O Brasil que eu tenho saudade

Lembro de todos os sábados que nos reunimos na frente da TV, para torcer por uma pole position. Éramos um único coração uníssono, éramos um Brasil vitorioso, que no domingo comemorava as corridas do nosso ídolo, Ayrton Senna.

Todo esse ódio, que hoje é disseminado verborragicamente na redes sociais, era inimaginável.

Tínhamos aquele sentimento gostoso que poderíamos ser um país vitorioso. E como era bom ter esse sentimento de pertencimento, de orgulho nacional.

Quando a nossa bandeira era sacudida num pódium e o nosso hino, ouvido por todos nós, nos enchia de satisfação. Ninguém, ainda, havia se apropriado desses símbolos, eles eram nossos, de toda a nação brasileira.

O abuso da política ainda não nos tinha tirado a esperança, éramos todos brasileiros.

Assim como você, eu sou brasileira, com o orgulho ferido, por defender políticas públicas para um país mais humano e mais justo, por isso me dizem que não sou digna da minha bandeira.

A bandeira brasileira é a mesma para mim, nenhum sentimento meu mudou em relação à ela e ao meu país.

Não há ninguém que possa se intitular um cidadão melhor por estar vestindo as cores do Brasil, porque elas estão no coração de cada brasileiro.

Vestir as cores verde e amarelo, enquanto vocifera palavras de ódio, só me diz que você não é uma pessoa digna dos sentimentos de hombridade, que deveriam te enaltecer.

Essa bandeira é minha, é sua e é nossa!

E como ela me lembra dos tempos em que éramos um único Brasil, aquele tempo que torcíamos pelo Ayrton.