
Água turmalina,
Céu azul,
Flor vermelha:
o mapa da minha vida
é um colar de cores
que carrego
no pescoço da alma.
Poesia AdrianaFetter

Água turmalina,
Céu azul,
Flor vermelha:
o mapa da minha vida
é um colar de cores
que carrego
no pescoço da alma.
Poesia AdrianaFetter

Que vontade de te ver
Cair nos teus braços
Aplacar minha vontade na tua
Esperando nossa sede se esgotar
Relembrar cada hora …
Novamente
Ver, ouvir, cheirar, sentir
Falar, calar, acariciar…
Tantos são os verbos a fazer
Explosão química, física…
Do envolvimento de nossos corpos
Matar minha saudade em ti
Acolher teu corpo em mim
Que vontade de te ter!
Poesia AdrianaFetter

você, sempre você …
mas não se preocupe
sei quais territórios
não me pertencem,
sei a hora e o lugar,
talvez não saiba o como,
ou o quando,
porque o gosto de quero mais
sempre tenho,
mas devaneios são possíveis!
por alguns segundos
as pernas bambeiam
dá uma louca vontade:
apertar tua lembrança
internada em mim,
atrevida, irreverente,
fugaz,
tanto faz…
só não quero deslembrar
que por você, sempre você …
transigi!
Poesia AdrianaFetter

Acabou!
E foi bom que tenha acabado
Duas almas livres
Que haviam se acorrentado
Finalmente estão libertas
Acabou!
E seguimos nossos caminhos
Com respeito a nossa individualidade
Com a carinhosa lembrança de nossa convivência
Com o sentimento cristalino
De nossa importância recíproca
Com a firme posição
Que podemos nos amar eternamente
Mesmo separados em nossos caminhos
Que somos melhor assim!
Poesia AdrianaFetter

Imaginas…
quanto os meus horizontes se expandiram…
e, sem mais,
Abruptamente,
foram encolhidos
Encarcerados
E ali estava eu,
alma em expansão
Podada!
o horizonte
limites tinha agora.
Não quero acomodar.
Poesia AdrianaFetter

Mulher-raiz-asas,
não escolhe entre chão e céu —
habita ambos.
Seu manifesto não cabe em papel:
escrito está no riso que ensina,
no abraço que cura,
no café que sagra o amanhecer.
(e o mundo, agradecido, floresce).
Poema de AdrianaFetter

Meus olhos fotografaram tanto,
Vida a fora, cantos em que estive,
Lugares que vivi.
Também o que não existe mais,
Está guardado, nos meus registros cerebrais.
Todas as cores, as sensações, as nuances,
Tudo está catalogado em mim.
Tenho nostalgias imersivas,
Perambulo pelo tempo,
Encontro.
Busquei em meus fichários, anotações mentais, reorganizei.
Puxei das entranhas,
Submergi na dor, ou na alegria.
Tanto faz…
As frações estão em mim,
Até perecer.

Entrei na contramão
Na conversa
A paralela se tornou transversal
Foi um beco sem saída…
Eu corri e morri na BR 3
Das relações
Atravessei a faixa da vida
Decepção, susto,
No meu rolimã desgovernado
Desci o declive dos sentimentos
Me estabaquei no meio da rua
Em pleno farol vermelho.
Vi um PARE, parei
Após tantas placas e sinais, refleti
Dei a preferência à razão
Fiz uma conversão radical
Segui em frente
No momento,
Estou subindo a ladeira da Esperança.
Poesia AdrianaFetter

Tudo gira sobre o tempo que passa, as maiores reflexões acontecem no final do ano. Época de retrospectiva.
Toda vez procuro poesias que falem sobre o passar das horas, Drummond, Quintana.
Neste final de ano, encontrei uma frase do poeta Manoel de Barros, ele sempre me encanta, por ser o poeta encantado.
“O tempo não morre. O tempo nasce. Não devemos ter esse sentimento melancólico pelo tempo que passa”
Aí resolvi pesquisar o que ele falou referente ao tempo, a idade, o passar dos anos. Veio um pot-pourri lindo de versos, compartilho aqui.
“Devemos viver cada momento com plenitude.”
“As pequenas coisas são a verdadeira essência da vida.”
“No quintal, o tempo se desata em miudezas.”
“Devo aprender com as águas, que insistem em correr.”
“O instante é a fração do eterno.”
“Ser simples é o segredo de quem toca a eternidade.”
“O que se perde de vista ganha outro sentido.”
“Não é o tempo que passa, somos nós.”
“O tempo é uma invenção dos relógios.”
“As horas são feitas de nuvens.”
“O agora é uma fração de eternidade.”
“Devo aprender com as árvores a paciência do crescer.”
“Há que se ter olhos livres para ver o tempo.”
“O tempo escorre pelas frestas das coisas simples.”
“Saber envelhecer é acumular simplicidades.”
“No miúdo, o tempo se agiganta.”
“As marcas do tempo são tatuagens da vida.”
Esse é o meu presente de final de ano para quem ama e para quem amará a poesia.

Transformar a dor em arte é o meu lema. Escrevo poesias e prosas sobre a vida para dias com mais beleza, leveza e fé. Entre, sente e sinta essa expressão.
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