Telemarketing – o que você deveria ter aprendido e nunca ninguém te ensinou

 

Sempre levo em consideração as pessoas que me ligam do telemarketing, porque a minha nora já trabalhou nesta área, há muitos anos, mas já foi sua profissão, então tento escutar, mesmo quando não vou aceitar a oferta, digo com toda educação, obrigada mas no momento não estou interessada, uma boa tarde para você. Segue-se a isso mais insistencia e eu agradeço e desligo.

Mesmo quando eu procuro um telemarketing, para pedir algum serviço ou para reclamar de um, tento manter um diálogo polido, por mais que eu esteja irritada na hora. Até mesmo porque geralmente você tem que ligar no mínimo mais duas ou três vezes para conquistar o pretendido. É uma tristeza.

No curso do telemarketing devem ensinar a serem robôs: repitam 200 vezes, rapidamente, a mesma proposta, para que aceitem a oferta, para se livrarem daquela chateação.

Hoje eu vou falar do cúmulo do cúmulo da falta de empatia que aconteceu comigo em duas ocasiões num telemarketing.

A primeira ocasião foi no ano passado, em novembro. Eu estava no hospital, com a minha mãe, de 92 anos, internada, e, óbvio, ela não estava bem quando me ligaram. Um rapaz, de um serviço bancário, perguntou: é a Adriana? Respondi que sim,  e ele falou: tenho uma ótima proposta do banco tal para a senhora. Eu então disse, olha, obrigada, mas no momento estou acompanhando minha mãe no hospital e o estado dela é grave, eu não tenho condições de conversar.  Resposta da pessoa, é só um minutinho, não vai lhe atrapalhar em nada!

Oi, para o mundo que eu quero descer! Quem está treinando essas pessoas?! Que tipo de curso é esse?! O que fizeram com este rapaz?!

A segunda ocasião foi hoje! Me ligaram de um banco famoso, vou aqui chamar de banco ESSE, perguntando se estavam falando comigo, sim claro sou eu, respondi e aí a pessoa se identificou, como banco ESSE, eu pedi desculpas e disse que não poderia falar, por ter feito uma cirurgia de boca, prontamente ela respondeu, não tem problema, vamos falar por WhatsApp, desligou e começou a me mandar mensagens e a proposta.

Alô ?!  Em que momento uma pessoa que acabou de fazer uma cirurgia,  que está latejando e com dor, quer falar sobre proposta bancária pelo WhatsApp?!  Não contentes com minha falta de resposta voltaram a ligar passadas 2h.

Então aqui envio a minha proposta para as escolas de telemarketing!

Faço um treinamento de empatia para os treinadores desta profissão, fui gerente de equipe, de grandes equipes, sempre ensinei que atrás de uma carta ou telefonema existe uma pessoa, não sejam frios nem impessoais, tratem como se fosse alguém que lhe seja caro.

Me contratem! Eu posso dar um curso de empatia, de como você ser solidário com a pessoa do outro lado da linha, não ferir seus sentimentos e agregar valor ao seu produto e a sua instituição!

Tenho certeza que vocês farão muito mais clientes assim! Olha aí o meu texto, conheço até a linguagem de mercado que vocês usam…

Meu nome é Adriana Fetter, tenho um vasto currículo profissional, lidando com pessoas e sentimentos, entrem em contato, discutiremos o preço deste grande benefício e investimento para vocês, com uma vantagem a mais, vou cobrar bem menos para ensinar ao seus capacitores, do que a empresa ineficiente a quem vocês tem pago, por esse lixo de treinamento.

E tenho dito!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s