Uma visão sobre as mulheres, por Glorinha Kalil

Assisti pela televisão uma entrevista, com a Glorinha Kalil, sobre as mulheres.

Tanto ela como a Constanza Pascolato sempre me deram uma impressão ótima, de mulheres a frente do seu tempo.

Mesmo sendo ligadas a moda, coisa que muita gente acha fútil, não tenho motivos para discriminá-las, elas permeiam por outros assuntos com uma dignidade incrível, vencedoras.

O que me chamou mais atenção é que ambas falam de camadas que as pessoas são feitas de camadas, somos sedimentados com as nossas camadas pela idade, vivência valores e pelos nossos costumes.

A Glorinha falou muito na questão da discriminação, do que pode ofender uma pessoa, de acordo com a faixa etária e tipo de educação recebida, do que é ou não assédio.

Incrível perceber as nuances que permeiam pelas varias idades. O que pode ser falta de atenção e educação, como o uso de celular com os mais velhos, é absolutamente natural entre os jovens.

Já um assovio, que tantas mulheres ouvem ou já ouviram é muito menos aceito pelas mulheres mais jovens.

O fato é que as mulheres estão mais organizadas, entendidas de seus direitos e denunciam agora o que antes era considerado uma vergonha.

Minhas breves palavras não conseguem expressar toda a profundidade e versatilidade da entrevista da Glorinha, uma feminista, como ela mesma se intitula.

Roncando

Acho que roncar faz parte da natureza humana. Não, não é só humana, já vi gato roncar, cachorro roncar.

acredito que com passar dos anos as dificuldades de respiração acentuam o nosso ronco.

Eu ronco e falo isso com muita naturalidade. Gostaria de roncar menos, gostaria de ter mais facilidade para respirar à noite, mas fazer o que?!

Eu faço tratamento para isso, uso remédio nasal, lavo o nariz com soro fisiológico para evitar entupimentos, mas mesmo assim ainda não consegui parar de roncar.

Dizem que chumbo trocado não dói, portanto o marido não pode reclamar de nada, já que ronca pra caramba!

Perennials

Somos nós, as mulheres de 40 a 60! Vocês sabiam disso?! Aquelas que não seguem a cartilha da meia-idade. Eu estou aprendendo e me achei nessa definição.

Comecei a ler alguns artigos sobre o tema, super interessante, porque nos define a partir de um estilo de vida, no mercado de trabalho, como consumidoras e nessa faixa etária.

Não há uma identidade com uma determinada idade, também não se esconde a própria. Não é a idade que define essas mulheres, elas usam jeans, camiseta, transitam por várias faixas etárias com facilidade.

Para deixar mais claro, perennials vem do inglês perenne, traduzido como constante, permanente. Não somos senhoras de meia-idade, somos mulheres que estamos passando pela meia-idade, com melhor saúde que as gerações anteriores. Estamos vivendo nossa plenitude! Cheias de vida e projetos pessoais.

O que mais me chamou a atenção foi um sentimento, porque concordo em número, gênero e grau, não nos sentimos representadas pelo mercado de consumo. Eu me sinto exatamente assim!

E o mercado, o que está esperando para nos enxergar ?!