Camélia branca

Minha madrinha, Dinda, foi uma das pessoas que mais me amou, sempre senti assim. Era irmã do meu pai.

A última vez que nos vimos ela estava ao lado de uma camélia branca (amo camélia, de qualquer cor), me chamou de queridinha, como sempre, me disse que me amava muito. Depois, segurando o meu rosto em suas mãos, me deu um carinhoso beijo de despedida.

Foi a última vez que nos vimos, ela faleceu dormindo em sua cama, um mês depois.

Era uma mulher elegante, sempre impecavelmente arrumada. Tenho dela lembranças de afeto e de carinho.

Usava várias pulseiras e anéis, a maior parte herdadas de minha avó. Criança pequena eu era fascinada por tudo.

Sentada em seu colo, ela ia tirando uma a uma das pulseiras, para que eu olhasse e brincasse com elas. A de trança, de filigrana, argola…

Morava em outra cidade, mas vinha uma vez por mês. Almoçava lá em casa, as quartas-feiras, quando estava em Pelotas, para mim uma festa.

Lembro de uma vez, ela me deu a bolsa para remexer, feliz vi um caderninho de capa vermelha e uma caneta, desenhei uma casinha para ela, na sua carteira de identidade, do lado em branco.

Até os meus 6 anos de idade ela tricotou todos os meus vestidos de aniversário. Lindos!

Morou na Itália. Recebia dela cartas em papel de seda, caligrafia desenhada, com caneta tinteiro. Tudo muito elegante, como ela.

Descrevia os lugares, com tanta perfeição e riqueza de detalhes, que me proporcionou estar com ela neles. As fontes esculpidas em mármore, o fantástico sabor do chocolate quente, as praças e cafés.

Sempre me mostrou em cada gesto, ou atitude, o seu amor por mim. As pessoas que nos amam, definitivamente, deixam em nós a marca do amor verdadeiro. Elas nos ensinam a amar.

A extensão do seu corpo

O Brasil perdeu hoje um titan da música, Nelson Freire se foi.

Em uma entrevista, o maestro Isaac karabtchevsky falou que o piano, para Nelson, era a extensão do seu corpo.

Uma das suas maiores dificuldades, nos últimos tempos, foi ter que se afastar do piano, sofreu uma queda e uma torção da mão, o que limitou a sua música, severamente.

Não foi um limite apenas físico,  o deixou  emocionalmente abalado.

Me trouxe à memória a situação de minha avó, quando foi proibida de cozinhar. Para ela também o fogão à lenha era a extensão do seu corpo. Cozinhar era viver, era vida, amor.

Não deixou apenas de cozinhar, foi se afastando da vida, daquilo que lhe fazia vibrar, do que a inspirava.

Eu acompanhei esse processo com tristeza, minha avó foi a mulher que mais influenciou a minha vida.

Forte, decidida, usava o cozinhar como forma de transmitir o seu amor aos outros, e o colocava em cada comida que fazia, e foram muitas, incontáveis

Decorava seus bolos com suas rendas de confeiteira. Recheou os nossos sentimentos vida afora com doçura, amor e dedicação.

Não usava afagos, usava colheres de pau, gamelas, panelas e o seu fogão a lenha.

A cozinha era a extensão do seu corpo e o fogão o seu instrumento.

Minha avó Olga, sem conhecer a rica teoria de propósito, sempre me fez entender o quanto é importante, na vida, se fazer o que se ama, aquilo que faz nossa chama interior arder e nos impulsiona, como um trem a vapor, vida afora.

Deixo aqui a minha divagação sobre vida, amor e propósito, o que na sua vida é a extensão do seu corpo?!

Mundo BANI – o mundo dos autoimunes

O termo BANI, Brittle, Anxious, Nonlinear, Incomprehensible, foi criado em 2018, para definir a atualidade dos processos sociais e seus reflexos. Em português, FANI, frágil, ansioso, não linear e incompreensível.

A COVID veio confirmar essa definição e nos mostrar o quão frágil é a nossa civilização frente a um vírus “invisível”. Mas aqui o assunto é o mundo autoimune.

Somos frágeis, mesmo vestidos com a couraça da coragem para enfrentar a vida e nossas adversidades. Haja vulnerabilidade emocional, a baixa autoestima, a perda do suporte social e familiar, pela incompreensão do que ocorre conosco.

Sofremos de ansiedade, a incerteza causa isso. Nunca sabemos como o nosso corpo irá reagir no próximo minuto. Afinal existe uma guerra no interior do nosso corpo, nossos anticorpos lutam contra nós mesmos, nos identifica como inimigo.

Vivemos a não linearidade, planejamentos não fazem muito sentido no nosso mundo, que está em constante mudança, precisamos readaptar sempre a vida, não temos o controle dela. É muita resiliência.

Incompreensível, como somos incompreendidos! Temos dores constantes, mas nenhuma ferida para mostrar. Temos fadiga, não é cansaço, mesmo descansando não passa. A luta dos anticorpos que acontece dentro de nós é diária, permanente, devastadora. E como ouvimos, você parece tão bem…

Nada é visível. Sintomas cada vez mais esquisitos, não sabemos de onde eles vieram e como ocorreram, ainda temos que tentar explicar para os outros, o que são, mesmo sem entender.

É frustrante, mas estamos aqui enfrentando nossa complexidade e seguindo em frente!

Somos um corpo complexo, aprendemos todos os dias uma infinidade de coisas que possam tornar a nossa vida mais fácil.

Precisamos de empatia, respeito, porque, muito antes da sociedade trocar o VUCA pelo BANI, já tínhamos esse mundo confuso e divergente dentro de nós.

Caneca de inox

Na minha casa tinha uma caneca de inox, antiga, com o fundo levemente amassado, num dos lados, deve ter tido alguma queda. Queimava o leite ao ferver, mas fazia o mingau de maisena inesquecível da infância.

Na falta de uma sobremesa, tínhamos a alternativa de dois sabores. Hora leite com maisena e açúcar, ora leite com chocolate meio amargo (sim chocolate, aquele dos frades) maisena e açúcar, mas havia uma coisa inalterada, o gostinho queimado ao fundo.

Imagina esse mingau, comido, inúmeras vezes, em dias frios lentamente, – relíquia de recordação.

Raramente, minha mãe cozinhava, apenas em situações especialíssimas. Fazia o sarrabulho de Natal (segundo os entendidos uma delícia, feita do sangue do peru morto, para ser assado e consumido na ceia). Confesso que nunca tive coragem para experimentar. O mingau era uma das suas especialidades, repetido toda semana.

Sabor de infância, daquelas saudades inatingíveis. Ficou lá, perdido em algum lugar, algum recanto largado, junto com a caneca, deixada para trás, nas mudanças da vida.

Tem sabores da vida que não se consegue repetir. O mingau queimadinho, da caneca amassada, está guardado, ainda sinto o aroma e o sabor.

Filha e neta

Hoje recebi a visita da minha filha e da minha neta, tanta saudade, eu não as via desde março de 2020. Tão lindas, mesmo de máscara.

Muita gratidão por estarem bem, depois desses terríveis meses.

Sem abraços, de longe, de máscara.

Aguardo, ansiosamente  o dia em que poderei fazer um latte machiatto para elas, espumando o leite até virar creme, depois virando o espresso no meio, num copo longo, colorindo em ton sur ton.

O café e suas variações é um prazer em comum.

Vou fazer com tanto amor que vai ficar lindo de ver e de beber!

Presilha

Eu tenho uma presilha de cabelo, pequena, de plástico, que minha filha me deu, tem um significado imenso para mim.

Em 2017 eu estava hospitalizada, no meu rosto uma paralisia facial, decorrência de uma infecção nos ossos da cabeça. A rebeldia dos cabelos me incomodava.

Silvia me acompanhava em mais um dos 10 longos dias, ali. Abriu a bolsa e tirou uma minúscula presilha. Iniciava uma constante companhia.

Estamos em 2021 e a presilha fica ao meu lado, resiste ao tempo, recorro a ela inúmeras vezes.

Cada vez que a pego em minhas mãos, relembro os dias de superação, uma drástica mudança de vida, muita fisioterapia, muita auto dedicação.

A presilha é um marco na minha vida do antes e do depois, me traz a mente do que somos capaz.

A infecção deixou alguma sequela, rosto voltou 97%, diante de um prognóstico de 85%. O corpo precisou de tempo para recuperar altíssimas doses de corticoide.

Superei a paralisia, a perda do meu emprego, o início de uma doença autoimune, a transformação e aceitação de uma vida mais tolhida fisicamente, cirurgias reparadoras de ligamentos.

Iniciei uma transformação interior, me reinventei.

Fiz cursos, criei página nas redes sociais, escrevo em blogues, fiz uma pós graduação. Me adaptei. Não me entreguei.

Descobri uma nova profissão. Sou mentora de adaptabilidade e resiliência.

A presilha me lembra dessa trajetória, dos percalços, mas, principalmente, de tudo que venci. Meu troféu pessoal.

Ser

Propósito: Acolhimento Positivo

Me deparei com este poema de Pablo Neruda, tão pertinente para amenizar as cobranças sociais que sofremos, achei, além da poética abordagem, uma contribuição carinhosa para levar pela vida. Podemos ser o que for possível, mas podemos ser o melhor de nós mesmos.

Musgo e água



Se não puderes ser um pinheiro
no topo de uma colina
sê um arbusto no vale,
mas sê o melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo,
sê um pouco de relva,
e dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
sê apenas uma senda.
Se não puderes ser o Sol,
sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
(Pablo Neruda)

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A história fará justiça

Eu queria começar pedindo desculpas pelas minhas duras palavras, caso discordem de mim, me deixem, ao menos desabafar a minha indignação e desgosto.

Provavelmente, vai ser um tom muito diferente daquele que eu costumo falar. Os 14 meses de distanciamento social amplifica o que me sinto, estou tolhida por esta pandemia, a quem não me entrego, mentalmente.

A impotência de não poder fazer, absolutamente nada, de ver a minha vida e o meu futuro nas mãos de governantes inaptos, inéptos, descomprometidos com a sua humanidade, me tira do eixo diplomático, que busco usar nos meus textos.

Transbordei em indignação!

É que eu ando emputecida com a situação de pandemia no Brasil, não aguento mais ver tanta gente morrendo pelo coronavirus, ou pela falta de atendimento, pela superlotação que a covid impõe aos hospitais.

Já temos vacina no mundo. Não há explicação plausível para as milhares de mortes acontecendo, todos os dias, por infindáveis meses.

Tanta gente poderia ter sido poupada, por que não se comprou vacina em 2020? Por quê?!

Famílias, tantas, em luto. Crianças órfãs, bebês morrendo, grávidas em risco e várias, muitas pessoas simplesmente não se importam.

Eu não acredito que eu estou vivendo num Brasil distópico, pessoas em realidade paralela, desconhecendo e menosprezando a ciência.

Estou há um ano em casa, mas vendo meu marido ter que trabalhar todos os dias. Seguramos um a mão do outro e enfrentamos esses dias com corajem.

Ele usa todos os recursos de proteção. Mantém distância de gente maluca na rua, de quem brinca com o perigo, que tenta dar a mão, abraçar, conversar sem máscara, ele vai desviando de todas as formas desse mortal vírus, de que muitos desdenham.

Estou de saco cheio desse governo genocida, desse legislativo cúmplice, dessa justiça paliativa. Dessas pessoas que não cuidaram para que o Brasil tivesse vacina a tempo e a hora.

Todos, que nos sabotaram, negam a realidade, se omitiram, nos infligiram essa tragédia brasileira, lavem as suas mãos, mas a história as mostrará em vermelho.

Queremos compartilhar empatia

Tem uma atividade que me deixa extremamente bem, amo preparar as publicações para a página pós50.

Escolho poesias, as vezes me ocorre alguma frase, entro no Canva, tento conectar a imagem com as palavras, olho o melhor tipo de letra, combino as cores. A mensagem e a imagem tem que tocar as pessoas.

Aprendi a organizar uma rotina que me faça sentir bem. Tem dias que são mais difíceis.

Em maio fará 14 meses que estou em casa. Aguardo a vacina, para retomar um mínimo de normalidade em minha vida.

Já são quase 7000 pessoas que nos leem. Se puder, quero compartilhar empatia.

As publicações, que a Sandra e eu fazemos, com tanto carinho, buscam a conexão entre as pessoas, com mensagens de amor, carinho e empatia.

A vida, mesmo em tempos difíceis, pode ser um pouco melhor.

14 de Abril

Metaforicamente, foi um dia de puxar meu espírito pelos cabelos, buscando trazer para fora a minha força interior, a coragem para viver esses dias tão difíceis, onde falta sensibilidade, empatia e humanidade.

Há um ano, dentro de 46 m², vivo minha solitude plena, com confiança, que, agora, tem se esvaído, diante a trágica realidade brasileira.

A realidade que se impõe é excessivamente dura.

Deus permita que possamos atravessar essa tempestade e recuperar sentimentos de humanidade, olhar para o lado e enxergar um irmão, não um inimigo.

Que ao aportar em águas mais tranquilas, tenhamos ao lado nossos queridos e amados e nossa integridade. Que meus cabelos brancos, de bons dias vividos, resgatem, em mim, a minha esperança.

A minha Páscoa

Meu pai morreu na Páscoa, foi para o hospital na sexta-feira santa. Na noite do sábado de aleluia faleceu e foi enterrado no domingo. Eu tinha 10 anos.

Quando se perde uma pessoa tão amada, numa data especial, você acaba tendo dois dias para chorar.

Marca a data do luto duas vezes, o dia da morte e o feriado, uma tristeza sempre estará presente, uma melancolia, para toda a vida.

A Páscoa nunca mais foi a mesma.

Eu a festejei, desde o nascimento da minha filha, depois meu filho e agora, também, os netos. Havia trilha do coelhinho, ninhos escondidos.

Crianças nos ressuscitam, dão sentido ao verdadeiro significado da Páscoa.

No entanto, geralmente nos reunimos, para almoçar, na sexta, último dia de vida do meu pai. No sábado e no domingo fico quietinha. Desde a chegada do coronavírus, isso não acontece.

Meu filho chegou na quinta-feira, com colombas e um ovo de chocolate, presente dele e da Silvia, minha filha. Em um ano de pandemia e isolamento, foi a terceira vez que nos vimos, de longe.

No domingo de Páscoa esse carinho e um pedaço de chocolate dará o alento e a doçura necessária.

As Meninas da Vela

Definitivamente, sonho acontece em qualquer momento, e, quando envolve alegria e beleza, ele vai vento afora.

É bonito ver desabrochar aquela iniciativa que contém um acalantado projeto de vida. Se torna mais desafiante e incrível colocar em prática esse projeto no meio de uma pandemia.

A Dani (@danifantoniazzi) e a Tatá (@tatamott) se lançaram ao mar, mais uma vez, para criar o projeto meninas da vela (@meninasdavela).

Essas duas comandantes chegaram para inspirar e proporcionar uma nova experiência no mundo das viagens, em especial na Baía de Todos os Santos, com seus recantos tão especiais.

Elas resolveram levar a experiência da navegação para outras mulheres, que gostariam de conhecer o desafio da vela e se deliciar ao navegar mar afora.

Com a segurança de quem conhece as velas e o mar há anos, elas levam outras mulheres para conhecer paisagens maravilhosas e se reenergizar em meio as águas salgadas, respirar e encher o olhar de vida.

Ao comemorar o seu aniversário no mar, Lilian (@lilianvilasanti), experiente agente de turismo (@terraemarviagens), que viajou o mundo inteiro, foi a primeira a abraçar o projeto meninas da vela. Ficou encantada com a inusitada e belíssima experiência de vela e mergulho.

Não há fronteiras para as mulheres pós50. Rompemos as barreiras adentrando novos mares.

Que tal subir a bordo para novos desafios?! As @meninasdavela te esperam em Salvador.

A história desta foto

O mundo é muito grande para você se limitar e eu nunca me limitei.

Porém, sou de uma geração onde as pessoas tinham vocação e, isso para mim era esquisito, para os outros, que tinham encontrado sua área futura de atuação, a esquisita era eu.

Quando fui escolher minha profissão, fiquei entre Ciências Sociais e Medicina. Me acharam meio doida (minha mãe também). Diziam que eu deveria fazer medicina, era a profissão do momento, tinha status.

Escolhi História. Ao terminar migrei para Ciência Política.

Enquanto trabalhava, resolvi cursar uma pós em gastronomia e fazer um curso de barismo (bebidas com café).

Isso trabalhando na área pública. Ali descobri o quanto eu gostava de tecnologia da informação, antes mesmo das redes sociais.

Fui aplicar políticas públicas TI. Era um mundo muito novo, não tinha e nunca me formei em tecnologia da informação, mas implementei várias políticas nela, certificação digital, inclusão digital, apaixonante.

Em abril de 2017, tive uma complicação de saúde, me afastou do trabalho por 10 dias.

Durante a minha hospitalização, a equipe de diretores, para a qual eu trabalhava, foi demitida e, por consequência, eu seria também.

A partir daí, eu teria que me organizar, exclusivamente, com a minha aposentadoria e uma grande perda salarial.

Primeiro decidi fazer uma viagem com amigas, já estava mesmo paga, oportunidade de descansar e organizar melhor a cabeça.

Essa foto foi feita dois dias depois de chegar de viagem.

Coloquei o celular em cima da caixa de som do computador, onde eu estava, antes programei para clicar em 5 segundos.

Acredito que ficou muito boa, pelo inusitado da falta de técnica, eu estava criando, naquele momento, o meu blog e a página no Facebook, ambos chamados Pós50.

Essa é a foto do cabeçalho, e o início de uma incrível jornada de conhecimento.

Nunca se limite, a vida te propõe inúmeros desafios, você pode aceitá-los e descobrir caminhos e possibilidades incríveis.

Exibicionistas!

A palavra do título não é a que melhor define o que sinto, é pernóstico mesmo.

Estudo para caramba, não para exibir o que sei, mas porque eu gosto de aprender, cada dia mais, me satisfazer, é uma das minhas terapias.

Não digo isso para me vangloriar, o motivo deste texto é outro.

Me irritam as pessoas que falam citando autores, para demonstrar o quanto são cultos. Para mim são exibicionistas.

Me irritam mais ainda quando percebo que esse tipo de fala é para plateias que julgam saber menos que elas…

Para mim são afetados e pernósticos.

Como julgar o saber das pessoas?! Eu tenho certeza que sei pouco, e, as vezes, gostaria de ter mais tempo de vida para saber mais.

Respeito os diversos saberes do mundo. Tanta gente já me ensinou tanto! Têm o meu profundo respeito as pessoas que, naturalmente, transmitem os seus saberes.

Podemos distinguir quem realmente nos oferece o que tem de mais especial, o dom e a generosidade em ensinar.

Um outro tipo é cansativo também, os que tentam se nivelar por baixo, medíocres, que falam besteira, que o fazem apenas para ter sucesso popular, populistas.

Acredito na transmissão do conhecimento em linguagem simples, quando se fala para se ser entendido.

Na transmissão, compreensão e aprendizado, a linguagem faz a diferença.

Conhecimento sempre deve somar, nunca diminuir.

Flores e estrelas

Eu tive meu pai por 10 anos em minha vida , e, nossa, como ele foi importante nesse tempo!

Meu pai me fazia sentir amada.

Uma das melhores coisas da nossa convivência foi ele me ensinar sobre flores e estrelas e eu lembro delas até hoje.

Eu desejo a você que você tenha, sempre em sua vida, alguém que lhe ame e que lhe ensine sobre flores e estrelas.

Adriana teu nome é saudade…

Eu abri a porta, tinham dois panetones no chão, em cima de uma sacola branca, borrifados de álcool. Fiquei, por segundos, confusa.

Ouvi a voz no fundo do corredor: oi mãe!

Que vontade de abraçar, só pude chorar de emoção.

No meu isolamento, meu filho quebrou o distanciamento e veio me trazer dois panetones de Natal. Nem rosto, a máscara cobria, para a segurança nossa.

Que saudade da minha Silvia e do meu Mateus. Que falta eu sinto das crianças.

Para mim a Luiza sempre será uma das minhas crianças.

Luiza, Alice, Heitor, Daniel quero qualquer vacina, qualquer uma que me dê uma chance de abraçar vocês.

Mais de oito meses longe.

Na tela do computador uma amiga dividia aquele momento comigo em lágrimas.

Quero genro, nora, filhos, netos, marido, amigas juntos comigo.

Quero de novo nossos cafés da tarde, cheios de comida, conversas, risadas. Quero abraços.

Quero vacina!

Processos mentais – mantenha sua positividade

Propósito: Acolhimento Positivo

Resolvi compartilhar a minha experiência, neste processo de distanciamento social, que eu e tantas pessoas estão vivendo, devido a pandemia.

Meus processos mentais e minha positividade têm sido fundamentais para a minha sanidade, bem-estar, otimismo e a desejada resiliência.

Cada dia vivido é único e cada experiência nele tem uma resposta pessoal e particular.

Percebo, hoje, que a minha organização mental e o meu estado de espírito, de tentar sempre enxergar o copo sempre mais cheio, me ajudou a planejar toda a minha trajetória de vida, como mãe, dona de casa e profissional.

Essa organização foi fundamental para que eu conseguisse fazer todas as atividades e papéis que me propus.

Colocava em prática aquilo que a minha mente já havia organizado para mim.

Dentro de casa fazia uma organização em que eu não me esquecesse onde estavam guardadas as coisas, nada muito complicado, apenas prático (acredite você também tem a…

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Feliz aniversário Cláudia, que o teus caminhos estejam cobertos de luz❣️

Para Cláudia

Hoje quero pedir a todos o que a tua mãe sempre me pediu, luz!

Me disse que agora não quer mais saber onde está o teu corpo. Quer te recordar, lembrar como tu eras, não deseja ver o teus restos, seria muito sofrimento.

Diz, mais uma vez, ela agora precisa de luz!

Fala que a justiça não trará mudanças para sua vida, não irá pedir por justiça, já o fez, acredita na justiça divina.

Gostaria de pedir a todos oração, que orem por ti. Acredita na outra dimensão, nessa nova etapa de tua vida. A fé lhe diz que estás bem e, nela, o que tu mais precisas é que teus caminhos sejam iluminados.

Ela sabe que estás linda, vestida toda de azul, iluminada, como a espiritualidade já lhe disse.

Hoje o meu presente para ti é seguir os desejos da tua mãe te envio as minhas orações. Sei que…

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Carta da D. Zilá para o aniversário de 53 anos da Cláudia, sua filha

Para Cláudia

Cláudia, minha filha, em um domingo de outubro, de 1967, Deus colocava em nosso lar uma estrelinha, veio fazer a nossa vida brilhar.

Seu brilho ainda era fraco, a partir daí, conforme passava o tempo, seu brilho começou a aumentar e se tornou muito especial, iluminando a todos que precisavam de um raiozinho de luz.

Ela era forte, vencia todos os obstáculos, ajudando sempre a todos, se tornando uma estrela de primeira grandeza, se tornou muito especial.

Um dia a maldade terminou a sua caminhada aqui na terra, mas não apagou o seu brilho, continuando agora a brilhar no outro plano.

Filha parabéns pelo teu aniversário, que todos os teus amigos e teus amores estejam contigo, que a primavera encha o teu caminho de flores coloridas e muita grama verde. Aqui filha as nogueiras estão brotando e ficando verdes, em pouco tempo darão muita sombra.

Tu sempre fazes parte de…

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A Gratidão

Propósito: Acolhimento Positivo

A gratidão nos torna pessoas melhores e proporciona o aumento dos momentos de felicidade, de otimismo, de autocontrole, a diminuição do estresse e a experiência de frequentes emoções positivas e de bem-estar.

Como usar o agradecer para o seu benefício? Aqui estão algumas sugestões facilitadoras, para tornar essa experiência de gratidão uma constante em suas vidas.

Acreditem, o resultado é surpreendentemente bom, para nos tornar pessoas mais leves, de bem com a vida e sucetíveis à felicidade.

Escreva três motivos pelos quais você é grato, diga o porquê…

Sou grato porque hoje eu acordei e tenho mais um diade vida.

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O florescimento

Propósito: Acolhimento Positivo

Eu estava lendo o artigo da Fátima Doman, na página do Instituto VIA de virtudes e forças de caráter, falava de resiliência e começava com essa frase, escrita num cartão da sua professora de yoga: Sem lama, sem lótus .

Veio a imagem dos lindos lagos carregados de lótus floridas, nunca pensamos na lama, essencial para o florescimento.

No mesmo momento resolvi olhar fotos e encontrei esta acima, tão significativa.

Senti a necessidade de deixar registrado essa imagem, a da lama de onde brota a beleza.

Nos lembra que, mesmo quando estamos num momento ruim, podemos florescer com as nossas forças interiores.

Desabrochar requer todos os nutrientes de origem, que estruturam nosso crescimento, mesmo os momentos difíceis nos dão a sustentação e vitalidade interior, acumulados para possibilitar a germinação e o florescimento.

A Psicologia Positiva quer o florescimento de cada pessoa para uma vida plena, transformar o negativo em positivo…

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Por que acolhimento positivo?

Propósito: Acolhimento Positivo

Por que momentos de acolhimento, de afeto, de relaxamento, de gratidão e de perdão nos tornam pessoas melhores, mais resilientes e com habilidades de superação, ferramentas positivas e poderosas de fortalecimento e florescimento pessoal.

Este blog segue conceitos da Psicologia Positiva e quer te proporcionar conforto, otimismo e bem-estar.

Seja bem-vindo!

O blogue PAP, propósito acolhimento positivo, é o produto do trabalho de conclusão de curso da pós graduação em Psicologia Positiva, ciência do bem-estar e autorrealização da PUCRS.

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A Psicologia Positiva

Quero compartilhar com vocês meus novos estudos, a Psicologia Positiva.

Propósito: Acolhimento Positivo

O início do movimento da Psicologia Positiva aconteceu em meados dos anos 90, até então o foco da psicologia era o adoecimento mental. A nova proposta dos fundadores do movimento, Milton Seligman e Christopher Peterson, era fortalecer as características positivas do indivíduo, o desenvolvimento das suas forças, virtudes e potencialidades humanas, tudo o que pode manter sua saúde mental, para o seu bem-estar e aumento da felicidade.

A Psicologia Positiva leva em consideração as emoções positivas e tem por finalidade fortalecê-las, como Autoestima, Felicidade, Otimismo, Esperança, Gratidão, Perdão e o estabelecimento e manutenção de relacionamentos saudáveis.

Trabalha com 3 pilares fundamentais: as emoções positivas individuais, como felicidade, otimismo, esperança, alegria; o desenvolvimento de nossas forças de caráter, virtudes e qualidades e com as instituições positivas em nossas vidas: familia, trabalho, escola, comunidade.

O foco é o desenvolvimento humano que proporcione uma vida com significado e bem-estar.

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Se me derem licença…

Pessoal eu vou me auto elogiar sem constrangimentos, descaradamente!

Vou explicar o porquê.

Estou me sentindo fodástica! Desculpa se o termo agride, mas é isso mesmo, não encontrei outro pra expressar o meu sentimento.

Eu tenho síndrome de Sjögren, uma doença rara, isso quer dizer que eu tenho pouquíssimas lágrimas (sinto areia nos meus olhos o tempo todo), pouca saliva (a boca seca de repente, imagina deglutir) e todas as minhas articulações doem todos os dias (algumas já operei), além de problemas pulmonares (diversas pneumonias e problemas respiratórios), porque essa raridade afeta as glândulas exócrinas, externas e internas. Só para dar o cenário diário para vocês.

E o que eu faço com isso?! Eu vivo! Vivo o máximo, tudo o que eu posso viver, estando em distanciamento social, nessa pandemia do COVID-19, há 6 meses.

Estou terminando uma pós-graduação em psicologia positiva, ciência do bem estar e autorrealização.

Para o projeto final poderíamos escolher entre diversos templates, para a conclusão. Entre eles, um artigo científico, ou uma entrevista com pessoa renomada da área, um vídeo, um produto, um meio de divulgação da psicologia positiva, enfim eles foram super criativos em nos proporcionar diversas formas para concluir a pós.

Para esses diferentes tipos tínhamos de que desenvolver um roteiro, descrevendo o que faríamos, dentro das referências bibliográficas da Psicologia Positiva.

Eu escolhi desenvolver um blogue, o PAP, propósito acolhimento positivo. Ei, Fabby e Helen, obrigada pelo apoio❣️

Foram meses quebrando a cabeça, a começar pelo tema, depois layout, paleta de cores, produção de conteúdo, estudando, tudo com cuidado.

Concomitantemente, eu lia os últimos artigos e livros, sobre a Psicologia Positiva, distanciamento e isolamento na pandemia, sobre como desenvolver um blogue, para população leiga, com conteúdos da PP, de fácil acesso e aprendizado do conteúdo.

A partir disso, escrever um roteiro de uma maneira científica, descrevendo cada etapa de construção do blogue.

Gente eu penei!

Então, estou cuidando de tudo relativo a casa, limpar lavar quem cuida disso sabe o trabalho que dá, nunca acaba.

Não cozinho, as mãos inflamam e doem (o marido cuida disso brilhantemente).

Eu tinha uma faxineira, uma vez por semana e só ia retocando a limpeza durante os demais dias. Saudade da Madalena, e como!

Voltando ao blogue, cara estou orgulhosa, acho que mandei bem no acolhimentopositivo.com! Visitem!

Domingo subi e coloquei público o PAP, orientada pelo professor, a quem pedi a autorização.

Ontem terminei o roteiro científico, encaminhei para o meu professor orientador. Estou naquela expectativa, o que será ele achou?!

Não deixei de cuidar, junto com a Sandra (mana do coração), da página Pós50, continuo frequentando meu grupo de política online (fiz ciência política, não desliguei), me preparando para prova final dá pós graduação. Fazendo cursos gratuitos que a PUCRS me oferece, com certificação. Doida!

Na idade do condor eu estou mandando bem! Ah eu estou orgulhosa, e sim, me sinto muito fodástica!

Meu desabafo, querido diário

Querido diário preciso urgentemente desabafar. Olho as pessoas a minha volta e vejo comportamentos inacreditáveis. Me desassossega. Cadê o discernimento em tempos de COVID19?!

Deixa eu te falar, vírus, conhecimento e a ciência não são nem de esquerda nem de direita. Vírus existe em todos os lugares, inclusive dentro das pessoas, ele não quer saber a sua ideologia antes de te contaminar.

Conhecimento se adquire, ciência se faz, ideologia se forma.

O vírus tem potencial de matar qualquer humano, independentemente da expressão de suas ideias.

Essa pandemia é resultado da invasão da natureza pelo homem. Como essa, muitas pandemias virão.

Lugares, não habitados por humanos, tem micro-sistemas, aos quais não estamos acostumados e somos suscetíveis. Ciclos da vida natural.

A falta de respeito do homem pela natureza, os desmatamentos, a invasão à terras intocadas tem consequências e vamos pagar um alto preço por isso.

Estamos adentrando ao desconhecido, expondo a raça humana àquilo que ignoramos. Contaminamos e somos contaminados.

Outra novidade para leigos, cada camada de gelo que descongela, nos polos, traz consigo tudo o que foi congelado em milhares de anos, vírus, bactérias… estão lá, inertes.

Estamos sofrendo as consequências dos nossos próprios atos.

Quem fechar os olhos ao desmatamento, queima, invasão e destruição de nossas floresta, pantanal e biodiversidade está sendo conivente com o início do nosso fim.

Não é só na China que se corre o perigo da contaminação. Aqui, do nosso lado, a invasão corre solta.

Estamos assistindo nossa saúde pública e seu corpo de profissionais fazendo de tudo para salvar a população brasileira nessa pandemia. Parte dessa população nega a ciência e as indicações e cuidados desses profissionais.

Mais de 100 mil mortos pelo coronavírus não foram suficientes para a conscientização das pessoas. Triste…

Desprezam a educação, o conhecimento científico, colocam a sua vida e a dos outros em risco.

Falta empatia, falta o amor ao próximo. Preferem “ganhar” na discussão ideológica, do que acreditar em quem detém a formação técnica e tenta educar os incautos.

E dito isso deixo aqui os artigos da Constituição Federal sobre saúde que todos deveriam conhecer:

Art. 196 que diz: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor,
nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita
diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado.

Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e
constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes:
I – descentralização, com direção única em cada esfera de governo;
II – atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços
assistenciais;
III – participação da comunidade.

Sugiro também a leitura da Emenda Constitucional 29, de 2000; da Lei 8080, de 1990; do Decreto 7508; de 2012 e da Lei Complementar 141, de 2012. Importante conhecer a legislação referente a nossa saúde.

Querido diário é o fim, em todos os sentidos.

Solitude e Solidão

Eu já chorei nessa pandemia, por saudade de quem amo, no distanciamento social que tenho vivido.

Não vejo meus filhos e meus netos desde março. É difícil, mas temos encontrado formas virtuais de nos manter-nos em contato e sanar essa falta.

E, início da noite, ou final dela, meu marido chega e não estamos sós, temos um ao outro. Aqui merece um esclarecimento, na pandemia, o trabalho com cal, um desinfetante, tem exigido muito dele.

Tem uma coisa que segura a minha onda, a minha solitude.

Não tenho problemas em ficar só, por muitas horas, muitas mesmo, quase todo dia.

Gosto da minha presença, das atividades que me estabeleço, da curiosidade em aprender cada dia mais, dos meus estudos, dos meus livros, dos meus filmes, das minhas séries e assistir aos noticiários.

Se bem que, ultimamente, ao assistir as notícias dá um certo desespero, em se saber que ainda haverá, por muito tempo, distanciamento, até que haja uma vacina.

Acredito que manter a saúde mental tenha sido a diferença em estar bem, depois de meses.

Por isso o uso aqui da palavra solitude, gostar de estar sozinha, não se sentir só no passar dos dias.

Espero que todos que, como eu, estejam afastados do seus queridos, possam estar bem e se sentir bem consigo mesmos.

Fiquem bem e se cuidem!

O copo

pós 50

Ela caprichava na limpeza da casa, afinal tinha acabado de mudar para o centro, queria tudo brilhante, mesmo que sempre tenha sido asseada.

Agora que tinha mudado para o centro. Finalmente ela e o marido haviam saído da Fazenda Couto, 29 assassinatos de fevereiro a abril, aquilo não era vida. O Alto de Amaralina era o paraíso.

O tempo de ônibus então, oxe oh gente, aquilo que era vida, chegava no Rio Vermelho rapidinho, era só subir a rua e estava em casa. Carlos, seu marido também, pena que peão de obras nunca sabe o endereço da próxima onde será.

Tinha tanto orgulho da sua vida, fez até a quarta série, depois um curso de cozinha no Senac, facilitou muito a vida para conseguir o emprego na casa da D. Mercedes. Ela sempre lhe dizia: Rosilene você é uma banqueteira de mão cheia.

Acordava às 5h, para cozinhar antes de…

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Tentar e tentar…

pós 50

Nem todos os dias conseguimos ser alto astral, os meus textos, as vezes, podem ser um pouco nostálgicos.

Faz parte da vida os dias atribulados, em que nós não percebemos como sair deles, ou enxergar um caminho mais nítido.

Tento sempre pensar em como ser e fazer tudo da melhor forma.

Sempre peso muito bem minhas falas e os meus atos, para que, caso tenham consequências e atinjam as pessoas ao meu redor, o façam de uma maneira que elas me entendam, que não foi proposital, mas, sim, por que era necessário ou eu não tinha outra saída.

Isso faz parte de um aprendizado de vida constante, de uma pessoa que a cada dia tenta melhorar um pouco mais, tenta ser sempre mais humana, mais compreensiva, respeitando o ir e vir das outras pessoas que estão ao meu lado, seja na convivência diária ou seja por passagem.

Nem sempre conseguimos…

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Quase quatro meses

Hoje, depois de quase quatro meses, eu vi meu filho, pela primeira vez, sem abraço, mantendo a distância de 2 metros, ele todo paramentado e usando uma máscara do Coringa, a sua predileta.

Esse foi o cuidado extremo dele, com a minha saúde, pela minha imunodeficiência.

Veio cedo até minha casa pegar dois notebooks antigos, para que as crianças das escolas públicas do DF possam fazer aulas online, iniciativa da minha nora, que tem pedido a todos os conhecidos.

O mundo está precisando de solidariedade, empatia, respeito.

Me deixa feliz saber que, aquilo que seria um lixo eletrônico, vai ser de grande serventia para as crianças sem recursos, neste momento de pandemia.

Foi muito bom estar com o Mateus, mas, olhando a foto, meu ser se toma por uma grande tristeza, me pergunto quanto tempo ainda vou levar para abraçar os meus filhos e os meus netos.

Desde o dia 14 de março saí uma única vez, com o meu marido, parceiro e incrível companheiro, para ir ao posto de vacinação, me vacinar contra H1N1.

Costumo brincar que não tenho problemas em ficar sozinha, gosto muito da minha companhia, meu marido é um dos que precisam trabalhar, mas estar alijada do convívio social de quem amo, traz uma emoção muito grande de melancolia.

Nessas horas me pergunto porque temos um desgoverno tão ordinário, que flerta com a morte o tempo todo, que só pensa em aumentar os limites de velocidade, tirar a segurança dos automóveis, em dar armamentos para a população, em dizer que uma pandemia é uma gripezinha, fico indignada.

A cada dia, dessa administração tosca, sou afastada da minha família. Aumenta o tempo de distanciamento social, dos abraços, dos beijos, das demonstrações de afeto.

Sou afetada intensamente por isso, minha raiva aumenta, pela desumanidade com que as pessoas são tratadas.

Ouvi, pela manhã, o reitor Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas, sobre os últimos resultados da pesquisa ecovid, coordenada pessoalmente por ele.

Ele relata as proporções étnicas, sociais e econômicas dessa pandemia. Os indígenas morrem cinco vezes mais do que o restante da população brasileira.

O coronavírus é uma doença trazida da Europa pelos brasileiros ricos, que mata mais a população pobre, que não tem condições de manter distanciamento social e, muitas vezes, sequer tem sabão para lavar as mãos, que precisa sair as ruas, usar transporte público para trabalhar e colocar comida em casa.

O coração aperta, mesmo triste, eu ainda estou em vantagem.

Que saiam os políticos e entrem os administradores públicos, assim pode ser que o Brasil tenha alguma chance. Por enquanto, o meu sentimento é de desesperança, devido a irresponsabilidade política dessas criaturas.

Que desconsolo… Diante dos fatos, resta uma opção, rezar…

Filho foi muito bom te ver❣

Mães

Em tempos de pandemia, resta a saudade, eles estão perto, mas não ao alcance…

pós 50

Se tem uma coisa que a vida não nos ensina é ser mãe. Apesar de fazermos um longo estágio com a nossa mãe, mas aí a posição é de filho, filha,isso não nos prepara para nada.

E como somos críticos quando olhamos para nossa mãe, o quanto cobramos com a nossa visão enviesada de filhos.

Eu amo imensamente os meus filhos e não sei como seria a minha vida sem eles, porque amei ser mãe.

Dificuldades?! Tive muitas, muitas mesmo, porque fui mãe muito cedo.

Muitas vezes quando olho para minha filha mais velha penso, coitada da minha cobaia. Sei que ela me preparou muito melhor para chegada do meu segundo filho.

Imagino também o quanto ela deve ter sofrido por ser a primogênita. Só tenho uma certeza, ela sabe que eu a amo, apesar dos pesares de toda sua criação.

É claro que criamos muitos traumas na educação dos…

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