Rumi, poeta persa

O ser humano é como uma casa de hóspedes

Toda manhã, uma nova chegada

Uma alegria, uma tristeza, uma mesquinhez

Uma percepção momentânea chega, como visitante inesperado

Acolha a todos!

Mesmo se for uma multidão de tristezas, que varre violentamente sua casa e a esvazia de toda a mobília

Mesmo assim, honre a todos os seus hóspedes

Eles podem estar limpando você para a chegada de um novo deleite

O pensamento escuro, a vergonha, a malícia

Receba-os sorrindo à porta e convide-os a entrar

Seja grato a quem vier

Porque todos foram enviados

Como guias do além

Para os verbos, locuções


Às vezes verbal
Por outras quietude
Vez em quando revela
Ocasionalmente recolhe
Se preciso fibra
Tempos em tempos vulnerabilidade
Eventualmente voluptuosa
Por vezes sedutora
Esporadicamente suave
De quando em quando tempestade
Vez ou outra liberta
De tempos a tempos cativa
Momentaneamente equidade
Instantemente contraste
Sempre necessária.

Turbilhão (AF)

Não quero essa saudade invasiva

Inexplicável, resoluta, inquietante,

Buscando em mim outro ser que não domino.

Quero de volta minha racionalidade

Inteira, absoluta

Acalmando meu corpo que deixaste latente

Espero absorver o impacto de tua passagem

Instigante, diferente

De tudo que sou, de tudo que fui

Para retornar o eu de amanhã

Já não há volta

Há contornos, flashes

Arrepios no corpo

Frios na alma

Quem sou eu agora?

E você?

O que faz você?

Repete minha mente

Sou um pouco de você

Sou muito de mim

Sou um meio nós, de amanhã.

Amanhã um novo começo.

Poema AdrianaFetter – Agosto 2007