Nada (AF)

Ouço a surdez da vida

Vejo a cegueira da estupidez

Cheiro as nuances exaladas da ausência

Percebo os instinos soltos no vagar

Tateio o espectro do nada

Saboreio o porvir do insensível

Do nada vim

Ao nada voltarei

Sou passagem

Aconteço hoje

Amanhã não sei se serei ou estarei

Você não me cabe

Eu princípio e fim

Não me encaixo

Me precipito…

(poema de Adrianafetter)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s