Sobre adrianafetter

uma metamorfose ambulante ... sempre em crescimento pessoal, tentando ser o melhor de mim!

Ovos nevados – diferente

Delicia de sobremesa, uma das minhas preferidas!

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merengue0Falsos ovos nevados

Vou falar inicialmente sobre a  receita original, ovos nevados ou espuma de sapo, era assim que a minha avó chamava essa deliciosa e leve sobremesa. Leva poucos ingredientes, basicamente ovos, leite, amido de milho e açúcar.

Bate-se as claras em neve, depois acrescenta-se açúcar ( 2 colheres por clara), ferve-se 2 litros de leite e vai colocando colheradas das clara em neve (merengue) para cozinhar ali.  Retira com a espumadeira e deita em um prato refratário.

Ao terminar o cozimento das claras, pega-se as gemas coadas e se faz uma gemada (1 colher de açúcar para cada gema, mistura-se o amido de milho (1 colher de sopa cheia) e leva-se ao leite, mexendo sempre até engrossar, se quiser acrescentar baunilha, fique a vontade (eu coloco) … depois coloca o creme junto do merengue cozido e leva-se a geladeira, pronto!

Agora vamos a receita falsa, chamei de falsa…

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Querido diário – Humanas

Querido diário confesso que ando meio inquieta.

Fiz Estudos Sociais depois História, cursei, parcialmente, uma pós-graduação em Educação e Ciência Política e, por final, um mestrado em Ciência Política. Como gosto das ciências humanas! Como elas são perigosas para os ditadores!

Tive excelentes professores, já no segundo grau e olha que eu fazia um curso técnico de laboratório, porque, a principio, pensei em fazer medicina.

Esses professores me influenciaram, a ponto de resolver seguir uma carreira acadêmica. Eles instigavam o pensamento crítico, o debate, a análise. Estávamos na época da abertura política e nem tudo era permitido, mas os sonhos eram grandes.

A ditadura já tinha acabado com a filosofia, retirou das matérias curriculares e colocado em seu lugar moral e cívica e o OSPB. Os alunos, para eles, os autoritários, tinham de aprender os hinos e esquecerem de pensar, era só decorar a letra.

Mas a minha geração não queria só cantar, até queria, mas as músicas eram diferentes, Para não dizer que não falei de flores, cálice, Coração de estudante, Vai Passar, O bêbado e o equilibrista, entre tantas. Queríamos ouvir o Ivan Lins, o Chico, o Milton, a Elis Regina, o Gonzaguinha, o Geraldo Vandré, o Taiguara, queríamos a voz da resistência e da liberdade e queríamos gritar aos quatro cantos que um dia o julgo deles iria acabar!

Querido diário, tem sido difícil, tempos difíceis, angustiante assistir o desmonte do Brasil, o retrocesso, a destruição das políticas públicas, tão importantes. Eles querem nos dobrar!

Sabemos que somos #resistência, que estamos irmanados em não deixar esse governo leviano destruir o Brasil.

Nossa, querido diário como tem sido difícil, como tem doído, como, as vezes, querendo manter a cabeça erguida, nos vergam, aí choro, existe uma corda que aperta nosso pescoço, nos joga ao chão, mas sabemos que precisamos lutar.

Diário, meu querido diário, mesmo assim não quero esquecer nenhum dia desses, por vezes, em desespero, porque ainda sou historiadora. Mesmo assim pretendo levantar a minha voz, em todos esses dias.

A humanidade das ciências humanas me ensinou que eu posso e devo lutar, por aqueles que não tem voz!

Querido diário – mulher objeto não!

#NaoSouMulherObjetoDeGringoSenhorPresidente

Querido diário,

Resolvi registrar o que vem acontecendo no Brasil, porque é tão surreal que eu não sei se eu vou lembrar daqui alguns anos, por tudo que nós temos passado com esse senhor presidente.

Eu não votei nele, nesse presidente que está aí, porque, na época do pleito eleitoral, ele parecia ser machista, homofóbico, xenófobo, misógino, enfim uma série de “qualidades” que eu queria bem longe de mim e do meu país. Estou estupefacta, ele é realmente tudo isso!

Ontem, querendo defender o Brasil de uma ameaça gay estrangeira, o nosso presidente ofereceu as mulheres brasileiras para os turistas virem para cá treparem.

É um termo forte, né?! Mas é assim que nós mulheres nos sentimos com esse tipo de fala, tratadas como objeto.

Veja bem querido diário o sexo seria só com as mulheres, só homens com mulheres, melhor explicando, homem com homem não pode, mulher com mulher também não!

Eita, já pensou se no Brasil tivesse turismo sexual?! Já pensou se no Brasil tivesse turismo sexual com crianças, com meninas?! Ainda bem que este senhor pensa no seu país e num ato de bondade oferece só as mulheres do Brasil para transar com turista!

Querido diário eu queria dizer vários impropérios, neste momento, mas eu te respeito, os palavrões seriam para ele, não para você.

Fênix (AF)

Boa tarde poesia!

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Esqueço de mim ao voltar

Quero ignorar cada minuto de sofrimento

Apenas reconsidero os bons momentos

Eles alimentam minha esperança

Caio neles com todo o meu ser

Imaginar… constante…

Repenso e recomeço nas reflexões

Vejo os contornos e nuances dessa trilha

A cada inspiração um agradecimento

Ter do que lembrar e reviver

Meu pensamento voa junto com a aeronave

Ainda não sei o que será …

Mas reciclo para ser!

Poema de Adrianafetter

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Eu, meu amigo do peito, meu irmão camarada, será?!

Vamos valorizar o bem que há em cada pessoa, o mais é futilidade.

pós 50

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Vamos tentar ser nossos bons amigo?! Sim, gentis conosco mesmo?!

Eu já fiz um texto sobre auto sabotagem e autoestima, vou bater muito nessa tecla, porque acho que não existe quem faça críticas piores a nós mesmos do que o nosso ser. Isso é muito ruim, nós devíamos aprender a nos tratar com carinho, porque o mundo é muito duro. Lá fora o mundo vai nos bater e nos bater como se nós estivéssemos em um ringue de box.

Nós temos que aprender a nos amar, porque quando o mundo nos bater, nós temos que ser a nossa salvaguarda e não nos deixar abalar mais do aquilo deveria abalar, não aumentar este sentimento mais do que ele realmente significou.

Temos que tomar cuidado com as nossas reações internas, aquilo que nós mesmos nos causamos e com aquilo que os outros nos transmitem de crítica.

E aqui vai um recado específico…

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Sorvetão com calda de chocolate

Já pensou qual sobremesa fazer na Páscoa?!
Delícia para a família toda!

pós 50

Para mim não importa se está ou não frio, sorvete sempre é perfeita escolha.

Se estiver frio, então, porque não inovar e fazer essa receita de sorvetão?!

Para começar:

– Calda de chocolate

Misture bem 10 colheres de chocolate dissolvidas em 9 colheres de água numa forma com buraco no meio, leve ao congelador por no mínimo 3h.

– Creme do sorvete

1 lata de leite condensado;
1 lata de leite (a mesma quantidade da do leite condensado);
3 gemas peneiradas;
3 colheres (SOPA) de maisena,
Leve ao fogo até engrossar
Deixe esfriar

Após junte:
3 claras batidas em neve, para cada clara 2 colheres de açúcar
1 lata de creme de leite
misture levemente com o creme já frio.
Coloque na forma por cima da cobertura de chocolate congelada, depois de 6h no congelador (ou freezer) estará pronto

Tire do congelador 20 min. antes de servir.

Desenforme e cubra…

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Generatividade – a nossa capacidade de transformação

Por um futuro mais humano, vamos continuar ensinando que o mais importante é SER do que TER…

pós 50

Generatividade – quando eu ouvi pela primeira vez esse termo entendi que se tratava de uma pessoa com capacidade de superação e de fazer disso uma vontade de ajudar os outros.

Que apesar de ter passado pelas piores circunstâncias da vida, ainda tinha algo de muito bom para partilhar com o seu próximo e fazer com que sempre buscassem caminhos de recuperação, aquela pessoa que poderia compartilhar um bom abraço, um amigo que poderia te mostrar a melhor face da vida.

Essa capacidade de amor, generosidade vem da sabedoria aprendida do viver e do superar.

É geralmente na meia idade que surge essa preocupação para com as pessoas, além dela mesma e da sua família.

Aparece uma necessidade de orientar a geração futura, levando em consideração a sua própria experiência de superar na vida. Orientar os mais jovens, sabendo que muitas vezes eles não ouvirão, porque precisam ter a sua…

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O que você aprendeu

Você aprendeu que o equilíbrio da natureza é importante.

Você aprendeu que as árvores são importantes.

Você aprendeu que a água é ainda mais importante, pois sem ela não há vida.

Você aprendeu que quanto mais natural a comida, melhor para o seu corpo.

Você aprendeu que tem que ter esgoto, porque a falta dele traz muitas doenças.

Você aprendeu que é importante vacinar os seus filhos, para que eles não fiquem doentes e para que as doenças possam ser erradicadas.

Você aprendeu que uma educação de qualidade pode dar futuro para o seu filho.

Você aprendeu que a ciência é importante para o país avançar e se desenvolver.

Você aprendeu que quando não paga uma dívida, ou seus impostos, você será cobrado com juros e correção monetária.

Então,

Por que você aceita:

  • as agressões à natureza e a destruição das florestas e áreas de preservação ambiental Amazônia;
  • a aprovação de mais de 400 tipos de agrotóxicos, que contaminam a sua comida e a água que você bebe;
  • que digam que vacina causa doenças;
  • que não haja nenhum planejamento no Ministério da Educação, depois de mais de 100 dias de governo;
  • que o governo corte as bolsas de iniciação científica e de desenvolvimento científico;
  • que empresários não paguem suas dívidas com o governo e soneguem impostos;
  • que cortem os seus direitos e dêm mais direitos a quem tem dinheiro?!

Por que cargas você aceita tudo isso?!

As perdas

Será que em algum dia iremos aprender a lidar com a morte?!

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As notícias de morte sempre me acompanharam no decorrer da minha vida, mas eu estou numa fase em que elas estão aparecendo mais e mais, cada vez mais frequentes e de pessoas mais próximas a mim, o passar dos anos nos traz perdas.

Cada dia isso me abala mais…

Tem época que se foge da lembranças, boas ou ruins, para não sofrer. Por mais distante que se vá, elas estão guardadas na sua mente, as gavetas se abrem e elas voltam inesperadamente.

Há dias que não são fáceis. Perder quem se ama ou mesmo pessoas que passaram por nossas vidas nos faz enfrentar nosso próprio destino.

Tento me preparar, há anos, para a perda da minha mãe, que fará 94 anos no mês que vem. Sei que ela está sofrendo, com a pouca aceitação da fraca qualidade de vida física e mental, isso a deixa abalada. O esquecimento do presente…

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Carta da dona Zilá para sua filha Cláudia, 4 anos de desaparecimento

Para Cláudia, uma memória eterna eterna…

Para Cláudia

Cláudia minha filha, a Maria Júlia me disse: quer coisa ou motivo maior ou melhor que saber que os que amamos estão bem?!Procura a renovação mental, pensando em todas as coisas boas que vivencias no momento.

A justiça dos homens não é a justiça de Deus, então é preciso que vivas esses bons momentos na tua vida e deixa que aquelas folhas que se vão vão vão…

A alegria e a emoção me invadiram naquele momento, em saber que estás usufruindo tudo de bom que plantastes aqui na terra.

Aqui as homenagens se sucedem, nos enchendo de orgulho.

O nosso reencontro será lindo! Que Deus me ajude que eu consiga ir para onde estás filha.

A tua Paineira está toda florida e as Nogueiras cheias de frutos. Estás aqui em todos os lugares e momentos!

Te amo filha!

Que Jesus te abençoe e te guarde e Maria Santíssima te cubra…

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4 anos – À tua fé o meu respeito

Há 4 anos, no dia 9 de abril, a Cláudia desapareceu…

Para Cláudia

É assim que eu quero lembrar sempre de ti, com esse sorriso largo e feliz.

Dia 19 de março, o processo do teu desaparecimento foi arquivado. Naquela noite, a tua mãe escreveu um texto pra ti e para todos os que acompanham o teu caso, para começarmos uma nova etapa, a de paz, luz e orações por ti.

Tu eras uma pessoa de fé, congregavas a fé espírita. Eu, hoje, quero me colocar no teu lugar e no da tua mãe. Olhar tudo o que aconteceu pelos teus olhos e pensar no que tu, como mãe, gostarias que tivesse acontecido.

E, pensando em ti, em tudo o que vivemos, em mais de 30 anos de amizade, acredito que me dirias, assim foi melhor.

Sabemos que na doutrina espírita sempre viemos juntos, para algum resgate, crescimento e, eu diria, nos meus parcos conhecimentos, em comparação aos teus, que também para a…

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O que uma mãe é capaz de fazer pelo seu filho

Cláudia – parte sete

Para Cláudia

Quando temos um amor incondicional e esse amor é para os nossos filhos, não conheço outro amor incondicional, somos capazes de fazer muitas coisas, na defesa deles.

A Cláudia sempre foi incondicional na defesa do seu filho. Por duas vezes discutimos na vida mais seriamente, ambas por divergências na condução da educação dos filhos.

Como boas amigas sempre respeitamos a opinião uma da outra, mesmo na divergência.

Eu acredito que ela teria sofrido imensamente, ao ver seu filho indiciado. Existe, de minha parte, uma tristeza profunda nessa suposição.

Não tenho como mudar o passado, não posso intervir no que aconteceu, não tenho condições para fazer um julgamento. Sofro com isso, mas temos que continuar em frente.

Hoje as poucas coisas que consigo fazer na distância é não deixar a Cláudia ser esquecida e ser presente para a sua mãe, D. Zilá.

Na semana do seu aniversário, que foi dia 27…

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A acusação

Cláudia – parte seis

Para Cláudia

Penso, hoje, que o desaparecimento da Claudia será mais um caso insolúvel.

Não temos pistas, não temos materialidade, apenas indícios e antecedentes. Não há testemunha.

O promotor investigou exaustivamente, pediu revisão de pericias, buscou provas e fez dois indiciamentos, que são públicos.

Aqui no blog sempre me coloquei para a Cláudia, a nossa amizade e vivências. Desde o início o meu foco foi para ela e para a defesa dela.

Coloquei, também, diversas vezes que eu não sabia o que tinha acontecido e, portanto, não iria acusar ninguém.

Gostaria muito que esse caso se resolvesse e que os culpados fossem punidos. Punir qualquer um apenas para dar resposta a sociedade, não é fazer justiça.

Eu tenho a minha suposição, mas suposição não prova nada.

Me pego constantemente tentando pensar como se fosse a Claudia, como ela agiria, como ela gostaria que tudo isso se resolvesse.

Hoje, penso que não chegarei…

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As perguntas não respondidas

Cláudia – parte cinco

Para Cláudia

Todos se perguntam o que aconteceu com a Cláudia.

São inúmeras as perguntas não respondidas, mesmo para nós, amigos e família, não há respostas.

O que se sabe: Cláudia visitou enfermos, jantou com uma amiga, retornou para casa. Entrou e fez um café, jogou a colherinha na pia, como sempre fazia. Seu filho, de quem sou madrinha, estava em casa.

Se percebeu uma diferença de comportamento, as roupas dobradas no quarto. Como ela visitou doentes, ela não entraria com essas roupas no quarto, ela as colocaria direto na máquina de lavar, porque sempre fazia assim. Por ser uma cientista, que estudava doenças, tomava muito cuidado com contágio.

Sobre as cortinas, no dia da faxina a Cláudia, pela manhã, retirava as cortinas e colocava para lavar, quando voltava para casa, pendurava as cortinas, para secar, já no local delas.

Isso é o que sabemos!

As pessoas sempre perguntam como que o…

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O sentido da vida

Cláudia – parte quatro

Para Cláudia

No dia 9 de maio de 2008, eu e outras amigas recebemos essa mensagem da Cláudia… Muitas coisas, para nós, não fazem sentido, sobre tudo o que aconteceu com ela, mas para ela faz todo sentido…

“Encaminho para compartilhar com vocês as palavras de M. Medeiros… embora discorde quanto a falta de sentido da vida.

Acrescento, então, ao texto minha opinião: Acredito que a vida tem sentido sim, embora talvez não tenha o sentido que queremos ou que entendemos no momento.

Abraços da amiga, Cláudia

Aproveito para desejar um Feliz Dia das Mães para todas, sejam mães de humanos , caninos, felinos e outros mamíferos. Também mães de aves, peixes e répteis.

Beijo”

Os quatro fantasmas – Martha Medeiros

Leiga, totalmente leiga em psicanálise, é o que sou. Mas interessada como se dela dependesse minha sobrevivência. Para saciar essa minha curiosidade, costumo ler alguns livros sobre o assunto, e outro…

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Maternidade e a família

Dando continuidade aos textos sobre a Claudia…

Para Cláudia

A maternidade nos transforma, não foi diferente com a Cláudia. Ela se tornou uma mãe extremada, companheira e, junto com o Seu Arlindo e a Dona Zilá, amaram e cuidaram do filho e neto.

Sempre quis dar tudo o de melhor para o filho, em estudo, educação, oportunidades de vivências.

O filho acompanhava o avô em tudo, aprendeu com ele a fazer qualquer tipo de reparo, e a cuidar das árvores e do pátio. O avô se foi cedo, depois de uma pneumonia dupla.

A Cláudia era fã do pai, transmitiu esse sentimento ao filho. Ambos sentiram demais essa partida. O cuidador se foi, deixando em prantos a sua eterna namorada, D. Zilá.

Para mãe e filha restou a força de seguir em frente.

Eu tenho um objetivo aqui, defender o que eu acredito que a Cláudia gostaria.

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O amor de uma mãe é incondicional?!

Dando continuidade aos textos sobre a Cláudia…

Para Cláudia

Muitas mães amam seus filhos incondicionalmente. Com a Cláudia era assim…

Muita dedicação muita atenção e muita preocupação, não gostava que interferissem na sua maneira de ser maternal.

Seu filho vinha antes de tudo…

A sua preocupação com ele dobrou com a morte de seu pai e avô de seu filho. A falta do companheiro do filho preocupava a mãe.

Essa morte mudaria também a vida da Cláudia. Ela resolveu se cuidar, para que pudesse continuar a cuidar do filho, que entrava na adolescência.

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Quando nos tornamos mãe?!

Dia 9 de Abril é a data do desaparecimento da Cláudia. Já são quatro anos, eu vou colocar aqui alguns textos, sobre o caso, sobre meus sentimentos e o que eu espero do futuro.

Para Cláudia

No decorrer desses dias, escreverei sobre o que me levou a tomar uma posição, que publicarei no dia 9.

Não haverá nenhum julgamento de minha parte, não apontarei meu dedo para ninguém, simplesmente vou externalisar os meus porquês.

Então meus amigos, eu espero que leiam, mas também não façam julgamentos. A Cláudia que conheci e era minha querida amiga, não gostaria que houvesse …

Se sentir mãe é diferente para cada mulher, pode ser no início da gravidez . Para mim foi quando eu soube que estava grávida…

O vínculo entre a mãe e seus filhos é único, cada filho percebe este elo de uma determinada maneira.

A Cláudia, que não dava muitas demonstrações afetivas, tinha um amor visceral pelo seu filho.

Como muitas mães, era um amor incondicional…

Sempre foi assim…

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O que você faria?!

O que você faria se recebesse essa notícia: seu corpo pode falhar a qualquer momento, não tem prazo, nem data, pode ser amanhã ou daqui a de 20 anos. Mas pode ser amanhã…

Correria para realizar um grande sonho, se reuniria mais com a família, continuaria vivendo a mesma vida ou mudaria radicalmente a atual?!

Confesso que eu não sei o que eu faria, na iminência de partir…

Após o acidente da Chapecoense, o jornalista sobrevivente, Rafael Henzel, escreveu o livro Viva Como Se Estivesse de Partida. Foi o que ele fez, até a sua morte prematura na semana passada, aos 45 anos. “Jamais havia tido noção do que é o tempo... Hoje eu uso meu tempo com as coisas que me dão prazer.

Desde que nascemos, temos data, prazo de “validade”, só não sabemos quando esse prazo se finda.

Então, porque não decidimos fazer com que a nossa vida seja produtiva sabendo disso?!Não falo em ganhar dinheiro, fazer fortuna (se isso lhe satisfaz, vá em frente). Falo das nossas relações de amor ao outro, da amizade, da família. Falo em amor e em amar e ser a melhor pessoa que se puder ser.

Uma coisa que as últimas eleições me mostraram, é que, podemos ser as piores pessoas que temos dentro de nós mesmos. Eu não entendo isso, eu não consigo entender a opção pelo ódio. É subumanidade.

O ser humano está longe de ser construtivo. Nas nossas relações disputamos espaços, não respeitamos as diferenças, sujamos o mundo, não sabemos viver em sociedade e queremos ter ganhos em cima do sofrimento e da necessidade alheia.

Temos ensinado mais a odiar do que a amar. Porque armamos ao invés de amarmos?!

Deixo duas perguntas para vocês. O que você faria se soubesse que o seu tempo está se encerrando?! Qual a herança que você vai deixar aqui na terra?!

Bolo de chocolate de 8 minutos

Bom, fácil de fazer, mais ainda de comer!

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É a maior satisfação passar para vocês a receita que fazíamos eu e meus filhos, pensei que compartilhar essa receita seria muito legal.

Porque é sábado vou passar essa fácil, fácil para quem tem microondas.

• 3 xícaras de farinha

• 2 xícaras de açúcar

• 1 xícara de chocolate

• 1 colher de chá de fermento em pó

• 1 pitada de sal

• 1 pitada de noz moscada

• 3 ovos inteiros

• 1/2 xícara de óleo

• 1 xícara de água fervente

• Manteiga para untar

• Farinha para polvilhar

• forma com furo própria para microondas

Misture numa bacia todos os ingredientes secos. Acrescente os ovos e o óleo misturando bem,  por último a água fervente. Despeje na forma untada e polvilhada de farinha.  Leve ao microondas por 8 a 10 min (depende da marca) em potência alta. Espere esfriar para desenformar.

Se quiser coloque cobertura…

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Conto de uma paixão em devaneios

pós 50

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Quando cruzamos nossos olhares, tu ainda ajoelhado, acabaras de escrever o poema, eu finalizando as máscaras com as quais iríamos encenar, já sabíamos, que, de alguma forma, havíamos estabelecido um encontro. Senti assim. Foi de fato a primeira vez que nos vimos, apesar dos três dias já passados na oficina.

Nos contemplamos assim o dia todo, os olhos rapidamente se fitavam, surgia um sorriso breve e voltávamos às atividades.

O dia durou 48 horas, como demorou, a confraternização nunca chegava, ali estaríamos livres.

A noite, trocando conversa com colegas, senti tua mão nas minhas costas até encontrar a minha, ficamos assim de mãos dadas, sem que ninguém percebesse. Criastes uma forma de discrição nova, a tua mão direita pegava a minha esquerda pelo dorso.

Numa troca rápida de palavras, a sós no meio de todos, te falei do meu nervosismo, a resposta que ouvi foi sensível, homens também são assim…

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Vai um cafezinho aí?!

Tomei um agora fresquinho, café é tudo de bom!

pós 50

café

Gente eu amo café, mas o meu amar vai um pouco além de gostar de tomar rsrsrsrs. Resolvi ler sobre café, fiz um curso de barista, por fim abri uma cafeteria, faz tempo.

Não tenho mais a cafeteria, passei adiante, descobri que gosto mesmo é de servir um bom café, vender não é a minha praia.

Hoje resumo essa paixão da seguinte forma: tenho uma boa cafeteira em casa, compro um bom café em grão, que moo em casa e coo o café na hora de tomar. O curso de barista fez isso comigo, me fez gostar da qualidade…

Ao contrário do que é dito, um bom café pode fazer bem à saúde. Um café feito e tomado na hora está livre de boa parte da cafeína, um espresso (com S mesmo,café feito na hora, como significa na Itália) é melhor ainda, cheio de óleos essenciais, muito benéficos.

Nasci…

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Fusão (AF)

pós 50

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Nossos olhares se cruzaram
Perdidamente… me senti
Choque elétrico – intenso!
Vasto – avassalador.

Nossas mãos se encontraram
Boroletas voaram dentro de mim
Frenética – inquietantemente.

Reciprocidade de intensões
Pretensões mundanas,
Profanas!

E, nossos corpos se uniram
Num único abraço
Fundindo, unindo
Fusão completa e absoluta
Desfrute!

A lua apareceu na janela…
Suspirei…

poesia de Adriana Fetter

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Política – a minha ótica

Democracia sempre, #DitaduraNuncaMais !

pós 50

Sempre fui servidora pública, por gostar das políticas sociais e de desenvolvimento, tenho 55 anos e há 45 acompanho a política brasileira.

Sim, comecei mais ou menos com 10 anos a ter noções sobre o que era a vida partidária. Era comum em casa se discutir política. Numa família em que de um lado havia os conservadores e de outro os questionadores, ambos disputavam as urnas.

Minha formação e consciência política começava assim. Além dos livros que meu tio Paulo seguidamente me emprestava.

Sou absurdamente defensora da democracia, vivi o regime de repressão e a redemocratização de nosso Brasil.

Tenho uma percepção que até hoje o que nos falta é memória, pois políticos da minha infância continuam no cenário nacional, mesmo acusados, alguns julgados e condenados, sendo votados eleição após eleição.

O que deve mudar?! Com certeza o nosso voto, nós a chamada população brasileira! Se eles não mudam, podemos…

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Hemerocallis – o lírio de um dia

Hoje eu assisti o filme A Mula com Clinton Eastwood, baseado em fatos reais. Recomendo!

Um aspecto especial tomou a minha atenção, o início do filme, que apresenta o principal personagem, Earl, como cultivador das Hemerocallis, a flor da foto.

Na minha família havia duas pessoas apaixonadas por plantas, minha avó e o seu genro, meu pai.

Esse amor atravessou a geração e me tocou. Flores sempre me encantaram. As do meu pai, mais ainda. Era apaixonado por elas e me transmitiu esse sentimento. Os jardins desenhados por ele eram lindos.

Na casa da cidade, na minha infância, tínhamos flores multicoloridas. Eu passava horas e horas naquele jardim, olhando as hortênsias brancas, azuis e rosas as papoulas vermelhas, as bocas de leão multicoloridas. Os muros eram recobertos por hera, e troncos de rosas trepadeiras, onde orquídeas chuva de ouro repousavam.

Os jardins da casa da praia eram os meus preferidos, as flores eram mais rasteiras, mais ao meu alcance. Meu pai dedicava boa parte do tempo àquele jardim.

Ali tínhamos muitas rosas, muitas mesmo, de todas as cores e multicoloridas, copos de leite, Pallas, Strelitzia reginae, Margaridas, Amor Perfeito, Amarílis, lírio japonês, cravo, dálias, onze horas, zinias, pessegueiro de jardim, gladilos, astromelias, Iris e Narcisos.

O lírio de um dia, os do filme, me fizeram viajar para minha infância. Eles rodeavam os muros baixos do enorme terreno da casa, eu tinha fascínio por eles, ficava horas passando a mão nas plantas, abrindo o invólucro das sementes, de bolinhas pretas, enquanto percorria a linha do muro. Cada flor, originária de um bulbo, durava apenas um dia.

Uma imagem, uma flor e uma infância inteira para recordar.

Cidadão e gente do bem

Alguém pode me dizer ou explicar o que significa essa expressão, cidadão e gente do bem?!

Por que varias das pessoas, que são defensores da moral e dos bons costumes, atualmente, pregam o armamento e o ódio nas redes sociais e se intitulam cidadão ou gente de bem.

As gentes do bem já me fizeram sofrer muito, na época do desaparecimento da minha melhor amiga, Cláudia Hartleben.

As pessoas que assim se intitulavam, os cidadãos de bem, questionavam se o que dizíamos, família e amigos, era verdade. Suspeitavam de tudo e de todos, mesmo sem conhecer ninguém do círculo da Cláudia.

Também questionaram a reputação da minha amiga, colocavam em dúvida se ela estava desaparecida, falavam coisas tão estapafúrdias e deprimentes que eu agradecia, todos os dias, porque a mãe da Cláudia não participava das redes sociais.

Gente do bem, sempre falavam isso no Facebook, em momentos de pura verborragia de ódio, propagavam suas teorias mirabolantes e não poupavam ninguém, eram uma metralhadora giratória.

Atrapalharam o processo de investigação, aprofundaram a nossa dor e nos fizeram afundar num desatino, tentávamos procurar a Cláudia e ao mesmo tempo defender a ela, a família e os amigos das inventividade dessa gente do bem. O fundo do poço tinha o porão da gente do bem.

Mas, naquela época, também, conheci pessoas que nos acalentaram, ofereceram suas orações e foram um afago na alma. Lembro de uma frase que uma delas usava, dizia que pedia a Deus, que nos carregasse na palma da sua mão, era um conforto em meio ao caos.

Então, agora, quando vejo as pessoas que trazem à baila a corrente do gente do bem, feita por cidadãos de bem para o bem da gente do bem, só penso em correr e procurar pessoas normais.

Carta D. Zila, por ocasião do arquivamento do processo da sua filha Cláudia

Para Cláudia

Cláudia minha filha, 4 anos!

A justiça da terra não conseguiu, apesar de todos os esforços, provas suficientes para encontrar a materialidade do crime praticado contra ti.

Vamos encerrar esse ciclo filha e vamos direcionar nossas forças para justiça divina, esta não tem incertezas, não falha.

Luta filha, aí onde te encontras agora e faz o mesmo que fizestes aqui na terra.

Trabalha estuda e ama. Vence aí também, com a mesma garra, todos os obstáculos, chegando onde chegastes aqui, conquistando os melhores lugares.

Deixa aí também o teu legado! Nós estaremos contigo nesta nova luta.

Deus há de nos dar forças para te ajudar, com as nossas preces. Vais conseguir filha! Aqui sempre fostes vencedora, aí não será diferente!

Que os teus amores te ajudem aí!

Que jesus te abençoe e te guarde e que Maria Santíssima te cubra com o seu sagrado manto.

Paz e luz filha, te…

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A segunda morte da Cláudia

Para Cláudia

A Cláudia tinha a real dimensão de que um dia poderia desaparecer, ela sempre avisou isso, também dizia que jamais seria encontrada.

Era como se fizesse uma previsão, mas nos últimos anos ela estava tão bem, que essa previsão ficou distante, parecia que não aconteceria mais.

Mas como alguém já disse, ninguém foge o seu destino. A profecia se realizou, no dia 9 de abril de 2015.

A princípio queríamos acreditar que ela estava viva, foi o que mais desejamos, a volta dela.

Bem, ela não voltou, há anos nos perguntamos, o que aconteceu, o que fizeram com ela, onde ela está?! Sem respostas…

Hoje, sem saber ainda do rumo do seu processo e da investigação, fui reler todas as anotações desses quase quatro anos, antigas mensagens, publicações e comentários nas redes sociais, sobre o caso da Cláudia. Só posso lamentar tudo o que li. As pessoas são muito cruéis…

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O outono

Seja bem-vindo outono!

pós 50

Léo Buscaglia, é quem o outono me faz lembrar. Um professor universitário e escritor, de origem italiana, que morava nos Estados Unidos e que amava esta estação, pelo estralar das folhas enquanto ele caminhava.

No local da sua moradia, os jardins eram perfeitamente cuidados e as folhas eram varridas por seus vizinhos. Como ele gostava do estralar das folhas, nem sempre ele as varria, o que incomodava muito quem morava ao lado.

Constantemente ele recebia reclamações, ficava chateado porque ele também não queria desiludir a vizinhança, como também não queria perder aquele barulhinho gostoso.

Um dia, finalmente, ele achou uma maneira de contentar a si mesmo e ao seus vizinhos. Varreu todo o seu jardim cuidadosamente, colocou todas as folhas em um grande saco e o fechou.

Fez o que lhe agradava espalhou todas as folhas pela sua sala. E assim, todos os dias ao caminhar, as folhas estralavam sob…

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O Brasil que eu tenho saudade

Lembro de todos os sábados que nos reunimos na frente da TV, para torcer por uma pole position. Éramos um único coração uníssono, éramos um Brasil vitorioso, que no domingo comemorava as corridas do nosso ídolo, Ayrton Senna.

Todo esse ódio, que hoje é disseminado verborragicamente na redes sociais, era inimaginável.

Tínhamos aquele sentimento gostoso que poderíamos ser um país vitorioso. E como era bom ter esse sentimento de pertencimento, de orgulho nacional.

Quando a nossa bandeira era sacudida num pódium e o nosso hino, ouvido por todos nós, nos enchia de satisfação. Ninguém, ainda, havia se apropriado desses símbolos, eles eram nossos, de toda a nação brasileira.

O abuso da política ainda não nos tinha tirado a esperança, éramos todos brasileiros.

Assim como você, eu sou brasileira, com o orgulho ferido, por defender políticas públicas para um país mais humano e mais justo, por isso me dizem que não sou digna da minha bandeira.

A bandeira brasileira é a mesma para mim, nenhum sentimento meu mudou em relação à ela e ao meu país.

Não há ninguém que possa se intitular um cidadão melhor por estar vestindo as cores do Brasil, porque elas estão no coração de cada brasileiro.

Vestir as cores verde e amarelo, enquanto vocifera palavras de ódio, só me diz que você não é uma pessoa digna dos sentimentos de hombridade, que deveriam te enaltecer.

Essa bandeira é minha, é sua e é nossa!

E como ela me lembra dos tempos em que éramos um único Brasil, aquele tempo que torcíamos pelo Ayrton.

Quando o luto vira luta – #Marielle, todas as mulheres

#QuemMandouMatarMarielle ?

pós 50

Eu não conhecia a Marielle, a Romilda ou a Sandrinha, mas eu conhecia a Cláudia.

A brutal execução dessa vereadora e de seu motorista, o Anderson, mexeu profundamente comigo. Me fez reviver um dos piores acontecimentos da minha vida, o desaparecimento da minha amiga e irmã Cláudia Hartleben, sem que se tenha qualquer resposta da investigação.

Há muito tempo eu penso que as mulheres podem fazer a diferença, somos a maioria que educa no Brasil, somos quem pode mudar o nosso país.

Desde cedo eu estou muito indignada e triste, posso dizer que a situação da violência contra as mulheres tem me incomodado profundamente há anos.

Hoje eu estou chorando pelas mulheres assassinadas no Brasil, pelas execuções, feminicídios, por toda a violência contra os nossos semelhantes.

Até quando?! Quem se acha no direito de cometer atrocidades sem punição?!

Espero que a Marielle Franco, que lutava pelos seus semelhantes, tenha a…

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Porque eu sou feminista

#DiaInternacionaldaMulher #DiadaMulher #8M

Sou feminista porque nasci privilegiada, branca, com acesso à educação, à saúde, tive, num mundo de cultura patriarcal, onde a mulher vale menos, o privilégio de conviver com homens de mente aberta.

Pude pensar e me expressar.

Porque minhas netas e todas as mulheres de sua geração merecem ter direitos iguais aos homens, como todas as suas predecessoras deveriam ter tido.

Nasci numa época que muitas vanguardistas já haviam conquistado muitos direitos para mim, mas isso não me impede de ver o quanto há ainda para conquistar.

Mulheres negras em sua maioria ganham menos que eu, e ainda ganhamos menos que os homens ocupando a mesma função.

Sofremos violência diariamente, o Brasil é o 5º país no ranking de assassinatos de mulheres (13 por dia), a metade delas por violência doméstica.

Porque os homens se julgam no direito de matar ou mutilar suas companheiras, porque pais estupram filhas, porque merecemos ter companheiros ao nosso lado e não inimigos.

Porque as meninas não deveriam ser sexualmente mutiladas, porque todas deveriam poder ir a escola sem medo, ou não ter que abandonar os estudos para cuidar da casa.

Porque a dupla jornada poderia ser dividida, porque os direitos deveriam ser iguais e as diferenças respeitadas.

Criei filhos com direitos iguais e me sinto orgulhosa ao vê-los replicar isso em suas vidas.

Sou feminista porque amo as pessoas independente do seu gênero.

Adriana Fetter

#8demarço

#DiaInternacionaldeLutadasMulheres

A história é fundamental para nos dizer de onde viemos e para onde estamos indo.

Nós mulheres temos que lembrar a trajetória de todas as que vieram antes de nós, conquistando os nossos direitos.

Fiz uma breve cronologia das lutas feministas, no Brasil e no mundo:


Em 1790, Catharine Macaulay argumentou, assertivamente, que a aparente fraqueza das mulheres era causada pela sua educação precária;

Durante a Revolução Francesa surge o primeiro documento a falar sobre a igualdade jurídica entre mulheres e homens – A Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã – 1791 escrito por Marie Gouze (1748-1793), ela adotava o nome de Olympe de Gouges;

Em 1827 as meninas brasileiras são liberadas para frequentar escolas;

Nísia Floresta, em 1832, publica o seu livro “Direitos das mulheres e injustiças dos homens”;

As mulheres tem acesso ao Ensino Superior, pelo Decreto nº 7.247, de 19 de Abril de 1879, no Brasil;

As mulheres da Nova Zelândia são as primeiras a ter direito de voto, em 1893;

Em 1910 é criado o Partido Republicano Feminino no Brasil, que reivindicava o voto feminino;

No ano de 1928, Alzira Soriano foi a primeira mulher eleita no Brasil, para prefeita de Lajes, no Rio Grande do Norte, pelo voto livre, com 60% dos votos;

Em 1934, as mulheres brasileiras conquistaram constitucionalmente o direito de votar. Carlota Pereira Queirós se tornou primeira deputada federal do país. No ano de 1932, solteiras e viúvas com renda própria e mulheres casadas com permissão do marido podiam votar;

A igualdade de direitos entre homens e mulheres é reconhecida em documento internacional, através da Carta das Nações Unidas, em 1945;

Acontece em Fortaleza/CE, o I Encontro Nacional Feminista, durante a 31ª SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em 1949;

Em 1951, a Conferência do Conselho Feminino da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovou a igualdade de salários para homens e mulheres que desempenhem a mesma função;

A Lei 4.212/1962, garante que a mulher não precisava mais de autorização do marido para trabalhar, o direito à herança e a possibilidade de requerer a guarda dos filhos em caso de separação;

Definido pela Assembléia Geral da ONU a Década da Mulher (1975-1985);

No dia 26 de dezembro de 1977, a Lei nº 6.515, Lei do Divórcio, é aprovada;

A Assembléia Geral da ONU institui, em 1979, o Comitê para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher- CEDAW ;

Em 1984, o Ministério da Saúde, atendendo às reivindicações do movimento de mulheres, elaborou o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM);

No Ano Internacional da Mulher (1975), a data de 8 de março é definida pela ONU
como Dia Internacional da Mulher;

O Ministério da Justiça cria o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, em 1985;

O movimentos de mulheres (26 deputadas federais constituintes – Lobby do Batom) garante que a Constituição Federal inclua a igualdade formal de direitos entre mulheres e homens no Brasil;

A Lei Federal 9.100/95 estabeleceu 20% de candidatas mulheres nas listas partidárias para as eleições de 1996, essa cota foi ampliada para 30%, em 1997, porém só em 2009 se tornou obrigatória, sendo manipulada pelos candidatos masculinos nas eleições de 2018, em seu benefício;

É criada no governo Fernando Henrique Cardoso a Secretaria de Estados dos Direitos da Mulher (2002), elevada ao status de ministério em 2003, no governo Lula;

No ano de 2006 uma grande conquista, sancionada a Lei Maria da Penha, criando mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher e aumentando o rigor nas punições das agressões contra a mulher;

Sancionada a Lei nº 13.104, de 9 de Março de 2015 – para prever o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio, incluindo o feminicídio no rol dos crimes hediondos;

2019 – Damares Regina Alves é empossada como ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, do governo Jair Bolsonaro e nós, mulheres feministas, choramos pelo retrocesso!

Certamente, há mais datas e mais fatos relevantes, nesta linha de tempo feminista, coloquei os considerados mais relevantes.

Pesquisem sobre as maravilhosas histórias das feministas brasileiras. Mulheres fantásticas que abriram os caminhos para todas as nossas conquistas atuais.

Sempre seremos resistência!

De Ana Cañas:

“Desrespeitadas, ignoradas, assediadas, exploradas, mutiladas, destratadas, reprimidas, exploradas e mortas: a nossa luz não se apaga.
Ninguém nos cala.
Tentaram, continuam tentando, e vimos resistindo.
Resistiremos.
A alguém que só existe lutando cabe a resistência. “

Quindão ou pudim de laranja

Uma delícia de infância, aproveitem, a receita é antiga, diferente para os dias de hoje!

pós 50

Vamos alimentar de doçura esse primeiro mês do outono?! Essa receita é um pouco exótica, mas é muito boa…

Engorda, mas sem arrependimentos, OK?!

Só precisa de 3 ingredientes: ovos, suco de laranja e açúcar.

  • 8 ovos grandes ou 12 pequenos
  • 300 ml de suco de laranja  (1 copo descartável ou a medida 1 copo americano e meio)
  • 1 xícara de açúcar para o pudim
  • 1 xícara de açúcar para caramelizar a forma
  • 1 peneira
  • 1 forma de furo

Caramelize o açúcar na forma.

Passe os ovos pela peneira, acrescente o açúcar e depois o suco de laranja coado, bata no liquidificador até que fiquem bem incorporados. Leve ao forno pré aquecido (180°C), em banho maria, por 30 a 40 min. Pode também fazer em forma de furo só untada com manteiga, se quiser menos doce.

Depois me conta o resultado, certo?!

E vamos que vamos…

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Sonhar

Continuo sonhando para um dia realizar!

pós 50

Sempre revejo filmes, gosto de filmes antigos, gosto de revê-los sob novos ângulos e aspectos não percebidos, a rainha do filme repetido, como diz meu marido.

Eles me fazem viajar e constatar que ainda não perdi a minha capacidade de sonhar.

E isso é tão importante pra mim!

Essa semana, indo novamente ao médico, sempre tenho que fazer 1001 revisões e acompanhamentos, epilepsia, doença auto imune, meu cardiologista me disse: menina a sua cara está tão boa, independente de tudo que você vem sofrendo, continue assim é isso que te faz superar os todos os seus problemas!

O filme em questão trata da vida que segue, sem sabermos do amanhã, mas colocando os nossos planos em frente.

O poder de superação e a luz que me guia, sempre, me dizem que ainda não perdi a minha capacidade de sonhar e continuar colorindo a tela em branco que é a nossa…

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Quem disse?!

Viva tudo o que quer e pode viver, sempre!

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salto de paraquedas - maio 2010 salto de paraquedas – maio 2010

Pós cinquenta, porque ainda nos preocupamos sobre o que as pessoas vão pensar?! Porque precisamos da aprovação dos outros?!

A resposta é: reconhecimento, buscamos no decorrer de nossas vidas, primeiro  dos pais, depois na família, amigos, escola, parceiro, filhos, trabalho e assim vida afora… É dessa forma por tanto tempo que pode nos levar a esquecermos de quem realmente somos, gostaríamos de ser ou ter sido.

Mas agora, volto a dizer, rompemos a barreira dos cinquenta, metade da vida se foi, está mais do que na hora de ser o que se quiser ser.

Pare de imaginar o que os outros vão pensar ou dizer. Olhe para dentro de si e se pergunte: o que você quer?! Se não é ilegal, imoral ou engorda (esquece esse)… Vá em frente, se agrade, pare de satisfazer os outros, já passou boa parte da sua vida fazendo…

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Bombocado, fácil para amanhã!

Delícia fácil de fazer!

pós 50

Então vamos facilitar a vida e facilitar muito, porque essa receitinha aqui é muito fácil. Bora lá experimentar mais esse?!

Bombocado

  • 1 lata de leite condensado
  • a mesma medida da lata de leite
  • 1 pacote pequeno coco ralado
  • 3 ovos
  • manteiga e farinha para não deixar colar na forma
  • 1 forma de furo ou forminhas pequenas

Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata. Despeje na forma, untada e enfarinhada. Leve ao forno para assar por 1 hora em fogo médio.

Deixe esfriar para desenformar e leve à geladeira por umas 2 h antes de servir.

Delícia, hein?! Para comemorar o dia das mães!

Tô esperando o convite para aquele cafezinho maneiro.

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Sobre racismo… Pelotas

Nasci numa cidade que tem uma histórias escravocrata. A mão-de-obra negra escravizada era usada nas Charqueadas. Pelotas sempre foi, a meu ver, extremamente racista.

Na minha cidade pessoas de cor eram proibidas de frequentar os clubes das pessoas brancas, até o final da minha juventude. Confesso que não sei quando isso mudou, não encontrei alguma fonte que contivesse essa informação.

Os brancos tinham os seus clubes, o Diamantinos, o Comercial, o Caixeiral e o Brilhantes, os negros tinham os seus, Depois da Chuva, o Chove Não Molha e o Fica Ahí P’ra Ir Dizendo.

Uma coisa me causa espécie até hoje, não sei o porquê da escolha, mas o nome do clube “Fica Ahí P’ra Ir Dizendo”(1921), sempre me pareceu um muro que dizia, fica por aí que não te queremos aqui. O Clube é conhecido apenas por Fica Aí. Entendo que esta é uma interpretação minha.

Talvez a intenção tenha sido outra, mas como nasci numa cidade racista, isso ainda me causa um grande impacto. A partir daí comecei a estudar a origem do nome, que foi sugerido por um de seus criadores. Li vários artigos e algumas obras sobre as agregações e o associativismo negro em Pelotas.

Na minha infância e juventude os brancos podiam frequentar o clube dos negros, inclusive podiam ser sócios, porém não permitiam a entrada deles nos seus clubes. Isso sempre me causou inúmeros questionamentos, que se tornaram mais agudos depois de minha mudança de cidade.

Quem estuda a história dos negros, que começaram a residir em Pelotas, pelos nos anos de 1700, como escravos, verifica o abismo educacional e sócio-econômico existente até hoje, fruto de um racismo velado na região, que se confunde com a pobreza.

Não sou uma profunda conhecedora do assunto, meus questionamentos me levam aos textos que busco para um entendimento.

Para quem quiser se informar mais sobre essa história, sugiro as obras da Dra. Beatriz Ana Loner e da Mestre Jocelem Mariza Soares Fernandes Ribeiro.


Dica – vamos dançar?!

Dançar é uma terapia para corpo e alma!

pós 50

Dançar é uma satisfação, fazer aula de dança é uma alegria. Quem não gosta de malhar, como se deveria fazer hoje para manter um corpo saudável, faça uma experiência com a dança, tenho certeza que algo vai mudar.

Posso dizer que precisei da dança, foi uma questão de saúde mental, ela me ajudou a passar um ano muito difícil, que foi o da perda do meu irmão. Iniciava uma depressão e fui resgatada.

A dança me conquistou, fiz varias aulas de dança de salão, bolero, tango, salsa, samba,forró, soltinho, zouk (nunca tinha ouvido falar), não sou nenhuma exímia, mas renovou a minha alma.

Tenho que fazer um agradecimento especial ao meu amigo Marquinho, meu primeiro professor, que hoje dá aulas maravilhosas em Belo Horizonte.

Não existe solidão na dança, existe parceria, companheirismo, alegria. Os professores promovem bailinhos, para que você treine e se divirta, indicam bons lugares para se ir…

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Bolo de Churros

Porque o final de semana está aí e a gente merece um café com bolo, e bota bolo bom nisso!

pós 50

bolode churros.jpg

Galerinha gente boa aprendi uma receita sensacional que preciso dividir com vocês porque é fácil demais, rende muito e é sabor de churros, o que é isso minha gente?! É puro prazer gastronômico! Conheci churros ainda criança, numa viagem ao Uruguai, esse sabor ficou para sempre gravado em mim, no Brasil ainda não existia, bom demais!

Então vamos lá:

2 ovos
1  e 1/2  xícara de açúcar
1 xícara de leite
1 colher de sopa de manteiga em temperatura ambiente
2 xícaras de farinha
1 colher de sopa de fermento (você sabia que a tampinha da embalagem do fermento é a medida exata da colher?)
1 colher de sopa de canela
1 colher de sopa de essência de baunilha
Açúcar de confeiteiro para polvilhar
Doce de leite para cobrir e/ou servir junto às fatias
1 liquidificador
1 forma de furo própria para microondas (usei uma refratária grande com furo e…

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Desejo – Victor Hugo

O sábio Victor Hugo expressa seus desejos para nós!

pós 50

O escritor e poeta Victor Hugo descreveu todos os possíveis desejos na medida certa, para que, sê atendidos, nunca percamos a nossa humanidade!

Desejo primeiro que você ame,

E que amando, também seja amado.

E que se não for, seja breve em esquecer.

E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim,

Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,

Que mesmo maus e inconseqüentes,

Sejam corajosos e fiéis,

E que pelo menos num deles

Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,

Desejo ainda que você tenha inimigos.

Nem muitos, nem poucos,

Mas na medida exata para que, algumas vezes,

Você se interpele a respeito

De suas próprias certezas.

E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,

Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,

Mas não insubstituível.

E que…

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Sanfona

Você também enfrenta esse problema?!

pós 50

Quem se sente assim?!

Eu, confesso que a vida inteira foi assim. Até os cinco anos não, eu era magra, mas criança magra, naquela época, não era criança saudável, então me levaram para uma consulta, para eu engordar, a partir daí virei uma sanfona.

Agora chegou a menopausa e parece que isso piora ano após ano.

Tem momentos fatídicos, nos tratamentos e mais tratamentos com corticoide, para superar algumas das doenças a que fui acometida e uma doença auto imune.

Tenta somar menopausa e corticoide resultado = 10 quilos a mais.

E aí as pessoas que não entendem nada, absolutamente nada de biotipo, de metabolismo, te tratam como malandra e preguiçosa.

Surgiu agora o termo gordofobia, amei, porque exatamente isso, só pode emitir um conceito sobre você um nutricionista, um médico que te conheça e acompanha, o restante é preconceito.

Eu só emagreço quando corto completamente da minha vida carboidratos…

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Divagações

Poesias Minhas…

pós 50

perdida entre sites, reflexões

opiniões, sentimentos

sentimentalidades…

respostas não tenho,

sou mulher.

faço perguntas

faltam quesitos

sobram dúvidas

o que sei?

não sei

divago

queria teu colo!

talvez,

o de minha mãe

pai e irmão

mas se foram.

e eu?

sobrei aqui

sem explicação

criança perdida

em corpo de mulher

desnorteada.

grande esforço,

o de me achar!

então,

procuro me perder…

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Cláudia Hartleben – a cientista

Para Cláudia

mulher_cientista (2)

O dia 11 de fevereiro foi escolhido pelas Nações Unidas para marcar a importância feminina à ciência e tecnologia, tenho orgulho imenso de duas cientistas, da Cláudia e da minha filha, tão influenciada por ela.

Ambas com doutorado, dedicação intensa à pesquisa e à ciência, uma foi perdida no transcorrer da sua carreira, seu conhecimento foi tragado pela treva.

A outra, a minha, continua vida afora orgulhando a madrinha…

FB_IMG_1489287086033 Médica Veterinária, Mestre em Medicina Veterinária e Doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Professor Adjunto do Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CDTEC/UFPEL) onde atua nos cursos de Graduação em Biotecnologia, Pós-Graduação em Biotecnologia/UFPel e Pós-Graduação em Parasitologia/UFPel. Lidera o grupo de pesquisa em Imunodiagnóstico onde busca o desenvolvimento tecnológico em geração de produtos e processos inovadores aplicados ao diagnóstico de enfermidades humanas e dos animais. Presidente da Comissão Interna de Biossegurança (UFPel) e Membro da Comissão de Ética em…

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Brigadeirão, uma dica muito boa

Brigadeirão, como gosto dessa sobremesa facinha de fazer!

pós 50

Essa sobremesa é tão fácil e tão boa!  Na linha chocolate, porque são as receitas mais fáceis que eu lembro, já fiz muito essa, meus filhos também!

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de creme de leite
  • 3 ovos
  • 1 xícara de chocolate em pó  (se for usar achocolatado diminua o  açúcar)
  • 1 colher de sopa de manteiga ou margarina
  • 1/4 de xícara de açúcar
  • Margarina ou manteiga para untar
  • 1 pacote de chocolate granulado

Bata todos os ingredientes no liquidificador, coloque numa forma de buraco própria para microondas untada. Asse no microondas, em potência alta, por 8 min. Aqui é importante ressaltar que há variações de tempo de cozimento, nas diversas  marcas de aparelho, portanto se passar do ponto, da próxima vez coloque 7 min, se ficar mole, 9 min. Ajuste a receita conforme o seu aparelho.

Desenforme morno e cubra com o chocolate granulado. Leve ao congelador…

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2019 – luto…

Quantas vezes ainda vamos chorar este ano?!

Triste em ver tantas pessoas morrendo por crimes, tragédias, e exploração, desde o início de 2019.

No início foram 33 mulheres mortas por feminicídio, em 11 dias; depois veio Brumadinho; Sabrina Bittencourt; ontem as chuvas no Rio e hoje a tristeza dos meninos do Flamengo.

O sonho de ser um jogador, de tantos meninos promissores, convocados, se encerrou hoje.

Que Deus acolha em seus braços os que se foram e carregue cada pessoa, que aqui ficou sofrendo, na palma da sua mão.

13º NÃO É PRIVILÉGIO, é matemática!

Quando vão entender que 13º salário é um ajuste das 52 semanas do ano?!

Todo mês você recebe por quatro semanas trabalhadas, multiplica 4 × 12 = 48, sobram quatro semanas pelas quais você não foi remunerado, mesmo tendo trabalhado.

O 13º é isso, o ajuste das quatro semanas em que você trabalhou sem receber, porque alguns meses tem 5 semanas.

Mulher – seu corpo, suas regras

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Eu confesso que fico bem indignada quando os homens resolvem legislar sobre assuntos de mulher. Gravidez, pílula, pílula do dia seguinte…

Acredito que, se eles parissem, entenderiam melhor onde não deveriam meter a colher.

Quando um ser que carece de discernimento resolve que vai legislar sobre a pílula do dia seguinte eu me pergunto, é de má-fé?!

Qual das mulheres que me leem gostaria de ter mais de 10 filhos, como suas avós e bisavós?! Uso de contraceptivos é uma conquista, inclusive tratam ovários policísticos. Qual mulher que, ao ser estuprada, não quer ter acesso à pilula do dia seguinte?!

Sinceramente, não diz respeito aos homens interferirem nos direitos adquiridos das mulheres. Em 2015, quase 30 milhões de lares eram comandados por elas (Pnad). Se sequer conseguem dar conta de seus filhos, como querem legislar sobre quem os terá?!

Mulher o direito de decidir sobre o seu corpo é somente seu. Se quiser ter filhos, tenha, se não quiser, não tenha, mas a escolha é unicamente sua!

Segue a minha sugestão, deputado, por favor, vá cuidar de outros assuntos, Vossa Excelência não é mulher, não lhe cabe legislar sobre o que acontece com o NOSSO CORPO!

Aqui reproduzo parte do texto do PROJETO DE LEI Nº…..,2019, de autoria deputado federal Márcio Labre (PSL-RJ).
“Dispõe sobre a proibição do comércio, propaganda,
distribuição e implantação pela Rede Pública de Saúde de
Micro Abortivos e dá outras providências.

…Consideram-se micro abortivos o dispositivo intrauterino (DIU), a pílula só de progestógeno (minipílula), o implante subcutâneo de liberação de progestógeno (Norpant), a pílula do dia seguinte, a pílula RU 486, a vacina anti-HCG e qualquer outro dispositivo, substância ou procedimento que provoque a morte do ser humano já concebido, ao longo de toda sua gestação, sobretudo antes da implantação no endométrio.”

“Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter… Calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida.” *em busca da autoria, muitos atribuem erroneamente a Clarice Lispector

Regras de convivência

Coexistir, conviver – partilhar um mesmo local, ambiente ou recinto… Vamos fazer isso bem feito.

pós 50

As regras de convivência estão ficando no passado e eu acho isso muito triste, porque a boa educação faz tanta diferença para todos terem um bom dia.

Percebo, cada dia mais, lamentavelmente, é que a boa convivência está se perdendo. Coisas de educação pura e simples como, bom dia, boa tarde, e com alguns agravantes, vou citar alguns acontecidos comigo ou presenciados.

Tive uma experiencia passada na minha fisioterapia com uma recepcionista nova, sorri e falei: bom dia, ainda não lhe conheço, como é seu nome? Resposta, um momento, fui saber o nome dela no dia seguinte, porque ouvi outra pessoa dizer ao meu lado.

Quando ando pelo meu prédio sempre cumprimento as pessoas por quem passo. Vi que tinha um porteiro novo, dei bom dia, novamente sem resposta, um silêncio constrangedor. Ao voltar tentei nova abordagem, cumprimentando novamente, olhou para mim e baixou a cabeça, realmente não estou acostumada…

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