O sapato do outro

pós 50

Caminhando em seus sapatos, essa é a exposição no museu da empatia, uma experiência única para que as pessoas se coloquem no lugar do outro.

Eu vi um programa no GNT, aliás dois programas, que falavam disso, dessa exposição. O assunto é empatia, se colocar no lugar do outro, calçar o sapato deles e sentir sua bagagem de vida.

Essa prática foi feita por um museu que pegou literalmente o sapato das pessoas e a suas respectivas histórias narradas por elas.

Foram mostradas uma história de uma mulher muçulmana, outra de um boxeador, a história de uma mulher com uma diferença na perna, dentre varias histórias bem tristes de pessoas e suas dificuldades na vida.

Você calçava o sapato e também ouvia a história daquela pessoa, várias pessoas saíram chorando depois da narrativa, porque havia todo um contexto de entrar no contexto narrado.

Provocar a empatia, você se colocar no…

Ver o post original 136 mais palavras

O Brasil que está longe de acontecer …

IO Brasil que fica cada vez mais distante…

pós 50

Pessoal não vou discutir tendência política, cada um tem a sua! Mas vou falar de caráter! E isso é apenas um desabafo meu…

Apesar de ter estudado política, esse é um assunto que atualmente não gosto de falar, porque estudar a teoria, de como tudo deveria ser, frustra, a realidade prática não se estuda. Como tratar os desvios, a corrupção e o sofrimento da população?!

Me sinto frustrada! Olho o nosso país e pela primeira vez não vejo um rumo, não consigo enxergar uma saída e tenho muita vontade de ir embora.

Às vezes penso que o melhor é nunca ter expectativas, porque aí talvez você não se frustre.

Sempre achei o nosso país rico o suficiente para dar uma vida decente a toda a sua população. Porém, eu não contava com os desvios e nem imaginava que fossem tantos e que levasse tantos recursos necessários, deixando a saúde na…

Ver o post original 332 mais palavras

Finados

Para Cláudia

20170312_000355

Muitas pessoas já me disseram que o que eu estou fazendo é inócuo, não tem resultado, que não pode ajudar a Cláudia, que nem a trará de volta, que só me exponho, que eu deveria parar,  enfim foram muitos os comentários e as palavras de todos os lados. Realmente, não posso trazer a Cláudia de volta e como sofro e choro por isso… Quando a conheci ela tinha 17 anos e eu 21, isso é uma vida de amizade e cumplicidade, se eu não fizer nada me sinto traindo tudo o que vivemos e partilhamos juntas, posso ao menos falar sobre ela, para ela e para quem me lê. Sou direta nas minhas palavras, não sei ser diferente,  porque tento  pautar a minha vida com correção, não sou perfeita, mas tento ser verdadeira comigo mesma, com os meus sentimentos, então, não estou aqui tentando convencer ninguém, simplesmente escrevo. Eu tenho…

Ver o post original 190 mais palavras

Albert Einstein para vocês!

pós 50

Pode ser que um dia deixemos de nos falar…
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe…
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos…
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos…
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe…
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein

Ver o post original

Turbilhão (AF)

pós 50

20170304_170120 (1)

Não quero essa saudade invasiva

Inexplicável, resoluta, inquietante,

Buscando em mim outro ser que não domino.

Quero de volta minha racionalidade

Inteira, absoluta

Acalmando meu corpo que deixaste latente

Espero absorver o impacto de tua passagem

Instigante, diferente

De tudo que sou, de tudo que fui

Pra retornar o eu de amanhã

Já não há volta

Há contornos, flashes

Arrepios no corpo

Frios na alma

Quem sou eu agora?

E você?

O que faz você?

Repete minha mente

Sou um pouco de você

Sou muito de mim

Sou um meio nós de amanhã.

Amanhã um novo começo.

poesia Adrianafetter (AF – 2007)

Ver o post original

4 Anos sem Festa

Onde você estiver, feliz aniversário minha amiga ❣

Para Cláudia

Hoje é o dia do teu aniversário, passei a semana pensando nisso, e no que eu escreveria para ti.

Não é um dia de festa, tu não estás aqui e eu estou triste pela tua ausência e também por saber que enfrentaremos um período conturbado no nosso país.

Como eu devo enfrentar este futuro?! Eu que sempre lutei pelos direitos da mulher, contra o machismo, contra o preconceito, tu fizeste parte da minha luta. A luta para eu te encontrar e na tua falta para que houvesse justiça.

Não alcancei nenhuma delas. As vezes me pergunto se não seria melhor assim, o que que tu desejarias que acontecesse… Talvez exatamente isso, nenhuma resposta e nenhuma punição.

Parece que as vezes damos um murro em ponta de faca, falo da luta por justiça no teu desaparecimento, da luta pela dignidade de uma mulher.

Me sinto um pouco derrotada hoje, mas ao…

Ver o post original 54 mais palavras

Suco de laranja

Feliz aniversário meu querido e eterno pai, te amo, onde você estiver meu coração está contigo ❤ !

pós 50

Eu chegava correndo da escola e ía para cozinha espremer as laranjas. A tarde era praticamente só o que ele conseguia engolir.

A doença já tinha tomado o corpo e ele teria pouco tempo de vida, eu não sabia. Eu não tinha a noção que era tão grave, mas fazer o suco me fazia bem.

Hoje me faz bem pensar naqueles dias e saber que pude contribuir com alguns momentos de bem estar dele.

Entregava o suco ele bebia e nós ficamos ali um do lado do outro curtindo aqueles momentos, para mim bastava ficar do lado do meu pai.

Por algum tempo depois da morte dele, quando via o carro estacionado na frente de casa, eu ainda saia correndo para espremer as laranjas, até que caiu a ficha, ele não estava mais conosco.

Meu pai sempre me proporcionou momentos muito especiais. Como ele sabia da doença dele, aos 10…

Ver o post original 89 mais palavras

Quando eu era criança…

pós 50

O patinete era de madeira e o motor era o meu pé. As brincadeiras eram na rua e no jardim da casa. Passava a maior parte do meu dia fora de casa. Televisão era coisa rara que só se via a noite. De dia a gente brincava, lia gibi ou livrinho de estórias.

Brincar na rua era o máximo, nós aparecíamos para o almoço, para o café da tarde e para o jantar, esse era o compromisso com nossos pais, no mais havia liberdade de ir e vir, correr, brincar, tomar ar puro o dia inteiro.

Nesse dia das crianças eu desejo mais pipas a serem empinadas com crianças e seus pais, mais cantigas de roda, mais bolinha de gude, mais cinco Marias, mais pular elástico, mais pique-esconde, mais corre-corre, mais queimada de bola, mais banho de chuva e muito mais ar puro.

Que possamos todos nós adultos fazermos nossas…

Ver o post original 2 mais palavras

Meus dias difíceis

A superação desses momento já começou – estou bem!

pós 50

Eu não gosto de passar nem tristeza, nem melancolia, até porque não é esse o caso, apenas um dia mais difícil, tem dias que ficamos extremamente sensíveis, são momentos de inflexão.

Sempre convivi com doenças, sou há muitos anos epilética, sempre tomei muitos remédios.  Com isso  várias partes do meu corpo no decorrer da minha vida foram se desgastando,  acho que o que mais me afeta, depois dos 50, são as minhas cartilagens, que passaram a inflamar e doer.

Dor vai minando as energias que te sustentam, o otimismo. E quando as dores estão mais agudas e persistentes, haja paciência e meditação para superar.

Minha rotina tem sido de médicos, exames e mais exames, vários tipos de fisioterapia e acupuntura. Tento de tudo para superar os piores dias.

Sou uma mulher positiva, considerada forte por quem me rodeia, e é muito bom lutar para que tudo fique bem e dê…

Ver o post original 245 mais palavras

Sábado é dia de dicas – Gelatina Rica

pós 50

gelatina ricaGelatina rica e bota rica nisso!!!

Nada como uma sobremesa refrescante para deixar a vida mais prazerosa, não é mesmo?! Essa eu fazia muito, muito mesmo, prática demais e não há pessoa que não goste.

  • 2 pacotes de gelatina vermelha (cereja, morango, framboesa, a que você mais gostar)
  • 1 lata de abacaxi em calda, escorrida
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de creme de leite

Faça a gelatina como manda a instrução do pacote, diminuindo levemente a água (1 dedo a menos de água). Coloque para gelar por 1h. Pique o abacaxi em pedaços, sem a calda. Quando a gelatina estiver mais ou menos durinha, porém ainda tremendo, espero que não seja de medo,  bata no liquidificador com o leite condensado e o creme de leite, acrescente o abacaxi picado e volte para gelar novamente por mais 3h.

Prontinho, delícia minha gente! E tem muitas possibilidades, se não gostar…

Ver o post original 40 mais palavras

Hoje a poesia é minha

pós 50

bom dia poesia

e todos os dias de minha vida

que pulsam e me expulsam de mim

para sair e não voltar

para voltar e não sair

daqui desse lugar

viajar até não mais poder

regressar ao meu recôncavo

ingressar na tua fúria verbal

acolher tua inspiração carnal

ver minha contextura

estrutura, metáforas

e escoar-se da invasão

dalheia privacidade alheia

alienação, enlevo, perturbação

voar até ti, sentir o teu eu

e fugir … de leve … de tudo

bom dia poesia!

(Adriana Fetter)

Ver o post original

Fronteiras humanas

Não estamos aprendendo nada com a história, que pena…

pós 50

barbed-wire-946525_1920

Eu me formei em História, aliás primeiro fiz Estudo Sociais, depois História. Fui então fazer pós-graduação em educação, não completei, segui para Ciência Política.

Estudando nesses cursos, me chamou atenção os vários porquês do ser humano procurar o conflito, guerrear…

Nós humanos estabelecemos fronteiras, sejam de nacionalidade, crença, ideologia e eu me pergunto muito, qual o sentido disso?!

Porque alguns aspectos da vida humana nos fazem brigar, ter raiva um do outro, nos fazem estabelecer fronteiras humanas?!

Falamos línguas diferentes, temos peculiaridades diferentes e aspectos de vida diferentes, mas por que isso precisa ser a causa de batalhas, de uma guerra?! Pior, sempre foi assim…

Será que em algum dia vamos parar de achar motivos para superar nossos conflitos, não entrar em guerra, sair do desacordo?!

Sempre que viramos um ano tenho certeza que isso faz parte de nossos pedidos, a paz entre os povos. Então porque continuamos discutindo sobre…

Ver o post original 45 mais palavras

Autocrítica

Eu me formei como professora de história, depois fiz pós graduação em Ciência política. Estou escrevendo este texto, no sábado, na véspera da eleição brasileira. Estou me sentindo arrasada! Por que o nosso país não entende ou simplesmente ignora o fascismo latente em nossa sociedade?!

Eu me pergunto onde nós professores falhamos, quando não conseguimos explicar a importância da democracia? Por que os jornais no exterior enxergam que estamos à beira do abismo, mas internamente não existe uma crítica a um candidato de extrema-direita, com ideias preconceituosas, machistas, homofóbicas, racistas e xenófobas?!

Eu fico escandalizada com o apoio dado a esse tipo de pessoa, quando havia candidatos qualificados de todas as tendências.

Neste momento me lembro do caso de Jean-Marie le Pen, na França, que foi expulso da política e obrigado pagar uma multa de 30.000 euros por minimizar o holocausto e as câmaras de gás, ocorridas na Segunda Guerra Mundial e mais 5000 euros por incitar o ódio aos ciganos.

Enquanto aqui no Brasil, a tortura é idolatrada, o torturador reverenciado como herói, a ditadura militar minimizada, o incitamento ao ódio às minorias ignorado.

Como chegamos até aqui? Como as classes sociais abastadas, conseguem macissamente apoiar isso? Como a grande imprensa, com raras exceções, não consegue estabelecer uma vala entre o que é decente e o que é indecentemente desumano, não estabelecendo a separação do trigo do joio?

A saber.

Ouvi de um analista político que o movimento das mulheres, intitulado EleNão, foi um movimento de classe média, que não engajou as mulheres mais pobres, dando a entender que foi um movimento partidário. Menospreza e desconhece a verdadeira origem desse movimento, que hoje é integrado por 4 milhões de mulheres, de crescimento natural em apenas 1 mês via redes sociais. Formado por mulheres que viram ameaçadas suas conquistas, amedrontadas pelo machismo do candidato e seus seguidores e por suas crenças depreciativas às minorias. Movimento do qual faço parte desde o inicio, que foi desqualificado, ignorado por essa mesma imprensa e que foi covardemente atacado pelos seguidores políticos da extrema direita.

Também vi o judiciário ignorar as fake News nas redes sociais, massivamente no Whatsapp, quando havia anunciado que as combateria veementemente, dando vazão a verborragia e a violência verbal intensiva.

Para o 1% mais rico da população brasileira não importa a democracia, desde que seu dinheiro cresça, o autoritarismo pode varrer a nossa sociedade, desde que o capital seja preservado. Então, não podemos nos valer da lógica capitalista, no nosso trabalho. São eles que ganham com a eleição de uma extrema direita.

O que nós professores de classe média não conseguimos apreender foram as necessidades da população. Não vivenciamos a realidade de nossos alunos fora de aula, poucos são os que o fazem.

O que conseguimos transmitir aos nossos alunos não os prepara para o mundo real, não repassamos o conhecimento necessário para que tenham o discernimento de lutar pelas suas necessidades e anseios, que o que está por vir é politicamente incerto e desastroso.

Não conseguimos ensinar que eles seriam os mais prejudicados com a ascensão da extrema-direita, porque para quem é rico essa eleição não fará a menor diferença, mas eles terão seus direitos ameaçados.

Façamos a nossa autocrítica!

Dias de luto

Há um ano esse triste acontecimento nos chocou, minha homenagem à professora Heley Batista! Descanse em paz!

pós 50

gothic-1629448_1920 (1)

Tem dias que são cinzas, hoje é um dia de profunda tristeza, desses que não consigo pensar em algo para escrever, crianças foram queimadas em uma creche em Minas Gerais, dia de choro, de recolhimento, de deixar as lágrimas correrem.

Podemos apenas orar na quietude, no silêncio, bem baixinho falar com Deus com o nosso coração, pedir compaixão e conforto para as suas famílias, alívio para a dor dos que estão sofrendo.

Duas coisas me chocaram nesse episódio trágico, um site jornalístico oferecendo imagens para as pessoas acompanharem a tragédia e pessoas de má fé pedindo doações para conseguir dinheiro para fins escusos, explorando a sensibilidade e o compadecimento de quem quer ajudar.

Nada vai fazer o tempo voltar, porque era o que eu gostaria de pedir a Deus, nenhuma palavra minha vai ajudar, mas as orações talvez possam fazer mais por essas famílias.

Todas as minhas preces são para às…

Ver o post original 18 mais palavras

Um igual tão desigual

pós 50

homeless-740120_1280

Numa das minhas idas para exames e consultas ao hospital Sara Kubitschek resolvemos almoçar no shopping em frente.

Tudo normal, até que uma cena, que eu não via há muitos anos, me chamou a atenção e me chocou. Ao nosso lado tinha algumas bandejas com restos de comida, de pessoas que haviam  deixado ali, um senhor, não era um mendigo, vestia camisa, calça, cinto e carregava uma mochila, começou a engolir os restos avidamente, percebia-se, nitidamente, que estava com muita fome.

O meu coração disparou numa angústia tremenda, essa foi a minha única reação diante da fome, fiquei paralisada, não conseguia nem olhar pra aquela situação com medo de constrangê-lo, foi realmente paralisante.

Me arrependo de não ter oferecido um prato de comida, fiquei fazendo a minha auto-crítica depois.

Eu não vou tentar ser politicamente correta aqui, porque realmente me parecia que ele não queria ser visto, percebido, apenas queria…

Ver o post original 148 mais palavras

Dia Internacional da paz

pós 50

É hoje, o dia Internacional da Paz, será que temos realmente como comemorar isso?!

Onde neste mundo está havendo paz?!

Eu não sei responder isso, porque os conflitos pessoais são enormes, as desavenças entre grupos nem se fala.

Em Myanmar uma minoria muçulmana tenta desesperadamente fugir da perseguição e limpeza étnica que o governo impõe. Por quê não conseguimos conviver com as diferenças?!

Tivemos uma forte ameaça no mundo, por Coréia do Norte e Estados Unidos, assistimos os seus governantes se degladiarem, podendo estabelecer uma nova guerra mundial. Agora há uma chance para um armistício finalmente, depois de décadas, seja restabelecida as negociações, com o objetivo de superação do conflito.

Não existe paz na desigualdade, onde existe a fome, onde não há democracia, onde os povos sofrem com os tiranos.

Triste mundo esse nosso onde apontar o dedo para o erro do outro é sempre o início de um novo…

Ver o post original 127 mais palavras

Telemarketing – o que você deveria ter aprendido e nunca ninguém te ensinou

 

Sempre levo em consideração as pessoas que me ligam do telemarketing, porque a minha nora já trabalhou nesta área, há muitos anos, mas já foi sua profissão, então tento escutar, mesmo quando não vou aceitar a oferta, digo com toda educação, obrigada mas no momento não estou interessada, uma boa tarde para você. Segue-se a isso mais insistencia e eu agradeço e desligo.

Mesmo quando eu procuro um telemarketing, para pedir algum serviço ou para reclamar de um, tento manter um diálogo polido, por mais que eu esteja irritada na hora. Até mesmo porque geralmente você tem que ligar no mínimo mais duas ou três vezes para conquistar o pretendido. É uma tristeza.

No curso do telemarketing devem ensinar a serem robôs: repitam 200 vezes, rapidamente, a mesma proposta, para que aceitem a oferta, para se livrarem daquela chateação.

Hoje eu vou falar do cúmulo do cúmulo da falta de empatia que aconteceu comigo em duas ocasiões num telemarketing.

A primeira ocasião foi no ano passado, em novembro. Eu estava no hospital, com a minha mãe, de 92 anos, internada, e, óbvio, ela não estava bem quando me ligaram. Um rapaz, de um serviço bancário, perguntou: é a Adriana? Respondi que sim,  e ele falou: tenho uma ótima proposta do banco tal para a senhora. Eu então disse, olha, obrigada, mas no momento estou acompanhando minha mãe no hospital e o estado dela é grave, eu não tenho condições de conversar.  Resposta da pessoa, é só um minutinho, não vai lhe atrapalhar em nada!

Oi, para o mundo que eu quero descer! Quem está treinando essas pessoas?! Que tipo de curso é esse?! O que fizeram com este rapaz?!

A segunda ocasião foi hoje! Me ligaram de um banco famoso, vou aqui chamar de banco ESSE, perguntando se estavam falando comigo, sim claro sou eu, respondi e aí a pessoa se identificou, como banco ESSE, eu pedi desculpas e disse que não poderia falar, por ter feito uma cirurgia de boca, prontamente ela respondeu, não tem problema, vamos falar por WhatsApp, desligou e começou a me mandar mensagens e a proposta.

Alô ?!  Em que momento uma pessoa que acabou de fazer uma cirurgia,  que está latejando e com dor, quer falar sobre proposta bancária pelo WhatsApp?!  Não contentes com minha falta de resposta voltaram a ligar passadas 2h.

Então aqui envio a minha proposta para as escolas de telemarketing!

Faço um treinamento de empatia para os treinadores desta profissão, fui gerente de equipe, de grandes equipes, sempre ensinei que atrás de uma carta ou telefonema existe uma pessoa, não sejam frios nem impessoais, tratem como se fosse alguém que lhe seja caro.

Me contratem! Eu posso dar um curso de empatia, de como você ser solidário com a pessoa do outro lado da linha, não ferir seus sentimentos e agregar valor ao seu produto e a sua instituição!

Tenho certeza que vocês farão muito mais clientes assim! Olha aí o meu texto, conheço até a linguagem de mercado que vocês usam…

Meu nome é Adriana Fetter, tenho um vasto currículo profissional, lidando com pessoas e sentimentos, entrem em contato, discutiremos o preço deste grande benefício e investimento para vocês, com uma vantagem a mais, vou cobrar bem menos para ensinar ao seus capacitores, do que a empresa ineficiente a quem vocês tem pago, por esse lixo de treinamento.

E tenho dito!

Um momento pode mudar tudo

pós 50

Li essa frase ontem, é sobre um lançamento de um novo filme, isso tem sido muito presente na minha vida, momentos que podem mudar tudo, realmente podem!

Uma amiga querida desapareceu da noite pro dia e nunca mais foi encontrada, vi meu pai sair caminhando para o hospital e nunca mais voltar,

Um terremoto no México mudou a vida de muitas famílias, foi uma grande tristeza pairando sobre elas. Assim foi também com as bombas, com as guerras, assim está sendo com os furacões, o nosso mundo está mudando e não estou vendo muita gente tentar mudar alguma coisa para que este mundo fique melhor.

O que nós vamos fazer para que os nossos instantes futuros se tornem mais razoáveis?!

Acredito que para as mulheres o momento em que tudo muda é quando se tornam mães, você conhece o amor incondicional, isso muda a sua vida, por isso mesmo vejo…

Ver o post original 70 mais palavras

Perennials

pós 50

Somos nós, as mulheres de 40 a 60! Vocês sabiam disso?! Aquelas que não seguem a cartilha da meia-idade. Eu estou aprendendo e me achei nessa definição.

Comecei a ler alguns artigos sobre o tema, super interessante, porque nos define a partir de um estilo de vida, no mercado de trabalho, como consumidoras e nessa faixa etária.

Não há uma identidade com uma determinada idade, também não se esconde a própria. Não é a idade que define essas mulheres, elas usam jeans, camiseta, transitam por várias faixas etárias com facilidade.

Para deixar mais claro, perennials vem do inglês perenne, traduzido como constante, permanente. Não somos senhoras de meia-idade, somos mulheres que estamos passando pela meia-idade, com melhor saúde que as gerações anteriores. Estamos vivendo nossa plenitude! Cheias de vida e projetos pessoais.

O que mais me chamou a atenção foi um sentimento, porque concordo em número, gênero e grau, não…

Ver o post original 23 mais palavras

Feminismo – por que a palavra causa tanto frisson?!

rau-1966045_1920

Que palavra que gera confusão na nossa sociedade! Não vejo sequer motivos para isso.

Há uma nítida confusão entre femismo e feminismo. Sabem a diferença?! O femismo prega a superioridade das mulheres em relação aos homens. O feminismo a igualdade de direitos entre homens e mulheres e acesso as mesmas oportunidades.

Sim, feminismo é uma palavra que pressupõe lutas, não por disputa, mas para se conseguir a aceitação de que, independente de sexo, todos temos os mesmos direitos, o que atualmente não existe.

E é exatamente esta luta que parece agredir quem dela não participa, ou ainda não se sentiu representada, ou ainda, quem assimilou profundamente os conceitos da sociedade em que o homem lidera e comanda.

Existe uma vanguarda mais agressiva?! Claro que sim, em qualquer movimento que propõe conquistas sociais, mudanças no que está estabelecido há anos, sempre haverá uma vanguarda, sempre teremos as que fazem a política do movimento e o enfrentamento com aqueles que não o aceitam e certamente serão as mais agredidas também.

Em tempos tão violentos, em sociedades tão desiguais, em costumes agressivos, mutilações, perseguições impostas as mulheres, não é possível desejar viver em paz e ser tratada com respeito?! Não se pode pensar em ser considerada para as mesmas oportunidades masculinas?! Seria humano, haveria uma evolução e um engrandecimento nas relações interpessoais.

Vejo termos nefastos, depreciativos, desrespeitosos para falar das mulheres que, como eu, se intitulam feministas, nunca fui tratada com desrespeito, mas me sinto atingida por todas as que são ofendidas.

O mais interessante é que quando penso em feminismo me vem a mente o maior homem feminista de todos os tempos, Jesus, aquele que sempre pregou contra a opressão das minorias, que pregou uma nova maneira de se viver em sociedade, e deu um tratamento respeitoso a todas as mulheres de sua época. Convivia e incluía as mulheres em suas pregações. Jesus pregou para os oprimidos.

E aqui relembro, enquanto os homens se esconderam por ocasião de sua crucificação, as mulheres choraram ao pé da cruz, pelo amor, atenção e respeito que lhes foi dedicado. Acho que sequer preciso falar em Maria Madalena…

Então, se há milhares de anos esse homem entendeu a importância de se tratar todos de forma igual, com respeito e amor, por que essa busca hoje traz tanta perturbação?!

Eu resumo minha palavras assim: respeito, igualdade de direitos, amor ao seu igual.
É isso que desejo a todas as mulheres, e anseio para as minhas netas e todas as que virão, que tenham um mundo mais justo e amoroso.

A dor e a delícia de ser mulher

pós 50

Se tem uma coisa que eu sempre gostei de ser foi ser mulher.

Só invejo os homens em um único momento,  o de usar o banheiro público.

Como mulher temos uma sensibilidade ímpar e quando somos mãe criamos um vínculo inigualável com os nossos filhos.

Mulheres, podemos ser as melhores amigas ou as mais vingativas criaturas. Acolher ou repudiar, faz parte da alma feminina essa contradição.

É óbvio que nem tudo são flores, as mudanças hormonais durante a vida, o estresse da dupla jornada,  como somos sobrecarregadas.

Sofremos preconceito na carreira escolhida e, quando optamos por ser só donas de casa e mães, também sofremos preconceito,  como se não tivéssemos nenhum afazer, esperam que estejamos sempre lindas, perfumadas e perfeitamente arrumadas.

Também somos vítimas da violência do homem, muitas vezes o próprio companheiro, um histórico triste.

Mas como conduzimos nossas vidas e nossa jornada com destreza, sabendo conciliar inúmeras tarefas…

Ver o post original 46 mais palavras

Despedida

As vezes a vida te impede de estar perto das pessoas que são importantes para você, as vezes os caminhos trilhados foram diferentes, mas o que verdadeiramente importa é que o seu coração te diz, o que realmente sente, aquilo que nunca será apagado. Independente do tempo que separou, ou da situação que afastou, o que importa é o que o seu coração te fala, e o saber do quanto aquela pessoa foi especial.

Hoje uma das pessoas especiais da minha vida se foi, eu não tenho como me despedir, mas queria registrar aqui o quanto foi presente na minha vida, independente do tempo, da distância ou dos caminhos escolhidos que nos afastaram.

Que Deus o abençoe e acolha!

Quem me irrita me domina

pós 50

angry-2191104_1920

O título parafraseia Elizabeth Kenny que diz que aquele que te irrita, te domina e ela tem toda a razão!

O poder que a pessoa exerce em cima de você quando ela te irrita é enorme, porque ela consegue te tirar do eixo, e se ela descobre isso que pode te abalar, ela vai usar sempre essa tática.

O que temos que fazer quando a pessoa nos irrita é desviar disso, não entrar na mesma energia. Literalmente, sair pela tangente.

Dificil né?! Então, primeira dica, respira fundo, tenta se acalmar. Segundo, sorria. A respiração é uma arma poderosa para que o nosso eixo permaneça onde ele deve estar. Imagina aliada a um sorriso?!

Se você souber lidar com a sua irritação você vai conseguir fazer do limão uma limonada e, se possível, faça uma piada. É como se você usasse um espelho para refletir a irritação, se não pegar em você…

Ver o post original 27 mais palavras

Você já foi a Bahia nega?! Então vá…

pós 50

Sempre que conheço um lugar pelo qual me apaixono tenho vontade de mostrá-lo a todas as pessoas que convivem comigo. Assim foi com Salvador.

Salvador, porque circunstâncias mágicas nos fazem lembrar de coisas boas e Salvador, certamente, é uma coisa ótima em minha vida. Lá tenho amigos que conheci trabalhando e hoje fazem parte de mim. Por eles sinto saudade eterna …

Terra de bons amigos, pessoas queridas, excelentes profissionais, sim na Bahia se trabalha muito e bem! Profissionais que deveriam constar na lista dos melhores.

Salvador tem uma energia mágica, sempre quero voltar, mais e mais … Devo ter ido umas dez vezes, muitas a trabalho.

Quando estava no mestrado um amigo meu, Paulo, me dizia que abriria uma consultoria chamada Rio Vermelho, eu, gaúcha recém cortando o meu cordão umbilical com minhas raízes, não tinha noção do quanto o bairro do Rio Vermelho marcaria a minha vida.

Lá…

Ver o post original 183 mais palavras

Pavê de chocolate – uma das minhas saudades

pós 50

image-1.jpgAtenção – Precisa de tempo para gelar  – 6h

É pavê, o melhor pavê de chocolate da minha vida, minha avó fazia em ocasiões especiais, véspera de ano novo, por exemplo!

Estou revivendo essa lembrança  de criança, porque minha avó fazia ser especial, principalmente as comidas, que eram maravilhosas.

Vamos para a receita:

• 1 caixa de chocolate 200g – de muito boa qualidade

• 1/2 k gordura de coco

• 1 pacote de biscoito champanhe

• 6 gemas

• 6 claras batidas em neve

• 1 xícara de nozes ou cereja em calda ( o que você preferir)

• 12 colheres de açúcar

• 1 xícara de cafezinho de licor

• leite para umedecer os biscoitos

• óleo para untar o prato

• papel alumínio

Faça uma gemada com as gemas e o açúcar, misture o chocolate, derreta a gordura de coco (não ferva, só aqueça levemente para derreter)…

Ver o post original 122 mais palavras

Férias

Em memória de minha amiga/irmã, Cláudia Hartleben, desaparecida em 9 de abril de 2015…

Para Cláudia

Claudia_Hartleben

E então tu saístes de férias, longas, deixando-nos aqui atordoados sem saber para onde viajastes?! Quanta crueldade de tua parte em não nos contar isso, como somos idiotas, não é mesmo?! Estamos aqui firmes assistindo a exposição da tua vida por todos e por ninguém …  Quem em uma teoria insana poderia achar que estás a passeio?! Não estamos fantasiando o teu desaparecimento, mas ainda não temos um corpo, ainda não temos um acusado, ainda não temos um culpado, não temos provas que estás morta… Então, por mais mínima que seja a chance de estares viva, em cárcere, vamos pensar no milagre da tua sobrevivência, mínimo, mas existente. Não importa que estejamos sendo julgados pela nossa fé, acham que não pensamos o pior?! A todo o momento esse terrível pensamento povoa as nossas mentes, já choramos intermináveis vezes por aquilo que não sabemos e nos assombra. Essa situação é um…

Ver o post original 246 mais palavras

Cuca de liquidificador

pós 50

Imagem0026
Massa de liquidificador?! Para cuca?!  Por que não?! Quando a saudade bate – ligo o liquidificador, porque não tem outro jeito mesmo.
Aqui queremos simplificar a vida, portanto se quiser uma cuca perfeita acho melhor comprar, perfeita mesmo só comi algumas em minha vida, as da minha avó Olga, as da minha tia-avó Marina,  e algumas da família delas, outras no Rio Grande do Sul. Atualmente, pude conhecer as da Anna Thaís, da Dona Cuca, aqui em Brasília, mas essa agora só em Canoinhas/SC, ela se mudou para lá e nos deixou na saudade…
30 min – 10 porções
Ingredientes para a massa:
  • 1/2 copo de óleo (aquele americano, se não tiver usa o copinho plástico de 200ml)
  • 1 copo de leite
  • 2 copos de farinha de trigo
  • ovos
  • 1 colher de fermento em pó
  • 1/2 colherinha de sal
  • 4 colheres de sopa de açúcar (se quiser uma massa mais…

Ver o post original 188 mais palavras

Setembro Amarelo

pós 50

Vou abrir mão das dicas de sábado para falar de um assunto muitíssimo mais importante, a prevenção ao suicídio.

Entramos no mês de setembro e junto começou a campanha Setembro Amarelo, 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Já falei aqui de solidão, de depressão, agora vou falar sobre suicídio, que cresce ano após ano. Dados oficiais falam da morte de 32 pessoas por dia no Brasil por suicídio. Alarmante e triste!

Antes assunto tabu virou um assunto de saúde pública, precisava ser abordado abertamente para possibilitar às pessoas um grito por ajuda.

O suicídio mata mais que todos os conflitos somados no mundo, quase um milhão de pessoas. Para cada um que morreu existem no mínimo mais 10 pessoas que pensam em fazer o mesmo.

Falar ainda é a forma de possibilidade de ajuda, segundo a Organização Mundial de Saúde 9 dos 10 suicídio que…

Ver o post original 54 mais palavras

Eu carcereira de mim mesma

pós 50

Em agosto, setembro e outubro de 2017 eu estava me recuperando de uma cirurgia do ombro. Estava em casa, com o braço imobilizado, poderia não ter horários, fazer o que bem quisesse, mas a realidade é que eu não conseguia!

Na minha cabeça sempre existiram regras pré determinadas, hora de tomar café, horário de tomar banho, fazer fisioterapia, sentar para escrever, publicar os textos e, assim, tem sido a minha vida. Eu sou a carcereira de mim mesma, prisioneira das minhas próprias regras.

É tão cansativo lutar dentro de si mesma entre cumprir aquilo que se pré estabeleceu e tentar ser um pouco mais livre, menos rígida. Chega a ser frustrante!

Essa luta interior perdura há anos. Eu queria agora ser um pouco mais relax, não tenho obtido muito sucesso nisso.

Tenho um lado prisioneira e outro carcereira, muito rigorosa, acho que muito mais comigo do que com quem convive…

Ver o post original 144 mais palavras

2017 o ano que continuou em 2018

pós 50

IMG_1845

Gente do céu, pensem num ano difícil!

No trabalho o ano começou conturbado, joga a gente pra lá, volta pra cá, fica-se no aguardo de melhorias e nada…

Em abril começa um febrão, nos primeiros 10 dias, diagnóstico, virose, o médico mesmo diz, quando não se sabe o que é dizemos ser virose, isso na segunda.

Na madrugada de quarta para a quinta-feira os dois ouvidos estouram, vai para o pronto-socorro, começa o antibiótico. Oito dias depois um formigamento estranho na boca, parecia que a xícara não encaixava direito, vai no PS de novo, no atendimento pedi um otorrino, caí em excelentes mãos.

O médico fala, é grave vou te internar! Oi… O que?! Já ouviram falar em otomastoidite com paralisia facial (essa eu conhecia), nem eu … Me mandou imediatamente para o PS começar a medicação enquanto aguardava uma tomografia cerebral, que confirmou o diagnóstico, 10 dias de hospitalização…

Ver o post original 551 mais palavras

Imaginação

pós 50

O que seria de nós sem a nossa imaginação, como seria nossa vida sem sonhar, sem projetar?!

Todo grande projeto sempre se iniciou com um sonho, com uma imaginação muito fértil.

Eu percebo que pessoas com uma imaginação rica, crianças com uma imaginação fértil produzem mais, são mais ativas, querem construir coisas, desenham, parecem ser muito mais alegres do que aquelas que vivem uma vidinha sem muitos recursos imaginários.

Mas também vejo uma questão bem antagônica nisso quando se projeta muitos e sonha muito o quanto de frustração não haverá na nossa vida?! Como aliar o sonhar com o fazer??

Acho que eu gosto tanto de artesanato por isso, porque ali tem uma pessoa que sonha, que constrói o sonho, ninguém fez antes dela, da maneira dela, ela conseguiu concretizar um pedaço da sua imaginação, E a imaginação e o criar de cada pessoa é único.

A minha capacidade de…

Ver o post original 220 mais palavras

Eternamente Clarice

pós 50

Litoral Portugal

“Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita fui a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.”

Clarice Lispector – Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres

Ver o post original

Sexta-feira deprê

Prazer, eu sou a Adriana, costumo ser alto astral e escrever muito sobre coisas legais também, aqui no meu blog (clica aqui para acessar os outros textos)!

Mas nesta sexta-feira, particularmente, me senti assim, como o próprio nome do post, logo hoje que é sexta-feira.

Desde que acordei me sinto estranha…

Fui ao laboratório buscar a minha biópsia de boca, que a princípio não parece ter nada além do que eu já sabia, que sou portadoras da Síndrome auto imune de Sjögren.

Acho que o lugar onde me indicaram pegar o resultado do exame não ajudou muito, horrível, um papel amarelado escrito a mão Laboratório tal, sem ninguém na recepção, com um monte de papel amontoado, cara de desorganizado e sujo, e tive que chamar uma recepcionista que estava na sala atrás, que, na verdade, era uma cozinha. Aí eu pergunto, se é para ir num lugar destes, porque não mandam pela internet ou para o médico solicitante?! Deprimente!

Minha vida nos últimos tempos tem sido uma peregrinação infernal. Meu rosto se transformou (fotos), precisei muita força de vontade e fisioterapia, para recuperar a Adriana de antes.

Por dois anos em inúmeros médicos, várias especialidades, todos pelo convênio, até que resolvi pagar uma médica particular, que ficou comigo 1h45min, olhando todos os meus exames, de 2 anos para cá. Saí de lá com um diagnóstico definitivo de Sjögren e com uma lista de exames para fazer que confirmariam o que ela mesmo me explicou. Confirmaram!

Me pergunto que diabos de medicina esses médicos atualmente estão exercendo, que não conseguem juntar lé com cré, porque você precisa ir a mais de 10 médicos e depois pagar para obter um diagnóstico?!

Estou cansada, indignada com vontade de chorar e de marcar médico por médico, pelos quais passei, nesses anos, para dizer: era só você juntar as pontas que conseguiria um diagnóstico, porque eu trouxe todos os exames que fiz, mas em 20 minutos, no máximo, nenhum médico conseguiria fazer o diagnóstico correto. O único que me alertava dizendo, “estou tratando uma consequência, precisamos descobrir a causa”, era o meu otorrino.

Passei por várias infecções graves, inclusive cerebral, pneumonias de repetição, crises de asma, que nunca tinha tido, dores articulares horríveis e inchaços articulares constantes, disfunções estomacais e intestinais, disbiose, meu VHS e  também a proteína reativa C sempre altos, muito alto, indicando uma infecção constante, tive uma bronquiectasia, bonquiolite, pico monoclonal IGM-Kappa, um FAN positivo 1/640, no aparelho mitótico, exantemas cutâneos, pressão de difícil controle, labirintite, visão dupla, enxaqueca,  boca e olhos secos e, por fim, uma fadiga extrema. Além de adquirir 11k pelas medicações. Metade de tudo isso eu sequer entendia e olha que sou uma médica charlatã, que lê muito, por ser epiléptica desde os 10 anos.

Tento imaginar como me viam, sem saber o que eu tinha, com essa doença me afetando, dando todo tipo de problema e eu buscando uma resposta com cada médico, fazendo fisioterapia e pilates , acupuntura nas fases agudas, procurando ficar bem e conviver decentemente com as pessoas.

Logo eu, que sempre fui uma pessoa extremamente ativa. Várias pessoas me diziam ou achavam que era tudo da minha cabeça.  As da minha família e minhas amigas não, viam o quanto eu estava debilitada e me davam apoio.

Falar e escrever foi para mim uma terapia alternativa. E um alerta as outras pessoas, que, como eu, não foram compreendidas, no trilhar das suas doenças.

Você não é uma doidivanas! A nossa medicina, com raras exceções, é que está debilitada e com graves problemas.

Afff, depois de desabafar aqui até melhorei! Bom final de semana gente!

A pressa de ser feliz

pós 50

time-2387976_1920

Sempre sofri disso, dessa pressa de ser feliz e acho que ela é plenamente justificável.

Agora, na meia idade ela é mais plausível ainda. Tá vendo os relógios aí em cima?! Quanto tempo você acha que ainda tem para ser feliz?!

Outro dia vi um programa no GNT, Santa Ajuda, que a mãe denunciou a bagunça da filha no quarto de costura que ambas usavam e a filha dizia pra deixar a arrumação para depois.

Uma hora a mãe peguntou, depois quando se já estou com 92 anos?

Feliz dela que aos 92 anos ainda pensava em usufruir daquele espaço que lhe era tão caro e lutava para deixar do jeitinho dela e da filha.

Não se trata só da velhice, mas também de não saber o quanto de depois nós temos.  Já contei aqui no blog do desaparecimento, provável assassinato, de uma amiga minha aos 48 anos. Cheia de…

Ver o post original 38 mais palavras

Uma viagem, uma história, muitas vidas

pós 50

barcelona grandiosa Museu Nacional de Arte da Catalunha – Barcelona

Conhecer outros lugares novos me refaz. Me formei em Estudos Sociais e depois em História, sou uma apaixonada pelas crônicas da vida. Sim, porque história para mim é um conjunto de crônicas de muitas vidas.

Sagrada Família

Eu tirei a foto do post de um ônibus de turismo, estava em Barcelona e queria conhecer muito mais da história e lugares dessa cidade majestosa, onde ao caminhar se olha para cima, baixo, lados e os detalhes são tantos que provavelmente você perderá 80% deles. Me sentia com saudades e nem tinha ido embora ainda. Queria descer e caminhar por esse lugar grandioso.

Calçada do Parque Guell

Subi nesses ônibus com vontade absorver tudo o que com os pés eu não poderia conquistar e foi pouco. Foram 3 coletivos, o vermelho, o azul e o verde, para sanar a minha sede de conhecimento.

Teto…

Ver o post original 57 mais palavras

Todos os dias…

pós 50

Adriana pós 50

Todos os dias eu sento a frente do computador para escrever, faço disso uma rotina, porque gosto. Tenho um carinho enorme ao fazer isso, sempre me pergunto o que vocês gostariam de ler.

Dependendo da inspiração no dia, chego a escrever uns cinco textos, em outros um ou dois, de vez em quando paro alguns dias para descansar ou quando falta ideias.

Dou uma olhada nas notícias do dia, olho a internet, leio bastante também, faço cursos online, quero sempre me manter atualizada para não ser monótona.

Escrever, para mim, é um prazer, poder compartilhar meus escritos com vocês tem sido sensacional.

Mesmo quando fiz minha cirurgia de ombro tentei antecipar vários textos para vocês até me recuperar melhor, afinal fiquei dois meses imobilizada.

Nem sempre consigo seguir este ritmo, as vezes a saúde atrapalha, mas vou seguindo em frente com apoio de vocês .

Espero que estejam gostando…

Ver o post original

Mais da metade já passou

pós 50

paraquedas_parabens

E a caminhada até aqui foi longa, muitos trajetos percorridos, alguns retos, outros tortuosos, mas cheguei.

Estava pensando a pouco nos sonhos que não se concretizaram, não sou frustrada porque realizei outros tantos, mas fica aquele restinho de tristeza por não ter feito mais. Parece um contrassenso, porque acho que fiz muita coisa mesmo, até pular de paraquedas, um luxo!

As vezes acho que o que bate mesmo é uma certa melancolia da idade, sabemos que já dobramos o cabo da boa esperança, que o tempo não volta e que já se foi a maior parte de nossa vida neste planeta.

Portanto, acho mesmo que devemos valorizar o caminho que já percorremos e o tempo que teremos para fazer o resto de nossa estrada.

Se quer dançar, dance, vai ao cinema quando desejar, coma aquele doce que você tanto gosta, faz pipoca pra ver TV, sei lá, não fica adiando…

Ver o post original 33 mais palavras

Lya Luf e a minha compreensão de mundo

Poderíamos aprender tanto com essas palavras! A vida tem nos mostrado que o diálogo está cada vez mais difícil de acontecer, que o ser humano não quer se entender, que o racismo está se impondo e a intolerância também.

As mulheres estão se tornando posse e não apenas um gênero, que é o que diferencia socialmente as pessoas que tem direitos iguais.

Desde quando a xenofobia se instalou em nós?! Somos um país de imigrantes, assim foi a nossa formação, por quê não aceitamos as pessoas de outros lugares?!

Não é este país que quero para meus filhos, para meus netos e seus descendentes. Quero um país que respeite as pessoas, que respeite a sua dignidade.

Espero muito mais dos brasileiros do que a intolerância, o racismo, a xenofobia, o feminicídio e a discriminação que tenho assistido no momento.

Quero um país justo e digno de seres humanos. É isso que espero de nós brasileiros.

Um dia é diferente do outro

Hoje eu estava olhando a internet e ouvi uma música linda, uma homenagem ao dia dos pais.

Resolvi dar continuidade à playlist no YouTube. Aquela seleção de músicas era fantástica e fui tomar meu banho com ela.

De repente me vi cantando loucamente, como há muito tempo não fazia, porque realmente um dia é diferente do outro.

Quando se está doente e diga-se de passagem tem um ano que essa condição se agravou em mim, nem todos os dias dá pra seguir uma rotina legal.

As vezes a minha se resume à médicos, exames, fisioterapia, isso é uma constante. Outras vezes até internação hospitalar acontece, mas ontem numa consulta minha neurologista me falou: menina que fila, hein?! Mas você tem uma cabeça tão boa!

Tento converter tudo em uma lição de vida, um degrau a superar, um passo de cada vez. Minha cabeça nem sempre me dá a positividade que eu gostaria, as vezes é cansativo viver assim.

Confesso que hoje foi diferente! Tinha tempo que eu não fazia isso: cantar.

Óbvio que sou uma cantora de banheiro, do chuveiro, mas sempre gostei e acreditei, principalmente na frase, quem canta seus males espanta!

Botei pra fora! Alegre, feliz e contente, afinal de contas quem me segura sou eu mesma!

É óbvio que as pessoas à minha volta fazem a diferença de qualidade na minha vida, mas é a gente, a nossa auto estima que faz total mudança de espectro.

Hoje dei uma recuperada, uma recauchutada na minha alma e resgatei a Adriana de algum tempo atrás.

Vai lá minha gente solta essa voz, que a vida é para ser vivida intensamente, em todos os momentos!

Diário de um IGM – Kappa e de uma Síndrome de Sjögren

Depois de varias doenças e percorridas a médicos para investigar as causas, todos os tipos de fisioterapia, ortopédica, neurológica e pulmonar durante meses, resolvi procurar uma hematologista, afinal todos os médicos pedem exame de sangue. Assim começa esse diário… Descoberta, uma gamopatia monoclonal IGM kappa, por algum motivo o corpo faz uma mutação genética em parte do sangue, simplificando a explicação. Consulta com a hematologista, 2 infecções pulmonares de repetição e varias outras no decorrer de 2017/2018. Ela pede uma tomografia de pulmão e exames complementares de sangue. Na coleta de sangue no laboratório soube que um dos exames iria para São Paulo, imunofixação de proteínas séricas – nunca ouvi falar, resultado, no início de março o laboratório de SP não libera o resultado, faltou um insumo. Levo os demais resultados para a pneumologista, ainda estava em tratamento para pneumonia, um pequeno nódulo no pulmão, provavelmente a cicatrização das pneumonias.Volto para a hematologista, com resultados parciais dos exames de sangue, a princípio tudo bem, pego outro pedido para fazer o exame de SP em outro laboratório. Coleto o sangue na mesma tarde, resultado em 3 dias úteis, iria para análise em Belo Horizonte.Na liberação do resultado descubro que o atendente registrou o exame errado, ELETROFORESE de proteínas séricas e não IMUNOELETROFORESE, compreensível, nomes quase idênticos. Em contato com o laboratório o pedido de desculpas e nova coleta de sangue uma alteração: PRESENCA DE SUGESTIVA BANDA MONOCLONAL NA REGIAO DAS GAMAGLOBULINAS. SUGERIMOS IMUNOFIXACAO. No exame correto a confirmação do diagnóstico anterior que havia sido liberado por SP também, logo depois: presença agente monoclonal IGM KAPPA, procuro no doutor Google e não gosto dos resultados.Final de março levo o exame para a hematologista, fica surpresa com o resultado de monoclonal IGM KAPPA, me explica que é uma doença dos nossos plasmócitos, que deveriam produzir varios tipos de combate para as varias doenças que somos acometidos, o termo monoclonal significa que só está sendo produzidos um, o IGM KAPPA. Fala de investigar melhor, explica duas doenças possíveis, macroglobulinemia de waldenström ou mieloma múltiplo (legal, né?! Quase infartei). Num futuro próximo vai investigar a minha medula, por enquanto mais exames de sangue e uma tomografia de abdômen para investigar algum nódulo. Óbvio que fico assustada.Em abril a gastroenterologista, já que junto com a pneumonia fiz um tratamento para combater o H. Pylori, pede uma nova endoscopia, a conversa me deu mais segurança, disse que minha hematologista é ótima, foi sua residente na UnB e era excelente.No dia de retornar a hematologista temos uma longa conversa e estudados vários exames a médica me diz que o meu caso é, por enquanto, de acompanhamento, faremos sempre exames de monitoramento,  mais para a frente uma punção de medula óssea, para investigação, uma prática de rotina para quem tem essa Gamopatia monoclonal, ainda sem causa determinada, após verificar meus exames e tomografia. Pede que eu procure um reumatologista para investigar doenças autoimunes.Faço nova endoscopia, resultado, ainda com H. Pylori. Inicio novo tratamento.Maio tento esquecer tudo e vou para Pelotas para passar o aniversário da minha mãe com ela. Na volta vou para o reumatologista, novos exames de sangue, todos não reagentes, mas descobri que em 2015 teve um reagente que passou desapercebido.Junho, nova infecção, laringite agora, 12 dias afônica, meu otorrinolaringologista pede para que eu volte a gastro para investigar refluxo.Começo o tratamento para laringite e refluxo.Também tenho que voltar ao endocrinologista, rotina de anos, afinal tenho nódulos na tireoide e sou pré diabética. Ele, a gastro e o otorrino pedem que eu consulte um clínico geral ou imunologista. Nas minhas pesquisas encontro uma médica clínica geral e imunologista, com varios elogios. Marco a consulta levo todos os exames desde 2015, quando os problemas começaram a ficar mais agudos. Ela analisa com toda calma comparando todos os resultados e meu histórico, respondi a varias perguntas, inclusive sobre ressecamentos de boca e olhos. Ficamos 1h e 45 minutos. Finalmente um diagnóstico, síndrome de Sjögren, doença autoimune difícil de diagnosticar.Agora estou fazendo novos exames para confirmar o diagnóstico. Cintilografia de carótidas, teste de Schimer e Rosa Bengala com oftalmologista e biópsia de gengiva com cirurgião de cabeça e pescoço. Já fiz os dois primeiros e irei amanhã numa cirurgiã.Mantive todas as fisioterapias, porque tenho dores constantes na coluna e em todas as articulações, que inflamam, só essa atividade e a acupuntura amenizam. Faço também RPG.Visitei também a minha neurologista, sou epilética, comecei a tomar um novo remédio, para daqui a 30 dias retirar o antigo, para não ter complicações com interações medicamentosa, caso o tratamento para a síndrome se torne uma realidade.Cansaram?! Imagina como eu estou, confesso que estou cheia, mas sempre enfrentei todas as doenças que aparecem no meu caminho, então vamos lá, vida que segue!

Parabéns para vocês!

Um ano de site, um ano de página Pós50. Queria agradecer a vocês que fazem comigo esse trabalho.

Vocês que me lêem, que curtem, que compartilham, que fazem críticas, todos colaboram para o meu crescimento.

Tenho um agradecimento em especial para Sandra Aguiar Corrêa, que se tornou uma amiga neste desenvolvimento. Nunca nos vimos pessoalmente, pela distância, eu moro em Brasília e ela no Cassino, a praia de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Metade do trabalho na página Pós50 é dela, eu cuido mais do site, e no grupo de mulheres é quase completamente dela. Tenho sempre uma frase que digo pra ela, nunca te vi, sempre te amei, que aliás é um título de um filme maravilhoso que trata de uma relação de amigos à distância, sem nunca terem se encontrado, ainda na época das cartas.

Queridos obrigada por neste ano ter tido a companhia de vocês!

Política – a minha ótica

Sempre fui servidora pública, por gostar das políticas sociais e de desenvolvimento, tenho 55 anos e há 45 acompanho a política brasileira.

Sim, comecei mais ou menos com 10 anos a ter noções sobre o que era a vida partidária. Era comum em casa se discutir política. Numa família em que de um lado havia os conservadores e de outro os questionadores, ambos disputavam as urnas.

Minha formação e consciência política começava assim. Além dos livros que meu tio Paulo seguidamente me emprestava.

Sou absurdamente defensora da democracia, vivi o regime de repressão e a redemocratização de nosso Brasil.

Tenho uma percepção que até hoje o que nos falta é memória, pois políticos da minha infância continuam no cenário nacional, mesmo acusados, alguns julgados e condenados, sendo votados eleição após eleição.

O que deve mudar?! Com certeza o nosso voto, nós a chamada população brasileira! Se eles não mudam, podemos mudar a posição que eles ocupam, trocar a pessoa que estará lá nas próximas legislaturas e no executivo.

Mas cuidado, estamos lidando com o nosso futuro, não jogue esta oportunidade no lixo, sequer faça dela uma aventura. O seu voto junto com os demais podem mudar o nosso país. Vamos renovar.

Pense no país que você quer, deixe de pensar só nos seus interesses!

Eu votarei em mulheres, por quê?! Não me acho representada, os homens que fazem as políticas para as mulheres, eu te pergunto, o seu namorado, marido, irmãos te entendem?! É fácil achar o porquê. Além do mais somos 52% da população e 10% no Congresso, continha que não fecha essa.

Também não acredito em quem só fala, vive da política, virou um profissional dela, com salário garantido no final do mês, e, na real, nunca fez nada para melhorar a vida dos brasileiros, não vai ser agora que irá fazer.

É isso, não vou me furtar, vou votar, vou mudar para a política que quero ver ser implementada…

O que não pode ser resolvido, resolvido está, será?!

Sempre defendi esta tese, mas existe uma diferença entre sermos independentes, é termos pessoas que dependem de nós.

Outro dia mesmo afirmei isso para o meu marido, estava preocupado, esperando uma resposta que não vinha, não dependia dele, pedi para ele relaxar.

Depois me coloquei no lugar das pessoas que sustentam a suas famílias e que estão desempregadas, fazendo bicos, para que os filhos possam comer, ter um mínimo de vida digna e estudar.

Para elas não existiu o resolvido, para elas há somente uma grande pressão nos ombros, um mundo a ser carregado.

Há uma enorme diferença entre pequenos problemas, aqueles que nos preocupam no dia-a-dia, mas que não vão afetar efetivamente a nossa vida e grandes problemas, que são aqueles que pessoas sofreram as consequências do que não podemos fazer, que está além dos nossos limites e alcance, está além das nossas mãos.

Quando você estiver pra baixo pense naquelas pessoas que a conta de luz e de água está chegando, que o gás acabou e sequer tem 10 reais para comprar pão e trazer para casa.

Sei que parece um discurso fácil o que eu estou escrevendo, banalização do cotidiano. Realmente não é, tenho visto e vivido problemas e vejo que tem gente muito pior do que eu.

Não que isso seja um consolo, o que eu gostaria mesmo é que as pessoas pudessem superar as dificuldades em suas vidas sem sofrimento.

Me solidarizo com o sofrimento dessa gente, com quem luta no dia-a-dia, e ainda procura a tal felicidade e que consegue, com o pouco que tem, superar os obstáculos e ainda fazer a vida dos outros um pouco melhor.

O seu melhor tempo é o presente

Aqui e agora

Como você está tratando as pessoas que vivem ao seu lado? Como você reage a um carinho, quando alguém fala com você, mesmo que você esteja ocupado?

Não deixe para depois, porque o seu melhor tempo é agora, o amanhã pode ou não acontecer, tudo muda em um segundo. Muitas vezes não temos segunda chance de dar atenção ou afeto.

É tão triste nos arrependermos de não ter feito alguma coisa, ou quando gostaríamos de ter feito diferente, gostaríamos de ter dado mais atenção e mais carinho a uma pessoa e isso não aconteceu.

O tempo nunca volta ele aqui e agora.

Uma frase que a minha mãe sempre disse: ajuda de criança é pouca mas quem recusa é louca . Carrego isso comigo.

Muitas vezes, quando estamos ocupados, nosso filho pequeno chega e tentar de alguma forma chamar nossa atenção, ou tenta ajudar, ou ainda nos conversar, a irritação por vezes é imediata, porque vamos perder tempo. Pondere, nem sempre você terá seu filho seu lado por toda vida.

As crianças crescem e vão viver a suas vidas o tempo que temos é o aqui e agora. Será que realmente não podemos perder cinco minutos?!

Que sociedade é essa em que vivemos que não podemos parar para atender a quem amamos, porque estamos sempre ocupados?

Temos que repensar a importância do nosso tempo, das pessoas em nossas vidas e que relação temos com cada uma delas.

Tem gente que vem e passa por que cumpriu sua missão em nossas vidas, ao nosso lado, tem gente que ficará para sempre conosco, ou na nossa lembrança.

Uma coisa que eu sempre tentei fazer na minha vida foi acompanhar a quem eu amo, não deixar para depois o meu afeto, não ter arrependimento na despedida.

Dei esse exemplo para o meus filhos, que, mesmo morando longe, sempre viajaram para visitar seus bisavós e seus avós, porque isso tem que ser feito em vida, demonstrar o amor no agora.

Coloquei uma música aí em cima e outra aqui embaixo, parem para ouvir, percam alguns minutos, porque o amanhã é o passado, o futuro é incerto e o que temos é o presente, o aqui e agora.

A vida se resume em encontros e despedidas , vamos nos amar mais.

Estereótipos, uma visão equivocada da vida

“O que eu não gosto no Brasil é a moralidade dos imorais.” (Odair José)

Assisti ao programa do Pedro Bial com Odair José e Monique Gardenberg.

Odair está lançando mais um disco Gatos e Ratos e a Monique é a diretora do filme Paraíso Perdido, estreando no Brasil.

Acho que vocês deveriam ouvir o disco e ver o filme, principalmente pessoas que, como eu, ouviam rádio nos anos 70 e assistiam ao programa do Chacrinha, ou quem curte todo e qualquer tipo de música.

Pedro Bial fez um trabalho sensacional de resgate do Odair, aquele cantor e compositor que falava sobre pílula, empregada doméstica e prostitutas.

Que ficou marcado como cantor brega, mas que tem um conhecimento social e opiniões de uma profundidade ímpar, muitas vezes censurado na ditadura. Disse ele que sempre escreveu aquilo que via nas nossas ruas e na sociedade.

Na entrevista temos depoimentos marcantes de seus admiradores, Caetano Veloso, Zeca Baleiro (que faz a direção musical do filme) e Zuzu Angel.

Monique segue essa linha e narra toda a historia que a levou a fazer um filme sobre esse tipo de música e sua homenagem ao Odair e as músicas de uma época, hoje consideradas bregas, mas que contam história de pessoas comuns, da sua realidade social, passando por temas sobre preconceito e sexualidade.

Amei ouvir as músicas do Odair, que eu sempre gostei, que foram regravadas por varios artistas famosos. Aliás, eu tenho um disco só de músicas do Odair José, regravadas por Titãs, Monbojó, Caetano, dentre outros.

Odair se diz um artista da crítica social e do preconceito, é um autêntico e ótimo roqueiro, que não nega seu envolvimento com as drogas e a bebida e sua recuperação.

Conviveu com Raul Seixas, Nelsinho Mota e grandes nomes da sua época de sucesso, a quem fez referência como amigos.

A Monique já havia feito sucesso na direção de Ó pai, ó, retorna agora neste filme, cujas letras musicais fazem parte do roteiro.

Amei o programa, a entrevista e os trechos do filme, que pretendo ver em breve, e que traz também como artista o tremendão Erasmo Carlos, o avô da família.

Só posso deixar aqui os meus parabéns ao Pedro, ao Odair e a Monique.

Renè

“A Rene foi embora com o dono dela ontem.Foi dormindo.”

Foi a mensagem que recebi da minha cunhada hoje.

Meu irmão sempre criou cachorros, mas ele sempre ficaram no pátio, ele tinha uma verdadeira paixão por pastor alemão.

Quando ele resolveu adotar a René leu tudo o que podia sobre a criação de um cachorro dentro de casa e ela o acompanhou lado a lado, até a morte dele.

Fez parte da família e esta foto foi feita em abril, quando meus netos e filhos estiveram lá, ela fazia a festa das crianças, mesmo já estando velhinha, a véspera do seus 18 anos.

Acompanhei esses últimos dias, voltei de Pelotas na segunda-feira, queria ao menos poder estar hoje com a Nica, que desde 2006, quando meu irmão se foi, teve a companhia da Renè sempre ao seu lado.

Como ela mesmo disse na sua mensagem, a Renè hoje foi encontrar o meu dindo, seu dono, que era apaixonado por ela.

Desabafo político

Sou mulher de caminhoneiro e a única coisa que percebi foi que o diesel subiu nos postos de combustível, desde o início desta greve.

Outra coisa que acho seríssima: cortar os gastos nas áreas sociais para subsidiar, na verdade, as grandes transportadoras e não o caminhoneiro de ponta, o autônomo, aquele que luta dia a dia para manter o sustento da sua família.

O movimento teve muito caminhoneiro que precisa de um preço mais baixo de combustível, o que aconteceu foi muito mais um locaute, manipulado pelos empresários da área de transporte.

Meu marido chega a trabalhar 16h, num único dia. É uma vida difícil, estradas péssimas, insegurança nas estradas, roubo de caminhão, mortes por acidente, tudo para cumprir uma agenda e conseguir lucrar alguma coisa no final do dia.

O diesel é um combustível altamente poluente, e até hoje temos nas concessionárias caminhonetes a diesel, que as pessoas compram para circular na cidade.

Gente está tudo errado!

Governo fraco que não sabe negociar, que permitiu abusos de toda ordem. População egocêntrica que tentou passar a perna no outro que também é brasileiro, furando fila, aumentando o preço, sem nenhuma solidariedade às dificuldades que estavam acontecendo, porque o seu umbigo vem em primeiro lugar.

E agora vem cortar as verbas sociais do SUS, violência contra mulher, saneamento básico, educação, para cobrir subsídio?! Não concordo, é um absurdo.

A população deu apoio ao movimento dos caminhoneiros, porque está cheia dos desmandos, da corrupção, do desvio de verbas, principalmente para os bolsos dos políticos, chega!

Senhores políticos que tal começar a cortar na própria carne? Começando pelas verbas gigantescas do legislativo, do Judiciário, e dos ministérios excedentes, dos inúmeros cargos preenchidos pelos afiliados dos políticos, que não estão lá para servir ao público, apenas para garantir mais verbas ao seu padrinho.

Não existe milagre, salvador da pátria, discurso vazio, não acredito em quem tem mais de 30 anos de congresso e nunca tentou fazer nada, não acredito nos políticos que estão aí e que fizeram uma reforma política apenas para se perpetuarem onde estão.

O Brasil precisa de um projeto sério de governo, de programas sociais que permitam que a população possa ser empregada, ter a sua própria renda, que os tributos sejam revertidos para população em educação e saúde e demais necessidades.

Não é se perpetuando no poder de uma forma ou outra e colocando toda a família na política que vamos conseguir sair de um futuro caos.

A reforma política só serviu para que os atuais políticos possam ainda se beneficiar das verbas públicas e se reelegerem. Manter seus feudos, que é a melhor expressão da nossa política atual.

Sei que este texto vai desagradar várias pessoas, mas sou cientista política e não posso assistir tudo que vem acontecendo e continuar calada.

Vocês realmente acreditam em milagre, em mitos?!

Vamos deixar de ser marionetes, está mais do que na hora de assumir o comando do nosso futuro.

Ciclos

Sempre que eu estou em Pelotas avalio o passado e o futuro, pelas condições do meu presente. Percebo a situação em que se encontra a minha mãe, já esquecida de si mesma.

Quase uma criança, feliz com a festa de aniversário, os olhos brilhando pelas pessoas cantando parabéns, na frente de um bolo.

Penso na minha própria caminhada para a velhice. Os esquecimentos, as lembranças, as pessoas que encontrei em minha trajetória, o sentido de minha própria passagem por esta vida.

Envelhecer não é fácil, existe uma luta diária contra as dores e aflições da alma e do corpo. Este último não acompanha a velocidade dos nossos pensamentos.

Ao ver a minha mãe então velhinha e tão esquecida reflito, o quanto e até onde viveremos bem.

Hoje também assisti a tristeza e o esforço da minha cunhada frente a velhice da sua cachorrinha, que ela e o meu irmão, já falecido, criaram com tanto amor. Com quase 18 é praticamente impossível mais um ano.

O ciclos vamos se esgotando. Existe toda uma nostalgia vivenciada na tentativa de proporcionar pequenas alegrias a quem agora depende de nós, porque não têm mais forças para dar continuidade a própria trajetória de vida.

Este texto é no mínimo estranho por falar da quase morte. Todos sabemos que caminhamos para lá, mas o quanto estamos preparados para fecharmos o nosso próprio ciclo?!

Foi um dia alegre e triste e esses dois sentimentos conviveram lado a lado em todas as horas.

Precisamos aprender a envelhecer, porque essa sapiência é uma arte que podemos ou não vivenciar com dignidade.