A segunda morte da Cláudia

Para Cláudia

A Cláudia tinha a real dimensão de que um dia poderia desaparecer, ela sempre avisou isso, também dizia que jamais seria encontrada.

Era como se fizesse uma previsão, mas nos últimos anos ela estava tão bem, que essa previsão ficou distante, parecia que não aconteceria mais.

Mas como alguém já disse, ninguém foge o seu destino. A profecia se realizou, no dia 9 de abril de 2015.

A princípio queríamos acreditar que ela estava viva, foi o que mais desejamos, a volta dela.

Bem, ela não voltou, há anos nos perguntamos, o que aconteceu, o que fizeram com ela, onde ela está?! Sem respostas…

Hoje, sem saber ainda do rumo do seu processo e da investigação, fui reler todas as anotações desses quase quatro anos, antigas mensagens, publicações e comentários nas redes sociais, sobre o caso da Cláudia. Só posso lamentar tudo o que li. As pessoas são muito cruéis…

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O outono

Seja bem-vindo outono!

pós 50

Léo Buscaglia, é quem o outono me faz lembrar. Um professor universitário e escritor, de origem italiana, que morava nos Estados Unidos e que amava esta estação, pelo estralar das folhas enquanto ele caminhava.

No local da sua moradia, os jardins eram perfeitamente cuidados e as folhas eram varridas por seus vizinhos. Como ele gostava do estralar das folhas, nem sempre ele as varria, o que incomodava muito quem morava ao lado.

Constantemente ele recebia reclamações, ficava chateado porque ele também não queria desiludir a vizinhança, como também não queria perder aquele barulhinho gostoso.

Um dia, finalmente, ele achou uma maneira de contentar a si mesmo e ao seus vizinhos. Varreu todo o seu jardim cuidadosamente, colocou todas as folhas em um grande saco e o fechou.

Fez o que lhe agradava espalhou todas as folhas pela sua sala. E assim, todos os dias ao caminhar, as folhas estralavam sob…

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