agora tu precisas.

Também te darei conforto, te sentirás abrigado. Já tivesses essa sensação única da minha entrega. Te darei de novo!

Me pergunto, o que eu quero disso e me respondo: o instante que tiver, mergulhando rápido, profundo, nessa montanha russa que és tu.

Não, por favor, não te assustes, não te quero só para mim. Tenho a minha liberdade, sou diferente, quero hoje ser amada, depois uma amiga com quem tu poderás contar, te abrir, temos uma construção de vida parecida, somos rebelde, por isso te entendo e estarei aqui, se precisares!

Te digo ainda: sim quero a tua cama, como me senti bem nela, seduzida, confortável, bem amada, mas não fiques assim vaidoso, sei que posso corresponder a altura.

E quando tu te fores, restará uma bela lembrança, uma fusão maior que corpos, a união de duas pessoas que um dia se encontraram, confluíram.

Então te digo: te espero, podes vir e voltar em paz!

E aí tu viestes assim, carinhoso e carente e revivemos o dantes.

Passamos a noite juntos, ficastes comigo 24 horas.

O tempo foi curto, porém intenso, dia seguinte, ficamos lá em casa abraçados até a hora do aeroporto.

Tu me falastes que te detivestes me cuidando enquanto eu tabalhava. Ficastes encantado e como me achastes inteligente, percebestes que eu pegava as coisas no ar, que outros falavam e eu já articulava o próximo passo, que eu daria uma ótima produtora, elegante, sensível, encantadora.

Pedistes que eu te ligasse, respondi que não faria isso, que a minha viagem a chapada tinha sido muito louca, mas que foi bom porque consegui perceber como eras no teu território.

Foi uma situação das mais difíceis pela qual já passei. Meio se desculpando me dissestes que estavas atordoado. Quando cheguei te encontrei confuso, havias retomado a relação com a tua mulher, mas quando eu assumi a situação, sem dar nada na cara, fostes te tranquilizando, até ficar novamente fascinado com a minha desenvoltura.

Ouvir isso foi muito bom, muito intenso e sem saber do futuro … Então me dissestes: volto daqui a 20 dias.

Não aconteceu.

O que eu posso te dizer?

Que temos ciclos, que é necessário morrer para renascer, que pode ser um inferno astral, mas vai passar.

Enquanto tudo está difícil, apenas gostaria de ter um mágica especial, para que num passar de mãos tudo simplesmente sumir, problemas, dores confusões, mas não sou mágica, então só pude te oferecer minha amizade.

Sim, amizade, sei os territórios que me pertencem, dou apoio e ombro amigo, nada mais.

Estou viajando, só consigo lembrar de cotovia de Manuel Bandeira, os últimos versos, realmente gostaria de poder torcer o destino e no espaço de um segundo limpar o pesar mais fundo.

Vamos nos cuidar, não olhar o abismo, ele é uma ilusão passageira.

Como é difícil a insustentável leveza do ser. Tu abalastes o meu mundo. Me joguei com toda a minha segurança. Agora me olho no espelho e me digo: preserve-se!

E me retomo, aqui eu determino quando começa e quando acaba.

Conto de Adrianafetter

O que não pode ser resolvido, resolvido está, será?!

Sempre defendi esta tese, mas existe uma diferença entre sermos independentes, é termos pessoas que dependem de nós.

Outro dia mesmo afirmei isso para o meu marido, estava preocupado, esperando uma resposta que não vinha, não dependia dele, pedi para ele relaxar.

Depois me coloquei no lugar das pessoas que sustentam a suas famílias e que estão desempregadas, fazendo bicos, para que os filhos possam comer, ter um mínimo de vida digna e estudar.

Para elas não existiu o resolvido, para elas há somente uma grande pressão nos ombros, um mundo a ser carregado.

Há uma enorme diferença entre pequenos problemas, aqueles que nos preocupam no dia-a-dia, mas que não vão afetar efetivamente a nossa vida e grandes problemas, que são aqueles que pessoas sofreram as consequências do que não podemos fazer, que está além dos nossos limites e alcance, está além das nossas mãos.

Quando você estiver pra baixo pense naquelas pessoas que a conta de luz e de água está chegando, que o gás acabou e sequer tem 10 reais para comprar pão e trazer para casa.

Sei que parece um discurso fácil o que eu estou escrevendo, banalização do cotidiano. Realmente não é, tenho visto e vivido problemas e vejo que tem gente muito pior do que eu.

Não que isso seja um consolo, o que eu gostaria mesmo é que as pessoas pudessem superar as dificuldades em suas vidas sem sofrimento.

Me solidarizo com o sofrimento dessa gente, com quem luta no dia-a-dia, e ainda procura a tal felicidade e que consegue, com o pouco que tem, superar os obstáculos e ainda fazer a vida dos outros um pouco melhor.

Ciclos

Sempre que eu estou em Pelotas avalio o passado e o futuro, pelas condições do meu presente. Percebo a situação em que se encontra a minha mãe, já esquecida de si mesma.

Quase uma criança, feliz com a festa de aniversário, os olhos brilhando pelas pessoas cantando parabéns, na frente de um bolo.

Penso na minha própria caminhada para a velhice. Os esquecimentos, as lembranças, as pessoas que encontrei em minha trajetória, o sentido de minha própria passagem por esta vida.

Envelhecer não é fácil, existe uma luta diária contra as dores e aflições da alma e do corpo. Este último não acompanha a velocidade dos nossos pensamentos.

Ao ver a minha mãe então velhinha e tão esquecida reflito, o quanto e até onde viveremos bem.

Hoje também assisti a tristeza e o esforço da minha cunhada frente a velhice da sua cachorrinha, que ela e o meu irmão, já falecido, criaram com tanto amor. Com quase 18 é praticamente impossível mais um ano.

O ciclos vamos se esgotando. Existe toda uma nostalgia vivenciada na tentativa de proporcionar pequenas alegrias a quem agora depende de nós, porque não têm mais forças para dar continuidade a própria trajetória de vida.

Este texto é no mínimo estranho por falar da quase morte. Todos sabemos que caminhamos para lá, mas o quanto estamos preparados para fecharmos o nosso próprio ciclo?!

Foi um dia alegre e triste e esses dois sentimentos conviveram lado a lado em todas as horas.

Precisamos aprender a envelhecer, porque essa sapiência é uma arte que podemos ou não vivenciar com dignidade.

Descomporta (AF)

retomar…

pela sensibilidade … teu doce

as comportas abriram

espraiei

sangue escorreu  com lágrima

na boca silenciosa

cheia de beijos,

sedenta

irresponsável extravasão

tão contida

por vezes desmedida

que descomporta

me inconforma

tudo que escorre

pelos dedos

ser incontrolável

a noite percebida

distraída na manhã

trouxe  despedida

retornaremos…

meu verso …

minha poesia

(Adrianafetter)

As perdas

As notícias de morte sempre me acompanharam no decorrer da minha vida, mas eu estou numa fase em que elas estão aparecendo mais e mais, cada vez mais frequentes e de pessoas mais próximas a mim, o passar dos anos nos traz perdas. Cada dia isso me abala mais…

Tem época que se foge da lembranças, boas ou ruins, para não sofrer. Por mais distante que se vá, elas estão guardadas na sua mente, as gavetas se abrem e elas voltam inesperadamente.

Há dias que não são fáceis. Perder quem se ama ou mesmo pessoas que passaram por nossas vidas nos faz enfrentar nosso próprio destino.

Tento me preparar para a perda da minha mãe, que fará 93 anos no mês que vem. Sei que ela está sofrendo, com a pouca aceitação da fraca qualidade de vida física e mental, isso a deixa abalada. O esquecimento do presente, a falta de todos os que já partiram, ela não entende o que ainda faz por aqui.

Nós, os ocidentais, realmente não estamos preparados para a velhice e para o enfrentamento da morte.

A vida é um caminho com destino certo, deveríamos saber lidar melhor com isso, com as nossas perdas.

Generatividade – a nossa capacidade de transformação

Generatividade – quando eu ouvi pela primeira vez esse termo entendi que se tratava de uma pessoa com capacidade de superação e de fazer disso uma vontade de ajudar os outros.

Que apesar de ter passado pelas piores circunstâncias da vida, ainda tinha algo de muito bom para partilhar com o seu próximo e fazer com que sempre buscassem caminhos de recuperação, aquela pessoa que poderia compartilhar um bom abraço, um amigo que poderia te mostrar a melhor face da vida.

Essa capacidade de amor, generosidade vem da sabedoria aprendida do viver e do superar.

É geralmente na meia idade que surge essa preocupação para com as pessoas, além dela mesma e da sua família.

Aparece uma necessidade de orientar a geração futura, levando em consideração a sua própria experiência de superar na vida. Orientar os mais jovens, sabendo que muitas vezes eles não ouvirão, porque precisam ter a sua própria experiência, mesmo assim, poderão se reorientar pela similaridade do que já ouviram.

Ouvi falar esse termo há uma semana, além de aprender uma nova palavra, compreendi o nosso valor em passar as nossas experiências e valores de vida para a formação das gerações depois de nós, com valores humanos e dignificantes.

Assim vale mais a pena envelhecer!

Deixa a mente me levar…

As viagens e seus planejamentos sempre me ajudam a manter minha mente sã.

Ano passado foi difícil, doença, internação hospitalar, demissão do trabalho de 15 anos, paralisia facial.

Criei o blog e a página Pós50, uma maneira de ocupar a mente, além de fixar a minha agenda pessoal em cuidar da minha saúde.

Ter ultrapassado a barreira dos 50, trouxe consequências no desgaste do corpo, mas não da mente.

O início de 2018 veio recheado de uma grande vontade, ultrapassar a fase dos problemas de saúde, me dediquei com afinco, por todo 2017, nessa superação, procurando sanar quaisquer resquícios de doença.

Me dei o direito de pensar numa futura viagem com o meu marido, férias mais amplas do que os poucos dias que temos tido.

Queria mostrar a ele o Portugal, que tanto me apaixona. Acho que é um saudável compromisso comigo mesma e com ele, merecemos.

Assim, mentalmente, estou me planejando e organizando a viagem, roteiros, acompanhando o preço das passagens de avião, vendo a possibilidade de alugar um trailer ou motorhome, em substituição aos hotéis, para termos a liberdade de ir para onde quisermos e para os melhores passeios.

Tudo dentro de um custo benefício de conforto mínimo para ter uma viagem gostosa, para explorar as mais diversas belezas lusitanas.

Tem sido ótimo, pensar nisso, enquanto ainda não consegui afastar de mim o pesadelo de doenças, que ainda me rondam, neste 2018.

Eu ainda não compreendo todo o processo pelo qual tenho passado, mas sonhar sempre acalenta a alma, no meu caso, o sonho de uma viagem a dois mais ainda.

Fênix (AF)

Esqueço de mim ao voltar

Quero ignorar cada minuto de sofrimento

Apenas reconsidero os bons momentos

Eles alimentam minha esperança

Caio neles com todo o meu ser

Imaginar… constante…

Repenso e recomeço nas reflexões

Vejo os contornos e nuances dessa trilha

A cada inspiração um agradecimento

Ter do que lembrar e reviver

Meu pensamento voa junto com a aeronave

Ainda não sei o que será …

Mas reciclo para ser!

Poema de Adrianafetter

Dia das mulheres – Romilda e Sandrinha

Estava pensando um texto bem legal para fazer sobre nós mulheres e o nosso dia, isso foi interrompido pelo anúncio de dois feminicídios aqui em Brasília, dentre tantos ocorridos no Brasil.

Primeiro foi a Sandrinha, uma capoeirista, que nos anos 90 desenvolveu seu projeto de ensinar capoeira para crianças em praças públicas no Guará, cidade satélite do Distrito Federal. A vida depois fez dela uma moradora de rua, cujo companheiro colocou um final, sufocando-a e colocando fogo em seu corpo num contêiner.

Romilda era uma mulher que viveu todos os seus sonhos e realizou conquistas em sua vida, ser profissional realizada, mãe e dona do próprio negócio. Ontem, 6/3/2018, seu marido colocou um ponto final no processo de separação.

Ambas foram mortas por seus companheiros, o da Sandrinha saiu caminhando pela rua, como se nada tivesse acontecido, depois de colocar fogo no contêiner com o corpo da companheira. A Romilda foi morta a tiros pelo companheiro que depois se suicidou deixando dois filhos um de 3 e outra de 4 anos.

Duas histórias muito diferentes com um mesmo final trágico, ambas mulheres mortas por pessoas com quem compartilhavam a vida.

Dos 4.473 homicídios dolosos de mulheres, ocorridos em 2017, no Brasil,  946 são feminicídios. Estatísticas são números frios, quando se dá nome é que se percebe a tristeza dessas histórias.

Muitas pessoas questionam porque existe um dia só das mulheres, acredito que é porque existem problemas de discriminação, sexismo, feminicídio, infanticídio de meninas. Os problemas não são causados pelas mulheres, a maioria discriminada.

Minhas condolências às famílias dessas duas mulheres.

Feliz 8 de março – dia da mulheres!

Sonhar

Estou revendo um filme, gosto de filmes antigos, gosto de revê-los sob novos ângulos e aspectos não percebidos.

Eles me fazem viajar e constatar que ainda não perdi a minha capacidade de sonhar.

E isso é tão importante pra mim!

Essa semana, indo novamente ao médico, vocês sabem que eu tenho que fazer 1001 revisões e acompanhamentos, meu cardiologista me disse: menina a sua cara está tão boa, independente de tudo que você vem sofrendo, continue assim é isso que te faz superar os todos os seus problemas!

O filme em questão trata da vida que segue, sem sabermos do amanhã, mas colocando os nossos planos em frente.

O poder de superação e a luz que me guia, sempre, me dizem que ainda não perdi a minha capacidade de sonhar e continuar colorindo a tela em branco que é a nossa vida.

Atalhos

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Minhas caminhadas para a fisioterapia e para o pilates tem como objetivo principal chegar lá, mas também tentar restabelecer um pouco da forma física perdida.

Os primeiros dias foram bem doloridos, as pernas incharam, doeram muito, então fui procurando evitar as subidas.

Achei alguns atalhos, entro num shopping próximo e subo a escada rolante, evito a subida e o sol escaldante. Carrego comigo uma sombrinha, ela reflete os raios solares, e estou sempre de tênis.

Agora também descobri uma rua com mais sombra, passei a dobrar nela, assim vou evitando os meus incômodos. Ainda não peguei chuva, aí terei que reavaliar os meus atalhos.

Isso me levou a refletir sobre os atalhos que tomamos na vida, para driblar as nossas dificuldades, acredito que, mesmo sem percebermos, utilizamos vários.

A mudança de trajeto para não encontrar um desafeto, ou alguém que não queremos. Olhar o celular e não atender naquela hora a ligação para a qual não estamos preparados.

Aí vem a pergunta, adiantou desviar?!

Encurtar os meus caminhos físicos tem ajudado a diminuir a dor dos meus desgastes de juntas.

Pegar atalhos na vida encurta as dores emocionais?! Estou aqui avaliando essas minhas reflexões, ainda não tenho respostas…

Dica – vamos dançar?!

Dançar é uma satisfação, fazer aula de dança é uma alegria. Quem não gosta de malhar, como se deveria fazer hoje para manter um corpo saudável, faça uma experiência com a dança, tenho certeza que algo vai mudar.

Posso dizer que precisei da dança, foi uma questão de saúde mental, ela me ajudou a passar um ano muito difícil, que foi o da perda do meu irmão. Iniciava uma depressão e fui resgatada.

A dança me conquistou, fiz varias aulas de dança de salão, bolero, tango, salsa, samba,forró, soltinho, zouk (nunca tinha ouvido falar), não sou nenhuma exímia, mas renovou a minha alma.

Tenho que fazer um agradecimento especial ao meu amigo Marquinho, meu primeiro professor, que hoje dá aulas maravilhosas em Belo Horizonte.

Não existe solidão na dança, existe parceria, companheirismo, alegria. Os professores promovem bailinhos, para que você treine e se divirta, indicam bons lugares para se ir, acompanham os alunos, tiram para dançar, independente da sua maestria.

Que tal fazer uma experiência e depois vir aqui me contar como foi?!

Dança é vida! Tenho certeza que você vai sentir uma renovação no seu corpo e na sua alma, a auto-estima agradece.

Nada (AF)

Ouço a surdez da vida

Vejo a cegueira da estupidez

Cheiro as nuances exaladas da ausência

Percebo os instinos soltos no vagar

Tateio o espectro do nada

Saboreio o porvir do insensível

Do nada vim

Ao nada voltarei

Sou passagem

Aconteço hoje

Amanhã não sei se serei ou estarei

Você não me cabe

Eu princípio e fim

Não me encaixo

Me precipito…

(poema de Adrianafetter)

Em 2018 eu vou…

Se eu pudesse dar um conselho sobre o novo ano pra vocês, eu diria não adiem o seus sonhos, projetos e planos.

Verifiquem o que é realmente importante e relevante para a sua vida e façam disso o maior sonho a conquistar, invistam nesse projeto.

Eu não estou falando só de coisas materiais, também estou falando de vontades, desejos, sejam eles ter um filho, ser voluntário, ter um negócio próprio, um carro, ou fazer a viagem dos sonhos, ou conhecer um parente interessante, ou fazer uma grande amizade, de um grande ou simples desejo.

Se prepare, se organize e vá viver a vida, invista em você em 2018, seja feliz!

Porque o mundo e a vida se vive no presente, não na saudade do passado, nem na angústia do futuro.

Feliz Ano Novo! Um 2018 pleno de realizações ❣️

A dor e a delícia de ser mulher

Se tem uma coisa que eu sempre gostei de ser foi ser mulher.

Só invejo os homens em um único momento,  o de usar o banheiro público.

Como mulher temos uma sensibilidade ímpar e quando somos mãe criamos um vínculo inigualável com os nossos filhos.

Mulheres, podemos ser as melhores amigas ou as mais vingativas criaturas. Acolher ou repudiar, faz parte da alma feminina essa contradição.

É óbvio que nem tudo são flores, as mudanças hormonais durante a vida, o estresse da dupla jornada,  como somos sobrecarregadas.

Sofremos preconceito na carreira escolhida e, quando optamos por ser só donas de casa e mães, também sofremos preconceito,  como se não tivéssemos nenhum afazer, esperam que estejamos sempre lindas, perfumadas e perfeitamente arrumadas.

Também somos vítimas da violência do homem, muitas vezes o próprio companheiro, um histórico triste.

Mas como conduzimos nossas vidas e nossa jornada com destreza, sabendo conciliar inúmeras tarefas e atribuições, assim meio polvo, usando os braços e a mente com velocidade incrível, multifuncional.

Não há aqui qualquer discriminação com os homens neste texto,  nossos companheiros de jornada,  apenas a minha constatação de gostar de ser mulher.

Me encanto com o feminino e suas contradições.

O sapato do outro

Caminhando em seus sapatos, essa é a exposição no museu da empatia, uma experiência única para que as pessoas se coloquem no lugar do outro.

Eu vi um programa no GNT, aliás dois programas, que falavam disso, dessa exposição. O assunto é empatia, se colocar no lugar do outro, calçar o sapato deles e sentir sua bagagem de vida.

Essa prática foi feita por um museu que pegou literalmente o sapato das pessoas e a suas respectivas histórias narradas por elas.

Foram mostradas uma história de uma mulher muçulmana, outra de um boxeador, a história de uma mulher com uma diferença na perna, dentre varias histórias bem tristes de pessoas e suas dificuldades na vida.

Você calçava o sapato e também ouvia a história daquela pessoa, várias pessoas saíram chorando depois da narrativa, porque havia todo um contexto de entrar no contexto narrado.

Provocar a empatia, você se colocar no lugar do outro, ao calçar aqueles sapatos. Numa época em que nós vivenciamos tantas agressões verbais, preconceitos, racismo quem sabe calçar o sapato, nem que seja mentalmente, ao ouvir a história dos nossos semelhantes, já que essa experiência do museu não vai chegar para todos, não seria uma boa experiência?!

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“Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter… Calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida.” Clarice Lispector

Elegância e/ou beleza?!

Eu publiquei um texto, da Revista Pazes, na minha página Pós50, sobre elegância, que elegância não se veste, se tem. O que eu concordo plenamente e quis dar continuidade a este texto aqui no blogue e fui escolher uma foto sobre elegância na Internet,  nas páginas de fotos gratuitas.

O que me chamou atenção foi que todas as fotos que traduziam elegância para mim, foram feitas sobre a natureza,  eram incrivelmente elegantes, de cisnes, de borboletas,  de flores, de um pavão. A natureza por si só é de uma elegância ímpar,  mas já as fotos que os humanos produziram, muitas vezes eram bonitas, entretanto misturavam o conceito de elegância com o de beleza.

Muitas sobre o nu ou semi nu, belas, mas ao meu ver não expressavam elegância.

Lembro de uma foto de um nu de extrema elegância, da atriz Demi Moore,  grávida,  que causou muito impacto na sua época, um alvoroço, ali havia elegância,  mostrava uma mulher no auge da sua gravidez, exuberante,  bela e elegante, sem ser vulgar.

Porque sim, a beleza pode também ser vulgar, inclusive constranger, estão aí as revistas de nudismo para comprovar o que eu digo, mas também podem ser belas, como os quadros renascentistas.

Confesso que tive dúvidas ao escolher a foto deste post, havia beleza, poucas eram também elegantes.

Costanza Pascolato e Gloria Kalil para mim são dois exemplos de elegância, porque antes de tudo são extremamente educadas.

Aí pensei o que era elegância para mim.

Para mim a elegância vem de dentro, da nobreza de caráter, dos gestos de cortesia, das palavras de amabilidade, da polidez com o outro, dos olhares de compreensão e solidariedade.

Nada mais elegante do que a gentileza que gera a gentileza!

Tentar e tentar…

Eu sei que nos últimos tempos os meus textos tem sido um pouco nostálgicos, mas eu queria dizer pra vocês que faz parte da vida e dos dias atribulados, em que as vezes nós não percebemos como sair deles.

Tento sempre pensar em como fazer da melhor forma. Eu sempre peso muito bem os meus atos, para que caso tenham consequências e atinjam as pessoas ao meu redor, o façam de uma maneira que elas me entendam, que não foi proposital mas sim por que era necessário ou eu não tinha outra saída.

Isso faz parte de um aprendizado de vida constante, de uma pessoa que a cada dia tenta melhorar um pouco mais, tenta ser cada dia mais humana, mais compreensiva, respeitando o ir e vir das outras pessoas que estão ao meu lado, seja por convivência ou seja por passagem.

Nem sempre conseguimos não magoar, não atingir, mas podemos sempre tentar fazer do nosso dia um dia melhor, um dia de somas e não de subtrações.

É essa a mensagem que eu queria deixar hoje pra vocês. Devemos ser como água que sempre procurar o melhor caminho entre as pedras.

Cada dia pode ser vivido de uma maneira melhor, pense nisso!

Bofetada

Essa semana eu estava no hospital acompanhando minha mãe, que tem uma médica maravilhosa doutora Vera Magally, e em determinado momento ela me falou do caso da Cláudia, por conhecer a minha amizade e também por ser professora da mesma universidade. Me disse: Adriana tu não superastes isso, alguém está te ajudando como médico?! Aí eu respondi que tinha um cardiologista, um endocrinologista, um neurologista, um ginecologista, um otorrino, médicos como ela não, que trata da minha mãe como um todo, eu só tenho médicos que tratam partes da Adriana e não Adriana como um todo.

Quando meu irmão morreu, eu falei pra ela, foi muito triste era meu único irmão, gravemente doente, eu entendi o momento terrível na vida dele, triste me conformei. O desaparecimento da Claudia, da minha irmã, aquela que universo me enviou, foi uma bofetada na minha cara. Essa bofetada dói e arde até hoje. Eu não consigo me recuperar, por mais que eu tente.

Toda vez que eu vou a Pelotas eu volto para despedidas, no caso da minha mãe, agora com 92 anos, e que já superou tantos acometimentos naturais da idade e com a ajuda da Dra. Vera, são sempre pequenas despedidas.

Eu sei que em breve eu terei que me despedir de verdade, entenderei pela idade, e, por tudo que ela já viveu, eu serei grata.

Ainda não consegui ter esta grandeza de sentimento no caso da Cláudia. Quem fez isso com ela, no auge da vida dela pessoal e profissional, não atingiu só a ela, atingiu a dona Zilá, a tia Maria e a todos que a amaram e a amam e não a esquecem.

Ritmo circadiano, o nosso relógio biológico – Prêmio Nobel de medicina

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Os ritmos circadianos, basicamente falando, é o que o seu corpo faz no período de 24 horas, e esses processos biológicos são influenciados pelas variação de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite.

Porque estou falando do seu relógio biológico?! Porque o estudo disso rendeu a três médicos americanos o prêmio Nobel de Medicina. As descobertas dos 3 explicam como as plantas, os animais e os seres humanos adaptam seu ritmo biológico para que o mesmo se sincronizem com a rotação da Terra.

Não adianta usar relógio, o seu ciclo biológico se adapta mesmo à natureza.

Aí você me pergunta mais uma vez, mas qual é a importância disso?! Minha resposta, o seu ritmo circadiano pode explicar muito de você e da complexa fisiologia dos seres vivos. O descompasso do seu relógio biológico pode se manifestar pela insônia, irritabilidade e dificuldade de concentração, o que aumenta o risco para várias doenças, entre elas o câncer,  a depressão, as doenças inflamatórias e metabólicas.

Além do mais a o desequilíbrio do seu relógio biológico, produz insônia, irritabilidade e dificuldade de concentração e está relacionado com problemas na alimentação, com a dificuldade do nosso metabolismo em lidar com o consumo energético e o armazenamento de gordura.

O nosso sagrado sono e a queima de nossas calorias estão diretamente ligados ao bom funcionamento do nosso ritmo circadiano.

Separação, precisamos conversar sobre isso

Eta fase difícil essa da separação, não tem como sair inteira, mas a gente tem que aprender a se reconstruir, é mais do que necessário, e passa, como tudo, passa.

Mesmo quando a separação é uma decisão nossa, não tem como não se magoar.

A separação dói muito, porque você vê indo embora todo um futuro de vida que foi planejado por anos. Porque temos que largar no meio do caminho um amor que não é mais nosso.

É hora de repensar quem você será daqui pra frente e o que vai fazer com toda uma vida que não existe mais, que foi tão planejada, mas acabou.

Não se preocupe, você vai dar conta, dói, mas superamos ,eu tenho certeza, eu dei você vai dar o seu melhor jeito.

Desculpem aos homens que me lêm, mas aqui eu tenho que falar com mulher, então eu vou falar com os artigos femininos. É a minha experiência de vida.

Aqui só vou falar sobre você, porque filhos é um outro capítulo, muito importante, então vai só um aviso, a separação é só do casal, filho continuará sendo filho, não precisa ser magoado mais do que ver os pais em crise.

Depois de tudo superado você vai sair poderosa dessa experiência, porque ela nos da força, ela nos quebra, mas depois ela não nos reconstrói e ficamos mais forte diante da vida.

E um dia, sem mais nem menos, nós voltamos a amar.

Eu carcereira de mim mesma

Em agosto, setembro e outubro de 2017 eu estava me recuperando de uma cirurgia do ombro. Estava em casa, com o braço imobilizado, poderia não ter horários, fazer o que bem quisesse, mas a realidade é que eu não conseguia!

Na minha cabeça sempre existiram regras pré determinadas, hora de tomar café, horário de tomar banho, fazer fisioterapia, sentar para escrever, publicar os textos e, assim, tem sido a minha vida. Eu sou a carcereira de mim mesma, prisioneira das minhas próprias regras.

É tão cansativo lutar dentro de si mesma entre cumprir aquilo que se pré estabeleceu e tentar ser um pouco mais livre, menos rígida. Chega a ser frustrante!

Essa luta interior perdura há anos. Eu queria agora ser um pouco mais relax, não tenho obtido muito sucesso nisso.

Tenho um lado prisioneira e outro carcereira, muito rigorosa, acho que muito mais comigo do que com quem convive com a minha pessoa (teria que perguntar à elas) .

Seria herança do lado da minha família alemã?! Pode ser que sim. Acompanhei a vida da minha avó anos a fio, levantar as 5h, inverno ou verão, para acender a lenha no fogão. Servia o almoço pontualmente às 12h e o jantar as 19h. Também não gosto de atrasos aos compromissos assumidos.

Nessa altura da vida, gostaria de me permitir algumas liberdades nas regras. Transgredir meus horários, fazer um brunch, unindo café e almoço.

Deixar de escrever e publicar não, isso me faz muito bem, é um sopro de renovação, para fazer tenho que ler e isso liga a minha cabeça de um jeito legal.

Gostaria de conseguir soltar minhas amarras, ser menos rígida, em algumas horas até consigo, viajo vendo filmes ou séries de que gosto.

E vocês, quais amarras a vida impôs?!

Link

Cascais portugal

 

CONSOLO NA PRAIA – Carlos Drummond de Andrade

Vamos, não chores…

A infância está perdida.

A mocidade está perdida.

Mas a vida não se perdeu.

O primeiro amor passou.

O segundo amor passou.

O terceiro amor passou.

Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.

Não tentaste qualquer viagem.

Não possuis casa, navio, terra.

Mas tens um cão.

Algumas palavras duras,

em voz mansa, te golpearam.

Nunca, nunca cicatrizam.

Mas, e o ‘humour’?

A injustiça não se resolve.

À sombra do mundo errado

murmuraste um protesto tímido.

Mas virão outros.

Tudo somado, devias

precipitar-te, de vez, nas águas.

Estás nu na areia, no vento…

Dorme, meu filho.

 

 

A dita independência financeira

Parece que, enquanto somos crianças e frequentamos a escola, não fica claro como nos preparam para a correria que será a nossa vida.

Assim, quando você acabar o segundo grau vai ter que sair correndo, ou fazer um curso superior, ou ir para um curso técnico, ou enfim trabalhar.

Nunca mais vai realmente vai descansar até que consiga dinheiro para comprar o que você sonhou.

Se conseguir esse dinheiro, ele nunca será suficiente, porque sempre queremos mais alguma coisa, na educação de consumo.

Sempre corremos atrás de ter uma independência financeira, de poder comprar as coisas que a vida inteira desejamos, porém não tínhamos dinheiro para ter.

E, finalmente, quando tivermos, como será a primeira sensação depois da compra, provavelmente uma gostosa. É a satisfação de uma grande conquista.

É um pequeno prazer, vibramos interiormente, por ter em mãos algo tão desejado que antes nunca não havia a possibilidade comprar.

Quando nos damos conta, a vida passou.

O que que realmente aproveitamos de toda essa corrida atrás de bens e dinheiro que fizemos?! O que temos pra contar da nossa vida?! O que usufruímos efetivamente dela?! E os nossos filhos, o que tem a nos dizer sobre o tempo que passaram conosco?!

Acho que essas são as perguntas que realmente importam, o que fizemos da nossa vida?!

Se a resposta for boa, parabéns você conseguiu se equilibrar entre ter, ser e viver!

A magia dos nossos jardins

Lembro da casa em que nasci e de toda a magia que ela sempre incutiu em mim com seus cheiros e cores.

A casa em si era cinza, de cimento penteado, com janelas verdes escuras, tinha um lindo jardim e um pátio de sonhos, cheio de magias, aquelas que as mentes das crianças, ainda intocadas pelo mundo, tem.

Na frente havia uma escada de mármore branco, margeado por outro azul, lindo. Para mim os degraus eram bancos, reconfortantes depois de correr em volta da casa.

O muro tinha desenhos e recortes, era a montanha russa dos meus pés, caminhar sobre ele era uma aventura, cheia de desafios, quanto mais rápido melhor.

O jardim tinha flores de diferentes cores e aromas, na frente, bem no centro, as amarelas fortes, quase um laranja, cabos bem fininhos e altos que desafiavam a gravidade, depois as papoulas vermelhas, de pétalas tão finas e sedosas, me lembravam asas de borboletas.

A grama era entrecortada por pedras de granito. Os quadrados irregulares, faziam os caminhos a serem percorridos.

De um lado sempre bateu mais sol, porque a casa ficava mais para a direita do terreno, não foi centralizada propositadamente, para se fazer a estradinha de granito cortado até o final, onde ficava a garagem.

No muro alto que ladeava havia um roseiral, rosas grandes, rosa claro, saiam de troncos retorcidos, ali tinham uma convivência harmoniosa com as orquídeas, em sua maioria chuva de ouro e  com a hera que recobria o cimento, deixando o cinza verde.

Do outro lado, na parede mais solar, havia um canteiro cavado no solo, cujas laterais possuíam pequenas corredeiras de cimento, que escoavam as chuvas no terreno inclinado, o meu pequeno rio, onde foram depositados muitos barquinhos de papel.

Flores diversas, de muitas cores, tamanhos e variedades faziam a minha festa, margaridas, bocas -de-leão, onze horas. Lembro de uma, especialmente, cuja a seiva depositada nas pétalas era de uma doçura ímpar, intercalava o sabor com as azedinhas. Muito mais tarde alguém me falou que era tóxica, não me fez mal algum…

Ao fundo espadas de São Jorge e de Santa Bárbara ornavam as multicoloridas flores.

Do outro lado,  que deveria ser o sombrio, moravam as hortênsias, azuis, rosas e brancas, sentia ao passar o perfume que vinha do solo, cheiro de umidade e terra preta, profundo, ainda consigo lembrar de cada um dos aromas desse jardim, ficaram impregnados na minha memória.

No pátio, ao fundo, eu tinha a minha floresta particular, formada por abacateiros, limoeiros, árvores de uva japonesa, pitangueira, bergamoteiras, nêspera doces, árvore onde eu subia para ver a floresta de cima, todas frutíferas e podia ver a parreira de uvas, onde fazia o piquenique imaginário.

Havia uma escada de cimento nos fundos, alta, mais inclinada que a da frente, e outra igual entre as hortênsias.  Subir e descer era uma aventura. Mais ainda a das hortênsias cuja porta estava sempre fechada por segurança, mas para mim isso tinha todo um mistério.

Embaixo de cada escada havia uma porta que levavam às cavernas, isso no meu imaginário infantil. A da frente só era aberta vez em quando, para guardar as ferramentas do jardim, soube muito tempo mais tarde. A de trás levava ao tanque e a sala de lenha, tanto para a lareira no inverno, quanto para o fogão de ferro da cozinha.

Na  lateral a porta levava para um salão onde minha tia dava aulas de francês,  o porão, onde eu moraria após a morte do meu pai.

Vivi muitas aventuras em meu jardim, criei muitas outras imaginárias, a cada estação ele mudava, sempre havia flor brotando, frutas amadurecendo, cheiros novos no ar. Talvez ele nem fosse tão grande como eu imaginava, mas era grandioso, efervescente, vibrante e possibilitou que o meu imaginário infantil viajasse por mundos desconhecidos, me deu asas, sonhos, viagens mil.

Até hoje consigo me refugiar nele, quando preciso de calma e concentração é para lá que viajo. Essas lembranças sempre me conectam contigo, também tinhas um jardim cheio de flores, um pátio cheio de aventuras, que rica vida foi ali vivida. Quantos sonhos não podes mais viver…

Texto dedicado a Cláudia Pinho Hartleben, amiga desaparecida.

Setembro Amarelo

Vou abrir mão das dicas de sábado para falar de um assunto muitíssimo mais importante, a prevenção ao suicídio.

Entramos no mês de setembro e junto começou a campanha Setembro Amarelo, 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Já falei aqui de solidão, de depressão, agora vou falar sobre suicídio, que cresce ano após ano. Dados oficiais falam da morte de 32 pessoas por dia no Brasil por suicídio. Alarmante e triste!

Antes assunto tabu virou um assunto de saúde pública, precisava ser abordado abertamente para possibilitar às pessoas um grito por ajuda.

O suicídio mata mais que todos os conflitos somados no mundo, quase um milhão de pessoas. Para cada um que morreu existem no mínimo mais 10 pessoas que pensam em fazer o mesmo.

Falar ainda é a forma de possibilidade de ajuda, segundo a Organização Mundial de Saúde 9 dos 10 suicídio que aconteceram poderiam ser evitados.

Vamos ajudar quem está ao nosso redor, o mundo está precisando cada dia mais de solidariedade, gentileza e mãos estendidas. Você que está sofrendo saiba que pode contar com seus amigos sempre, procure ajuda no desespero.

Deixo aqui o link da campanha para maiores informações sobre o Setembro Amarelo.

Perennials

Somos nós, as mulheres de 40 a 60! Vocês sabiam disso?! Aquelas que não seguem a cartilha da meia-idade. Eu estou aprendendo e me achei nessa definição.

Comecei a ler alguns artigos sobre o tema, super interessante, porque nos define a partir de um estilo de vida, no mercado de trabalho, como consumidoras e nessa faixa etária.

Não há uma identidade com uma determinada idade, também não se esconde a própria. Não é a idade que define essas mulheres, elas usam jeans, camiseta, transitam por várias faixas etárias com facilidade.

Para deixar mais claro, perennials vem do inglês perenne, traduzido como constante, permanente. Não somos senhoras de meia-idade, somos mulheres que estamos passando pela meia-idade, com melhor saúde que as gerações anteriores. Estamos vivendo nossa plenitude! Cheias de vida e projetos pessoais.

O que mais me chamou a atenção foi um sentimento, porque concordo em número, gênero e grau, não nos sentimos representadas pelo mercado de consumo. Eu me sinto exatamente assim!

E o mercado, o que está esperando para nos enxergar ?!

Princesa Diana

Ainda lembro nitidamente a madrugada em que ela se casou. Eu fique acordada só pra assistir o casamento na Inglaterra. A transmissão foi de madrugada, eu vi numa televisão preta e branca, estava na praia, não lembro porque estava lá, no laranjal, e o casamento foi lindo.

O vestido dela acabou ditando moda, todas as noivas daquela década praticamente se casaram com mangas bufantes.

Sempre fui uma fã da pessoa, da postura, mas ela tinha um olhar muito triste. Mesmo no casamento eu achei que olhar dela estava triste, anos depois eu soube que ela tinha visto dentro da igreja a amante do marido.

Não deve ter sido nada fácil ser da realeza, ter tantos compromissos, ter todas aquelas regras a serem seguidas, viver dentro de Palácio cheio de etiqueta e ser perseguida por paparazzi a vida inteira.

Acho que ela foi muito mais feliz depois que se separou e nobremente deu um rumo a sua vida nas campanhas e luta contra a Aids e contra as minas terrestres, aí sim eu acredito que sua vida teve sentido.

Todas nós vivemos um pouco a vida da lady Dy, suas alegrias, a sua maternidade, as suas desilusões. Todas nós sempre tivemos um pouco do sonho da princesa, mas vimos o sonho dela virar pó e sofremos também com isso. Então assistimos a fênix renascer das cinzas e isso renovou nossas esperanças a felicidade.

Senti muito a sua morte achei injusta, no momento em que ela parecia estar feliz, lutando pelos seus objetivos.

Ela foi um símbolo pra todas nós, que espelhávamos nela e na sua juventude os nossos sonhos.

Furacão interior – a infância na vida adulta – parte 2

Escrever sobre as implicações da infância na nossa vida adulta é muito pano pra manga, escrevi o suficiente pra três posts aí eu enxuguei bastante, ficaram dois, pra não ser cansativo. O primeiro publiquei ontem, hoje é continuidade.

É óbvio que sempre que eu escrevo estou falando sobre a minha vida, sobre as minhas incursões, minhas reflexões, eu não sei o quanto da minha perspectiva é válido para vocês, portanto façam suas reflexões, e me deem o devido desconto.

Seguidamente eu volto ao meu passado, e percorro todas as mudanças de trajetória da minha vida, os caminhos percorridos na infância em Pelotas até os dias atuais em Brasília.

Percebo que muitas das minhas reações frente a vida, com outras pessoas ou episódios, tem muito a ver com as mesmas de criança, são reflexos. Meus colegas de escola me consideravam muito séria, brava, hoje vejo que era apenas uma defesa.

Eu realmente era introspectiva, mas tinha meus motivos…

Tenho viajado pelos meus momentos críticos de vida, na infância, a perda do meu pai, depois a epilepsia. Sempre considerei meus percalços um obstáculo a superar para me fortalecer. Isso produziu uma pessoa sensível ao mesmo tempo uma fortaleza frente a vida. Parece um contrassenso, mas foi uma união perfeita, para o meu ser e para a minha sobrevivência.

À minha criança soube lutar da sua maneira, para me fazer chegar até aqui de forma completa. Não critique a sua criança interior, reflita e corrija o que for necessário na sua vida adulta.

Temos que  aprender a conviver com nossos turbilhões e buscar a força, que muitas vezes nos falta, nas meninas e meninos que fomos.

Furacão interior – a infância na vida adulta

Assisti Walt nos bastidores de Mary Poppins. O filme trata sobre a dificuldade da autora do livro em vender a Walt Disney os direitos de filmagem. Ela se reporta o tempo todo a sua infância. Me fez pensar sobre a minha.

É impressionante verificar o quanto da nossa infância persiste na nossa juventude, na nossa vida adulta e até na nossa velhice. Ela surge como um furacão interior que toma conta da situação inesperadamente.

Há sempre uma criança dentro de nós que brinca com os sentimentos, que nos leva de um lado a outro, às vezes meio perdida, sem saber muito bem pra onde vai ou vai nos levar.

Quando ela vem seguimos para os lugares mais remotos de nossa consciência. Durante a vida ela nos acompanha mesmo que a gente não perceba a companhia dela.

É na infância que a nossa personalidade é formada. Quantas vezes você se pega pensando na sua infância, no seu pai, na sua mãe, os valores que eles nos passaram, quantas vezes você se reporta para essa infância?!

Eu me reporto muitas vezes, tenho certeza que a minha base foi feita lá e me faz ser quem eu sou hoje.

A sua criança é triste ou feliz? A minha tem seus momentos de tristeza, mas a irmã gêmea dela, a alegria, afugenta logo a tristeza para não contaminar o meu dia.

É importante nós preservarmos a nossa criança interior, brincar mesmo durante a vida pra não levar tudo muito a sério, a ferro e a fogo, nosso coração agradece!

Amanhã seguimos neste tema…

Mais da metade já passou

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E a caminhada até aqui foi longa, muitos trajetos percorridos, alguns retos, outros tortuosos, mas cheguei.

Estava pensando a pouco nos sonhos que não se concretizaram, não sou frustrada porque realizei outros tantos, mas fica aquele restinho de tristeza por não ter feito mais. Parece um contrassenso, porque acho que fiz muita coisa mesmo, até pular de paraquedas, um luxo!

As vezes acho que o que bate mesmo é uma certa melancolia da idade, sabemos que já dobramos o cabo da boa esperança, que o tempo não volta e que já se foi a maior parte de nossa vida neste planeta.

Portanto, acho mesmo que devemos valorizar o caminho que já percorremos e o tempo que teremos para fazer o resto de nossa estrada.

Se quer dançar, dance, vai ao cinema quando desejar, coma aquele doce que você tanto gosta, faz pipoca pra ver TV, sei lá, não fica adiando planos, mesmo que seja o mais simples.

Isso vale para os pedidos de desculpas que não fez, aquela declaração que não disse, aquela visita que você vive adiando.

Gente, vá viver a vida!

Charme

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Uma das coisas que me chama a atenção é que o comércio ainda não percebeu o potencial de quem está na meia-idade, mas não quer se vestir como velho. Eu não quero!

Assim como também não quero usar as roupas que as pessoas que fabricam números maiores, que são os que eu uso, acham que eu devo usar.

Gente a vida é um charme e eu me sinto assim, alegre, com vontade de inovar, olha só esse look aí de cima. O cara é grisalho, mas super de bem com a vida, óculos estiloso, camisa também, nada demais, apenas um azul que lhe cai muito bem.

Amo ousar nos meus óculos, tenho um rosa transparente, um preto e marfim e um azul. Se é pra usar óculos vamos inovar, expressar o que somos.

Me pergunto o porquê da ditadura de cores escuras para pessoas de meia idade, claro que um pretinho sempre cai bem. Mas tem que usar marrom, azul marinho, cor de vinho e preto todos os dias?!  Sai pra lá! Quero colorir a minha vida!

Por favor tratem de avivar as suas vidas, façam da meia idade um momento de expressão da vida, da alegria de viver essa fase.

 

 

Menopausa

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Um saco… Sei que faz parte da vida, do amadurecimento, da vida de toda a mulher.

Falei aqui no blog que gostei de amadurecer, mas não de envelhecer, e da menopausa muito menos.

Começou um calor na cabeça, de repente ela incendiava, isso mesmo, pegava fogo, era assim que eu sentia.

Me preparei para não usar hormônios nesta fase da vida, usei muita fruta vermelha, extrato de amora, comida mais natural, fui mudando aos poucos meu estilo de vida, consultei inclusive uma nutricionista ortomolecular, funcional. Acho que muitas mulheres superam essa fase dessa maneira e dá certo para grande parte.

Sinceramente eu entreguei os pontos. Quando as enxaquecas chegaram, além dos fogachos, aquele calor intenso que sobe até a cabeça, vinha essa dor aguda de cabeça e uma irritação constante. Quem merece isso?! Eu respondo, ninguém!

Eu optei pela minha qualidade de vida, resolvi fazer reposição hormonal.

ATENÇÃO, eu fiz tudo com acompanhamento médico, de endocrinologista e de ginecologista, faço todos os exames, todos os anos.

Usar hormônios pode ser muito perigoso, então, se for essa a sua opção, sempre faça com toda a orientação de um médico.

Me sinto extremamente bem, todos os sintomas desagradáveis desapareceram, inicialmente usei adesivos, depois usei um gel, achei bem melhor. Tem um problema, virei uma sanfona também, engordo e emagreço, é uma atenção constante com o peso.

Atualmente, uso uma pomada interna duas vezes por semana, já que os sintomas desagradáveis desapareceram, então vamos manter os órgãos internos saudáveis, evitando o envelhecimento do útero e cirurgia de períneo.

C’est la vie !

Hoje dedico Martha Medeiros para vocês!

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A Morte Devagar

Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições. Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo. Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população. Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.

Martha Medeiros

Paralisia facial, herpes zóster e outras coisinhas…

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Em abril de 2017 a vida me deu um grande susto. Estava tratando uma otite média, já com 8 dias de antibiótico, quando tomando café da manhã, senti o lado esquerdo da boca formigar levemente, a xícara parecia não encaixar direito.

Eu tinha uma noção de que poderia ser uma paralisia facial, minha mãe também havia tido depois dos 50 anos.

Procurei uma emergência de otorrinolaringologia, atenção existe 2 especialidades que tratam paralisia facial, otorrino e neurologia.

Para minha surpresa o médico diagnosticou algo mais grave, infecção dos mastóides, ossos laterais da cabeça, que me fizeram ficar hospitalizada por 10 dias. Em decorrência da infecção eu estava com paralisia facial, foi tenso.

Essa introdução foi para dizer que depois dos 50 anos estamos com a saúde mais fragilizada e suscetíveis a desenvolver doenças próprias da idade, uma delas herpes zóster, que também causa paralisia e possui vacina para proteger nosso organismo.

Lamentavelmente tive as duas doenças, o herpes aos 46 anos, a paralisia neste ano, por experiência própria, resolvi escrever este post como alerta.

Com a idade ficamos mais frágeis, precisamos nos cuidar!

Uma viagem, uma história, muitas vidas

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Museu Nacional de Arte da Catalunha – Barcelona

Conhecer outros lugares novos me refaz. Me formei em Estudos Sociais e depois em História, sou uma apaixonada pelas crônicas da vida. Sim, porque história para mim é um conjunto de crônicas de muitas vidas.

Sagrada Família

Eu tirei a foto do post de um ônibus de turismo, estava em Barcelona e queria conhecer muito mais da história e lugares dessa cidade majestosa, onde ao caminhar se olha para cima, baixo, lados e os detalhes são tantos que provavelmente você perderá 80% deles. Me sentia com saudades e nem tinha ido embora ainda. Queria descer e caminhar por esse lugar grandioso.

Calçada do Parque Guell

Subi nesses ônibus com vontade absorver tudo o que com os pés eu não poderia conquistar e foi pouco. Foram 3 coletivos, o vermelho, o azul e o verde, para sanar a minha sede de conhecimento.

Teto da Catedral Sagrada Família

Apesar da mais de centena de países que existe no mundo e minha vontade de viajar por muitos deles, Portugal e Espanha conquistaram o meu coração, para eles retornarei sempre que a vida assim me permitir.

Casa Amatller

Essa é apenas um pouco das maravilhas desta cidade única.

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Porto

 

fonte Lisboa

Lisboa

Boa semana gente!

Desapegar…

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Eu perdi muitas coisas materiais no decorrer da minha vida, algumas delas muito amadas, mas com o passar dos anos descobri que guardar lembranças vale bem mais do que guardar bens materiais que você não consegue cuidar, no meu caso, em outra cidade distante.

Não estou dizendo para você sair por aí vendendo tudo o que você possui, apenas que nem sempre conseguimos zelar por nossos pertences. Estou falando para você desapegar, desprender, porque as boas recordações são dos momentos vividos, da alegria e felicidade compartilhada com outras pessoas, isso é o importante.

Muitas famílias se acabam por heranças, as vezes sem nem haver morte ainda. Acho isso muito triste, fiz uma opção de vida, prefiro as pessoas, sempre!

Nenhuma coisa, patrimônio, dinheiro, sequer se compara a um abraço de quem você ama, nada se iguala.

Então, se algum dia houver alguma dúvida, se um conflito for se instalar por bens, compare um momento de felicidade vivido com a pessoa com quem haverá a disputa. Não se ache otário se escolher a boa recordação, você só estará sendo o melhor de você mesmo.

A foto acima é das sobras de louças inglesas da minha mãe, guardei as boas lembranças dos momentos em que as usamos.

Contadora de história

De repente me vi aposentada à fórceps, saíram comigo do cargo que eu ocupava há vários anos, normal, a vida tem dessas coisas.

Estava no meio da minha viagem de férias e resolvi que não pensaria nisso até voltar. Não que se consiga fazer isso completamente, mas já ter uma aposentadoria me deu certa tranquilidade, trabalhava para complementar a minha renda.

Há algum tempo já vinha me questionando sobre o que fazer depois, quando saísse do meu emprego, já que se tratava de uma assessoria e apenas um cargo de confiança. Não gostaria de parar de trabalhar. Concomitantemente, me perguntava qual seria a minha real vocação, porque no decorrer da vida nunca me senti fixada em uma só.

Multitarefa, com várias potencialidades, queria fazer alguma coisa que tivesse significado para mim e para os outros, que não entrasse em confronto com os meus valores.

Essa foto é de uma das palestras que assisti #ElaFazHistória, do Facebook, no ano passado, buscando respostas. Agora estou fazendo alguns cursos online… Neles aparece sempre uma pergunta, o que você sempre gostou de fazer?

Num desses cursos ouvi essa expressão, contador de história, me encontrei! Lembrei que no decorrer da minha vida sempre escrevi: em criança, estorinhas, na adolescência e juventude, poesias, já madura nos meus blogs. É isso!

Ainda não sei bem como transformar isso em renda complementar, estou me planejando e estou feliz, por enquanto vou escrevendo para vocês, por aqui…

Artesanato

artesanato

Eu acho artesanato uma coisa incrível, aprecio, compro e uso. Admiro as pessoas que tem esse dom, elas transformam o dia-a-dia em arte. Coloquei nesta foto um pouco daqueles que tenho e estou usando atualmente.

Na minha família, sempre tivemos tricoteiras, bordadeiras, crocheteiras, eu fiz um pouco de cada coisa, mas nunca no nível de excelência de minha mãe, tias e primas, amo olhar cada peça produzida até hoje. Minha cunhada é uma artista de extremo bom gosto, uma artesã talentosa!

Cada peça de artesanato é um trabalho único, produzida com carinho, atenção, amor e dedicação. Ninguém no mundo terá uma peça igual a sua. Uso muitas roupas produzidas assim.

Vejo que nem sempre o artesanato tem tido o valor que merece, muitas vezes querem pagar por esse trabalho, que leva horas, dias de pura dedicação, o preço de um produto produzido em larga escala. Não é assim, o artesão não é uma máquina, ele coloca no seu trabalho um talento ímpar e horas de entrega.

Ao pegar e apreciar uma peça de artesanato reconheça o talento que está por trás dela, não questione o valor, se não quiser não compre, mas respeite o labor de quem a produziu e a habilidade e dedicação que ali está contida.

Aos artesãos desse Brasil todo o meu respeito!

Auto sabotagem

 

Existe melhor definição para auto sabotagem do que essas duas fotos?!

Já acordamos pela manhã colocando defeito em nós mesmos, a cara está amassada, engordei, estou cheia de olheiras, essa roupa não caiu bem… Que tal parar com isso imediatamente?! Pare de se julgar!

O olhar com o qual nos olhamos, a crítica que nos fazemos tem que ser diferente de tudo o que fizemos até aqui. A auto sabotagem acaba com nossas possibilidades em construir o melhor de nós mesmos. Use a sua sensatez para chegar num equilíbrio interior, para olhar com sabedoria para a sua essência. Você é muito melhor do que a sua censura enxerga.

Quando fizer a sua crítica se pergunte, como posso me aperfeiçoar, porque é isso que precisamos, nos tornar melhor por dentro e por fora e não nos boicotar. A culpa e o medo nos sabotam, sai dessa!

Não deixe a sua crítica sem cor apagar a sua luz interior!

 

Bloco de gelo

https://pixabay.com/pt/

foto do pixabay

Gente este ano um bloco de gelo maior que o distrito federal se desprendeu na Antártica, 5,8 mil quilômetros quadrados, muuuuito grande.  Os satélites ficaram monitorando, porque ele pode atrapalhar a navegação.

Por que eu estou falando disso?! Primeiro porque falo de tudo mesmo que me chama a atenção, segundo porque vou fazer uma analogia… Quando os problemas da vida se tornarem insuportáveis que tal se desprender deles?

Monitore sempre os seus sentimentos e os seus problemas para não se afundar com eles, para não atrapalharem a navegação da sua vida.

Eu sei, nem sempre dá, mas podemos fazer um exercício, eu consigo resolver este problema?

Se sim, vamos ver as opções de resolução e correr atrás da solução e tirar isso logo da nossa vida.

Se não, coloque isso na caixinha de não resolvidos e siga em frente. Não adianta ficar martelando o que não se consegue destrinchar, só se vai cavar o poço em que já se chegou ao fundo. Está na hora de começar a escalar o poço e subir.

Como o iceberg se descole daquilo que pode te fazer naufragar. Sim eu sei que é difícil, mas na vida tem-se que navegar…

Bom dia queridos!