Sobre adrianafetter

uma metamorfose ambulante ... sempre em crescimento pessoal, tentando ser o melhor de mim!

Abrindo o meu coração

2019 – Estou super motivada!
Atualizando – há 3 meses minha saúde começou a melhorar incrivelmente, estou fazendo um tratamento homeopático unicista, a melhora coincide com o início dele.

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Resolvi que aqui, no Pós50, eu falaria sobre tudo que nos atinge depois dos 50 anos, posso falar da minha experiência de vida, porque é a minha…

Me considero inteligente, sagaz, sem falsa modéstia, tenho boas tiradas e bom humor e posso ser extremamente irônica, minha cabeça está sempre atenta, acho que me defino numa palavra, intensa. Assim são os meus sentimentos.

Mas como sou não tem nada a ver com saúde, infelizmente, porque, toda a agilidade mental que tenho é atropelada por doenças e restrições do meu corpo. E, abrindo o coração, acho isso uma baita sacanagem.

Tô achando que está mais do que na hora do Cara lá de cima dar uma forcinha, afinal quero voltar para a minha vida normal, sem agenda médica intensiva.

E já vou adiantando que estou fazendo a minha parte, cumprindo o Deus ajuda quem cedo madruga, mas a letra do Deus…

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Porto Alegre – Pelotas, 15/1/2019, para Cláudia

Sobrevoando a lagoa, rumo a Pelotas, foi inevitável não lembrar de ti.

Recordo o dia que fostes buscar o barco na Marina, em Porto Alegre, e levar pela lagoa dos patos até Pelotas. Me dissestes que as ondas te fizeram assustar. Nunca tinhas imaginado que seriam tão grandes.

Inevitavelmente as lágrimas sugiram nos meus olhos. Vão fazer quatro anos do teu desaparecimento e, ainda, quando estou indo para nossa terra, sinto um pesar no peito, porque sei que não estarás lá, para me encontrar, como sempre fazias.

Me esperavas, ou na rodoviária, ou no aeroporto, com chimarrão na mão e um sorriso no rosto.

Quanta saudade! Ainda não aceito a tua partida, parte de Pelotas morreu contigo.

Torta de banana – Sobremesa de segunda a domingo

Delícia 😋!

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Pense que sobremesa boa!

Uma das minhas favoritas desde criança, aprendi com a minha avó, que servia nos jantares de domingo em família, deliciosamente deliciosa, se é que isso existe!

Fácil demais, a parte mais difícil é esperar esfriar para comer.

• 6 bananas nanica ou prata  cortadas ao comprido  (3 fatias por banana)

• 100 g de manteiga

• 6 claras batidas em neve

• 6 gemas batidas em gemada

• 12 colheres de sopa de açúcar para as claras

• 12 colheres de sopa de açúcar para as gemas

• 1 colher de chá de baunilha

• 1 colher de chá de maisena

• 1 frigideira tefal

• 1 prato refratário médio

Depois de cortar as bananas ao comprido frite levemente as fatias na frigideira, uma a uma, vai por mim não dá trabalho, pára de reclamar, coloque a manteiga aos poucos, um pedaço para cada fatia, passa…

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A Esperada Reflexão da Esquerda

Meu texto se refere a uma reflexão, despertada pelos fatos que vem ocorrendo no Ceará, neste inicio de 2019. Os ataques criminosos aos bancos, transportes e repartições públicas, com reflexos e impactos imediatos para a população.

Uma pessoa conhecida, descreveu como uma ação política orquestrada pela oposição ao governo federal, executadas pelo PT e pelo PSOL, aliados ao PCC, Primeiro Comando da Capital. Que triste e equivocada comparação de dois partidos políticos de esquerda com uma facção criminosa.

Em parte eu entendo o gatilho para esse pensamento, ela é responsável pela renda da família, foi assaltada na rua, o ladrão levou o dinheiro e o celular. Seu trabalho é de atendimento domiciliar, o celular guarda os contatos de suas clientes, todos os compromissos da agenda, que se foram com o telefone. Um prejuízo de uma semana inteira de trabalho. Culpa o governo pela escalada da violência.

Quem vê o crescente desemprego e o desalento dos desempregados, que sofreu violência, ou não teve atendimento médico no SUS, ou ainda enfrentou problemas com a educação de seus filhos, olha para os governantes com desconfiança. Somente o discurso político de promessa, que não atende às suas necessidades imediatas e suas prioridades, não conquista atenção e o voto. A população quer ação rápida e precisa.

Como falou Mano Brown, a esquerda se afastou da população e da periferia, que antes nela votava, não reconhece mais as suas necessidades.

As pessoas que votaram em Bolsonaro acham que a criminalidade e a violência emergiram da corrupção e das políticas implantadas pelo PT. Assim como pensam que a esquerda é responsável por toda a corrupção do Brasil.

O PT sequer lidera o ranking de partido mais corrupto ou mais citado na lava jato.

Preferiram esquecer os desvios das verbas públicas, que varrem a nossa política desde o Império e votar em quem prometeu soluções mágicas e armas.

Agora faço o papel de advogado do diabo, elencando alguns diferentes momentos políticos.

  • Fernando Henrique Cardoso é associado ao plano real e à estabilidade econômica, aquele que proporcionou a superação da era inflacionária;
  • O Ministério Público Federal – MPF, a Policia Federal – PF e a Polícia Rodoviária Federal – PRF, em sua maioria, viraram oposição à esquerda, de quem foram beneficiários, pela abertura dos inúmeros concursos públicos, e tendo a necessária liberdade para fazer ampla investigação sobre desvios e corrupção;
  • O clientelista baixo clero do Congresso Nacional, que é a atual base do governo empossado, e é quem mais demanda verbas parlamentares em troca de apoio e favores políticos, foi fundamental para o impeachment da Presidente Dilma Rousseff, alegando pedaladas fiscais, amplamente usadas por seu sucessor;
  • Usuários do FIES, ENEM e SISU, em sua maioria, não votou no HADDAD, que implantou esses programas;
  • Os eleitores, com exceção do Nordeste, não reconheceram as conquistas alcançadas pelas políticas sociais de que foram beneficiários.

Além da questão do preconceito social e da questão cultural, para a interpretação desse cenário, também existe uma questão econômica.

Quando as classes C, D e E conseguiram ascender, tiveram ganhos econômicos e sociais efetivos, passaram a ser consumidores de fato, migrando um ou dois degraus acima.

Como disse Pepe Mujica, elas aprenderam a consumir e não a reconhecer que isso foi ganho com políticas públicas, para classes sociais menos privilegiadas.

A falta de equilíbrio econômico do nosso país, onde 1% detém toda a riqueza dos outros 99%, faz com que essa sociedade tenha sempre o medo de empobrecer, perder seus privilégios e voltar para a zona de pobreza.

A esquerda tem fazer uma profunda análise, para saber onde errou, para que tenha alguma perspectiva de aproximação dessa população, que se sente por ela abandonada e traída. Como irá conquistar novamente a confiança desta gente?!

2019 – travessia…

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Pessoal estimado,

Todos os anos eu penso e repenso o que quero para o ano que chegou…

A minha busca acaba sendo sempre a mesma, minha eternizada e enraizada busca.

Sempre faço o meu balanço do que fizemos, porque fizemos e pelo que lutamos.

A minha mensagem pessoal vai para todos aqueles que conviveram comigo, no decorrer de 2018, fazendo a travessia para 2019.

Eu espero:

  • continuar lutando pelos meus sonhos;
  • combater a injustiça;
  • enfrentar o preconceito e defender as minorias;
  • me revoltar com a ganância daqueles que só querem mais dinheiro;
  • não magoar meus amigos e colegas;
  • me indignar com a pobreza, com a miséria e com a ignorância;
  • manter a fé no homem e, acima de tudo, continuar amando os meus semelhantes.

 

“1 Coríntios 13:1: Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.”

… Eu nada seria… (Renato Russo)

Obrigada a todos amigos que por aqui me acompanham,  a todos um Feliz Ano Novo repleto de realizações!

O Direito Delas

Resolvemos instituir o dia primeiro de janeiro como o do Direito Delas – o da nossa forte união pelos nossos direitos, o das mulheres, o das nossas conquistas!

E agora, que instituímos esta data, queremos dizer que, nenhum, absolutamente nenhum, dos nossos direitos adquiridos nos serão retirados e vários serão conquistados.

Decretamos que somos mulheres poderosas e empoderadas e sabemos exatamente o que queremos e a que viemos e, portanto, não nos provoquem.

Porque agora, de mãos dadas, unidas e fortes vamos mostrar quem somos, o que temos, o que queremos e o que vamos conquistar. Não baixaremos a cabeça para qualquer autoritarismo.

Quando uma de nós na caminhada da vida tropeçar e perder o equilíbrio, nós estaremos lá, juntas, para lhe amparar, sustentar e colocar no prumo novamente.

Se chegar o vendaval seremos a rocha que mantém umas às outras. O alicerce que não se deixa abalar.

Somos mulheres, o feminino, a força motriz da natureza, temos umas às outras.

Que venha 2019, ninguém solta a mão de ninguém!

Lentilhas para o Ano Novo

Olha a receita para o Ano Novo gente!

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Achou mesmo que eu ía te deixar na mão no Ano Novo?! Mas é claro que não!

Lentilhas são uma refeição completa e, segundo a tradição, deve ser comida na passagem do ano. Você vai se animar depois do primeiro prato.

Ingredientes:

  • 1 pacote de lentilhas (500g )
  • 1 cebola pequena
  • 1 cabeça de alho  picada (6 dentes)
  • 1 pacote de linguiça calabresa defumada
  • 1 pacote de costelinha de porco defumada
  • 5 fatias de bacon picadinho (50g)
  • 3 litros de água
  • louro a gosto
  • Sal e pimenta a gosto

Doure o bacon, a costelinha e a linguiça com a cebola picada e o alho, na panela de pressão, acrescente a lentilha, mexa bem (como se refogasse arroz), coloque a água quente, tampe a panela de pressão e cozinhe por 30 min após chiar.

Depois disso tire a pressão e veja se a lentilha cozinhou e está cremosa, coloque o sal…

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Tempo de Travessia

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Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia; e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

Autor: Fernando Teixeira de Andrade

Sobremesa de Natal – Nozes

Uma delícia de lembrança!

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As melhores receitas de nossas vidas são aquelas que aprendemos com o coração, essa sem dúvida para mim é uma delas.

Na época que as nozes pecãs amadureciam e eram secadas ao sol, na Cascata (um distrito de Pelotas/RS), minha avó Olga se preparava para, junto com as irmãs, ir à chácara da irmã Elza preparar as tortas de nozes.

Era um encontro em família, fui muitas vezes, dá aquela saudade de infância…

Essa receita aprendi vendo ser feita, como muitas em minha vida, então tive que adaptar para passar aos outros.

Acredito que seja a minha torta de maior sucesso, já agradou até a um Presidente da República, que nas festas de final de ano perguntava, vai ter a torta de nozes?!

Aproveita que o Natal está chegando e tenta fazer, é fina, sofisticada e sem maiores dificuldades para ser feita. Se você…

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Pão-de-ló português 

Para uma noite natalina portuguesa, depois de um bacalhau….

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A receita de hoje, como o título já diz, vem de Portugal e é um doce conventual. Vou explicar isso!

As freiras precisavam engomar as roupas e acessórios de cabeça, para tal utilizavam as claras e, claro, usavam as gemas para fazer doces, aos quais davam nomes religiosos: toucinhos do céu, papo de anjo, barriga de freira, pastéis de Belém e muitos outros.

Existe uma receita familiar, da região de Margueride, distrito de Porto. Pão-de-ló é uma sobremesa tradicional portuguesa, muito servida na época do Natal e da Páscoa.

Essa receita de bolo não é para ser recheada, é úmida, com a borda levemente crocante, por isso se come assim, sem recheio. Só tenho uma descrição: dos deuses!

Agora chega da aula de história, vamos para o que interessa: já para a cozinha!

  • 4 ovos inteiros
  • 5 gemas
  • 14 colheres de sopa de açúcar (180g)
  • 7 colheres de sopa de…

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Entrada para festas – porque aqui tem dicas de receitas

A partir de hoje publico minhas receitas para as festas de final de Ano!

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fillet-of-beef-2731970_1920Lagarto em conserva, na panela de pressão

Essa receita é mais gostosa no dia seguinte e dura por um bom tempo na geladeira…

Se você é uma daquelas pessoas que não gostam de gordura, vai ter um pouco mais trabalho, terá que limpar o lagarto! Então, é o seguinte, tira a película em volta da carne, e a gordura, é lógico!

  •  1 lagarto pequeno (mais ou menos 1,5 k)
  •  2 tabletes de caldo de carne
  •  1 xícara de azeite + 4 colheres de sopa  (não sou doida, é isso mesmo)
  •  1 xícara de vinagre branco
  •  3 cebolas picadas divididas em 2 porções (vai usar metade antes e a outra depois)
  •  2 colheres de molho de soja, as de arroz (é aquela gigante mesmo, de servir arroz)
  •  1 panela de pressão acima de 4 litros
  •  azeitonas para salpicar (a gosto)
  • um pão italiano fatiado

Esfarela os 2 caldos de carne e passa…

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Caridade, podemos muito mais

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Estamos no meio de dezembro e, como todos os anos anteriores, eu não posso me furtar a me lembrar e repassar a vocês o que mais me toca nessa época do ano – a caridade.  Meu maior sentimento,  é sobre o amor, tanta gente no mundo não tem nada, não tem moradia, não tem comida, não tem uma renda mínima, não tem uma vida digna.

Os refugiados que buscam uma vida melhor para si e para seus filhos, quantos percalços, lidar com a mínima subsistência, falta de água, falta de consideração humana, isso me dói, não só em dezembro, sempre. A diferença é que em dezembro gastamos tanto em festas e presentes, podemos separar uma parte de nossos recursos e dignificá-la, doando para quem precisa.

Então minha gente, nós que temos tanto, que festejamos Natal, o final do ano, todas as festas, que tal fazer uma doação para uma entidade filantrópica ou outra que você considere importante?!

Nosso mundo tem tantos conflitos, nosso país tanta gente desempregada, nossas cidades tanta gente nas ruas passando necessidade, crianças abandonadas, mulheres e crianças vítimas de violência…

A minha escolha pessoal é para a APAE e para os Médicos Sem Fronteira MSF, escolha a sua, vamos ampliar a nossa vida de festas e acalentar um coração necessitado. Confesso que estou escrevendo e chorando, ao pensar em todos que não alcançamos, mas com a nossa união podemos fazer muito mais!

Eu agradeço cada doação e desejo o dobro para cada um de vocês!

Feliz Festas!

Sugestões de entidades para doação:

Plan International

AACD

ActionAid

Unicef

GRAACC

BSocial

AbraceUmaCausa

Conheça o Mamu

Mulheres e Meninas Digitais

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A desigualdade de gênero está em todos os lugares, apenas 5% dos cargos de chefia e CEO de empresas no mundo são ocupados por mulheres, segundo pesquisa da OIT. No Brasil, as mulheres estudam mais, porém recebem salários menores que os homens, para desempenharem as mesmas funções.

Pare, leia e reflita sobre o texto a seguir da Onu Mulheres:

O mundo do trabalho está mudando de um modo que terá consequências significativas para as mulheres. Por um lado, os avanços tecnológicos e a globalização trazem oportunidades sem precedentes a quem tem a possibilidade de acessá-los. De outro lado, estão o aumento do trabalho informal, a desigualdade de salário e as crises humanitárias.

Apenas 50% das mulheres em idade de trabalhar estão representadas na população economicamente ativa no mundo. Os homens representam 76% dessa força de trabalho. A esmagadora maioria das mulheres trabalha na economia informal,

sustenta o trabalho de cuidados em casa e está concentrada em empregos com menor qualificação e que pagam salários mais baixos, tendo pouca ou nenhuma proteção social.

Alcançar a igualdade de gênero no mundo é indispensável para o desenvolvimento sustentável. A celebração das Nações Unidas neste 8 de Março busca a todas as pessoas-chave para dar o passo decisivo pela igualdade de gênero, por um planeta 50-50 em 2030, para garantir que o mundo do trabalho beneficie a todas as mulheres.”

Se já existe uma diferença enorme de diferenças no mundo profissional entre homens e mulheres, na área de ciências exatas e tecnologia ela se torna abissal.

” As mulheres têm apenas 18% dos títulos de graduação em Ciência da Computação e representam 25% da força de trabalho da indústria digital, conforme alerta global da ONU Mulheres sobre as desigualdades de gênero nas carreiras de ciências exatas e tecnologia.

No Brasil, o percentual de mulheres nas áreas de Tecnologia da Informação (TI) é ainda menor. Elas são apenas 20% dos mais de 580 mil profissionais de TI que atuam no país, segundo a PNAD/IBGE 2016 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).”

Se considerarmos que a 3ª revolução industrial é a tecnológica, como faremos para incluir digitalmente as mulheres e as meninas?!

Temos que falar em empoderamento feminino, igualdade de gênero e não ignorar que todos os avanços e direitos conquistados pelas mulheres, até então, estão ameaçados no próximo governo.

Os empregos na área de tecnologia da informação irão mais do que dobrar até 2020, chegaremos a 1,4 milhão de vagas, somente 400 mil serão preenchidas, pelas expectativas futuras, porque falta mão de obra qualificada e faltam mais ainda mulheres atuando neste setor.

Pensando no futuro a Sociedade Brasileira de Computação (SBC) lançou, desde 2011, o projeto Meninas Digitais. O propósito é despertar o interesse das estudantes dos últimos anos do ensino fundamental e do ensino médio, para incentivá-las a seguir uma carreira na área de computação e formar agentes multiplicadores.

Capacidade não nos falta, conquistar mais este espaço é somente mais um desafio na nossa caminhada como mulheres.

Espinha na garganta

Um ano se passou e a espinha na garganta incomoda cada vez mais…

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Gosto de parar pra conversar com a minha neta mais velha por telefone.

Ela já está na universidade, é uma das pessoas mais inteligentes e carinhosas que eu conheço.

Sempre que podemos tiramos um tempinho para um almoço avó e neta, mas a universidade agora a ocupa bem mais, requer mais dedicação aos estudos intensos, foi um semestre difícil, muito diferente do segundo grau.

A universidade tem seus meandros que só um semestre surrado para nos ensinar a adaptação.

Mas a pauta não é ela e sim a conversa que tivemos. Para mim foi muito importante, com ela eu me sinto à vontade de falar dos meus sentimentos mais recônditos.

Nessa conversa me dei conta da espinha que tenho atualmente atravessada na garganta. E me vi falando de uma tristeza que tenho carregado comigo.

Eu já falei anteriormente que eu sou cientista política e atualmente eu sequer consigo falar em…

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A doutrinadora

Eu conheci uma professora doutrinadora, formada em história.

Ela me espanta até hoje com suas atitudes. Eu queria entender os abusos dessa mulher que, mesmo antes de formada, já ansiava por uma sociedade mais igualitária, com menos diferenças sociais.

Sabe o que esta criatura fez?! Aproveitou o seus finais de semana e resolveu ser voluntária numa campanha de vacinação infantil. Calçou as suas galochas, em pleno inverno, foi para uma região da cidade onde não existia posto de saúde, numa época que não havia agentes sociais, levou vacina para as crianças, que moravam em barracos encostados ao muro do cemitério, a parede mais forte da casa. As outras famílias moravam em frente, em construções de madeirite, no meio do banhado, numa região onde o inverno chegava a 5 graus C negativos.

Essa mesma mulher abusada, depois de formada, resolveu que não bastava dar aulas de história para seus alunos, oriundos da zona rural, filhos de pequenos agricultores, cujo destino, naquela época difícil, era o êxodo. Então ela procurou por palestras que orientassem seus alunos a ações de suporte e subsistência. Coisas baratas, ao alcance daquela gente necessitada, pequenas soluções para chácaras e sítios dos seus pais, para que houvesse uma diminuição do abandono da zona rural.

Ensinou piscicultura, apicultura, plasticultura. Com as duas primeiras eles teriam comida, com a cobertura dos hortifruti não haveria a perda dos produtos para a geada.

A doutrinação não era tão grande que ela ensinou, aos filhos dos grandes produtores, o respeito pelos pequenos, que colocavam o feijão, a batata, a alface, as frutas e a comida na mesa de quem exportava a plantação.

Depois de tudo isso ela resolveu estudar as políticas públicas, para poder incrementar os seus conhecimentos e melhorar a sua atuação social.

Aprendeu que a tecnologia pode ser aplicada para o bem e para o mal e que a ética deve prevalecer em cada política que se aplica.

Que suas crenças religiosas importavam sim, porque ela não era só uma repetidora de textos bíblicos, ela fazia dos ensinamentos de Cristo a sua prática.

Sabia que não era perfeita, tinha que olhar para todos como um irmão, para os desvalidos com compaixão, para quem lhe procurava aflito, tinha que estender a mão.

Poucas foram as vezes que sentou num banco de igreja, porque resolveu fazer da sua prática o seu templo.

Conheceu a hipocrisia do mundo que ridiculariza as crianças negras, que explora os mais pobres, que violava os direitos das mulheres e das minorias, que escraviza para aferir lucro, que venera a riqueza, sem se importar com a origem do dinheiro.

Aí começou a entender o discurso dos ditos religiosos que batem no peito três vezes, mas são incapazes de tratar como humano o seu semelhante.

Entendeu finalmente por que Jesus morreu crucificado, porque ele também era um doutrinador e revolucionário, que ousou desafiar a sociedade em que viveu.

Até hoje a ignorância e a má fé apavoram essa professora doutrinadora.

Ela teme uma fogueira de livros, a vigilância vil aos professores, para desviar a atenção daqueles que realmente deveriam ser vigiados, os políticos eleitos, que fazem da corrupção uma prática diária, há mais de 50 anos. Que isso resultou nos desvios de merenda, saúde e segurança.

Ela teme os valores dos bons costumes daqueles que vivem para o dinheiro e pelo dinheiro. Ela teme que as pessoas do seu país voltem a passar fome novamente, como na época em que era apenas uma estudante de história.

Essa perigosa pessoa professora doutrinadora só quer um mundo melhor e mais justo, mas convive num Brasil onde 1% da população tem mais que os outros 99%.

Ah, lembrando que, se os professores fossem efetivamente doutrinadores marxistas, o Brasil não teria eleito um presidente de extrema direita.

O que o dezembro tem a ver com a AIDS?!

AIDS – a prevenção sempre será o melhor tratamento!

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Primeiro de dezembro é o dia Mundial de Combate à AIDS.

Com o crescente aumento da doença principalmente entre os jovens se faz necessário vários esclarecimentos sobre essa doença.

A AIDS tem um coquetel que trata mas não cura a pessoa que adquiriu. Ela terá AIDS pela vida toda. Poderá tratar e terá os sintomas amenizados e poderá levar uma vida normal, se tomar o coquetel de medicamentos, poderá conviver com a doença, mas nunca será curada.

As pessoas tem medo de fazer os testes. Eu sempre fiz todos eles AIDS, sífilis, hepatite, porque não quero ter e tampouco contaminar as pessoas com quem eu convivo, até porque eu tenho uma saúde absurdamente frágil e sofro com a minha imunidade baixa.

Pessoas continuam sendo contaminados mundo afora pela falta dos testes, por terem medo de fazer os mesmos e acabam transmitindo para o seus parceiros a doença.

Ao ler sobre…

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Realidade virtual

Escrevi há um ano, o texto se mantém atual na análise das redes sociais…

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Li uma reportagem super interessante sobre Jaron Lanier, escritor e filósofo,  considerado um visionário da realidade virtual, ainda nos anos 1980.

Embora seja um dos caras do Vale do Silício, criticou o Facebook e o Google e diz evitar as redes sociais como evita as drogas e essa é a parte mais importante das suas próprias palavras.

Acha que para os adultos essas redes são importantes para restabelecer relações do passado, reconectar as pessoas, mas para os jovens, que ainda estão com as ideias em formação, julga ser prejudicial, porque formata o pensamento, direciona, não proporcionando uma avaliação crítica, limitando suas habilidades.

Além do mais as redes sociais utilizam os dados das pessoas. Reconhece na tecnologia dois lados, o da beleza e o do horror, no primeiro caso todas as possibilidades de desenvolvimento na ajuda ao homem, como o desenvolvimento da robótica na medicina, por outro lado a perda massiva…

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Mundo, qual mundo?!

Eu me pergunto como dentre tantos exemplos de vidas, tantas pessoas com uma alma linda e generosa, com uma inteligência fantástica, porque escolhemos a hipocrisia do discurso vazio, de pessoas mesquinhas.

Tivemos Ghandi, Mandela, Martin Luther King, Dom Elder Câmara, Chico Xavier, Paulo Freire, Zilda Arns, Einstein, dentre muitos. Temos Pepe Mujica, Malala Yousafzai, Papa Francisco, Maria da Penha, Chimamanda Ngozi Adichie, todos a sua maneira foram ou são transformadores do mundo em que vivemos, humana e positivamente.

No entanto, escolhemos seguir hipócritas, ignóbeis, com senso questionável de sociedade e humanidade.

Agentes sociais transformadores, essenciais ao mundo, são aqueles que se importam, com as crianças, com os necessitados, com as minorias, com os famintos, com os oprimidos.

As pessoas que eu citei acima trocaram parte de suas vidas para defender vidas. De alguma forma se doaram para servir a uma causa maior.

Não me venha dizer que isso é um discurso de esquerdista, isso é um discurso de humanidade, de uma cristã que acredita que o ser humano está acima do mercado, dos ganhos, do consumismo desenfreado, que escraviza o trabalho das pessoas para vender o produto e auferir lucros. Dos bancos que querem mais de 400% de lucro, em cima de uma população endividada.

Que tipo de mundo é esse estamos, na verdade, destruindo?! Quando os valores humanos ficaram abaixo do lucro que se ganha?! Quando passamos a preferir destruir a natureza, em detrimento do nosso próprio futuro?!

Eu respondo, desde sempre, desde que o ser humano obteve consciência ele tenta destruir tudo o que o lhe cerca, por egoísmo, vaidade, poder e egocentrismo. Isso explica as vozes das pessoas acima, sempre gritaram por um mundo melhor, para chamar a atenção que se pode fazer o bem.

TER sempre foi mais relevante do que SER, em nome disso se escraviza, se mata, se destrói.

E se faz isso em nome de religião, de valores morais, da ética e dos bons costumes.

Eu ainda prefiro ser uma cristã imperfeita, olhada por minha prática, do que pelas minhas palavras.

Meus heróis não se foram, porque eles habitam em mim todos os dias, em que eu penso que o mundo pode ser melhor.

25 de novembro como o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher

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Me sinto sufocada, é isso, quando a violência me atingiu, minha amiga-irmã se foi, desapareceu,  fiquei completamente impotente, durante um ano virei um zumbi. Continuei fazendo tudo como antes, trabalhando, vivendo, mas no automático, aí resolvi fazer a única coisa que me restou, escrever sobre ela e nunca deixar que ela e a sua trajetória fossem esquecidas.

Todo mês de novembro tento lembrar a todas as pessoas que a violência contra a mulher pode bater a sua porta, sem mais nem menos.

Dia 9 de abril de 2019 fará 4 anos do desaparecimento da Cláudia Hartleben, de dentro de casa, sem nenhuma materialidade que possa levar alguma pessoa a julgamento. A polícia e a promotoria tratam o caso como assassinato, tudo ficou intacto.

A Cláudia era Médica Veterinária, Mestre em Medicina Veterinária e Doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Professora Adjunta do Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CDTEC/UFPEL) onde atuava nos cursos de Graduação em Biotecnologia, Pós-Graduação em Biotecnologia/UFPel e Pós-Graduação em Parasitologia/UFPel. Liderava o grupo de pesquisa em Imunodiagnóstico, onde buscava o desenvolvimento tecnológico em geração de produtos e processos inovadores aplicados ao diagnóstico de enfermidades humanas e dos animais. Presidente da Comissão Interna de Biossegurança (UFPel) e Membro da Comissão de Ética em Experimentação Animal (UFPel). Integrante dos colegiados de curso de Graduação e Pós-Graduação em Biotecnologia. Ministrava aulas nas disciplinas de Biossegurança, Microbiologia e Imunodiagnóstico. Tinha experiência na área de Microbiologia e Imunologia Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: Produção de Anticorpos Monoclonais e Desenvolvimento de Testes de Diagnóstico. Era reconhecida mundialmente, apresentou trabalhos na Argentina, Espanha, Alemanha.

Todo esse currículo não impediu que ela sofresse violência doméstica e, por fim, fosse vítima de desaparecimento.

Este ano foi criado o Troféu Cláudia Pinho Hartleben, durante a premiação da sétima Feira de Ciências, do Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça, do IFSul, em Pelotas, uma memória eternizada,  na merecida homenagem a uma professora e pesquisadora excepcionais!

Dia 25 de novembro me divido entre a alegria do aniversário da minha neta e um dia marcado, em mim, como mais uma data sobre a Cláudia e a violência que a atingiu. A injustiça de terem ceifado a sua vida, que tanto prometia ainda, num momento de extrema felicidade dela, porque uma pessoa frustrada não conseguiu suportar a sua alegria e vitoriosa carreira.

 

 

Telemarketing – o que você deveria ter aprendido e nunca ninguém te ensinou

Galeria

Esta galeria contém 2 imagens.

Publicado originalmente em pós 50:
? Sempre levo em consideração as pessoas que me ligam do telemarketing, porque a minha nora já trabalhou nesta área, há muitos anos, mas já foi sua profissão, então tento escutar, mesmo quando não vou…

Sábado é dia de dicas – bolo cremoso de milho

Bom para o café de domingo!

pós 50

bolo de milhoBolo de milho da lata – fácil no liquidieficador

Quer coisa melhor para comer no sábado do que um bolo gostoso com café, humm, senti até o cheirinho dos dois, por isso que resolvi publicar esta receita hoje, para dar tempo de fazer e comer no domingo.

Nessa receita o copo de medida é o americano, 200 ml (o descartável comum também tem 200ml)

  • 1 lata de milho (vai tudo, inclusive a

    água)

  • 1 copo de leite (americano, 200ml)
  • 1/2 copo de óleo
  • 3 ovos
  • 1 copo e meio de fubá
  • 1 copo e meio de açúcar
  • 1 pacote de queijo ralado
  • 1 colher (sopa) de fermento químico
  • 1 forma untada
  • manteiga para untar

Coloque os ingredientes no liquidificador na ordem da receita e bata bem, depois de untar a forma despeje a massa, leve para assar em forno (pré-aquecido) em temperatura média, por cerca de 40 minutos, ou até…

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Elegância e/ou beleza?!

Gentileza gera gentileza ❣️

pós 50

Eu publiquei um texto, da Revista Pazes, na minha página Pós50, sobre elegância, que elegância não se veste, se tem. O que eu concordo plenamente e quis dar continuidade a este texto aqui no blogue e fui escolher uma foto sobre elegância na Internet,  nas páginas de fotos gratuitas.

O que me chamou atenção foi que todas as fotos que traduziam elegância para mim, foram feitas sobre a natureza,  eram incrivelmente elegantes, de cisnes, de borboletas,  de flores, de um pavão. A natureza por si só é de uma elegância ímpar,  mas já as fotos que os humanos produziram, muitas vezes eram bonitas, entretanto misturavam o conceito de elegância com o de beleza.

Muitas sobre o nu ou semi nu, belas, mas ao meu ver não expressavam elegância.

Lembro de uma foto de um nu de extrema elegância, da atriz Demi Moore,  grávida,  que causou muito impacto na sua época…

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O sapato do outro

pós 50

Caminhando em seus sapatos, essa é a exposição no museu da empatia, uma experiência única para que as pessoas se coloquem no lugar do outro.

Eu vi um programa no GNT, aliás dois programas, que falavam disso, dessa exposição. O assunto é empatia, se colocar no lugar do outro, calçar o sapato deles e sentir sua bagagem de vida.

Essa prática foi feita por um museu que pegou literalmente o sapato das pessoas e a suas respectivas histórias narradas por elas.

Foram mostradas uma história de uma mulher muçulmana, outra de um boxeador, a história de uma mulher com uma diferença na perna, dentre varias histórias bem tristes de pessoas e suas dificuldades na vida.

Você calçava o sapato e também ouvia a história daquela pessoa, várias pessoas saíram chorando depois da narrativa, porque havia todo um contexto de entrar no contexto narrado.

Provocar a empatia, você se colocar no…

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O Brasil que está longe de acontecer …

IO Brasil que fica cada vez mais distante…

pós 50

Pessoal não vou discutir tendência política, cada um tem a sua! Mas vou falar de caráter! E isso é apenas um desabafo meu…

Apesar de ter estudado política, esse é um assunto que atualmente não gosto de falar, porque estudar a teoria, de como tudo deveria ser, frustra, a realidade prática não se estuda. Como tratar os desvios, a corrupção e o sofrimento da população?!

Me sinto frustrada! Olho o nosso país e pela primeira vez não vejo um rumo, não consigo enxergar uma saída e tenho muita vontade de ir embora.

Às vezes penso que o melhor é nunca ter expectativas, porque aí talvez você não se frustre.

Sempre achei o nosso país rico o suficiente para dar uma vida decente a toda a sua população. Porém, eu não contava com os desvios e nem imaginava que fossem tantos e que levasse tantos recursos necessários, deixando a saúde na…

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Castelo de Cristal

De repente alguma coisa quebrou dentro dela, não sabia explicar, apenas não tinha mais aquela alegria de antes, ficou com medo da vida e de viver.

Estava presa no castelo de cristal, que se tornara a sua frágil mente. Dali ela observava o mundo, com receio de que o cristal se rompesse e o mundo lhe machucasse.

Os amigos estranharam o seu desaparecimento do convívio social. Cada um tinha a sua vida para cuidar, assim seguiram em frente. Por vezes alguém telefonava. Sem saber o que falar, apenas dizia que estava bem. Ela se afastava do mundo e o mundo se afastava dela.

Seus pânicos haviam tomado conta de tudo e ela não sabia como sair daquela redoma e retomar o caminho de volta à sanidade.

A vida se tornara devastadora na imensidão das dificuldades que sentia para resolver qualquer coisa, a roupa por lavar, as compras por fazer, retornar as ligações, responder os e-mails, dormir. Alternava entre insônia e só querer dormir. Dormir era bom, um momento de fuga na dor, as vezes queria adormecer até se sentir curada.

Já tinha pedido uma sonoterapia para a médica, ela respondera que os problemas ainda estariam lá quando acordasse. Tudo o que tinha que resolver estava dentro dela e não fora.

As paredes de cristal impediam que seus gritos interiores fossem ouvidos, só ela os escutava. Doíam tanto…

Tentava se socorrer em orações, as repetia o dia inteiro, para aplacar o buraco no peito que tanto doía.

Se sentia sozinha lutando contra o dragão da depressão, pensava assim, era dragada para um buraco negro, para um poço sem fim, todos os dias.

Sem alternativa e no desespero procurou a única saída saudável que via, ligou para o CVV, era sua última tentativa.

Foi abraçada por um estranho, do outro lado da linha, sem julgamentos, poderia falar sobre suas dores, sem nenhuma vergonha, a voz apenas lhe confortava.

Dentro de si sabia que teria que achar forças para procurar um tratamento, um psicólogo, um psiquiatra para medicá-la.

O Castelo iria ruir, rachar e, assim como ele, ela se faria em pedaços, iria sucumbir.

Há duas possibilidades de terminar esta história, sucumbir ou lutar, eu lutei há mais de 10 anos atrás.

O meu texto fala da fragilidade de uma pessoa deprimida. Aqui finalizo este texto, já me senti assim, é desesperador, passou, tive ajuda psicológica e médicos competentes.

A depressão é uma doença muito séria e tem que ser tratada com medicamentos, porque é uma falha química do cérebro que pode ser sanada. As pessoas podem ser curadas, se tiverem ajuda de quem as cerca.

Não ignore um pedido de ajuda, um olhar de desespero, você pode ser a única saída que essa pessoa encontrará.

Frango ao leite

Minha gente, a sopa ou creme de cebolas em saquinho é um coringa na sua cozinha, tempera carnes, faz um creme branco delicioso com leite, dá um toque especial em legumes gratinados.

São coisas que facilitam o nosso dia-à-dia. Essa receita aqui é fácil fácil. Sigam-me os bons!

Frango com creme de cebola e leite

  • 1 pacote de creme de cebola ou sopa de cebolas
  • 1 k coxas e sobrecoxas de frango (+ ou -3 coxas e 3 sobrecoxas) – se preferir peito, são 2 peitos grandes cortados em 4 pedaços
  • 1 litro de leite
  • 1 caixinha de creme de leite
  • salsa e cebolinha picadas para decorar
  • manteiga, óleo ou azeite para untar
  • uma forma ou refratário retangular

Passe as coxas e sobrecoxas no creme de cebola, coloque numa forma ou refratário previamente untado, junte o leite com o creme de leite, misture bem e despeje por cima do frango. Cubra com papel alumínio, e leve ao forno pré aquecido (180°C) por 40 minutos, ou até que o frango esteja macio.

Tire o papel alumínio e deixe dourar um pouco (7 a 10 min.).

Coloque a salsa e a cebolinha por cima. Sirva com arroz branco, batata palha e salada verde.

Depois me conta o que achou!

Aniversário

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Na parada de ônibus, voltando para casa, ela se perguntava como seria o encontro com o marido. Ao levantar ele não lembrou do seu aniversário, no mesmo dia, indo almoçar ela lhe telefona, convidando para almoçar, ele diz que está ocupado. Mais tarde pergunta se irão comer uma pizza, ele responde, quer gastar mais do que já gasta?!

Que dia! Fora os cometários da vizinhança que ela estava mesmo levando um par de chifres, que ignorava solenemente. O que valia para ela era ter seu homem em casa, lhe amando, mas nem isso percebia mais, o carinho de antes.

A verdade é que naquela noite, mais do que nunca, ela desejava uma grande demonstração de atenção, queria se sentir viva, mulher, ansiava por carinho. Não só porque era o seu aniversario, porque sentia saudade dos dias que se sentia poderosa.

O ônibus chegou, sentada no degrau, único lugar que encontrou, começou a chorar, não conseguia segurar as lágrimas de frustração, do tanto que tinha investido naquela relação, elas escorriam a vontade, perceptível a quem participava do mesmo transcurso.

Um colega de viagem se aproximou, falou que percebeu a sua tristeza e se podia ajudar, ela mal conseguia balbuciar, disse, é meu aniversário. Ao que ele respondeu, tanta desolação, porque envelheceu um ano mais?! Ela declarou, não, não é por isso, é porque ninguém lembrou, nem meu marido.

Para surpresa dela ele gritou – gente é o aniversário da moça aqui, quero um parabéns cantado bem alto. No inicio levou um susto com o povo todo cantando, aos poucos as lágrimas sumiam e davam lugar a um sorriso envergonhado. Que coisa louca essa vida, a empatia vinha de um desconhecido, que ao final lhe tascou um beijo inesperado, dizendo, você é uma mulher linda, não merece lágrimas. Fica bem!

Desceu do ônibus sem sequer saber quem era o rapaz ou seu nome. Seu dia era outro, melhor, sua noite, afinal era uma mulher bonita, para quem um ônibus inteiro cantou parabéns.

O marido, isso era outra história, com o tempo ela veria o que fazer…

Finados

Para Cláudia

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Muitas pessoas já me disseram que o que eu estou fazendo é inócuo, não tem resultado, que não pode ajudar a Cláudia, que nem a trará de volta, que só me exponho, que eu deveria parar,  enfim foram muitos os comentários e as palavras de todos os lados. Realmente, não posso trazer a Cláudia de volta e como sofro e choro por isso… Quando a conheci ela tinha 17 anos e eu 21, isso é uma vida de amizade e cumplicidade, se eu não fizer nada me sinto traindo tudo o que vivemos e partilhamos juntas, posso ao menos falar sobre ela, para ela e para quem me lê. Sou direta nas minhas palavras, não sei ser diferente,  porque tento  pautar a minha vida com correção, não sou perfeita, mas tento ser verdadeira comigo mesma, com os meus sentimentos, então, não estou aqui tentando convencer ninguém, simplesmente escrevo. Eu tenho…

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Albert Einstein para vocês!

pós 50

Pode ser que um dia deixemos de nos falar…
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe…
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos…
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos…
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe…
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein

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Turbilhão (AF)

pós 50

20170304_170120 (1)

Não quero essa saudade invasiva

Inexplicável, resoluta, inquietante,

Buscando em mim outro ser que não domino.

Quero de volta minha racionalidade

Inteira, absoluta

Acalmando meu corpo que deixaste latente

Espero absorver o impacto de tua passagem

Instigante, diferente

De tudo que sou, de tudo que fui

Pra retornar o eu de amanhã

Já não há volta

Há contornos, flashes

Arrepios no corpo

Frios na alma

Quem sou eu agora?

E você?

O que faz você?

Repete minha mente

Sou um pouco de você

Sou muito de mim

Sou um meio nós de amanhã.

Amanhã um novo começo.

poesia Adrianafetter (AF – 2007)

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4 Anos sem Festa

Onde você estiver, feliz aniversário minha amiga ❣

Para Cláudia

Hoje é o dia do teu aniversário, passei a semana pensando nisso, e no que eu escreveria para ti.

Não é um dia de festa, tu não estás aqui e eu estou triste pela tua ausência e também por saber que enfrentaremos um período conturbado no nosso país.

Como eu devo enfrentar este futuro?! Eu que sempre lutei pelos direitos da mulher, contra o machismo, contra o preconceito, tu fizeste parte da minha luta. A luta para eu te encontrar e na tua falta para que houvesse justiça.

Não alcancei nenhuma delas. As vezes me pergunto se não seria melhor assim, o que que tu desejarias que acontecesse… Talvez exatamente isso, nenhuma resposta e nenhuma punição.

Parece que as vezes damos um murro em ponta de faca, falo da luta por justiça no teu desaparecimento, da luta pela dignidade de uma mulher.

Me sinto um pouco derrotada hoje, mas ao…

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Suco de laranja

Feliz aniversário meu querido e eterno pai, te amo, onde você estiver meu coração está contigo ❤ !

pós 50

Eu chegava correndo da escola e ía para cozinha espremer as laranjas. A tarde era praticamente só o que ele conseguia engolir.

A doença já tinha tomado o corpo e ele teria pouco tempo de vida, eu não sabia. Eu não tinha a noção que era tão grave, mas fazer o suco me fazia bem.

Hoje me faz bem pensar naqueles dias e saber que pude contribuir com alguns momentos de bem estar dele.

Entregava o suco ele bebia e nós ficamos ali um do lado do outro curtindo aqueles momentos, para mim bastava ficar do lado do meu pai.

Por algum tempo depois da morte dele, quando via o carro estacionado na frente de casa, eu ainda saia correndo para espremer as laranjas, até que caiu a ficha, ele não estava mais conosco.

Meu pai sempre me proporcionou momentos muito especiais. Como ele sabia da doença dele, aos 10…

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Quando eu era criança…

pós 50

O patinete era de madeira e o motor era o meu pé. As brincadeiras eram na rua e no jardim da casa. Passava a maior parte do meu dia fora de casa. Televisão era coisa rara que só se via a noite. De dia a gente brincava, lia gibi ou livrinho de estórias.

Brincar na rua era o máximo, nós aparecíamos para o almoço, para o café da tarde e para o jantar, esse era o compromisso com nossos pais, no mais havia liberdade de ir e vir, correr, brincar, tomar ar puro o dia inteiro.

Nesse dia das crianças eu desejo mais pipas a serem empinadas com crianças e seus pais, mais cantigas de roda, mais bolinha de gude, mais cinco Marias, mais pular elástico, mais pique-esconde, mais corre-corre, mais queimada de bola, mais banho de chuva e muito mais ar puro.

Que possamos todos nós adultos fazermos nossas…

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Meus dias difíceis

A superação desses momento já começou – estou bem!

pós 50

Eu não gosto de passar nem tristeza, nem melancolia, até porque não é esse o caso, apenas um dia mais difícil, tem dias que ficamos extremamente sensíveis, são momentos de inflexão.

Sempre convivi com doenças, sou há muitos anos epilética, sempre tomei muitos remédios.  Com isso  várias partes do meu corpo no decorrer da minha vida foram se desgastando,  acho que o que mais me afeta, depois dos 50, são as minhas cartilagens, que passaram a inflamar e doer.

Dor vai minando as energias que te sustentam, o otimismo. E quando as dores estão mais agudas e persistentes, haja paciência e meditação para superar.

Minha rotina tem sido de médicos, exames e mais exames, vários tipos de fisioterapia e acupuntura. Tento de tudo para superar os piores dias.

Sou uma mulher positiva, considerada forte por quem me rodeia, e é muito bom lutar para que tudo fique bem e dê…

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Sábado é dia de dicas – Gelatina Rica

pós 50

gelatina ricaGelatina rica e bota rica nisso!!!

Nada como uma sobremesa refrescante para deixar a vida mais prazerosa, não é mesmo?! Essa eu fazia muito, muito mesmo, prática demais e não há pessoa que não goste.

  • 2 pacotes de gelatina vermelha (cereja, morango, framboesa, a que você mais gostar)
  • 1 lata de abacaxi em calda, escorrida
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de creme de leite

Faça a gelatina como manda a instrução do pacote, diminuindo levemente a água (1 dedo a menos de água). Coloque para gelar por 1h. Pique o abacaxi em pedaços, sem a calda. Quando a gelatina estiver mais ou menos durinha, porém ainda tremendo, espero que não seja de medo,  bata no liquidificador com o leite condensado e o creme de leite, acrescente o abacaxi picado e volte para gelar novamente por mais 3h.

Prontinho, delícia minha gente! E tem muitas possibilidades, se não gostar…

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Hoje a poesia é minha

pós 50

bom dia poesia

e todos os dias de minha vida

que pulsam e me expulsam de mim

para sair e não voltar

para voltar e não sair

daqui desse lugar

viajar até não mais poder

regressar ao meu recôncavo

ingressar na tua fúria verbal

acolher tua inspiração carnal

ver minha contextura

estrutura, metáforas

e escoar-se da invasão

dalheia privacidade alheia

alienação, enlevo, perturbação

voar até ti, sentir o teu eu

e fugir … de leve … de tudo

bom dia poesia!

(Adriana Fetter)

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Fronteiras humanas

Não estamos aprendendo nada com a história, que pena…

pós 50

barbed-wire-946525_1920

Eu me formei em História, aliás primeiro fiz Estudo Sociais, depois História. Fui então fazer pós-graduação em educação, não completei, segui para Ciência Política.

Estudando nesses cursos, me chamou atenção os vários porquês do ser humano procurar o conflito, guerrear…

Nós humanos estabelecemos fronteiras, sejam de nacionalidade, crença, ideologia e eu me pergunto muito, qual o sentido disso?!

Porque alguns aspectos da vida humana nos fazem brigar, ter raiva um do outro, nos fazem estabelecer fronteiras humanas?!

Falamos línguas diferentes, temos peculiaridades diferentes e aspectos de vida diferentes, mas por que isso precisa ser a causa de batalhas, de uma guerra?! Pior, sempre foi assim…

Será que em algum dia vamos parar de achar motivos para superar nossos conflitos, não entrar em guerra, sair do desacordo?!

Sempre que viramos um ano tenho certeza que isso faz parte de nossos pedidos, a paz entre os povos. Então porque continuamos discutindo sobre…

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Autocrítica

Eu me formei como professora de história, depois fiz pós graduação em Ciência política. Estou escrevendo este texto, no sábado, na véspera da eleição brasileira. Estou me sentindo arrasada! Por que o nosso país não entende ou simplesmente ignora o fascismo latente em nossa sociedade?!

Eu me pergunto onde nós professores falhamos, quando não conseguimos explicar a importância da democracia? Por que os jornais no exterior enxergam que estamos à beira do abismo, mas internamente não existe uma crítica a um candidato de extrema-direita, com ideias preconceituosas, machistas, homofóbicas, racistas e xenófobas?!

Eu fico escandalizada com o apoio dado a esse tipo de pessoa, quando havia candidatos qualificados de todas as tendências.

Neste momento me lembro do caso de Jean-Marie le Pen, na França, que foi expulso da política e obrigado pagar uma multa de 30.000 euros por minimizar o holocausto e as câmaras de gás, ocorridas na Segunda Guerra Mundial e mais 5000 euros por incitar o ódio aos ciganos.

Enquanto aqui no Brasil, a tortura é idolatrada, o torturador reverenciado como herói, a ditadura militar minimizada, o incitamento ao ódio às minorias ignorado.

Como chegamos até aqui? Como as classes sociais abastadas, conseguem macissamente apoiar isso? Como a grande imprensa, com raras exceções, não consegue estabelecer uma vala entre o que é decente e o que é indecentemente desumano, não estabelecendo a separação do trigo do joio?

A saber.

Ouvi de um analista político que o movimento das mulheres, intitulado EleNão, foi um movimento de classe média, que não engajou as mulheres mais pobres, dando a entender que foi um movimento partidário. Menospreza e desconhece a verdadeira origem desse movimento, que hoje é integrado por 4 milhões de mulheres, de crescimento natural em apenas 1 mês via redes sociais. Formado por mulheres que viram ameaçadas suas conquistas, amedrontadas pelo machismo do candidato e seus seguidores e por suas crenças depreciativas às minorias. Movimento do qual faço parte desde o inicio, que foi desqualificado, ignorado por essa mesma imprensa e que foi covardemente atacado pelos seguidores políticos da extrema direita.

Também vi o judiciário ignorar as fake News nas redes sociais, massivamente no Whatsapp, quando havia anunciado que as combateria veementemente, dando vazão a verborragia e a violência verbal intensiva.

Para o 1% mais rico da população brasileira não importa a democracia, desde que seu dinheiro cresça, o autoritarismo pode varrer a nossa sociedade, desde que o capital seja preservado. Então, não podemos nos valer da lógica capitalista, no nosso trabalho. São eles que ganham com a eleição de uma extrema direita.

O que nós professores de classe média não conseguimos apreender foram as necessidades da população. Não vivenciamos a realidade de nossos alunos fora de aula, poucos são os que o fazem.

O que conseguimos transmitir aos nossos alunos não os prepara para o mundo real, não repassamos o conhecimento necessário para que tenham o discernimento de lutar pelas suas necessidades e anseios, que o que está por vir é politicamente incerto e desastroso.

Não conseguimos ensinar que eles seriam os mais prejudicados com a ascensão da extrema-direita, porque para quem é rico essa eleição não fará a menor diferença, mas eles terão seus direitos ameaçados.

Façamos a nossa autocrítica!

Dias de luto

Há um ano esse triste acontecimento nos chocou, minha homenagem à professora Heley Batista! Descanse em paz!

pós 50

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Tem dias que são cinzas, hoje é um dia de profunda tristeza, desses que não consigo pensar em algo para escrever, crianças foram queimadas em uma creche em Minas Gerais, dia de choro, de recolhimento, de deixar as lágrimas correrem.

Podemos apenas orar na quietude, no silêncio, bem baixinho falar com Deus com o nosso coração, pedir compaixão e conforto para as suas famílias, alívio para a dor dos que estão sofrendo.

Duas coisas me chocaram nesse episódio trágico, um site jornalístico oferecendo imagens para as pessoas acompanharem a tragédia e pessoas de má fé pedindo doações para conseguir dinheiro para fins escusos, explorando a sensibilidade e o compadecimento de quem quer ajudar.

Nada vai fazer o tempo voltar, porque era o que eu gostaria de pedir a Deus, nenhuma palavra minha vai ajudar, mas as orações talvez possam fazer mais por essas famílias.

Todas as minhas preces são para às…

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Um igual tão desigual

pós 50

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Numa das minhas idas para exames e consultas ao hospital Sara Kubitschek resolvemos almoçar no shopping em frente.

Tudo normal, até que uma cena, que eu não via há muitos anos, me chamou a atenção e me chocou. Ao nosso lado tinha algumas bandejas com restos de comida, de pessoas que haviam  deixado ali, um senhor, não era um mendigo, vestia camisa, calça, cinto e carregava uma mochila, começou a engolir os restos avidamente, percebia-se, nitidamente, que estava com muita fome.

O meu coração disparou numa angústia tremenda, essa foi a minha única reação diante da fome, fiquei paralisada, não conseguia nem olhar pra aquela situação com medo de constrangê-lo, foi realmente paralisante.

Me arrependo de não ter oferecido um prato de comida, fiquei fazendo a minha auto-crítica depois.

Eu não vou tentar ser politicamente correta aqui, porque realmente me parecia que ele não queria ser visto, percebido, apenas queria…

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Pavê zás trás

Estou de dieta restrita de açúcar e só penso em escrever receitas de doces.

Mas, na verdade, são receitas super rápidas e fáceis.

Então, meus queridos, vocês poderão arrasar nesse final ou início de semana com essa receitinha super rápida e gostosa, a família e os amigos agradecem!

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de creme de leite
  • Suco de 3 limões  (pode ser taiti ou siciliano, este deixa o pavê mais suave)
  • 14 bolachas maria (pode ser substituída por biscoito de leite, maisena ou champanhe)
  • 1 pacote de suspiro (merenguinho)
  • Raspas de um limão
  • 1 liquidificador
  • 1 prato refratário

Bata no liquidificador o leite condensado e o creme de leite, acrescente o suco de limão. No prato refratário cubra o fundo com parte desse creme, cubra com a metade do biscoito e esfarele metade do merenguinho por cima. Repita a operação e jogue por cima as raspas de limão.  Leve ao congelador por 1h.

Se quiser incrementar essa receita coloque fatias de morango entre as camadas, dobre a quantidade de merenguinho, o  sucesso é garantido!

Uma delícia só…

Mais uma gostosura para a sua mesa!

Dia Internacional da paz

pós 50

É hoje, o dia Internacional da Paz, será que temos realmente como comemorar isso?!

Onde neste mundo está havendo paz?!

Eu não sei responder isso, porque os conflitos pessoais são enormes, as desavenças entre grupos nem se fala.

Em Myanmar uma minoria muçulmana tenta desesperadamente fugir da perseguição e limpeza étnica que o governo impõe. Por quê não conseguimos conviver com as diferenças?!

Tivemos uma forte ameaça no mundo, por Coréia do Norte e Estados Unidos, assistimos os seus governantes se degladiarem, podendo estabelecer uma nova guerra mundial. Agora há uma chance para um armistício finalmente, depois de décadas, seja restabelecida as negociações, com o objetivo de superação do conflito.

Não existe paz na desigualdade, onde existe a fome, onde não há democracia, onde os povos sofrem com os tiranos.

Triste mundo esse nosso onde apontar o dedo para o erro do outro é sempre o início de um novo…

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Telemarketing – o que você deveria ter aprendido e nunca ninguém te ensinou

 

Sempre levo em consideração as pessoas que me ligam do telemarketing, porque a minha nora já trabalhou nesta área, há muitos anos, mas já foi sua profissão, então tento escutar, mesmo quando não vou aceitar a oferta, digo com toda educação, obrigada mas no momento não estou interessada, uma boa tarde para você. Segue-se a isso mais insistência e eu agradeço e desligo.

Mesmo quando eu procuro um telemarketing, para pedir algum serviço ou para reclamar de um, tento manter um diálogo polido, por mais que eu esteja irritada na hora. Até mesmo porque geralmente você tem que ligar no mínimo mais duas ou três vezes para conquistar o pretendido. É uma tristeza.

No curso do telemarketing devem ensinar a serem robôs: repitam 200 vezes, rapidamente, a mesma proposta, para que aceitem a oferta, para se livrarem daquela chateação.

Vou falar do cúmulo do cúmulo da falta de empatia que aconteceu comigo em ocasiões num telemarketing.

A primeira ocasião foi em 2017, em novembro. Eu estava no hospital, com a minha mãe, de 92 anos, internada, e, óbvio, ela não estava bem quando me ligaram. Um rapaz, de um serviço bancário, perguntou: é a Adriana? Respondi que sim,  e ele falou: tenho uma ótima proposta do banco tal para a senhora. Eu então disse, olha, obrigada, mas no momento estou acompanhando minha mãe no hospital e o estado dela é grave, eu não tenho condições de conversar.  Resposta da pessoa, é só um minutinho, não vai lhe atrapalhar em nada!

Oi, para o mundo que eu quero descer! Quem está treinando essas pessoas?! Que tipo de curso é esse?! O que fizeram com este rapaz?!

A segunda ocasião agora em 2018! Me ligaram de um banco famoso, vou aqui chamar de banco ESSE, perguntando se estavam falando comigo, sim claro sou eu, respondi e aí a pessoa se identificou, como banco ESSE, eu pedi desculpas e disse que não poderia falar, por ter feito uma cirurgia de boca, prontamente ela respondeu, não tem problema, vamos falar por WhatsApp, desligou e começou a me mandar mensagens e a proposta.

Alô ?!  Em que momento uma pessoa que acabou de fazer uma cirurgia,  que está latejando e com dor, quer falar sobre proposta bancária pelo WhatsApp?!  Não contentes com minha falta de resposta voltaram a ligar passadas 2h.

Nem estou falando aqui das insistentes ligações das companhias telefônicas e das ofertas de crédito ao cidadão. Para quem mora em SP, tem no site do Procon a possibilidade de bloqueio. é só clicar no colorido aí em cima e preencher o formulário.

Então aqui envio a minha proposta para as escolas de telemarketing!

Faço um treinamento de empatia para os treinadores desta profissão, fui gerente de equipe, de grandes equipes, sempre ensinei que atrás de uma carta ou telefonema existe uma pessoa, não sejam frios nem impessoais, tratem como se fosse alguém que lhe seja caro.

Me contratem – ironia! Eu posso dar um curso de empatia, de como você ser solidário com a pessoa do outro lado da linha, não ferir seus sentimentos e agregar valor ao seu produto e a sua instituição!

Tenho certeza que vocês farão muito mais clientes assim! Olha aí o meu texto, conheço até a linguagem de mercado que vocês usam…

Tenho um vasto currículo profissional, lidando com pessoas e sentimentos, entrem em contato, discutiremos o preço deste grande benefício e investimento para vocês, com uma vantagem a mais, vou cobrar bem menos para ensinar ao seus capacitores, do que a empresa ineficiente a quem vocês tem pago, por esse lixo de treinamento.

E tenho dito!

Um momento pode mudar tudo

pós 50

Li essa frase ontem, é sobre um lançamento de um novo filme, isso tem sido muito presente na minha vida, momentos que podem mudar tudo, realmente podem!

Uma amiga querida desapareceu da noite pro dia e nunca mais foi encontrada, vi meu pai sair caminhando para o hospital e nunca mais voltar,

Um terremoto no México mudou a vida de muitas famílias, foi uma grande tristeza pairando sobre elas. Assim foi também com as bombas, com as guerras, assim está sendo com os furacões, o nosso mundo está mudando e não estou vendo muita gente tentar mudar alguma coisa para que este mundo fique melhor.

O que nós vamos fazer para que os nossos instantes futuros se tornem mais razoáveis?!

Acredito que para as mulheres o momento em que tudo muda é quando se tornam mães, você conhece o amor incondicional, isso muda a sua vida, por isso mesmo vejo…

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Perennials

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Somos nós, as mulheres de 40 a 60! Vocês sabiam disso?! Aquelas que não seguem a cartilha da meia-idade. Eu estou aprendendo e me achei nessa definição.

Comecei a ler alguns artigos sobre o tema, super interessante, porque nos define a partir de um estilo de vida, no mercado de trabalho, como consumidoras e nessa faixa etária.

Não há uma identidade com uma determinada idade, também não se esconde a própria. Não é a idade que define essas mulheres, elas usam jeans, camiseta, transitam por várias faixas etárias com facilidade.

Para deixar mais claro, perennials vem do inglês perenne, traduzido como constante, permanente. Não somos senhoras de meia-idade, somos mulheres que estamos passando pela meia-idade, com melhor saúde que as gerações anteriores. Estamos vivendo nossa plenitude! Cheias de vida e projetos pessoais.

O que mais me chamou a atenção foi um sentimento, porque concordo em número, gênero e grau, não…

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Feminismo – por que a palavra causa tanto frisson?!

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Que palavra que gera confusão na nossa sociedade! Não vejo sequer motivos para isso.

Há uma nítida confusão entre femismo e feminismo. Sabem a diferença?! O femismo prega a superioridade das mulheres em relação aos homens. O feminismo a igualdade de direitos entre homens e mulheres e acesso as mesmas oportunidades.

Sim, feminismo é uma palavra que pressupõe lutas, não por disputa, mas para se conseguir a aceitação de que, independente de sexo, todos temos os mesmos direitos, o que atualmente não existe.

E é exatamente esta luta que parece agredir quem dela não participa, ou ainda não se sentiu representada, ou ainda, quem assimilou profundamente os conceitos da sociedade em que o homem lidera e comanda.

Existe uma vanguarda mais agressiva?! Claro que sim, em qualquer movimento que propõe conquistas sociais, mudanças no que está estabelecido há anos, sempre haverá uma vanguarda, sempre teremos as que fazem a política do movimento e o enfrentamento com aqueles que não o aceitam e certamente serão as mais agredidas também.

Em tempos tão violentos, em sociedades tão desiguais, em costumes agressivos, mutilações, perseguições impostas as mulheres, não é possível desejar viver em paz e ser tratada com respeito?! Não se pode pensar em ser considerada para as mesmas oportunidades masculinas?! Seria humano, haveria uma evolução e um engrandecimento nas relações interpessoais.

Vejo termos nefastos, depreciativos, desrespeitosos para falar das mulheres que, como eu, se intitulam feministas, nunca fui tratada com desrespeito, mas me sinto atingida por todas as que são ofendidas.

O mais interessante é que quando penso em feminismo me vem a mente o maior homem feminista de todos os tempos, Jesus, aquele que sempre pregou contra a opressão das minorias, que pregou uma nova maneira de se viver em sociedade, e deu um tratamento respeitoso a todas as mulheres de sua época. Convivia e incluía as mulheres em suas pregações. Jesus pregou para os oprimidos.

E aqui relembro, enquanto os homens se esconderam por ocasião de sua crucificação, as mulheres choraram ao pé da cruz, pelo amor, atenção e respeito que lhes foi dedicado. Acho que sequer preciso falar em Maria Madalena…

Então, se há milhares de anos esse homem entendeu a importância de se tratar todos de forma igual, com respeito e amor, por que essa busca hoje traz tanta perturbação?!

Eu resumo minha palavras assim: respeito, igualdade de direitos, amor ao seu igual.
É isso que desejo a todas as mulheres, e anseio para as minhas netas e todas as que virão, que tenham um mundo mais justo e amoroso.

A dor e a delícia de ser mulher

pós 50

Se tem uma coisa que eu sempre gostei de ser foi ser mulher.

Só invejo os homens em um único momento,  o de usar o banheiro público.

Como mulher temos uma sensibilidade ímpar e quando somos mãe criamos um vínculo inigualável com os nossos filhos.

Mulheres, podemos ser as melhores amigas ou as mais vingativas criaturas. Acolher ou repudiar, faz parte da alma feminina essa contradição.

É óbvio que nem tudo são flores, as mudanças hormonais durante a vida, o estresse da dupla jornada,  como somos sobrecarregadas.

Sofremos preconceito na carreira escolhida e, quando optamos por ser só donas de casa e mães, também sofremos preconceito,  como se não tivéssemos nenhum afazer, esperam que estejamos sempre lindas, perfumadas e perfeitamente arrumadas.

Também somos vítimas da violência do homem, muitas vezes o próprio companheiro, um histórico triste.

Mas como conduzimos nossas vidas e nossa jornada com destreza, sabendo conciliar inúmeras tarefas…

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