Dia Internacional da paz – favela da Rocinha RJ

Ontem falei sobre o dia Internacional da paz e me ative aos conflitos internacionais e aos conflitos pessoais, sem pensar que hoje ao amanhecer a Rocinha estaria em guerra.

Que tristeza minha gente, o Rio de Janeiro está em guerra.

Como ficam os moradores da Rocinha? Milhares de pessoas que não tem nada ver com tráfico, mas que moram numa região pobre e que se vêm refém desta situação ficam no meio do tiroteio entre polícia e traficantes.

Agora a tarde 950 homens das forças armadas brasileiras se preparam pra fazer um cerco na Rocinha. Imagino o sofrimento das mães desses rapazes que terão que enfrentar os traficantes do morro.

Toda a minha solidariedade às famílias que moram naquela comunidade, aos pais, as mães aos filhos, essas crianças que estão vendo esse massacre e sofrendo todos os dias essa violência, a eles toda minha solidariedade.

Carvão

Enquanto eu escrevo geralmente ouço notícias.

Vendo um programa de migrantes o meu coração ficou apertado, estou mostrava a luta dos refugiados.

Quanta tristeza passam os que são forçados a abandonar o seu lar.

Uma cena me chocou, na fronteira com a Croácia, pessoas com frio, no meio da lama, com inúmeras crianças.

O ar gélido castigava mais ainda, como se isso fosse possível. Capas e barracas de plástico frágeis eram as únicas proteções.

Uma barreira de policiais da fronteira impedia a passagem dos migrantes.

Naquela noite duas crianças morreram de frio, enquanto as outras assistiam todo o sofrimento.

Assistindo minhas lágrimas escorriam. Não havia comida suficiente.

Os contrabandistas de pessoas lucram com as suas vidas, eles fogem da guerra, querem se salvar e as suas famílias, estão desesperados.

Eu não tenho respostas, eu não sei qual é a solução para isso, mas pessoas não podem ser queimadas como carvão (Darcy Ribeiro), para o mundo lucrar, há de existir dignidade humana.

Eu não me conformo com a exploração do homem pelo próprio homem!