Eu carcereira de mim mesma

pós 50

Em agosto, setembro e outubro de 2017 eu estava me recuperando de uma cirurgia do ombro. Estava em casa, com o braço imobilizado, poderia não ter horários, fazer o que bem quisesse, mas a realidade é que eu não conseguia!

Na minha cabeça sempre existiram regras pré determinadas, hora de tomar café, horário de tomar banho, fazer fisioterapia, sentar para escrever, publicar os textos e, assim, tem sido a minha vida. Eu sou a carcereira de mim mesma, prisioneira das minhas próprias regras.

É tão cansativo lutar dentro de si mesma entre cumprir aquilo que se pré estabeleceu e tentar ser um pouco mais livre, menos rígida. Chega a ser frustrante!

Essa luta interior perdura há anos. Eu queria agora ser um pouco mais relax, não tenho obtido muito sucesso nisso.

Tenho um lado prisioneira e outro carcereira, muito rigorosa, acho que muito mais comigo do que com quem convive…

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