Eu

Tá vendo a minha foto?! Ela tem uma missão aqui neste texto, mostrar que, apesar das circunstâncias, uma condição acessória em sua vida, existem motivos para sorrir.

Li Pollyanna e seu jogo do contente, na infância, aprendi que em qualquer situação, vou conseguir encontrar um motivo para ser feliz, virou um propósito de vida.

Estou sem qualquer maquiagem na foto, filtro automático sim. Não posso usar nada que tenha tinta, então tive que me amar literalmente nua e crua, todos os dias de olheiras, cabelo branco, e sabe o que?! Eu realmente me amo!

Separo boa parte do dia cuidando de mim. O meu corpo, esse parceiro de vida, exige de mim muita atenção. Ele tem epilepsia, síndrome metabólica, síndrome de sjögren (dizem doença autoimune rara), tem inúmeras alergias, dores reumáticas, enfim é um sacana!

E eu?! Sigo bela, feliz e faceira, porque nada me impede de ser eu mesma, ter autoestima, viver cada dia, todos os dias. Meu corpo é minha circunstância, vivo nele, sou muito mais do que ele.

Decidi ser feliz, foi uma decisão de vida! Sou grata por toda situação, em que tive de me superar, amadurecer, para chegar até aqui.

Meu corpo não me define! Eu sou Adriana Fetter, minhas decisões de vida e compreensão dela me definem, vou me reinventar em cada fase necessária, em cada momento de evolução.

Dica – vamos dançar?!

Dançar é uma satisfação, fazer aula de dança é uma alegria. Quem não gosta de malhar, como se deveria fazer hoje para manter um corpo saudável, faça uma experiência com a dança, tenho certeza que algo vai mudar.

Posso dizer que precisei da dança, foi uma questão de saúde mental, ela me ajudou a passar um ano muito difícil, que foi o da perda do meu irmão. Iniciava uma depressão e fui resgatada.

A dança me conquistou, fiz varias aulas de dança de salão, bolero, tango, salsa, samba,forró, soltinho, zouk (nunca tinha ouvido falar), não sou nenhuma exímia, mas renovou a minha alma.

Tenho que fazer um agradecimento especial ao meu amigo Marquinho, meu primeiro professor, que hoje dá aulas maravilhosas em Belo Horizonte.

Não existe solidão na dança, existe parceria, companheirismo, alegria. Os professores promovem bailinhos, para que você treine e se divirta, indicam bons lugares para se ir, acompanham os alunos, tiram para dançar, independente da sua maestria.

Que tal fazer uma experiência e depois vir aqui me contar como foi?!

Dança é vida! Tenho certeza que você vai sentir uma renovação no seu corpo e na sua alma, a auto-estima agradece.