Em 2018 eu vou…

Se eu pudesse dar um conselho sobre o novo ano pra vocês, eu diria não adiem o seus sonhos, projetos e planos.

Verifiquem o que é realmente importante e relevante para a sua vida e façam disso o maior sonho a conquistar, invistam nesse projeto.

Eu não estou falando só de coisas materiais, também estou falando de vontades, desejos, sejam eles ter um filho, ser voluntário, ter um negócio próprio, um carro, ou fazer a viagem dos sonhos, ou conhecer um parente interessante, ou fazer uma grande amizade, de um grande ou simples desejo.

Se prepare, se organize e vá viver a vida, invista em você em 2018, seja feliz!

Porque o mundo e a vida se vive no presente, não na saudade do passado, nem na angústia do futuro.

Feliz Ano Novo! Um 2018 pleno de realizações ❣️

E 2018, planos?!

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Planos não devem faltar, mas temos que cuidar para não extrapolar o que realmente podemos fazer.

Eu confesso que nos últimos 30 dias me esforcei para colocar tudo o que eu podia da saúde em dia. Pensava já entrar em 2018 zerada, ainda não estou, porém estou cuidando disso com carinho.

Quero saúde e uma certa estabilidade em 2018, isso resolvido, sinceramente, além de ir a Pelotas, gostaria de investir em alguma viagem para mim. É o meu maior prazer, conhecer novas culturas e ter novas experiências. Isso pensando em planos meus.

Olhando para o Brasil e para o mundo, não vou só pedir a paz mundial. Desejo sim, mais compreensão e empatia, que as pessoas revejam o TER, o consumo excessivo e realmente vejam a importância do SER, principalmente mais humano.

Todo ano na passagem eu peço sabedoria, não é aquela sapiência inútil, é saber medir as decisões, ter discernimento ao viver e ao tratar meus semelhantes. Esse ano também vou pedir saúde minha gente, se faz necessário.

Façam seus projetos futuros, está chegando a hora, vamos nos preparar para um ano melhor.

Meu desejo para todos vocês é de um 2018 sensacional!

 

 

 

2017 o ano que continuou em 2018

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Gente do céu, pensem num ano difícil!

No trabalho o ano começou conturbado, joga a gente pra lá, volta pra cá, fica-se no aguardo de melhorias e nada…

Em abril começa um febrão, nos primeiros 10 dias, diagnóstico, virose, o médico mesmo diz, quando não se sabe o que é dizemos ser virose, isso na segunda.

Na madrugada de quarta para a quinta-feira os dois ouvidos estouram, vai para o pronto-socorro, começa o antibiótico. Oito dias depois um formigamento estranho na boca, parecia que a xícara não encaixava direito, vai no PS de novo, no atendimento pedi um otorrino, caí em excelentes mãos.

O médico fala, é grave vou te internar! Oi… O que?! Já ouviram falar em otomastoidite com paralisia facial (essa eu conhecia), nem eu … Me mandou imediatamente para o PS começar a medicação enquanto aguardava uma tomografia cerebral, que confirmou o diagnóstico, 10 dias de hospitalização, uma cirurgia para drenar a infecção e o rosto completamente torto.

Durante os dias de hospitalização meus diretores foram demitidos, eu sabia que também seria, segundo escalão imediato.

Saio do hospital descompensada, o médico já havia me avisado, vou te curar disso, mas, em compensação, teu corpo será todo desregulado, falou e disse, preciso que  especialistas te acompanhem! Açúcar alto, pressão desequilibrada, nervos da face paralisados. Segue tratamento em casa, muita fisioterapia, visita a neurologista, cardiologista, endocrinologista, fonoaudióloga, fisioterapeuta neurológico, acupunturista, tinha uma agenda de saúde plena.

Assim que os antibióticos e corticóides terminaram já em meados de maio sinto no ombro dores agudas que me impediam inclusive de dormir, vamos para o ortopedista?! Vamos!

Exames feitos rupturas de tendão e ligamentos, quase totais. Resultado,  o médico anuncia cirurgia em agosto e 2 meses de imobilização e a fisioterapia que ainda tem que completar.

Junho, finalmente férias e uma viagem planejada, desde dezembro do ano anterior, com minhas amigas, para Portugal e Espanha. Último dia no exterior chega a mensagem da minha exoneração naquela semana, já previsível. Mas cada dia da viagem compensou o que aconteceu antes e deu energias para o depois.

Julho um monte de anti inflamatório e remédios para dor para aguentar até a cirurgia em agosto.

Setembro imobilização e fisioterapia em casa.

Outubro o hospital Sarah me liga para fazer a cirurgia de vértebra deslocada, esqueci de falar, foi diagnosticada em janeiro, foi postergado devido ao tratamento de ombro e ainda estou analisando.

Tanta tensão e veio a consequência, uma convulsão, que agora está sob controle com mais medicação.

Novembro, vamos visitar minha mãe em Pelotas, tudo ótimo com passeios, já no avião vem a notícia, ela havia sido hospitalizada, bate volta Brasília/ Pelotas. No regresso, na saída do hospital, tendo em vista os cuidados necessários, levo minha mãe para uma casa geriátrica, acho que gastei minhas lágrimas nesse episódio.

No retorno a Brasília sigo direto para o hospital, infecção das vias aéreas superiores, bronquite e sinusite, mais medicação.

Passou dezembro e eu estou aqui pensando em tudo de bom que tive em 2017: meu marido o tempo todo ao meu lado, me dando o amor e o apoio que necessitei; filhos (aqui nestas palavras estão nora e genro) se revezando em cuidados comigo e me fazendo sentir o quanto sou amada; minha neta mais velha me acompanhando no hospital e se fazendo presente sempre que precisei; minhas amigas se alternando para me cuidar e me divertir;  meus pequenos netos enviando mensagens de apoio no WhatsApp, pedindo para a vovó melhorar logo; uma viagem incrível para recuperar a alma e dar as forças para prosseguir; amigos de longa data e longa distância enviando mensagens de força e energia; parentes próximos segurando a onda quando eu não conseguia; minha mãe me abraçando no dia em que me despedi dela e me dizendo que me ama! Criei o blog e a Página Pós50 e o grupo de mulheres Conversando o Pré e o Pós50, pensem numa criatividade a mil!

Por mais que 2017 e 2018 também esteja sendo difícil, estamos quase em setembro e este ano também foi de médicos, exames e fisioterapia e novos diagnósticos, mas ainda consigo reconhecer o lado bom em tudo e só posso dizer – minha gente obrigada por todo o apoio!

Dou notícias…

Natal – Van Dike

Eu estou pensando em você hoje porque é Natal, e eu lhe desejo felicidade.

E amanhã, porque será o dia seguinte ao Natal,

Eu ainda lhe desejarei felicidade.

Eu posso não ser capaz de lhe falar sobre isto diariamente,

Porque eu posso estar ausente, ou nós podemos estar muito ocupados.

Mas isso não faz diferença.

Meus pensamentos e meus desejos estarão com você da mesma forma.

Qualquer alegria ou sucesso que você tenha, me fará feliz. Me iluminará por todo ano.

Eu desejo a você o Espírito do Natal.

Van Dike

Uma idéia de Natal

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A minha ideia de Natal é em família, cercada pelos que eu amo. Por isso a coisa mais marcante pra mim é o presépio.

Sempre tivemos árvores de natal lindas dentro de casa, a que a minha vó montava era a maior e a mais bonita de todas. A da nossa casa todos nós ajudávamos a montar, com as bolinhas multicoloridas, que eram ainda quebráveis. Tinha coisas muito especiais, botinha do papai Noel, estrela guia. Era tudo guardado como relíquia e desencaixado todos os anos, para no seguinte fazer parte da nova árvore que era um pinheiro natural, um galho dele.

Na casa da minha vó, além da árvore, sempre teve um presépio simples mas significativo.

Tinha a visita de um papai Noel, com uma máscara assustadora e a distribuição dos presentes.

A meia-noite cantávamos noite feliz, crianças e adultos, mesmo no ano do falecimento do meu avô.

Assim são as lembranças dos meus natais em criança. O Natal me emociona sempre.

Espero que meus netos lembrem desta data com o carinho que eu tenho das minhas recordações, também espero que eu proporcione a eles lembranças doces como as minhas, porque recordar é viver e viver com carinho é tudo de bom!

Desejo a todos vocês um feliz natal, sempre lembrado do querido aniversariante ❣️

Entrada para festas – porque aqui tem dicas de receitas

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Lagarto em conserva, na panela de pressão

Essa receita é mais gostosa no dia seguinte e dura por um bom tempo na geladeira…

Se você é uma daquelas pessoas que não gostam de gordura, vai ter um pouco mais trabalho, terá que limpar o lagarto! Então, é o seguinte, tira a película em volta da carne, e a gordura, é lógico!

  •  1 lagarto pequeno (mais ou menos 1,5 k)
  •  2 tabletes de caldo de carne
  •  1 xícara de azeite + 4 colheres de sopa  (não sou doida, é isso mesmo)
  •  1 xícara de vinagre branco
  •  3 cebolas picadas divididas em 2 porções (vai usar metade antes e a outra depois)
  •  2 colheres de molho de soja, as de arroz (é aquela gigante mesmo, de servir arroz)
  •  1 panela de pressão acima de 4 litros
  •  azeitonas para salpicar (a gosto)
  • um pão italiano fatiado

Esfarela os 2 caldos de carne e passa no lagarto já limpo, deixa descansar por 2h na geladeira para pegar o tempero, eu geralmente deixo a noite na geladeira.

Se for assim, dia seguinte, levanta, toma o seu café e parte pra cima do lagarto!

Esquenta as quatro colheres de azeite na panela de pressão e refoga metade da cebola, coloca o lagarto e deixa dourar virando os lados, por uns 10 min. Acrescenta o vinagre e o restante do azeite (a xícara).

Tampa a panela e deixe cozinhar por 30 min depois que chiar. Tire a pressão, abra e coloca o restante da cebola e o molho de soja. Tampe novamente e deixe cozinhar por mais 20 min. Se estiver com pouco caldo pode colocar mais meia xícara de água para o cozimento.

Deixe esfriar e corte a carne em fatias finas, coloque as fatias de azeitonas ou inteiras por cima, regue com o molho da panela. Eu gosto de colocar pimenta do reino socada e triturada, faça do seu jeito que vai ficar lindo.

É ótimo para comer de entrada ou aperitivo acompanhada de fatias do pão italiano, torradas, ou pão árabe.

Senhor, como gosto dessa receita! Deu até água na boca só de escrever para vocês!

Um feliz Natal minha gente, lembrando sempre do principal convidado, o aniversariante!

Pavê de chocolate – uma das minhas saudades

 

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Atenção – Precisa de tempo para gelar  – 6h

É pavê, o melhor pavê de chocolate da minha vida, minha avó fazia em ocasiões especiais, véspera de ano novo, por exemplo!

Estou revivendo essa lembrança  de criança, porque minha avó fazia ser especial, principalmente as comidas, que eram maravilhosas.

Vamos para a receita:

• 1 caixa de chocolate 200g – de muito boa qualidade

• 1/2 k gordura de coco

• 1 pacote de biscoito champanhe

• 6 gemas

• 6 claras batidas em neve

• 1 xícara de nozes ou cereja em calda ( o que você preferir)

• 12 colheres de açúcar

• 1 xícara de cafezinho de licor

• leite para umedecer os biscoitos

• óleo para untar o prato

• papel alumínio

Faça uma gemada com as gemas e o açúcar, misture o chocolate, derreta a gordura de coco (não ferva, só aqueça levemente para derreter) e incorpore à gemada com o chocolate, por fim misture as claras batidas em neve lentamente.

Unte uma vasilha funda, de preferência retangular, com óleo, coloque um pedaço de papel alumínio untado com óleo no fundo, coloque uma camada de creme de chocolate alternando com o biscoito champanhe molhado no leite com licor (nozes, amareto, amarula ou chocolate), entre cada camada salpique as nozes ou cerejas,  finalize com uma camada do creme.

Leve ao congelador por 6h, retire do gelo 20 min antes de servir, vire em um prato raso, o pavê vai escorregar, retire o papel alumínio puxando com cuidado, corte em fatias para servir. A textura é cremosa e firme.

O sabor é forte, bem forte! Um vendaval no paladar!

A dor e a delícia de ser mulher

Se tem uma coisa que eu sempre gostei de ser foi ser mulher.

Só invejo os homens em um único momento,  o de usar o banheiro público.

Como mulher temos uma sensibilidade ímpar e quando somos mãe criamos um vínculo inigualável com os nossos filhos.

Mulheres, podemos ser as melhores amigas ou as mais vingativas criaturas. Acolher ou repudiar, faz parte da alma feminina essa contradição.

É óbvio que nem tudo são flores, as mudanças hormonais durante a vida, o estresse da dupla jornada,  como somos sobrecarregadas.

Sofremos preconceito na carreira escolhida e, quando optamos por ser só donas de casa e mães, também sofremos preconceito,  como se não tivéssemos nenhum afazer, esperam que estejamos sempre lindas, perfumadas e perfeitamente arrumadas.

Também somos vítimas da violência do homem, muitas vezes o próprio companheiro, um histórico triste.

Mas como conduzimos nossas vidas e nossa jornada com destreza, sabendo conciliar inúmeras tarefas e atribuições, assim meio polvo, usando os braços e a mente com velocidade incrível, multifuncional.

Não há aqui qualquer discriminação com os homens neste texto,  nossos companheiros de jornada,  apenas a minha constatação de gostar de ser mulher.

Me encanto com o feminino e suas contradições.

Dica para sobremesa Nozes

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Torta de nozes da vó Olga

As melhores receitas de nossas vidas são aquelas que aprendemos com o coração, essa sem dúvida para mim é uma delas.

Na época que as nozes pecãs amadureciam e eram secadas ao sol, na Cascata (um distrito de Pelotas/RS), minha avó Olga se preparava para, junto com as irmãs, ir à chácara da irmã Elza preparar as tortas de nozes.

Era um encontro em família, fui muitas vezes, dá aquela saudade de infância…

Essa receita aprendi vendo ser feita, como muitas em minha vida, então tive que adaptar para passar aos outros.

Acredito que seja a minha torta de maior sucesso, já agradou até a um Presidente da República, que nas festas de final de ano perguntava, vai ter a torta de nozes?!

Aproveita que o Natal está chegando e tenta fazer, é fina, sofisticada e sem maiores dificuldades para ser feita. Se você não gosta de nozes tenta trocar por amendoim levemente torrado ou coco ralado grosso com a casca interna, todas deliciosas.

  • 500 g de nozes
  • 8 claras batidas em neve
  • 16 colheres de sopa açúcar
  • 8 gemas coadas
  • 3 ovos inteiros coados
  • 1 colherinha de essência de baunilha
  • 20 colheres de sopa de açúcar
  • 1 xícara de cafezinho de farinha de rosca
  • manteiga para untar
  • farinha de rosca para polvilhar

Triture as nozes pulsando o liquidificador de leve e reserve. Bata as claras em neve e acrescente o açúcar (16 colheres) aos poucos até ficar muito bem batido e firme, junte as nozes e a farinha de rosca mexendo suavemente. Unte uma forma com a manteiga, polvilhe com a farinha de rosca e leve para assar em forno baixo (180°C ou menos) por 30 min ou até enfiar o palito e ele sair limpo.

Coe as gemas e os ovos passando por uma peneira, junte o açúcar (20 colheres) e a baunilha e leve ao fogão em fogo baixo até engrossar, cuidado para não deixar talhar, assim que engrossar e começar a formar bolhas tire do fogo, continuando a mexer para esfriar um pouco.

Desenforme a massa de nozes quando esfriar e jogue o doce de ovos por cima. Decore com metades de nozes em cima.

Caso você não goste de ovos moles, faça um doce de leite condensado e leite, uma lata de cada, engrossado com parte das gemas como cobertura, textura cremosa mole.

Espero que você goste tanto como eu gosto, como minha avó gostava e como minha mãe, meus filhos e netos gostam também!

Uma poesia minha…

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Vazio no olhar

Que penetra o nada

Sem nada a fazer

No deserto do foco

Que nada mira

Só mira o nada

Do foco intestinal da emoção

Perdida em pensamento

Vagando na imensidão

Do só, do eu, do tu

E quando somos nós

Ninguém somos

Porque perdemos o nosso eu

E quando somos eu

Ninguém somos

Porque queremos o nós compartilhar

E seguimos, sempre, só, nós … (AF)

Espinha na garganta

Gosto de parar pra conversar com a minha neta mais velha por telefone.

Ela já está na universidade, é uma das pessoas mais inteligentes e carinhosas que eu conheço.

Sempre que podemos tiramos um tempinho para um almoço avó e neta, mas a universidade agora a ocupa bem mais, requer mais dedicação aos estudos intensos, foi um semestre difícil, muito diferente do segundo grau.

A universidade tem seus meandros que só um semestre surrado para nos ensinar a adaptação.

Mas a pauta não é ela e sim a conversa que tivemos. Para mim foi muito importante, com ela eu me sinto à vontade de falar dos meus sentimentos mais recônditos.

Nessa conversa me dei conta da espinha que tenho atualmente atravessada na garganta. E me vi falando de uma tristeza que tenho carregado comigo.

Eu já falei anteriormente que eu sou cientista política e atualmente eu sequer consigo falar em política.

Quando eu procurei um curso nas ciências sociais e humanas eu estava numa fase em que pensava que poderia mudar o mundo, como todo jovem.

Agora me vejo reavaliando todo um caminho, a minha trajetória, de vida dedicada às políticas públicas e me pergunto porque estamos onde estamos.

Eu não tem uma resposta,  eu não consigo achar uma resposta, eu não consigo falar de política, porque o que está aí não é política é politicagem, é oportunismo.

Eu espero que um dia eu consiga voltar a discutir políticas públicas e não ouvir sobre corrupção, desvio de verbas públicas, trocas de favores, troca de recursos públicos por voto.

Para quem sempre se preocupou com a fome, com que cada brasileiro tivesse um prato de comida na mesa, que tivesse uma educação decente e saúde de qualidade, este é um momento de profunda tristeza com Brasil.

Eu tive uma formação humanista, não acredito nessa sociedade que se só se importa com o próprio umbigo, sem enxergar o seu semelhante, não acredito no ter em detrimento do ser. Isso nunca vai transformar o Brasil em  um país melhor.

Mas se tem uma coisa que eu não acredito, e o Brasil já nos provou isso em outras eleições, é em salvadores da Pátria, isso não existe, o que existe é uma população educada e comprometida com futuro do seu país, não oportunistas de plantão.

Não existe atualmente a possibilidade de se discutir política, virou agressão gratuita, não pergunto sobre a tendência política, eu tenho a minha, e vou respeitar o que vier nas eleições, talvez só não continue por aqui, porque não existe milagre.

O que me interessa é voto consciente. Conheça a plataforma da pessoa em que você vai votar, a história de vida dessa pessoa, não se deixe levar por discurso vazio.

Viver de política e não para a política, essa é a realidade de quem vive se reelegendo, salário fácil, pouco trabalho, por vezes 2 projetos em 3 décadas.

Não existe salvação sem investimento em educação, sem mexer nas estruturas sociais. Tem que haver um comprometimento com educação, com saneamento básico.

Eu fui professora, não vejo futuro para o Brasil sem investimento em educação básica e nos demais níveis, sem investimento em pesquisa, nós estamos exportando os nossos melhores valores.

Estamos numa crise de falta de diálogo, discurso vazio, sem projeto de trabalho.

Afundamos tanto que não será fácil vir a tona. E nós, brasileiros, temos que nos comprometer com o projeto que queremos de país e não esperar que alguém tome o timão das nossas mãos e faça o projeto de Brasil dele, não nosso.

De qualquer forma, independente da escolha, quem vai pagar as consequências seremos nós. O povo americano já está pagando…

Dia Internacional de combate a Corrupção

Não é hoje, é no dia 9 de dezembro, mas vários órgãos já começaram uma semana de alerta ao combate da corrupção.

Isso me fez lembrar de uma história que aconteceu esse final de semana. Uma jovem, com filho de colo, estava numa fila preferencial, na frente dela uma senhora idosa e na frente das duas um casal, que queria comprar cerveja. A caixa perguntou se elas se importavam que o casal passasse na frente, já que estavam numa fila preferencial. A senhora idosa respondeu que não, mas a jovem com bebê de colo disse que se importava sim, o que deu início a uma discussão entre o casal e a mesma.

Indignados o casal se julgava correto por estar na frente da fila, mesmo que essa fila não fosse a correta, foram discutir com a jovem mãe e ela respondeu que é assim que começam as pequenas corrupções, quando as pessoas se acham no direito de usufruir daquilo que não lhes é devido.

Eu concordo completamente com a jovem mãe.

No mês passado vi uma mãe de uma criança deficiente física chorar e pedir aos pais que não ocupassem as vagas preferenciais na frente da escola, isso impedia que ela locomovesse a cadeira de rodas da filha, o que acontecia todos os dias, naquele dia ela extravasou.

Todo tempo se vêm pessoas ocupando vagas de idosos e deficientes por cinco minutinhos, outras indo para fila preferencial ou exclusiva para grávidas, deficientes e idosos, sem ser nenhum deles, sempre tentando alguma coisa para passar à frente dos outros como se elas fossem exclusivas do mundo, como se tivesse um direito divino de fazer aquilo que é melhor para elas, ignorando o direito do outro.

Vejo muitas pessoas bradarem contra corrupção. Sempre me pergunto o quanto estamos respeitando o direito do outro para reclamar da corrupção brasileira .

Você pode até não concordar com a questão das preferências, das cotas, porém é lei e lei foi feita para ser respeitada e cumprida. Se não concorda, tente mudar isso pelas vias legais, mas não tente usufruir de um direito que não é seu.

É assim que eu penso, que no dia do combate à corrupção todos deveriam refletir se podem realmente exigir dos seus representantes que não sejam corruptos. Devemos exigir sempre e dar o exemplo também!

Basta de corrupção!

Pão-de-ló português 

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A receita de hoje, como o título já diz, vem de Portugal e é um doce conventual. Vou explicar isso!

As freiras precisavam engomar as roupas e acessórios de cabeça, para tal utilizavam as claras e, claro, usavam as gemas para fazer doces, aos quais davam nomes religiosos: toucinhos do céu, papo de anjo, barriga de freira, pastéis de Belém e muitos outros.

Existe uma receita familiar, da região de Margueride, distrito de Porto. Pão-de-ló é uma sobremesa tradicional portuguesa, muito servida na época do Natal e da Páscoa.

Essa receita de bolo não é para ser recheada, é úmida, com a borda levemente crocante, por isso se come assim, sem recheio. Só tenho uma descrição: dos deuses!

Agora chega da aula de história, vamos para o que interessa: já para a cozinha!

  • 4 ovos inteiros
  • 5 gemas
  • 14 colheres de sopa de açúcar (180g)
  • 7 colheres de sopa de farinha (90g)
  • Papel vegetal
  • Manteiga para untar
  • 1 forma redonda (22 cm de diâmetro)

O segredo dessa receita é bater muito bem os ovos (passe-os antes por uma peneira para tirar a película da gema), até triplicar o volume, acrescentando o açúcar colher por colher enquanto bate (15 min na batedeira). Enquanto bate os ovos cubra a forma com o papel vegetal untado de manteiga,  deixando uma borda, pré aqueça o forno a 180ºC.
Com a gemada triplicada de volume e  sem desligar a batedeira junte a farinha peneirada aos poucos (uma colher por vez, só coloque a seguinte depois que a anterior já estiver bem misturada e incorporada à massa). Leve ao forno por 16 min (leva entre 15 a 18 minutos).  Enfie o palito na borda do bolo, ela deverá estar bem assada e o palito sair limpo, o centro vai baixar ao sair do forno e estaráo úmido.

Sirva ainda morno ou frio. Quero ver aguentar esperar esfriar, geralmente comia ainda quente.

A partir de hoje, vou publicar aos sábados receitas para as festas de final de ano.

O que o 1°de dezembro tem a ver com a AIDS?!

Hoje, 1 de dezembro, é o dia Mundial de Combate à AIDS.

Com o crescente aumento da doença principalmente entre os jovens se faz necessário vários esclarecimentos sobre essa doença.

A AIDS tem um coquetel que trata mas não cura a pessoa que adquiriu. Ela terá AIDS pela vida toda. Poderá tratar e terá os sintomas amenizados e poderá levar uma vida normal, se tomar o coquetel de medicamentos, poderá conviver com a doença, mas nunca será curada.

As pessoas tem medo de fazer os testes. Eu sempre fiz todos eles AIDS, sífilis, hepatite, porque não quero ter e tampouco contaminar as pessoas com quem eu convivo, até porque eu tenho uma saúde absurdamente frágil e sofro com a minha imunidade baixa.

Pessoas continuam sendo contaminados mundo afora pela falta dos testes, por terem medo de fazer os mesmos e acabam transmitindo para o seus parceiros a doença.

Ao ler sobre o assunto acabei descobrindo uma coisa que eu não sabia, como o vírus é mutante, se a pessoa transar com outra que também tem a AIDS, elas podem trocar seu tipo de contaminante e criar um terceiro tipo de vírus, portanto é imprescindível usar camisinha em todas as relações sexuais.

A mulher que engravida e tem AIDS ao ser tratada durante toda a vida e a gravidez não transmite a AIDS ao seu filho.

Mulheres façam o teste! Protejam o seus filhos e a sua família! A cada hora 18 crianças são infectadas no mundo, segundo dados do UNICEF.

A informação e o conhecimento sobre AIDS são as principais ferramentas para combater essa doença, que já foi trágica hoje não é mais.

Façam o teste, não tenham medo. Tem pessoas que convivem há mais de 40 anos com o vírus e estão aí provando que se tratar é o melhor caminho.

Realidade virtual

Li uma reportagem super interessante sobre Jaron Lanier, escritor e filósofo,  considerado um visionário da realidade virtual, ainda nos anos 1980.

Embora seja um dos caras do Vale do Silício, criticou o Facebook e o Google e diz evitar as redes sociais como evita as drogas e essa é a parte mais importante das suas próprias palavras.

Acha que para os adultos essas redes são importantes para restabelecer relações do passado, reconectar as pessoas, mas para os jovens, que ainda estão com as ideias em formação, julga ser prejudicial, porque formata o pensamento, direciona, não proporcionando uma avaliação crítica, limitando suas habilidades.

Além do mais as redes sociais utilizam os dados das pessoas. Reconhece na tecnologia dois lados, o da beleza e o do horror, no primeiro caso todas as possibilidades de desenvolvimento na ajuda ao homem, como o desenvolvimento da robótica na medicina, por outro lado a perda massiva do homem pela máquina, no mercado de trabalho.

Como não refletir sobre a tecnologia com esse filósofo e visionário da realidade virtual, que chega a comparar as redes sociais com as drogas?!

Me faz pensar no futuro da humanidade…