
Nossas torções são anéis de crescimento.
A beleza da rotação necessária.
E olha a própria deformação de cabeça erguida
como a árvore que ainda
ergue-se apesar do vento.
Ponto de equilíbrio móvel.
Nem centro, nem caos.
Um planeta que oscila e ainda gira.
Revolução imperfeita
(e por isso possível).
O que nos sustenta o orgulho ferido?
Ou nos dobra na busca de horizonte?
E quem julga a dor alheia
com régua e prumo
não sabe que a vértebra
só se ergue porque torceu.
Vértebras de um segredo ancestral.
Sai do eixo e ecoa no cosmos.