Eu

Tá vendo a minha foto?! Ela tem uma missão aqui neste texto, mostrar que, apesar das circunstâncias, uma condição acessória em sua vida, existem motivos para sorrir.

Li Pollyanna e seu jogo do contente, na infância, aprendi que em qualquer situação, vou conseguir encontrar um motivo para ser feliz, virou um propósito de vida.

Estou sem qualquer maquiagem na foto, filtro automático sim. Não posso usar nada que tenha tinta, então tive que me amar literalmente nua e crua, todos os dias de olheiras, cabelo branco, e sabe o que?! Eu realmente me amo!

Separo boa parte do dia cuidando de mim. O meu corpo, esse parceiro de vida, exige de mim muita atenção. Ele tem epilepsia, síndrome metabólica, síndrome de sjögren (dizem doença autoimune rara), tem inúmeras alergias, dores reumáticas, enfim é um sacana!

E eu?! Sigo bela, feliz e faceira, porque nada me impede de ser eu mesma, ter autoestima, viver cada dia, todos os dias. Meu corpo é minha circunstância, vivo nele, sou muito mais do que ele.

Decidi ser feliz, foi uma decisão de vida! Sou grata por toda situação, em que tive de me superar, amadurecer, para chegar até aqui.

Meu corpo não me define! Eu sou Adriana Fetter, minhas decisões de vida e compreensão dela me definem, vou me reinventar em cada fase necessária, em cada momento de evolução.

Quem somos nós (AF)

Quem somos nós?

Somos pai e mãe

Somos corpos esgotados

Inspirados por uma sensibilidade comum

De que o porvir não importa

O hoje sou eu, és tu, somos nós

O amanhã talvez…

Em um quarto de nós

Desarrumadamente febril

As mentes se confundindo

Os corpos se entendendo

Na longitude, latitude,

Na transversalidade

Que é o que nos cabe

Temos lugar

Em nós mentais

Que vamos desatar

Por nós!

Poesia de Adrianafetter

Uma poesia minha…

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Vazio no olhar

Que penetra o nada

Sem nada a fazer

No deserto do foco

Que nada mira

Só mira o nada

Do foco intestinal da emoção

Perdida em pensamento

Vagando na imensidão

Do só, do eu, do tu

E quando somos nós

Ninguém somos

Porque perdemos o nosso eu

E quando somos eu

Ninguém somos

Porque queremos o nós compartilhar

E seguimos, sempre, só, nós … (AF)

Turbilhão (AF)

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Não quero essa saudade invasiva

Inexplicável, resoluta, inquietante,

Buscando em mim outro ser que não domino.

Quero de volta minha racionalidade

Inteira, absoluta

Acalmando meu corpo que deixaste latente

Espero absorver o impacto de tua passagem

Instigante, diferente

De tudo que sou, de tudo que fui

Pra retornar o eu de amanhã

Já não há volta

Há contornos, flashes

Arrepios no corpo

Frios na alma

Quem sou eu agora?

E você?

O que faz você?

Repete minha mente

Sou um pouco de você

Sou muito de mim

Sou um meio nós de amanhã.

Amanhã um novo começo.

poesia Adrianafetter (AF – 2007)