Querido diário #resistência segue #resistência

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Grafite de Mari Monteiro

Querido diário você acha que eu só fico aqui desabafando com você?! É claro que não! Eu e minhas amigas, feministas de muita ousadia e coragem, resolvemos, há algum tempo, sermos resistência a esse desgoverno e criamos um grupo: o Politize-se. Estamos no Facebook, no Twitter (@se_Politize) , e no Instagram (@se_Politize),

Querido diário chegou a hora de começarmos a realmente organizar a resistência.

A resistência não publica e só repassa notícias, tem que se produzir conteúdo, ela dissemina conhecimento, ela vai ao debate público, ela vai para as passeatas, faz vídeo, live, procura documentos, se atualiza ou dá cursos, Segue blog e se atualiza por eles também.

Você não precisa participar de tudo, mas se organize para participar de alguma coisa, você é necessário neste momento!

A resistência, para ser resistência, tem que se fundamentar e rebater aquilo que acha que é errado, prejudicial ao povo e ao país em que vive. Principalmente, se as políticas públicas que o governo aplica e as informações que está disseminando são de profunda má-fé.

Então, querido diário, eu resolvi fazer uma lista, para a resistência seguir a resistência e se aprofundar no debate.

Você pode ser #esquerdistasseguemesquerdistas ou somente #resistênciasegueresistência, mas certamente com esta lista você vai se orientar e achar o seu nicho.

Porque são muitos os alvos desse governo, e é necessário muito combate, para cada política que está sendo desmontada.

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Usem essas # Se identifiquem, se unam.

Segue aí minha gente a nossa lista de resistência, organizada com a minha amiga Denise Ippan. Quem quiser, me mande mais canais e eu irei atualizando aqui.

Querido diário – Humanas

Querido diário confesso que ando meio inquieta.

Fiz Estudos Sociais depois História, cursei, parcialmente, uma pós-graduação em Educação e Ciência Política e, por final, um mestrado em Ciência Política. Como gosto das ciências humanas! Como elas são perigosas para os ditadores!

Tive excelentes professores, já no segundo grau e olha que eu fazia um curso técnico de laboratório, porque, a principio, pensei em fazer medicina.

Esses professores me influenciaram, a ponto de resolver seguir uma carreira acadêmica. Eles instigavam o pensamento crítico, o debate, a análise. Estávamos na época da abertura política e nem tudo era permitido, mas os sonhos eram grandes.

A ditadura já tinha acabado com a filosofia, retirou das matérias curriculares e colocado em seu lugar moral e cívica e o OSPB. Os alunos, para eles, os autoritários, tinham de aprender os hinos e esquecerem de pensar, era só decorar a letra.

Mas a minha geração não queria só cantar, até queria, mas as músicas eram diferentes, Para não dizer que não falei de flores, cálice, Coração de estudante, Vai Passar, O bêbado e o equilibrista, entre tantas. Queríamos ouvir o Ivan Lins, o Chico, o Milton, a Elis Regina, o Gonzaguinha, o Geraldo Vandré, o Taiguara, queríamos a voz da resistência e da liberdade e queríamos gritar aos quatro cantos que um dia o julgo deles iria acabar!

Querido diário, tem sido difícil, tempos difíceis, angustiante assistir o desmonte do Brasil, o retrocesso, a destruição das políticas públicas, tão importantes. Eles querem nos dobrar!

Sabemos que somos #resistência, que estamos irmanados em não deixar esse governo leviano destruir o Brasil.

Nossa, querido diário como tem sido difícil, como tem doído, como, as vezes, querendo manter a cabeça erguida, nos vergam, aí choro, existe uma corda que aperta nosso pescoço, nos joga ao chão, mas sabemos que precisamos lutar.

Diário, meu querido diário, mesmo assim não quero esquecer nenhum dia desses, por vezes, em desespero, porque ainda sou historiadora. Mesmo assim pretendo levantar a minha voz, em todos esses dias.

A humanidade das ciências humanas me ensinou que eu posso e devo lutar, por aqueles que não tem voz!