Um dia é diferente do outro

Hoje eu estava olhando a internet e ouvi uma música linda, uma homenagem ao dia dos pais.

Resolvi dar continuidade à playlist no YouTube. Aquela seleção de músicas era fantástica e fui tomar meu banho com ela.

De repente me vi cantando loucamente, como há muito tempo não fazia, porque realmente um dia é diferente do outro.

Quando se está doente e diga-se de passagem tem um ano que essa condição se agravou em mim, nem todos os dias dá pra seguir uma rotina legal.

As vezes a minha se resume à médicos, exames, fisioterapia, isso é uma constante. Outras vezes até internação hospitalar acontece, mas ontem numa consulta minha neurologista me falou: menina que fila, hein?! Mas você tem uma cabeça tão boa!

Tento converter tudo em uma lição de vida, um degrau a superar, um passo de cada vez. Minha cabeça nem sempre me dá a positividade que eu gostaria, as vezes é cansativo viver assim.

Confesso que hoje foi diferente! Tinha tempo que eu não fazia isso: cantar.

Óbvio que sou uma cantora de banheiro, do chuveiro, mas sempre gostei e acreditei, principalmente na frase, quem canta seus males espanta!

Botei pra fora! Alegre, feliz e contente, afinal de contas quem me segura sou eu mesma!

É óbvio que as pessoas à minha volta fazem a diferença de qualidade na minha vida, mas é a gente, a nossa auto estima que faz total mudança de espectro.

Hoje dei uma recuperada, uma recauchutada na minha alma e resgatei a Adriana de algum tempo atrás.

Vai lá minha gente solta essa voz, que a vida é para ser vivida intensamente, em todos os momentos!

Diário de um IGM – Kappa e de uma Síndrome de Sjögren

Depois de varias doenças e percorridas a médicos para investigar as causas, todos os tipos de fisioterapia, ortopédica, neurológica e pulmonar durante meses, resolvi procurar uma hematologista, afinal todos os médicos pedem exame de sangue. Assim começa esse diário… Descoberta, uma gamopatia monoclonal IGM kappa, por algum motivo o corpo faz uma mutação genética em parte do sangue, simplificando a explicação. Consulta com a hematologista, 2 infecções pulmonares de repetição e varias outras no decorrer de 2017/2018. Ela pede uma tomografia de pulmão e exames complementares de sangue. Na coleta de sangue no laboratório soube que um dos exames iria para São Paulo, imunofixação de proteínas séricas – nunca ouvi falar, resultado, no início de março o laboratório de SP não libera o resultado, faltou um insumo. Levo os demais resultados para a pneumologista, ainda estava em tratamento para pneumonia, um pequeno nódulo no pulmão, provavelmente a cicatrização das pneumonias.Volto para a hematologista, com resultados parciais dos exames de sangue, a princípio tudo bem, pego outro pedido para fazer o exame de SP em outro laboratório. Coleto o sangue na mesma tarde, resultado em 3 dias úteis, iria para análise em Belo Horizonte.Na liberação do resultado descubro que o atendente registrou o exame errado, ELETROFORESE de proteínas séricas e não IMUNOELETROFORESE, compreensível, nomes quase idênticos. Em contato com o laboratório o pedido de desculpas e nova coleta de sangue uma alteração: PRESENCA DE SUGESTIVA BANDA MONOCLONAL NA REGIAO DAS GAMAGLOBULINAS. SUGERIMOS IMUNOFIXACAO. No exame correto a confirmação do diagnóstico anterior que havia sido liberado por SP também, logo depois: presença agente monoclonal IGM KAPPA, procuro no doutor Google e não gosto dos resultados.Final de março levo o exame para a hematologista, fica surpresa com o resultado de monoclonal IGM KAPPA, me explica que é uma doença dos nossos plasmócitos, que deveriam produzir varios tipos de combate para as varias doenças que somos acometidos, o termo monoclonal significa que só está sendo produzidos um, o IGM KAPPA. Fala de investigar melhor, explica duas doenças possíveis, macroglobulinemia de waldenström ou mieloma múltiplo (legal, né?! Quase infartei). Num futuro próximo vai investigar a minha medula, por enquanto mais exames de sangue e uma tomografia de abdômen para investigar algum nódulo. Óbvio que fico assustada.Em abril a gastroenterologista, já que junto com a pneumonia fiz um tratamento para combater o H. Pylori, pede uma nova endoscopia, a conversa me deu mais segurança, disse que minha hematologista é ótima, foi sua residente na UnB e era excelente.No dia de retornar a hematologista temos uma longa conversa e estudados vários exames a médica me diz que o meu caso é, por enquanto, de acompanhamento, faremos sempre exames de monitoramento,  mais para a frente uma punção de medula óssea, para investigação, uma prática de rotina para quem tem essa Gamopatia monoclonal, ainda sem causa determinada, após verificar meus exames e tomografia. Pede que eu procure um reumatologista para investigar doenças autoimunes.Faço nova endoscopia, resultado, ainda com H. Pylori. Inicio novo tratamento.Maio tento esquecer tudo e vou para Pelotas para passar o aniversário da minha mãe com ela. Na volta vou para o reumatologista, novos exames de sangue, todos não reagentes, mas descobri que em 2015 teve um reagente que passou desapercebido.Junho, nova infecção, laringite agora, 12 dias afônica, meu otorrinolaringologista pede para que eu volte a gastro para investigar refluxo.Começo o tratamento para laringite e refluxo.Também tenho que voltar ao endocrinologista, rotina de anos, afinal tenho nódulos na tireoide e sou pré diabética. Ele, a gastro e o otorrino pedem que eu consulte um clínico geral ou imunologista. Nas minhas pesquisas encontro uma médica clínica geral e imunologista, com varios elogios. Marco a consulta levo todos os exames desde 2015, quando os problemas começaram a ficar mais agudos. Ela analisa com toda calma comparando todos os resultados e meu histórico, respondi a varias perguntas, inclusive sobre ressecamentos de boca e olhos. Ficamos 1h e 45 minutos. Finalmente um diagnóstico, síndrome de Sjögren, doença autoimune difícil de diagnosticar.Agora estou fazendo novos exames para confirmar o diagnóstico. Cintilografia de carótidas, teste de Schimer e Rosa Bengala com oftalmologista e biópsia de gengiva com cirurgião de cabeça e pescoço. Já fiz os dois primeiros e irei amanhã numa cirurgiã.Mantive todas as fisioterapias, porque tenho dores constantes na coluna e em todas as articulações, que inflamam, só essa atividade e a acupuntura amenizam. Faço também RPG.Visitei também a minha neurologista, sou epilética, comecei a tomar um novo remédio, para daqui a 30 dias retirar o antigo, para não ter complicações com interações medicamentosa, caso o tratamento para a síndrome se torne uma realidade.Cansaram?! Imagina como eu estou, confesso que estou cheia, mas sempre enfrentei todas as doenças que aparecem no meu caminho, então vamos lá, vida que segue!

Parabéns para vocês!

Um ano de site, um ano de página Pós50. Queria agradecer a vocês que fazem comigo esse trabalho.

Vocês que me lêem, que curtem, que compartilham, que fazem críticas, todos colaboram para o meu crescimento.

Tenho um agradecimento em especial para Sandra Aguiar Corrêa, que se tornou uma amiga neste desenvolvimento. Nunca nos vimos pessoalmente, pela distância, eu moro em Brasília e ela no Cassino, a praia de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Metade do trabalho na página Pós50 é dela, eu cuido mais do site, e no grupo de mulheres é quase completamente dela. Tenho sempre uma frase que digo pra ela, nunca te vi, sempre te amei, que aliás é um título de um filme maravilhoso que trata de uma relação de amigos à distância, sem nunca terem se encontrado, ainda na época das cartas.

Queridos obrigada por neste ano ter tido a companhia de vocês!

Política – a minha ótica

Sempre fui servidora pública, por gostar das políticas sociais e de desenvolvimento, tenho 55 anos e há 45 acompanho a política brasileira.

Sim, comecei mais ou menos com 10 anos a ter noções sobre o que era a vida partidária. Era comum em casa se discutir política. Numa família em que de um lado havia os conservadores e de outro os questionadores, ambos disputavam as urnas.

Minha formação e consciência política começava assim. Além dos livros que meu tio Paulo seguidamente me emprestava.

Sou absurdamente defensora da democracia, vivi o regime de repressão e a redemocratização de nosso Brasil.

Tenho uma percepção que até hoje o que nos falta é memória, pois políticos da minha infância continuam no cenário nacional, mesmo acusados, alguns julgados e condenados, sendo votados eleição após eleição.

O que deve mudar?! Com certeza o nosso voto, nós a chamada população brasileira! Se eles não mudam, podemos mudar a posição que eles ocupam, trocar a pessoa que estará lá nas próximas legislaturas e no executivo.

Mas cuidado, estamos lidando com o nosso futuro, não jogue esta oportunidade no lixo, sequer faça dela uma aventura. O seu voto junto com os demais podem mudar o nosso país. Vamos renovar.

Pense no país que você quer, deixe de pensar só nos seus interesses!

Eu votarei em mulheres, por quê?! Não me acho representada, os homens que fazem as políticas para as mulheres, eu te pergunto, o seu namorado, marido, irmãos te entendem?! É fácil achar o porquê. Além do mais somos 52% da população e 10% no Congresso, continha que não fecha essa.

Também não acredito em quem só fala, vive da política, virou um profissional dela, com salário garantido no final do mês, e, na real, nunca fez nada para melhorar a vida dos brasileiros, não vai ser agora que irá fazer.

É isso, não vou me furtar, vou votar, vou mudar para a política que quero ver ser implementada…

O que não pode ser resolvido, resolvido está, será?!

Sempre defendi esta tese, mas existe uma diferença entre sermos independentes, é termos pessoas que dependem de nós.

Outro dia mesmo afirmei isso para o meu marido, estava preocupado, esperando uma resposta que não vinha, não dependia dele, pedi para ele relaxar.

Depois me coloquei no lugar das pessoas que sustentam a suas famílias e que estão desempregadas, fazendo bicos, para que os filhos possam comer, ter um mínimo de vida digna e estudar.

Para elas não existiu o resolvido, para elas há somente uma grande pressão nos ombros, um mundo a ser carregado.

Há uma enorme diferença entre pequenos problemas, aqueles que nos preocupam no dia-a-dia, mas que não vão afetar efetivamente a nossa vida e grandes problemas, que são aqueles que pessoas sofreram as consequências do que não podemos fazer, que está além dos nossos limites e alcance, está além das nossas mãos.

Quando você estiver pra baixo pense naquelas pessoas que a conta de luz e de água está chegando, que o gás acabou e sequer tem 10 reais para comprar pão e trazer para casa.

Sei que parece um discurso fácil o que eu estou escrevendo, banalização do cotidiano. Realmente não é, tenho visto e vivido problemas e vejo que tem gente muito pior do que eu.

Não que isso seja um consolo, o que eu gostaria mesmo é que as pessoas pudessem superar as dificuldades em suas vidas sem sofrimento.

Me solidarizo com o sofrimento dessa gente, com quem luta no dia-a-dia, e ainda procura a tal felicidade e que consegue, com o pouco que tem, superar os obstáculos e ainda fazer a vida dos outros um pouco melhor.

O seu melhor tempo é o presente

Aqui e agora

Como você está tratando as pessoas que vivem ao seu lado? Como você reage a um carinho, quando alguém fala com você, mesmo que você esteja ocupado?

Não deixe para depois, porque o seu melhor tempo é agora, o amanhã pode ou não acontecer, tudo muda em um segundo. Muitas vezes não temos segunda chance de dar atenção ou afeto.

É tão triste nos arrependermos de não ter feito alguma coisa, ou quando gostaríamos de ter feito diferente, gostaríamos de ter dado mais atenção e mais carinho a uma pessoa e isso não aconteceu.

O tempo nunca volta ele aqui e agora.

Uma frase que a minha mãe sempre disse: ajuda de criança é pouca mas quem recusa é louca . Carrego isso comigo.

Muitas vezes, quando estamos ocupados, nosso filho pequeno chega e tentar de alguma forma chamar nossa atenção, ou tenta ajudar, ou ainda nos conversar, a irritação por vezes é imediata, porque vamos perder tempo. Pondere, nem sempre você terá seu filho seu lado por toda vida.

As crianças crescem e vão viver a suas vidas o tempo que temos é o aqui e agora. Será que realmente não podemos perder cinco minutos?!

Que sociedade é essa em que vivemos que não podemos parar para atender a quem amamos, porque estamos sempre ocupados?

Temos que repensar a importância do nosso tempo, das pessoas em nossas vidas e que relação temos com cada uma delas.

Tem gente que vem e passa por que cumpriu sua missão em nossas vidas, ao nosso lado, tem gente que ficará para sempre conosco, ou na nossa lembrança.

Uma coisa que eu sempre tentei fazer na minha vida foi acompanhar a quem eu amo, não deixar para depois o meu afeto, não ter arrependimento na despedida.

Dei esse exemplo para o meus filhos, que, mesmo morando longe, sempre viajaram para visitar seus bisavós e seus avós, porque isso tem que ser feito em vida, demonstrar o amor no agora.

Coloquei uma música aí em cima e outra aqui embaixo, parem para ouvir, percam alguns minutos, porque o amanhã é o passado, o futuro é incerto e o que temos é o presente, o aqui e agora.

A vida se resume em encontros e despedidas , vamos nos amar mais.

Estereótipos, uma visão equivocada da vida

“O que eu não gosto no Brasil é a moralidade dos imorais.” (Odair José)

Assisti ao programa do Pedro Bial com Odair José e Monique Gardenberg.

Odair está lançando mais um disco Gatos e Ratos e a Monique é a diretora do filme Paraíso Perdido, estreando no Brasil.

Acho que vocês deveriam ouvir o disco e ver o filme, principalmente pessoas que, como eu, ouviam rádio nos anos 70 e assistiam ao programa do Chacrinha, ou quem curte todo e qualquer tipo de música.

Pedro Bial fez um trabalho sensacional de resgate do Odair, aquele cantor e compositor que falava sobre pílula, empregada doméstica e prostitutas.

Que ficou marcado como cantor brega, mas que tem um conhecimento social e opiniões de uma profundidade ímpar, muitas vezes censurado na ditadura. Disse ele que sempre escreveu aquilo que via nas nossas ruas e na sociedade.

Na entrevista temos depoimentos marcantes de seus admiradores, Caetano Veloso, Zeca Baleiro (que faz a direção musical do filme) e Zuzu Angel.

Monique segue essa linha e narra toda a historia que a levou a fazer um filme sobre esse tipo de música e sua homenagem ao Odair e as músicas de uma época, hoje consideradas bregas, mas que contam história de pessoas comuns, da sua realidade social, passando por temas sobre preconceito e sexualidade.

Amei ouvir as músicas do Odair, que eu sempre gostei, que foram regravadas por varios artistas famosos. Aliás, eu tenho um disco só de músicas do Odair José, regravadas por Titãs, Monbojó, Caetano, dentre outros.

Odair se diz um artista da crítica social e do preconceito, é um autêntico e ótimo roqueiro, que não nega seu envolvimento com as drogas e a bebida e sua recuperação.

Conviveu com Raul Seixas, Nelsinho Mota e grandes nomes da sua época de sucesso, a quem fez referência como amigos.

A Monique já havia feito sucesso na direção de Ó pai, ó, retorna agora neste filme, cujas letras musicais fazem parte do roteiro.

Amei o programa, a entrevista e os trechos do filme, que pretendo ver em breve, e que traz também como artista o tremendão Erasmo Carlos, o avô da família.

Só posso deixar aqui os meus parabéns ao Pedro, ao Odair e a Monique.

Renè

“A Rene foi embora com o dono dela ontem.Foi dormindo.”

Foi a mensagem que recebi da minha cunhada hoje.

Meu irmão sempre criou cachorros, mas ele sempre ficaram no pátio, ele tinha uma verdadeira paixão por pastor alemão.

Quando ele resolveu adotar a René leu tudo o que podia sobre a criação de um cachorro dentro de casa e ela o acompanhou lado a lado, até a morte dele.

Fez parte da família e esta foto foi feita em abril, quando meus netos e filhos estiveram lá, ela fazia a festa das crianças, mesmo já estando velhinha, a véspera do seus 18 anos.

Acompanhei esses últimos dias, voltei de Pelotas na segunda-feira, queria ao menos poder estar hoje com a Nica, que desde 2006, quando meu irmão se foi, teve a companhia da Renè sempre ao seu lado.

Como ela mesmo disse na sua mensagem, a Renè hoje foi encontrar o meu dindo, seu dono, que era apaixonado por ela.

Desabafo político

Sou mulher de caminhoneiro e a única coisa que percebi foi que o diesel subiu nos postos de combustível, desde o início desta greve.

Outra coisa que acho seríssima: cortar os gastos nas áreas sociais para subsidiar, na verdade, as grandes transportadoras e não o caminhoneiro de ponta, o autônomo, aquele que luta dia a dia para manter o sustento da sua família.

O movimento teve muito caminhoneiro que precisa de um preço mais baixo de combustível, o que aconteceu foi muito mais um locaute, manipulado pelos empresários da área de transporte.

Meu marido chega a trabalhar 16h, num único dia. É uma vida difícil, estradas péssimas, insegurança nas estradas, roubo de caminhão, mortes por acidente, tudo para cumprir uma agenda e conseguir lucrar alguma coisa no final do dia.

O diesel é um combustível altamente poluente, e até hoje temos nas concessionárias caminhonetes a diesel, que as pessoas compram para circular na cidade.

Gente está tudo errado!

Governo fraco que não sabe negociar, que permitiu abusos de toda ordem. População egocêntrica que tentou passar a perna no outro que também é brasileiro, furando fila, aumentando o preço, sem nenhuma solidariedade às dificuldades que estavam acontecendo, porque o seu umbigo vem em primeiro lugar.

E agora vem cortar as verbas sociais do SUS, violência contra mulher, saneamento básico, educação, para cobrir subsídio?! Não concordo, é um absurdo.

A população deu apoio ao movimento dos caminhoneiros, porque está cheia dos desmandos, da corrupção, do desvio de verbas, principalmente para os bolsos dos políticos, chega!

Senhores políticos que tal começar a cortar na própria carne? Começando pelas verbas gigantescas do legislativo, do Judiciário, e dos ministérios excedentes, dos inúmeros cargos preenchidos pelos afiliados dos políticos, que não estão lá para servir ao público, apenas para garantir mais verbas ao seu padrinho.

Não existe milagre, salvador da pátria, discurso vazio, não acredito em quem tem mais de 30 anos de congresso e nunca tentou fazer nada, não acredito nos políticos que estão aí e que fizeram uma reforma política apenas para se perpetuarem onde estão.

O Brasil precisa de um projeto sério de governo, de programas sociais que permitam que a população possa ser empregada, ter a sua própria renda, que os tributos sejam revertidos para população em educação e saúde e demais necessidades.

Não é se perpetuando no poder de uma forma ou outra e colocando toda a família na política que vamos conseguir sair de um futuro caos.

A reforma política só serviu para que os atuais políticos possam ainda se beneficiar das verbas públicas e se reelegerem. Manter seus feudos, que é a melhor expressão da nossa política atual.

Sei que este texto vai desagradar várias pessoas, mas sou cientista política e não posso assistir tudo que vem acontecendo e continuar calada.

Vocês realmente acreditam em milagre, em mitos?!

Vamos deixar de ser marionetes, está mais do que na hora de assumir o comando do nosso futuro.

Ciclos

Sempre que eu estou em Pelotas avalio o passado e o futuro, pelas condições do meu presente. Percebo a situação em que se encontra a minha mãe, já esquecida de si mesma.

Quase uma criança, feliz com a festa de aniversário, os olhos brilhando pelas pessoas cantando parabéns, na frente de um bolo.

Penso na minha própria caminhada para a velhice. Os esquecimentos, as lembranças, as pessoas que encontrei em minha trajetória, o sentido de minha própria passagem por esta vida.

Envelhecer não é fácil, existe uma luta diária contra as dores e aflições da alma e do corpo. Este último não acompanha a velocidade dos nossos pensamentos.

Ao ver a minha mãe então velhinha e tão esquecida reflito, o quanto e até onde viveremos bem.

Hoje também assisti a tristeza e o esforço da minha cunhada frente a velhice da sua cachorrinha, que ela e o meu irmão, já falecido, criaram com tanto amor. Com quase 18 é praticamente impossível mais um ano.

O ciclos vamos se esgotando. Existe toda uma nostalgia vivenciada na tentativa de proporcionar pequenas alegrias a quem agora depende de nós, porque não têm mais forças para dar continuidade a própria trajetória de vida.

Este texto é no mínimo estranho por falar da quase morte. Todos sabemos que caminhamos para lá, mas o quanto estamos preparados para fecharmos o nosso próprio ciclo?!

Foi um dia alegre e triste e esses dois sentimentos conviveram lado a lado em todas as horas.

Precisamos aprender a envelhecer, porque essa sapiência é uma arte que podemos ou não vivenciar com dignidade.

Os doces de Pelotas – Iphan

 

Uma coisa de que sempre me orgulhei em Pelotas foram os doces, os portugueses (ovos), os franceses (frutas em passas e cristalizadas) e os alemães (geléias e docesde frutas) todos com uma qualidade inigualável.

Agora essas Tradições Doceiras de Pelotas se tornaram patrimônio imaterial; o IPHAN aprovou que as Tradições Doceiras de Pelotas e Antiga Pelotas sejam reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

No mesmo dia, 15 de maio, o Conjunto Histórico de Pelotas (RS) foi tombado. São eles, as praças, José Bonifácio, Coronel Pedro Osório, Piratinino de Almeida, Cipriano Barcelos e o Parque Dom Antônio Zattera, bem como, a Charqueada São João e a Chácara da Baronesa são reconhecidas como Patrimônio Cultural Brasileiro.

Nunca entendi o porquê de Pelotas não ser um polo turístico no Rio Grande do Sul, minha cidade é muito bonita. E seu patrimônio está se deteriorando rapidamente.

Temos a Fenadoce, em junho, no inverno, uma festa belíssima, onde se pode provar o que há de melhor dos nossos doces. Como crítica construtiva aos organizadores penso que devam melhorar e muito o estacionamento do local, que vive cheio de barro.

Estou aqui falando de novo da minha cidade, amanhã estarei lá, para o aniversário da minha mãe e da minha cunhada.

Vou provar um patrimônio imaterial desses da foto, sendo imaterial não deve engordar, não acham?!

 

Eu filha, eu mãe

Este é o texto que resolvi fazer pelo Dia das Mães.

Não vou aqui glorificar a maternidade, vou tentar ser o mais honesta e real possível, porque eu acredito que assim é a vida, momentos de amor e alguns de quase pesadelos.

Essa é a minha realidade de vida, algumas pessoas poderão se identificar outras não, é a minha história como filha e como mãe.

Ser criada em uma família de mãe com origem alemã não foi fácil, as mães alemãs não demonstram muito os sentimentos, isso seria sinal de fraqueza. Minha infância foi difícil, não queria isso para os meus filhos.

As exigências para com os filhos germânicos é quase de perfeição. Além disso não espere demonstrações de afeto. Minha avó, que amo profundamente, não está mais entre nós, demonstrava o seu gostar pelos netos pela comida, você recebia dela lanches no meio da manhã ou tarde deliciosos, doces após o almoço e seu bolo de aniversário predileto.

Minha mãe não cozinhava, era católica, quase carola, foi educada em colégio de freiras, tinha muitas dificuldades em demonstrar afeto, achava que educar era ser rígida, quase não apanhei, mas sofri com o que considerava frieza. Já com os netos crianças ela brincava como uma menina da mesma idade.

Um dia, conversando, ela me perguntou de que maneira eu havia construído a minha relação com os meus filhos. Estávamos sempre juntos, demonstrávamos o nosso amor, diferente da relação que nós duas tivemos. Como fui educada a ser distante com ela, não demonstrar afetividade, havia realmente uma distância respeitosa entre nós.

Sei que minha resposta foi dura, mas foi sincera e profunda: mãe, eu decidi fazer o oposto da nossa relação, resolvi demonstrar todos os meus sentimentos, abraçar e beijar sempre e permitir o diálogo aberto com os meus filhos.

Amo minha mãe, tivemos muitas dificuldades vida afora, mas aprendi a respeitar todos os seus bloqueios, eles foram um exemplo do oposto para mim. Percebi o que não deveria ser feito na educação dos meus filhos.

Hoje estamos mais próximas, a velhice dela e a minha maturidade nos uniu.

Feliz dia das Mães!

Eu vou fazer a diferença!

 

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Sou de uma faixa etária de mulheres que abriram as segundas portas, antes de mim houve varias gerações que tiveram que chutar, arrombar, as primeiras, algumas inclusive morreram na luta.

Estou cansada de pessoas eleitas que não pensam um pingo em mulheres e crianças, que pensam apenas em satisfazer a suas ambições pessoais.

Sempre falo que as mulheres nascem com o instinto maternal, não precisam sequer ser mães, porque sabem cuidar, são multitarefas.

Então porque somos minoria nos cargos eletivos? Porque confiamos em homens e não confiamos em mulheres nas eleições?!

Sou mãe tem um casal de filhos e, não é que eu não confie no meu filho como pensador e executor, muito pelo contrário, ele me prova a cada dia que dei uma educação de respeito à mulher, mas ele não é uma mulher e não tem a dimensão do nosso mundo íntimo.

Eu quero que a geração das minhas netas tenha igualdade nos cargos de trabalho, nas suas carreiras, que não tenham medo de ser estupradas, que elas possam caminhar independentes e conquistar aquilo que efetivamente merecem na sua vida pessoal e que, para isso, sejam respeitadas em sua trajetória.

Eu quero fazer a diferença, quero que isso comece em casa com consideração, nas minhas relações pessoais em família já conquistei, com respeito à uma fila, à uma vaga no estacionamento, com respeito às leis.

Almejo um país e uma sociedade diferentes daquela que temos hoje, que o SER seja privilegiado em relação a TER.

Estou aposentada, mas não deixei de me atualizar, não deixei de ter sonhos, não deixei de atuar, continuo tentando fazer a diferença, ser uma pessoa melhor todos os dias.

Pretendo, nas próximas eleições, votar em mulheres. Por quê?!

Por que quero ser ouvida com respeito, quero que me entendam, que me ouçam, quero um país melhor, mais honesto, mais digno, e, acredito que as mulheres possam cuidar muito melhor das próprias mulheres, exatamente pelo instinto maternal que carregam na sua natureza.

Eu quero fazer a diferença e vou começar com as minhas próprias atitudes, como fiz no decorrer da minha vida inteira, nunca esperei pelos outros para tomar atitudes positivas, não vai ser agora que vou esperar.

Não vou esperar o país mudar, vou começar a mudar o país que desejo.

Cresça, com muita raça

Estou aqui no Cresça com o Google e uma das palestrantes está falando da importância de mulheres liderarem suas próprias vidas.

Eu só digo uma coisa para vocês tem que ser muito forte pra ser mulher porque a vida nos dá muitas rasteiras. Nos coloca a prova à todo o momento.

Primeiro nas relações sociais, onde nos impõe regras e mais regras desde pequenas e elas só aumentam no decorrer de nossas existências, depois no casamento e quando nos tornamos mãe, cobranças mil.

E, se resolvermos não casar ou não ser mãe, existe a cobrança diária do porquê desta decisão.

Quando começamos a envelhecer existem as cobranças com a imagem, com os cabelos, com a nossa pele, com a nossa beleza, ninguém respeita as nossas opções, simplesmente cobram.

Por que eu mudei completamente o rumo do texto que eu iria publicar hoje?! Porque surpresas aparecem. Talvez eu amanhã falarei sobre o Google, mas hoje o foco será mulher, emoção e força.

Já passados 3/4 do curso me liga a cuidadora da minha mãe (meu anjo – Mara), problemas nos exames venosos, saio, tento encontrar a médica, que graças a Deus me deu seu WhatsApp. Pensei que seria um caso de hospitalização, mas não, apenas a entrada de anticoagulantes, que na idade dela é um problema maior.

Vira uma montanha russa de emoções!

Acordar entusiasmada pelo curso, interromper o mesmo para tomar decisões relativas a precária saúde da mãe idosa. Mudar o foco em 180º em um segundo.

No momento, vocês sabem, eu também estou cuidando da minha energia vital, então haja raça para manter boa disposição física e mental.

Me sinto mãe da minha mãe, no mínimo uma jornada estranha, abraço um leão por dia, mas sigo em frente, firme.

Tem que ser mulher, muito mulher no mundo atual e estar preparada para as vicissitudes da vida em um único dia, além da dupla ou tripla jornada!

Só digo uma coisa, haja o que houver, nunca, nunca se restrinja, nunca desista, afinal, você é mulher e somos fortes, mesmo na flutuação dos sentimentos e emoções!

Cunhadas

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A primeira casou com o meu irmão e  foi uma segunda mãe, era namorada do meu irmão quando minha mãe engravidou.

Fui sua aia de casamento com 3 anos, sempre cuidou que roupa eu vestia, se tinha calças ou meias limpas e me acompanhava na escola, onde estudava o curso normal. Somos muito amigas, companheiras de uma vida, apesar do meu irmão já ter se despedido de nós em 2006.

A segunda casei com o irmão dela, somos amigas, temos altos papos, ela sempre me surpreende com o seu dom artístico, me presenteia com eles, artesanato ou fotografia. Pega trechos dos meus poemas e inclui nas sua fotos lindas, que é a imagem do post de hoje.

Quem disse que se começa com a primeira sílaba não pode dar certo?!

No meu caso sou abençoada com a Nica e com a Marisol.

 

 

Banco de Tempo

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Você sabe o que é um banco de tempo?! É uma tendência mundial, que apareceu com a globalização, uma troca de serviços, ou voluntariado, que, na falta de recursos, apareceu como uma maneira de driblar as dificuldades de dinheiro e de emprego.

Você troca o seu tempo, oferecendo uma habilidade sua pela a de outra pessoa. Tudo organizado em um banco de tempo, nas redes sociais, que faz a contabilidade do seu tempo doado por créditos.

Não há impostos, porque não há pagamento, nem dinheiro envolvido.

Eu participo de um, mas não é na minha cidade. Então fiquei pensando o que eu poderia oferecer. Ofereci a participação na página Pós50 , este blog e os meus serviços para estruturar cardápios, receitas, minha experiência na cozinha e segurança alimentar.

Cozinhar é uma coisa que aprendi em família, desde pequena. Aprimorei com pequenos cursos e uma pós graduação, quase terminada, na UnB, em gastronomia e segurança alimentar.

Também tenho receitas, algumas originais, posso ensinar a cozinhar virtualmente, igualmente dar sugestões de cardápio, para almoço, jantar, ou uma pequena festa. Enfim todos nós temos habilidades.

Não serei creditada, neste momento, essa ideia de ajudar virtualmente é inovadora, portanto, quem quiser, pode me acessar via blog ou no inbox da página Pós50.

Nem sempre temos serviços concretos, ou habilidades artesanais para oferecer, porém podemos apresentar ideias, e isso é muito importante, inclusive neste mundo tão virtual.

As perdas

As notícias de morte sempre me acompanharam no decorrer da minha vida, mas eu estou numa fase em que elas estão aparecendo mais e mais, cada vez mais frequentes e de pessoas mais próximas a mim, o passar dos anos nos traz perdas. Cada dia isso me abala mais…

Tem época que se foge da lembranças, boas ou ruins, para não sofrer. Por mais distante que se vá, elas estão guardadas na sua mente, as gavetas se abrem e elas voltam inesperadamente.

Há dias que não são fáceis. Perder quem se ama ou mesmo pessoas que passaram por nossas vidas nos faz enfrentar nosso próprio destino.

Tento me preparar para a perda da minha mãe, que fará 93 anos no mês que vem. Sei que ela está sofrendo, com a pouca aceitação da fraca qualidade de vida física e mental, isso a deixa abalada. O esquecimento do presente, a falta de todos os que já partiram, ela não entende o que ainda faz por aqui.

Nós, os ocidentais, realmente não estamos preparados para a velhice e para o enfrentamento da morte.

A vida é um caminho com destino certo, deveríamos saber lidar melhor com isso, com as nossas perdas.

Generatividade – a nossa capacidade de transformação

Generatividade – quando eu ouvi pela primeira vez esse termo entendi que se tratava de uma pessoa com capacidade de superação e de fazer disso uma vontade de ajudar os outros.

Que apesar de ter passado pelas piores circunstâncias da vida, ainda tinha algo de muito bom para partilhar com o seu próximo e fazer com que sempre buscassem caminhos de recuperação, aquela pessoa que poderia compartilhar um bom abraço, um amigo que poderia te mostrar a melhor face da vida.

Essa capacidade de amor, generosidade vem da sabedoria aprendida do viver e do superar.

É geralmente na meia idade que surge essa preocupação para com as pessoas, além dela mesma e da sua família.

Aparece uma necessidade de orientar a geração futura, levando em consideração a sua própria experiência de superar na vida. Orientar os mais jovens, sabendo que muitas vezes eles não ouvirão, porque precisam ter a sua própria experiência, mesmo assim, poderão se reorientar pela similaridade do que já ouviram.

Ouvi falar esse termo há uma semana, além de aprender uma nova palavra, compreendi o nosso valor em passar as nossas experiências e valores de vida para a formação das gerações depois de nós, com valores humanos e dignificantes.

Assim vale mais a pena envelhecer!

Deixa a mente me levar…

As viagens e seus planejamentos sempre me ajudam a manter minha mente sã.

Ano passado foi difícil, doença, internação hospitalar, demissão do trabalho de 15 anos, paralisia facial.

Criei o blog e a página Pós50, uma maneira de ocupar a mente, além de fixar a minha agenda pessoal em cuidar da minha saúde.

Ter ultrapassado a barreira dos 50, trouxe consequências no desgaste do corpo, mas não da mente.

O início de 2018 veio recheado de uma grande vontade, ultrapassar a fase dos problemas de saúde, me dediquei com afinco, por todo 2017, nessa superação, procurando sanar quaisquer resquícios de doença.

Me dei o direito de pensar numa futura viagem com o meu marido, férias mais amplas do que os poucos dias que temos tido.

Queria mostrar a ele o Portugal, que tanto me apaixona. Acho que é um saudável compromisso comigo mesma e com ele, merecemos.

Assim, mentalmente, estou me planejando e organizando a viagem, roteiros, acompanhando o preço das passagens de avião, vendo a possibilidade de alugar um trailer ou motorhome, em substituição aos hotéis, para termos a liberdade de ir para onde quisermos e para os melhores passeios.

Tudo dentro de um custo benefício de conforto mínimo para ter uma viagem gostosa, para explorar as mais diversas belezas lusitanas.

Tem sido ótimo, pensar nisso, enquanto ainda não consegui afastar de mim o pesadelo de doenças, que ainda me rondam, neste 2018.

Eu ainda não compreendo todo o processo pelo qual tenho passado, mas sonhar sempre acalenta a alma, no meu caso, o sonho de uma viagem a dois mais ainda.

O outono

Léo Buscaglia, é quem o outono me faz lembrar. Um professor universitário e escritor, de origem italiana, que morava nos Estados Unidos e que amava esta estação, pelo estralar das folhas enquanto ele caminhava.

No local da sua moradia, os jardins eram perfeitamente cuidados e as folhas eram varridas por seus vizinhos. Como ele gostava do estralar das folhas, nem sempre ele as varria, o que incomodava muito quem morava ao lado.

Constantemente ele recebia reclamações, ficava chateado porque ele também não queria desiludir a vizinhança, como também não queria perder aquele barulhinho gostoso.

Um dia, finalmente, ele achou uma maneira de contentar a si mesmo e ao seus vizinhos. Varreu todo o seu jardim cuidadosamente, colocou todas as folhas em um grande saco e o fechou.

Fez o que lhe agradava espalhou todas as folhas pela sua sala. E assim, todos os dias ao caminhar, as folhas estralavam sob os seus pés.

Ah, a magia do outono! Essa história real e levemente maluca me diz que sempre pode haver uma solução, sem que tenhamos que invadir o espaço do outro.

Quando o luto vira luta

Eu não conhecia a Marielle, a Romilda ou a Sandrinha, mas eu conhecia a Cláudia.

A brutal execução dessa vereadora e de seu motorista, o Anderson, mexeu profundamente comigo. Me fez reviver um dos piores acontecimentos da minha vida, o desaparecimento da minha amiga e irmã Cláudia Hartleben, sem que se tenha qualquer resposta da investigação.

Há muito tempo eu penso que as mulheres podem fazer a diferença, somos a maioria que educa no Brasil, somos quem pode mudar o nosso país.

Desde cedo eu estou muito indignada e triste, posso dizer que a situação da violência contra as mulheres tem me incomodado profundamente há anos.

Hoje eu estou chorando pelas mulheres assassinadas no Brasil, pelas execuções, feminicídios, por toda a violência contra os nossos semelhantes.

Até quando?! Quem se acha no direito de cometer atrocidades sem punição?!

Espero que a Marielle Franco, que lutava pelos seus semelhantes, tenha a justiça que tantas mulheres nunca tiveram, inclusive a Cláudia.

Uma visão sobre as mulheres, por Glorinha Kalil

Assisti pela televisão uma entrevista, com a Glorinha Kalil, sobre as mulheres.

Tanto ela como a Constanza Pascolato sempre me deram uma impressão ótima, de mulheres a frente do seu tempo.

Mesmo sendo ligadas a moda, coisa que muita gente acha fútil, não tenho motivos para discriminá-las, elas permeiam por outros assuntos com uma dignidade incrível, vencedoras.

O que me chamou mais atenção é que ambas falam de camadas que as pessoas são feitas de camadas, somos sedimentados com as nossas camadas pela idade, vivência valores e pelos nossos costumes.

A Glorinha falou muito na questão da discriminação, do que pode ofender uma pessoa, de acordo com a faixa etária e tipo de educação recebida, do que é ou não assédio.

Incrível perceber as nuances que permeiam pelas varias idades. O que pode ser falta de atenção e educação, como o uso de celular com os mais velhos, é absolutamente natural entre os jovens.

Já um assovio, que tantas mulheres ouvem ou já ouviram é muito menos aceito pelas mulheres mais jovens.

O fato é que as mulheres estão mais organizadas, entendidas de seus direitos e denunciam agora o que antes era considerado uma vergonha.

Minhas breves palavras não conseguem expressar toda a profundidade e versatilidade da entrevista da Glorinha, uma feminista, como ela mesma se intitula.

Dia das mulheres – Romilda e Sandrinha

Estava pensando um texto bem legal para fazer sobre nós mulheres e o nosso dia, isso foi interrompido pelo anúncio de dois feminicídios aqui em Brasília, dentre tantos ocorridos no Brasil.

Primeiro foi a Sandrinha, uma capoeirista, que nos anos 90 desenvolveu seu projeto de ensinar capoeira para crianças em praças públicas no Guará, cidade satélite do Distrito Federal. A vida depois fez dela uma moradora de rua, cujo companheiro colocou um final, sufocando-a e colocando fogo em seu corpo num contêiner.

Romilda era uma mulher que viveu todos os seus sonhos e realizou conquistas em sua vida, ser profissional realizada, mãe e dona do próprio negócio. Ontem, 6/3/2018, seu marido colocou um ponto final no processo de separação.

Ambas foram mortas por seus companheiros, o da Sandrinha saiu caminhando pela rua, como se nada tivesse acontecido, depois de colocar fogo no contêiner com o corpo da companheira. A Romilda foi morta a tiros pelo companheiro que depois se suicidou deixando dois filhos um de 3 e outra de 4 anos.

Duas histórias muito diferentes com um mesmo final trágico, ambas mulheres mortas por pessoas com quem compartilhavam a vida.

Dos 4.473 homicídios dolosos de mulheres, ocorridos em 2017, no Brasil,  946 são feminicídios. Estatísticas são números frios, quando se dá nome a cada mulher é que se percebe a tristeza das suas histórias.

Muitas pessoas questionam porque existe um dia só das mulheres, acredito que é porque existem problemas de discriminação, sexismo, feminicídio, infanticídio de meninas. Os problemas não são causados pelas mulheres, a maioria discriminada.

Minhas condolências às famílias dessas duas mulheres.

Feliz 8 de março – dia da mulheres!

Sonhar

Estou revendo um filme, gosto de filmes antigos, gosto de revê-los sob novos ângulos e aspectos não percebidos.

Eles me fazem viajar e constatar que ainda não perdi a minha capacidade de sonhar.

E isso é tão importante pra mim!

Essa semana, indo novamente ao médico, vocês sabem que eu tenho que fazer 1001 revisões e acompanhamentos, meu cardiologista me disse: menina a sua cara está tão boa, independente de tudo que você vem sofrendo, continue assim é isso que te faz superar os todos os seus problemas!

O filme em questão trata da vida que segue, sem sabermos do amanhã, mas colocando os nossos planos em frente.

O poder de superação e a luz que me guia, sempre, me dizem que ainda não perdi a minha capacidade de sonhar e continuar colorindo a tela em branco que é a nossa vida.

Sumida

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Olha eu aqui de novo! Andei meio sumida…

Dias difíceis os últimos. Há uma semana, voltando do pilates, senti um desconforto no peito, ardia.

Esperei por mais alguns sinais, o que os médicos recomendam, uma leve febre a noite. O desconforto continuou e a febrícula também, então na quinta procurei o meu otorrino. Exames feitos nada na garganta, ouvidos e nariz. Pediu que eu procurasse uma pneumologista sua conhecida com urgência.

Consegui a consulta para o dia seguinte, sexta-feira. A noite tive bastante dificuldade para dormir, uma tosse com secreção não me deixava. Dia seguinte no consultório o diagnóstico, pneumonia e bronquite.

Para quem passou o ano de 2017 peregrinando entre médicos, exames e fisioterapia para entrar com o pé direito em 2018 confesso que acho mesmo que não tenho, só dois esquerdos, fazer piada é necessário, manter o humor também.

Estou em tratamento, estive ontem novamente na médica, pneumonia cedendo, resta uma traqueobronquite. Tratamento para uns 30 dias com bombinha.

Minhas próximas consultas serão para investigar a fundo onde está o foco infeccioso que viaja pelo meu ser e tentar defenestrá-lo de vez.

Vou dando notícias…

 

Atalhos

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Minhas caminhadas para a fisioterapia e para o pilates tem como objetivo principal chegar lá, mas também tentar restabelecer um pouco da forma física perdida.

Os primeiros dias foram bem doloridos, as pernas incharam, doeram muito, então fui procurando evitar as subidas.

Achei alguns atalhos, entro num shopping próximo e subo a escada rolante, evito a subida e o sol escaldante. Carrego comigo uma sombrinha, ela reflete os raios solares, e estou sempre de tênis.

Agora também descobri uma rua com mais sombra, passei a dobrar nela, assim vou evitando os meus incômodos. Ainda não peguei chuva, aí terei que reavaliar os meus atalhos.

Isso me levou a refletir sobre os atalhos que tomamos na vida, para driblar as nossas dificuldades, acredito que, mesmo sem percebermos, utilizamos vários.

A mudança de trajeto para não encontrar um desafeto, ou alguém que não queremos. Olhar o celular e não atender naquela hora a ligação para a qual não estamos preparados.

Aí vem a pergunta, adiantou desviar?!

Encurtar os meus caminhos físicos tem ajudado a diminuir a dor dos meus desgastes de juntas.

Pegar atalhos na vida encurta as dores emocionais?! Estou aqui avaliando essas minhas reflexões, ainda não tenho respostas…

Dica – vamos dançar?!

Dançar é uma satisfação, fazer aula de dança é uma alegria. Quem não gosta de malhar, como se deveria fazer hoje para manter um corpo saudável, faça uma experiência com a dança, tenho certeza que algo vai mudar.

Posso dizer que precisei da dança, foi uma questão de saúde mental, ela me ajudou a passar um ano muito difícil, que foi o da perda do meu irmão. Iniciava uma depressão e fui resgatada.

A dança me conquistou, fiz varias aulas de dança de salão, bolero, tango, salsa, samba,forró, soltinho, zouk (nunca tinha ouvido falar), não sou nenhuma exímia, mas renovou a minha alma.

Tenho que fazer um agradecimento especial ao meu amigo Marquinho, meu primeiro professor, que hoje dá aulas maravilhosas em Belo Horizonte.

Não existe solidão na dança, existe parceria, companheirismo, alegria. Os professores promovem bailinhos, para que você treine e se divirta, indicam bons lugares para se ir, acompanham os alunos, tiram para dançar, independente da sua maestria.

Que tal fazer uma experiência e depois vir aqui me contar como foi?!

Dança é vida! Tenho certeza que você vai sentir uma renovação no seu corpo e na sua alma, a auto-estima agradece.

Regras de convivência

Uma das coisas que eu percebo cada dia mais, lamentavelmente, é que as regras de convivência estão se perdendo.

Coisas de educação pura e simples como, bom dia, boa tarde, e com alguns agravantes, vou citar alguns acontecidos comigo ou presenciados. Cheguei na minha fisioterapia e tinha uma recepcionista nova, sorri e falei: bom dia, ainda não lhe conheço como é seu nome? Resposta, um momento, fui saber o nome dela no dia seguinte, porque ouvi outra pessoa dizer ao meu lado.

Ao sair do meu prédio vi que tinha um porteiro novo, dei bom dia, faço sempre, no elevador, com quem eu cruzo, novamente sem resposta, um silêncio constrangedor. Ao voltar tentei nova abordagem, cumprimentando novamente, olhou para mim e baixou a cabeça, realmente não estou acostumada a isso.

Dando continuidade, tenho-me deslocado sempre a pé para a fisioterapia. O que é ótimo faço uma, caminhada, a fisioterapia e complemento o retorno com outra caminhada. Nesse ínterim o que eu mais vejo nas calçadas é cocô de cachorro e papel atirado pelas pessoas de seus automóveis.

Dizem que na minha cidade existe um surto de amebíase, porque os donos dos animaizinhos, que não tem culpa, simplesmente não recolhem o cocô dos seus bichos. Gente qualquer tipo de fezes causa doença.

Eu já tive cães e gatos em casa e digo para vocês, tem que gostar, porque eles necessitam de atenção, caminhar, necessitam de natureza, ar puro, fazer xixi e cocô, como nós e isso é uma coisa que o dono tem que cuidar, para que aquele que não tem bichinho não se sinta agredido com a falta de cuidado das pessoas que os tem.

Sobre papel e lixo de carros, nós mesmos sofremos as consequências com bueiros entupidos, cidade suja, enchentes.

O episódio mais grave de falta de educação que conheço é de uma lata de refrigerante, atirada de um ônibus, que bateu em um motociclista, que perdeu o controle, caiu, foi atropelado e morreu.

Percebo que o mundo anda muito mal-humorado/educado. Não se cumprimenta mais, não se diz por favor, obrigado, com licença, não se espera a pessoa sair do elevador ou do metrô para poder entrar. É um atropelamento geral, do eu primeiro.

As regras de convivência estão ficando no passado e eu acho isso muito triste, porque a boa educação faz tanta diferença para todos terem um bom dia.

As exigências e os limites existem para um bom convívio, para que ninguém saia por aí atropelando o espaço alheio, para que as pessoas fiquem mais confortáveis ao viver uma ao lado das outras.

Então, porque não retomar a educação?! São coisas simples que tornam o dia muito mais agradável. É muito triste ter que conviver com a irritabilidade dos outros, com o mau humor, com a falta de sensibilidade e com a falta de educação.

De minha parte, vou continuar cumprimentando as pessoas que cruzam comigo, se me responderem ficarei feliz, caso não, vou continuar dando bom dia, porque eu sou insistente e talvez um dia desses eu receba o retorno.

Uma ótima noite para todos!

Abrindo o meu coração

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Resolvi que aqui, no Pós50, eu falaria sobre tudo que nos atinge depois dos 50 anos, posso falar da minha experiência de vida, porque é a minha…

Me considero inteligente, sagaz, sem falsa modéstia, tenho boas tiradas e bom humor e posso ser extremamente irônica, minha cabeça está sempre atenta, acho que me defino numa palavra, intensa. Assim são os meus sentimentos.

Mas como sou não tem nada a ver com saúde, infelizmente, porque, toda a agilidade mental que tenho é atropelada por doenças e restrições do meu corpo. E, abrindo o coração, acho isso uma baita sacanagem.

Tô achando que está mais do que na hora do Cara lá de cima dar uma forcinha, afinal quero voltar para a minha vida normal, sem agenda médica intensiva.

E já vou adiantando que estou fazendo a minha parte, cumprindo o Deus ajuda quem cedo madruga, mas a letra do Deus escreve certo por linhas tortas, deve estar tremula ou ilegível, porque os anjos não estão conseguindo ler direito e ajudar devidamente.

Queria não falar disso em 2018, juro, mas tenho me sentido podada, tento tratar tudo com bom humor e vou escalando a minha montanha de empecilhos

Voltei para o pilates esta semana, vou para a terceira aula. Volto para a fisioterapia amanhã, além daquela que trata os músculos, agora farei a pulmonar também.

Nem vou listar aqui o número de doenças crônicas e medicamentos que estou tomando porque o que mais quero é deixá-los no passado, então xô, sai prá lá, não vou registrar,  é o poder da palavra não escrita!

O meu coração me diz, eu te amo, tô contigo e não abro, vamos devagar e sempre em frente!

E agora falando com a dona funesta frente a frente, eu estudei ciência política e moro em Brasília, não sou política, portanto, quando você ouve as pragas e os xingamentos da população brasileira, não é a mim que você tem que patrulhar, me erra, o endereço é mais lá pros lados da Praça dos 3 poderes em Brasília, vai rondar por lá!

Ufa, abrir o coração também cansa 🤪 !

Sanfona

Quem se sente assim?!

Eu, confesso que a vida inteira foi assim. Até os cinco anos não, eu era magra, mas criança magra, naquela época, não era criança saudável, então me levaram para uma consulta, para eu engordar, a partir daí virei uma sanfona.

Agora chegou a menopausa e parece que isso piora ano após ano.

Esse ano passado foi fatídico, tratamentos e mais tratamentos com corticoide, para superar algumas das doenças a que fui acometida.

Tenta somar menopausa e corticoide resultado = 10 quilos a mais.

E aí as pessoas que não entendem nada, absolutamente nada de biotipo, de metabolismo, te tratam como malandro e preguiçoso.

Surgiu agora o termo gordofobia, amei, porque exatamente isso, só pode emitir um conceito sobre você um nutricionista, um médico que te conheça e acompanha, o restante é preconceito.

Eu só emagreço quando corto completamente da minha vida carboidratos. Se comer uma fatia de pão integral no café da manhã, esquece qualquer outro durante o dia, seja duas colheres de sopa de arroz no almoço ou uma micro batata, acabou a quantidade de carboidratos ingerida no dia.

Então é o seguinte minha gente, sim sou sanfona, luto contra isso por conta da minha saúde, mas não me julgue, tente calçar os meus sapatos, passar pelo que eu passo todos os dias, talvez aí você entenda.

Ninguém, absolutamente ninguém é igual ao outro, vamos tentar em 2018 não julgar as pessoas e sim ser mais solidários com elas.

E continua o regime…

Desejo – Victor Hugo

O escritor e poeta Victor Hugo descreveu todos os possíveis desejos na medida certa, para que, sê atendidos, nunca percamos a nossa humanidade!

Um ótimo Ano Novo para vocês, carregado de desejos realizáveis ❣️

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Desejo primeiro que você ame,

E que amando, também seja amado.

E que se não for, seja breve em esquecer.

E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim,

Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,

Que mesmo maus e inconseqüentes,

Sejam corajosos e fiéis,

E que pelo menos num deles

Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,

Desejo ainda que você tenha inimigos.

Nem muitos, nem poucos,

Mas na medida exata para que, algumas vezes,

Você se interpele a respeito

De suas próprias certezas.

E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,

Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,

Mas não insubstituível.

E que nos maus momentos,

Quando não restar mais nada,

Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,

Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,

Mas com os que erram muito e irremediavelmente,

E que fazendo bom uso dessa tolerância,

Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,

Não amadureça depressa demais,

E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer

E que sendo velho, não se dedique ao desespero.

Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e

É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,

Não o ano todo, mas apenas um dia.

Mas que nesse dia descubra

Que o riso diário é bom,

O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,

Com o máximo de urgência,

Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,

Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,

Porque é preciso ser prático.

E que pelo menos uma vez por ano

Coloque um pouco dele

Na sua frente e diga “Isso é meu”,

Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,

Por ele e por você,

Mas que se morrer, você possa chorar

Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,

Tenha uma boa mulher,

E que sendo mulher,

Tenha um bom homem

E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,

E quando estiverem exaustos e sorridentes,

Ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer,

Não tenho mais nada a te desejar.

Em 2018 eu vou…

Se eu pudesse dar um conselho sobre o novo ano pra vocês, eu diria não adiem o seus sonhos, projetos e planos.

Verifiquem o que é realmente importante e relevante para a sua vida e façam disso o maior sonho a conquistar, invistam nesse projeto.

Eu não estou falando só de coisas materiais, também estou falando de vontades, desejos, sejam eles ter um filho, ser voluntário, ter um negócio próprio, um carro, ou fazer a viagem dos sonhos, ou conhecer um parente interessante, ou fazer uma grande amizade, de um grande ou simples desejo.

Se prepare, se organize e vá viver a vida, invista em você em 2018, seja feliz!

Porque o mundo e a vida se vive no presente, não na saudade do passado, nem na angústia do futuro.

Feliz Ano Novo! Um 2018 pleno de realizações ❣️

E 2018, planos?!

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Planos não devem faltar, mas temos que cuidar para não extrapolar o que realmente podemos fazer.

Eu confesso que nos últimos 30 dias me esforcei para colocar tudo o que eu podia da saúde em dia. Pensava já entrar em 2018 zerada, ainda não estou, porém estou cuidando disso com carinho.

Quero saúde e uma certa estabilidade em 2018, isso resolvido, sinceramente, além de ir a Pelotas, gostaria de investir em alguma viagem para mim. É o meu maior prazer, conhecer novas culturas e ter novas experiências. Isso pensando em planos meus.

Olhando para o Brasil e para o mundo, não vou só pedir a paz mundial. Desejo sim, mais compreensão e empatia, que as pessoas revejam o TER, o consumo excessivo e realmente vejam a importância do SER, principalmente mais humano.

Todo ano na passagem eu peço sabedoria, não é aquela sapiência inútil, é saber medir as decisões, ter discernimento ao viver e ao tratar meus semelhantes. Esse ano também vou pedir saúde minha gente, se faz necessário.

Façam seus projetos futuros, está chegando a hora, vamos nos preparar para um ano melhor.

Meu desejo para todos vocês é de um 2018 sensacional!

 

 

 

2017 o ano que continuou em 2018

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Gente do céu, pensem num ano difícil!

No trabalho o ano começou conturbado, joga a gente pra lá, volta pra cá, fica-se no aguardo de melhorias e nada…

Em abril começa um febrão, nos primeiros 10 dias, diagnóstico, virose, o médico mesmo diz, quando não se sabe o que é dizemos ser virose, isso na segunda.

Na madrugada de quarta para a quinta-feira os dois ouvidos estouram, vai para o pronto-socorro, começa o antibiótico. Oito dias depois um formigamento estranho na boca, parecia que a xícara não encaixava direito, vai no PS de novo, no atendimento pedi um otorrino, caí em excelentes mãos.

O médico fala, é grave vou te internar! Oi… O que?! Já ouviram falar em otomastoidite com paralisia facial (essa eu conhecia), nem eu … Me mandou imediatamente para o PS começar a medicação enquanto aguardava uma tomografia cerebral, que confirmou o diagnóstico, 10 dias de hospitalização, uma cirurgia para drenar a infecção e o rosto completamente torto.

Durante os dias de hospitalização meus diretores foram demitidos, eu sabia que também seria, segundo escalão imediato.

Saio do hospital descompensada, o médico já havia me avisado, vou te curar disso, mas, em compensação, teu corpo será todo desregulado, falou e disse, preciso que  especialistas te acompanhem! Açúcar alto, pressão desequilibrada, nervos da face paralisados. Segue tratamento em casa, muita fisioterapia, visita a neurologista, cardiologista, endocrinologista, fonoaudióloga, fisioterapeuta neurológico, acupunturista, tinha uma agenda de saúde plena.

Assim que os antibióticos e corticóides terminaram já em meados de maio sinto no ombro dores agudas que me impediam inclusive de dormir, vamos para o ortopedista?! Vamos!

Exames feitos rupturas de tendão e ligamentos, quase totais. Resultado,  o médico anuncia cirurgia em agosto e 2 meses de imobilização e a fisioterapia que ainda tem que completar.

Junho, finalmente férias e uma viagem planejada, desde dezembro do ano anterior, com minhas amigas, para Portugal e Espanha. Último dia no exterior chega a mensagem da minha exoneração naquela semana, já previsível. Mas cada dia da viagem compensou o que aconteceu antes e deu energias para o depois.

Julho um monte de anti inflamatório e remédios para dor para aguentar até a cirurgia em agosto.

Setembro imobilização e fisioterapia em casa.

Outubro o hospital Sarah me liga para fazer a cirurgia de vértebra deslocada, esqueci de falar, foi diagnosticada em janeiro, foi postergado devido ao tratamento de ombro e ainda estou analisando.

Tanta tensão e veio a consequência, uma convulsão, que agora está sob controle com mais medicação.

Novembro, vamos visitar minha mãe em Pelotas, tudo ótimo com passeios, já no avião vem a notícia, ela havia sido hospitalizada, bate volta Brasília/ Pelotas. No regresso, na saída do hospital, tendo em vista os cuidados necessários, levo minha mãe para uma casa geriátrica, acho que gastei minhas lágrimas nesse episódio.

No retorno a Brasília sigo direto para o hospital, infecção das vias aéreas superiores, bronquite e sinusite, mais medicação.

Passou dezembro e eu estou aqui pensando em tudo de bom que tive em 2017: meu marido o tempo todo ao meu lado, me dando o amor e o apoio que necessitei; filhos (aqui nestas palavras estão nora e genro) se revezando em cuidados comigo e me fazendo sentir o quanto sou amada; minha neta mais velha me acompanhando no hospital e se fazendo presente sempre que precisei; minhas amigas se alternando para me cuidar e me divertir;  meus pequenos netos enviando mensagens de apoio no WhatsApp, pedindo para a vovó melhorar logo; uma viagem incrível para recuperar a alma e dar as forças para prosseguir; amigos de longa data e longa distância enviando mensagens de força e energia; parentes próximos segurando a onda quando eu não conseguia; minha mãe me abraçando no dia em que me despedi dela e me dizendo que me ama! Criei o blog e a Página Pós50 e o grupo de mulheres Conversando o Pré e o Pós50, pensem numa criatividade a mil!

Por mais que 2017 e 2018 também esteja sendo difícil, estamos quase em setembro e este ano também foi de médicos, exames e fisioterapia e novos diagnósticos, mas ainda consigo reconhecer o lado bom em tudo e só posso dizer – minha gente obrigada por todo o apoio!

Dou notícias…

Uma idéia de Natal

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A minha ideia de Natal é em família, cercada pelos que eu amo. Por isso a coisa mais marcante pra mim é o presépio.

Sempre tivemos árvores de natal lindas dentro de casa, a que a minha vó montava era a maior e a mais bonita de todas. A da nossa casa todos nós ajudávamos a montar, com as bolinhas multicoloridas, que eram ainda quebráveis. Tinha coisas muito especiais, botinha do papai Noel, estrela guia. Era tudo guardado como relíquia e desencaixado todos os anos, para no seguinte fazer parte da nova árvore que era um pinheiro natural, um galho dele.

Na casa da minha vó, além da árvore, sempre teve um presépio simples mas significativo.

Tinha a visita de um papai Noel, com uma máscara assustadora e a distribuição dos presentes.

A meia-noite cantávamos noite feliz, crianças e adultos, mesmo no ano do falecimento do meu avô.

Assim são as lembranças dos meus natais em criança. O Natal me emociona sempre.

Espero que meus netos lembrem desta data com o carinho que eu tenho das minhas recordações, também espero que eu proporcione a eles lembranças doces como as minhas, porque recordar é viver e viver com carinho é tudo de bom!

Desejo a todos vocês um feliz natal, sempre lembrado do querido aniversariante ❣️

A dor e a delícia de ser mulher

Se tem uma coisa que eu sempre gostei de ser foi ser mulher.

Só invejo os homens em um único momento,  o de usar o banheiro público.

Como mulher temos uma sensibilidade ímpar e quando somos mãe criamos um vínculo inigualável com os nossos filhos.

Mulheres, podemos ser as melhores amigas ou as mais vingativas criaturas. Acolher ou repudiar, faz parte da alma feminina essa contradição.

É óbvio que nem tudo são flores, as mudanças hormonais durante a vida, o estresse da dupla jornada,  como somos sobrecarregadas.

Sofremos preconceito na carreira escolhida e, quando optamos por ser só donas de casa e mães, também sofremos preconceito,  como se não tivéssemos nenhum afazer, esperam que estejamos sempre lindas, perfumadas e perfeitamente arrumadas.

Também somos vítimas da violência do homem, muitas vezes o próprio companheiro, um histórico triste.

Mas como conduzimos nossas vidas e nossa jornada com destreza, sabendo conciliar inúmeras tarefas e atribuições, assim meio polvo, usando os braços e a mente com velocidade incrível, multifuncional.

Não há aqui qualquer discriminação com os homens neste texto,  nossos companheiros de jornada,  apenas a minha constatação de gostar de ser mulher.

Me encanto com o feminino e suas contradições.

Espinha na garganta

Gosto de parar pra conversar com a minha neta mais velha por telefone.

Ela já está na universidade, é uma das pessoas mais inteligentes e carinhosas que eu conheço.

Sempre que podemos tiramos um tempinho para um almoço avó e neta, mas a universidade agora a ocupa bem mais, requer mais dedicação aos estudos intensos, foi um semestre difícil, muito diferente do segundo grau.

A universidade tem seus meandros que só um semestre surrado para nos ensinar a adaptação.

Mas a pauta não é ela e sim a conversa que tivemos. Para mim foi muito importante, com ela eu me sinto à vontade de falar dos meus sentimentos mais recônditos.

Nessa conversa me dei conta da espinha que tenho atualmente atravessada na garganta. E me vi falando de uma tristeza que tenho carregado comigo.

Eu já falei anteriormente que eu sou cientista política e atualmente eu sequer consigo falar em política.

Quando eu procurei um curso nas ciências sociais e humanas eu estava numa fase em que pensava que poderia mudar o mundo, como todo jovem.

Agora me vejo reavaliando todo um caminho, a minha trajetória, de vida dedicada às políticas públicas e me pergunto porque estamos onde estamos.

Eu não tem uma resposta,  eu não consigo achar uma resposta, eu não consigo falar de política, porque o que está aí não é política é politicagem, é oportunismo.

Eu espero que um dia eu consiga voltar a discutir políticas públicas e não ouvir sobre corrupção, desvio de verbas públicas, trocas de favores, troca de recursos públicos por voto.

Para quem sempre se preocupou com a fome, com que cada brasileiro tivesse um prato de comida na mesa, que tivesse uma educação decente e saúde de qualidade, este é um momento de profunda tristeza com Brasil.

Eu tive uma formação humanista, não acredito nessa sociedade que se só se importa com o próprio umbigo, sem enxergar o seu semelhante, não acredito no ter em detrimento do ser. Isso nunca vai transformar o Brasil em  um país melhor.

Mas se tem uma coisa que eu não acredito, e o Brasil já nos provou isso em outras eleições, é em salvadores da Pátria, isso não existe, o que existe é uma população educada e comprometida com futuro do seu país, não oportunistas de plantão.

Não existe atualmente a possibilidade de se discutir política, virou agressão gratuita, não pergunto sobre a tendência política, eu tenho a minha, e vou respeitar o que vier nas eleições, talvez só não continue por aqui, porque não existe milagre.

O que me interessa é voto consciente. Conheça a plataforma da pessoa em que você vai votar, a história de vida dessa pessoa, não se deixe levar por discurso vazio.

Viver de política e não para a política, essa é a realidade de quem vive se reelegendo, salário fácil, pouco trabalho, por vezes 2 projetos em 3 décadas.

Não existe salvação sem investimento em educação, sem mexer nas estruturas sociais. Tem que haver um comprometimento com educação, com saneamento básico.

Eu fui professora, não vejo futuro para o Brasil sem investimento em educação básica e nos demais níveis, sem investimento em pesquisa, nós estamos exportando os nossos melhores valores.

Estamos numa crise de falta de diálogo, discurso vazio, sem projeto de trabalho.

Afundamos tanto que não será fácil vir a tona. E nós, brasileiros, temos que nos comprometer com o projeto que queremos de país e não esperar que alguém tome o timão das nossas mãos e faça o projeto de Brasil dele, não nosso.

De qualquer forma, independente da escolha, quem vai pagar as consequências seremos nós. O povo americano já está pagando…

Dia Internacional de combate a Corrupção

Não é hoje, é no dia 9 de dezembro, mas vários órgãos já começaram uma semana de alerta ao combate da corrupção.

Isso me fez lembrar de uma história que aconteceu esse final de semana. Uma jovem, com filho de colo, estava numa fila preferencial, na frente dela uma senhora idosa e na frente das duas um casal, que queria comprar cerveja. A caixa perguntou se elas se importavam que o casal passasse na frente, já que estavam numa fila preferencial. A senhora idosa respondeu que não, mas a jovem com bebê de colo disse que se importava sim, o que deu início a uma discussão entre o casal e a mesma.

Indignados o casal se julgava correto por estar na frente da fila, mesmo que essa fila não fosse a correta, foram discutir com a jovem mãe e ela respondeu que é assim que começam as pequenas corrupções, quando as pessoas se acham no direito de usufruir daquilo que não lhes é devido.

Eu concordo completamente com a jovem mãe.

No mês passado vi uma mãe de uma criança deficiente física chorar e pedir aos pais que não ocupassem as vagas preferenciais na frente da escola, isso impedia que ela locomovesse a cadeira de rodas da filha, o que acontecia todos os dias, naquele dia ela extravasou.

Todo tempo se vêm pessoas ocupando vagas de idosos e deficientes por cinco minutinhos, outras indo para fila preferencial ou exclusiva para grávidas, deficientes e idosos, sem ser nenhum deles, sempre tentando alguma coisa para passar à frente dos outros como se elas fossem exclusivas do mundo, como se tivesse um direito divino de fazer aquilo que é melhor para elas, ignorando o direito do outro.

Vejo muitas pessoas bradarem contra corrupção. Sempre me pergunto o quanto estamos respeitando o direito do outro para reclamar da corrupção brasileira .

Você pode até não concordar com a questão das preferências, das cotas, porém é lei e lei foi feita para ser respeitada e cumprida. Se não concorda, tente mudar isso pelas vias legais, mas não tente usufruir de um direito que não é seu.

É assim que eu penso, que no dia do combate à corrupção todos deveriam refletir se podem realmente exigir dos seus representantes que não sejam corruptos. Devemos exigir sempre e dar o exemplo também!

Basta de corrupção!

O que o dezembro tem a ver com a AIDS?!

Primeiro de dezembro é o dia Mundial de Combate à AIDS.

Com o crescente aumento da doença principalmente entre os jovens se faz necessário vários esclarecimentos sobre essa doença.

A AIDS tem um coquetel que trata mas não cura a pessoa que adquiriu. Ela terá AIDS pela vida toda. Poderá tratar e terá os sintomas amenizados e poderá levar uma vida normal, se tomar o coquetel de medicamentos, poderá conviver com a doença, mas nunca será curada.

As pessoas tem medo de fazer os testes. Eu sempre fiz todos eles AIDS, sífilis, hepatite, porque não quero ter e tampouco contaminar as pessoas com quem eu convivo, até porque eu tenho uma saúde absurdamente frágil e sofro com a minha imunidade baixa.

Pessoas continuam sendo contaminados mundo afora pela falta dos testes, por terem medo de fazer os mesmos e acabam transmitindo para o seus parceiros a doença.

Ao ler sobre o assunto acabei descobrindo uma coisa que eu não sabia, como o vírus é mutante, se a pessoa transar com outra que também tem a AIDS, elas podem trocar seu tipo de contaminante e criar um terceiro tipo de vírus, portanto é imprescindível usar camisinha em todas as relações sexuais.

A mulher que engravida e tem AIDS ao ser tratada durante toda a vida e a gravidez não transmite a AIDS ao seu filho.

Mulheres façam o teste! Protejam o seus filhos e a sua família! A cada hora 18 crianças são infectadas no mundo, segundo dados do UNICEF.

A informação e o conhecimento sobre AIDS são as principais ferramentas para combater essa doença, que já foi trágica hoje não é mais.

Façam o teste, não tenham medo. Tem pessoas que convivem há mais de 40 anos com o vírus e estão aí provando que se tratar é o melhor caminho.

Realidade virtual

Li uma reportagem super interessante sobre Jaron Lanier, escritor e filósofo,  considerado um visionário da realidade virtual, ainda nos anos 1980.

Embora seja um dos caras do Vale do Silício, criticou o Facebook e o Google e diz evitar as redes sociais como evita as drogas e essa é a parte mais importante das suas próprias palavras.

Acha que para os adultos essas redes são importantes para restabelecer relações do passado, reconectar as pessoas, mas para os jovens, que ainda estão com as ideias em formação, julga ser prejudicial, porque formata o pensamento, direciona, não proporcionando uma avaliação crítica, limitando suas habilidades.

Além do mais as redes sociais utilizam os dados das pessoas. Reconhece na tecnologia dois lados, o da beleza e o do horror, no primeiro caso todas as possibilidades de desenvolvimento na ajuda ao homem, como o desenvolvimento da robótica na medicina, por outro lado a perda massiva do homem pela máquina, no mercado de trabalho.

Como não refletir sobre a tecnologia com esse filósofo e visionário da realidade virtual, que chega a comparar as redes sociais com as drogas?!

Me faz pensar no futuro da humanidade…

O sapato do outro

Caminhando em seus sapatos, essa é a exposição no museu da empatia, uma experiência única para que as pessoas se coloquem no lugar do outro.

Eu vi um programa no GNT, aliás dois programas, que falavam disso, dessa exposição. O assunto é empatia, se colocar no lugar do outro, calçar o sapato deles e sentir sua bagagem de vida.

Essa prática foi feita por um museu que pegou literalmente o sapato das pessoas e a suas respectivas histórias narradas por elas.

Foram mostradas uma história de uma mulher muçulmana, outra de um boxeador, a história de uma mulher com uma diferença na perna, dentre varias histórias bem tristes de pessoas e suas dificuldades na vida.

Você calçava o sapato e também ouvia a história daquela pessoa, várias pessoas saíram chorando depois da narrativa, porque havia todo um contexto de entrar no contexto narrado.

Provocar a empatia, você se colocar no lugar do outro, ao calçar aqueles sapatos. Numa época em que nós vivenciamos tantas agressões verbais, preconceitos, racismo quem sabe calçar o sapato, nem que seja mentalmente, ao ouvir a história dos nossos semelhantes, já que essa experiência do museu não vai chegar para todos, não seria uma boa experiência?!

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“Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter… Calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida.” Clarice Lispector

Elegância e/ou beleza?!

Eu publiquei um texto, da Revista Pazes, na minha página Pós50, sobre elegância, que elegância não se veste, se tem. O que eu concordo plenamente e quis dar continuidade a este texto aqui no blogue e fui escolher uma foto sobre elegância na Internet,  nas páginas de fotos gratuitas.

O que me chamou atenção foi que todas as fotos que traduziam elegância para mim, foram feitas sobre a natureza,  eram incrivelmente elegantes, de cisnes, de borboletas,  de flores, de um pavão. A natureza por si só é de uma elegância ímpar,  mas já as fotos que os humanos produziram, muitas vezes eram bonitas, entretanto misturavam o conceito de elegância com o de beleza.

Muitas sobre o nu ou semi nu, belas, mas ao meu ver não expressavam elegância.

Lembro de uma foto de um nu de extrema elegância, da atriz Demi Moore,  grávida,  que causou muito impacto na sua época, um alvoroço, ali havia elegância,  mostrava uma mulher no auge da sua gravidez, exuberante,  bela e elegante, sem ser vulgar.

Porque sim, a beleza pode também ser vulgar, inclusive constranger, estão aí as revistas de nudismo para comprovar o que eu digo, mas também podem ser belas, como os quadros renascentistas.

Confesso que tive dúvidas ao escolher a foto deste post, havia beleza, poucas eram também elegantes.

Costanza Pascolato e Gloria Kalil para mim são dois exemplos de elegância, porque antes de tudo são extremamente educadas.

Aí pensei o que era elegância para mim.

Para mim a elegância vem de dentro, da nobreza de caráter, dos gestos de cortesia, das palavras de amabilidade, da polidez com o outro, dos olhares de compreensão e solidariedade.

Nada mais elegante do que a gentileza que gera a gentileza!

Tentar e tentar…

Eu sei que nos últimos tempos os meus textos tem sido um pouco nostálgicos, mas eu queria dizer pra vocês que faz parte da vida e dos dias atribulados, em que as vezes nós não percebemos como sair deles.

Tento sempre pensar em como fazer da melhor forma. Eu sempre peso muito bem os meus atos, para que caso tenham consequências e atinjam as pessoas ao meu redor, o façam de uma maneira que elas me entendam, que não foi proposital mas sim por que era necessário ou eu não tinha outra saída.

Isso faz parte de um aprendizado de vida constante, de uma pessoa que a cada dia tenta melhorar um pouco mais, tenta ser cada dia mais humana, mais compreensiva, respeitando o ir e vir das outras pessoas que estão ao meu lado, seja por convivência ou seja por passagem.

Nem sempre conseguimos não magoar, não atingir, mas podemos sempre tentar fazer do nosso dia um dia melhor, um dia de somas e não de subtrações.

É essa a mensagem que eu queria deixar hoje pra vocês. Devemos ser como água que sempre procurar o melhor caminho entre as pedras.

Cada dia pode ser vivido de uma maneira melhor, pense nisso!

Pelotas

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Pelotas é uma cidade linda como diz uma amiga, a pequena Paris, mas muito mal valorizada no seu aspecto turístico. Eu particularmente não entendo como faz tão pouco sucesso, parece com Paris, com Buenos Aires, com a parte antiga de Montevidéu.

Possui uma praia, na lagoa dos Patos, o laranjal, que é um dos lugares mais bonitos onde eu já vivi e, mesmo tendo viajado, para mim, é um dos lugares mais marcantes, com pôr-do-sol lindíssimo, nascer do sol mais bonito ainda, quando o luar brilha prateando a lagoa é uma coisa fantástica.

Eu poderia ficar aqui falando sobre os aspectos turísticos de Pelotas, mas não é isso que eu quero abordar hoje.

Estou voltando pra lá na em breve. Apesar de ser consciente da beleza da minha cidade, não é um lugar para onde eu gosto de voltar. Para mim é o local onde eu comecei a perder os meus queridos, pessoas com quem eu convivi e a quem amei e que não estão mais comigo, ou que em breve partirão. Conforme me aproximo da cidade o coração vai apertando.

Já estive lá a passeio, junto com o meu marido, que foi para conhecer, isso ajudou bastante a segurar a minha onda.

Quando retorno sozinha, com para ver minha mãe idosa e doente, sempre fica mais difícil, as decisões sempre acabo tendo que tomar sozinha, pesa.

Peço aos céus que sempre me orientem e me guiem, nessa viagem, na vida e, principalmente, em Pelotas.

O Brasil que está longe de acontecer …

Pessoal não vou discutir tendência política, cada um tem a sua! Mas vou falar de caráter! E isso é apenas um desabafo meu…

Apesar de ter estudado política, esse é um assunto que atualmente não gosto de falar, porque estudar a teoria, de como tudo deveria ser, frustra, a realidade prática não se estuda. Como tratar os desvios, a corrupção e o sofrimento da população?!

Me sinto frustrada! Olho o nosso país e pela primeira vez não vejo um rumo, não consigo enxergar uma saída e tenho muita vontade de ir embora.

Às vezes penso que o melhor é nunca ter expectativas, porque aí talvez você não se frustre.

Sempre achei o nosso país rico o suficiente para dar uma vida decente a toda a sua população. Porém, eu não contava com os desvios e nem imaginava que fossem tantos e que levasse tantos recursos necessários, deixando a saúde na miséria, as crianças com uma merenda escolar rídicula, as estradas um buraco só, as cidades sem estrutura de esgotos, portanto, sem prevenção e planejamento de saúde, o que poderia evitar grande parte das doenças.

E olha que eu só estou falando o básico, não estou falando em investimento em tecnologia da informação, em geração de conhecimento, em educação de qualidade, não estou falando do futuro que estão roubando das crianças e da juventude do nosso país.

A reciclagem do lixo é pífia, quase inexistente, são poucas as cidades que fazem e na própria capital do país sequer existe a divisão do lixo. Pouco são os lugares em que é feita, acaba sendo inútil porque o recolhimento não é correto.

As verbas dos nossos pesquisadores estão sendo cortadas, limitando as pesquisas de anos, prejudicando o futuro delas ou mesmo acabando com qualquer possibilidade de serem continuadas. É um atraso, um retrocesso…

Está na hora de pensarmos seriamente qual é o país que queremos.

Não estou fazendo propaganda para nenhum candidato. Estou falando de nós brasileiros que votamos e colocamos como nossos representantes, pessoas desonestas e corruptas.

É isso mesmo?! Vamos continuar elegendo esse tipo de pessoa?! Ou isto é apenas um reflexo do que somos?!

Sou idealista, quero um um país melhor, quero políticos dignos e quero uma vida decente para todos os brasileiros.

Educação de valores começa em casa, se não dermos o exemplos para nossos filhos podemos desistir desse país com o qual sempre sonhei.

Parece que muitas pessoas estão esquecendo de algumas palavras que realmente são mágicas, por favor, com licença, me desculpe, obrigada. Elas não existem apenas para estar no dicionário.

Outro esquecimento comum, o seu lugar na fila é exatamente onde ela estava na hora em que você chegou. Minha percepção é que estamos virando um povo, grosseiro, bruto e com muita, muita falta de educação.

O nosso direito é idêntico a qualquer o de outro brasileiro. Ninguém, absolutamente ninguém, deveria levar vantagem em cima de outra pessoa.

Albert Einstein para vocês!

Pode ser que um dia deixemos de nos falar…
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe…
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos…
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos…
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe…
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein

Flores e indignação

 

Nós duas sempre gostamos de flores, acho que elas nos dão uma beleza que alivia a alma, trazem um certo alento para tudo aquilo que não conseguimos engolir. A beleza de um jardim nos faz viajar, o seu perfume inebria.

Estou indignada com o mundo, com a violência, não falo só dos assassinatos, dos assaltos, tem aquelas disfarçadas pelos colarinhos brancos e pelo dinheiro errático.

Me pergunto como alguém consegue enriquecer às custas da fome de outrem, da moradia, da saúde, como?! Como pode ser feliz com aquilo que falta ao seu semelhante?! Que ética traduz essas vidas? Como alguém consegue fazer fortuna com a miséria humana?!

Não consigo compreender esse mundo, não vejo como as pessoas podem ser solidárias a dor alheia na caridade, se seus ganhos são oriundos da desgraça dos outros. Moradias que desmoronam por falta de cimento, doentes que morreram com o desvio de medicamentos, criança com fome que deixa de comer a merenda que não chegou, por desvio dos recursos públicos, pessoas desatendidas pelo profissional que faltou.

Ninguém refletiu ou se julga ao menos responsável?! Quem vai se punir pelo tempo perdido? Quem vai se responsabilizar pela dor causada? Até quando vamos nos desculpar pela inércia e descaso?! Até quando continuaremos dizendo que não nos cabe?! Por que aceitamos tão facilmente as desculpas?!

O ano todo transcorreu sem que o teu processo Cláudia tivesse sido devidamente analisado, por quê?!  Por que ninguém conseguiu saber o que aconteceu contigo?! Por que não temos nenhuma resposta?! Quem vai nos dar alguma justiça?! Quem daqueles que podem fazer alguma coisa ainda se importa contigo?!

Eu que nunca acreditei em inferno hoje espero que os pecados sejam ao menos pagos por lá, espero que realmente exista justiça divina. Estou furiosa com a injustiça dos ditos humanos.

E as flores?! O que elas têm a ver com a minha indignação e todas essas questões?! Ainda consigo olhar para as flores e perceber alguma beleza, sei que neste mundo ainda tem quem se importe, é com essas pessoas que poderemos contar, certamente elas também acham que flores nos dão alento na aridez da vida.

Ainda quero ver e sentir a beleza das flores…

 

*Escrevi este texto em outubro de 2016, mas como ele ainda é atual no Brasil de hoje !Último dia do mês de outubro presto minha última homenagem no mês de aniversário de minha amiga irmã, Cláudia Pinho Hartleben.