Sou de uma faixa etária de mulheres que abriram as segundas portas, antes de mim houve varias gerações que tiveram que chutar, arrombar, as primeiras, algumas inclusive morreram na luta.
Estou cansada de pessoas eleitas que não pensam um pingo em mulheres e crianças, que pensam apenas em satisfazer a suas ambições pessoais.
Sempre falo que as mulheres nascem com o instinto maternal, não precisam sequer ser mães, porque sabem cuidar, são multitarefas.
Então porque somos minoria nos cargos eletivos? Porque confiamos em homens e não confiamos em mulheres nas eleições?!
Sou mãe tem um casal de filhos e, não é que eu não confie no meu filho como pensador e executor, muito pelo contrário, ele me prova a cada dia que dei uma educação de respeito à mulher, mas ele não é uma mulher e não tem a dimensão do nosso mundo íntimo.
Eu quero que a geração das minhas netas tenha igualdade nos cargos de trabalho, nas suas carreiras, que não tenham medo de ser estupradas, que elas possam caminhar independentes e conquistar aquilo que efetivamente merecem na sua vida pessoal e que, para isso, sejam respeitadas em sua trajetória.
Eu quero fazer a diferença, quero que isso comece em casa com consideração, nas minhas relações pessoais em família já conquistei, com respeito à uma fila, à uma vaga no estacionamento, com respeito às leis.
Almejo um país e uma sociedade diferentes daquela que temos hoje, que o SER seja privilegiado em relação a TER.
Estou aposentada, mas não deixei de me atualizar, não deixei de ter sonhos, não deixei de atuar, continuo tentando fazer a diferença, ser uma pessoa melhor todos os dias.
Nas eleições sempre voto em mulheres. Por quê?!
Por que quero ser ouvida com respeito, quero que me entendam, que me ouçam, quero um país melhor, mais honesto, mais digno, e, acredito que as mulheres possam cuidar muito melhor das próprias mulheres, exatamente pelo instinto maternal que carregam na sua natureza.
Eu quero fazer a diferença e faço com as minhas próprias atitudes, como fiz no decorrer da minha vida inteira, nunca esperei pelos outros para tomar atitudes positivas, não vai ser agora que vou esperar.
Não vou esperar o país mudar, vou começar a mudar o país que desejo.
Comecei este texto com um objetivo e, de repente, mudei. Por que eu mudei completamente o rumo do texto que eu iria publicar hoje?! Porque surpresas e problemas aparecem no nosso caminho a todo instante. Ía falar sobre a experiência com o Google, mas minha mulher e a vida falaram mais forte, hoje o foco será mulher, emoção e força.
Eu participei de duas etapas do Cresça com o Google e, numa delas, uma das palestrantes falou da importância de as mulheres liderarem suas próprias vidas.
Eu só digo uma coisa para vocês, tem que ser muito forte pra ser mulher, porque a vida nos dá muitas rasteiras. Nos coloca a prova à todo o momento.
Primeiro nas relações sociais, onde nos impõe regras e mais regras desde pequenas e elas só aumentam no decorrer de nossas existências. Depois no casamento e quando nos tornamos mãe, cobranças mil de comportamento e maternidade.
E, se resolvermos não casar ou não ser mãe, o mundo se acaba sobre as nossas cabeças, existe uma cobrança diária do porquê desta decisão.
Quando começamos a envelhecer, existem as cobranças com a imagem, com os cabelos, com a nossa pele, com a nossa beleza, ninguém respeita as nossas opções, simplesmente cobram. Esquecem que envelhecer é da vida!
Falando em envelhecer, já passados 3/4 do curso, me liga a cuidadora da minha mãe (meu anjo – Mara), problemas nos exames venosos, saio, tento encontrar a médica, que graças a Deus me deu seu WhatsApp. Pensei que seria um caso de hospitalização, mas não, apenas a entrada de anticoagulantes, que na idade dela é um problema menor.
Somos uma montanha russa de emoções! E a vida nos traz muitas cargas a mais.
Acordar entusiasmada por um curso, interromper o mesmo para tomar decisões relativas a precária saúde da mãe idosa. Mudar o foco em 180º em um segundo.
Vocês sabem, eu também cuido todos os dias da minha saúde e da minha energia vital, então haja raça para manter boa disposição física e mental.
Me sinto mãe da minha mãe, no mínimo uma jornada estranha, abraço um leão por dia, mas sigo em frente, firme.
Tem que ser mulher, muito mulher no mundo atual e estar preparada para as vicissitudes da vida, em um único dia, além da dupla ou tripla jornada!
Só digo uma coisa, haja o que houver, nunca, nunca se restrinja, nunca desista, afinal, você é mulher e somos fortes, mesmo na flutuação dos sentimentos e emoções!
E unidas somos muito, imensamente muito, mais fortes!
A primeira casou com o meu irmão e foi uma segunda mãe, era namorada do meu irmão quando minha mãe engravidou.
Fui sua aia de casamento com 3 anos, sempre cuidou que roupa eu vestia, se tinha calças ou meias limpas e me acompanhava na escola, onde estudava o curso normal. Somos muito amigas, companheiras de uma vida, apesar do meu irmão já ter se despedido de nós em 2006.
A segunda casei com o irmão dela, somos amigas, temos altos papos, ela sempre me surpreende com o seu dom artístico, me presenteia com eles, artesanato ou fotografia. Pega trechos dos meus poemas e inclui nas sua fotos lindas, que é a imagem do post de hoje.
Quem disse que se começa com a primeira sílaba não pode dar certo?!
No meu caso sou abençoada com a Nica e com a Marisol.
Você sabe o que é um banco de tempo?! É uma tendência mundial, que apareceu com a globalização, uma troca de serviços, ou voluntariado, que, na falta de recursos, apareceu como uma maneira de driblar as dificuldades de dinheiro e de emprego.
Você troca o seu tempo, oferecendo uma habilidade sua pela a de outra pessoa. Tudo organizado em um banco de tempo, nas redes sociais, que faz a contabilidade do seu tempo doado por créditos.
Não há impostos, porque não há pagamento, nem dinheiro envolvido.
Eu participo de um, mas não é na minha cidade. Então fiquei pensando o que eu poderia oferecer. Ofereci a participação na página Pós50 , este blog e os meus serviços para estruturar cardápios, receitas, minha experiência na cozinha e segurança alimentar.
Cozinhar é uma coisa que aprendi em família, desde pequena. Aprimorei com pequenos cursos e uma pós graduação, quase terminada, na UnB, em gastronomia e segurança alimentar.
Também tenho receitas, algumas originais, posso ensinar a cozinhar virtualmente, igualmente dar sugestões de cardápio, para almoço, jantar, ou uma pequena festa. Enfim todos nós temos habilidades.
Não serei creditada, neste momento, essa ideia de ajudar virtualmente é inovadora, portanto, quem quiser, pode me acessar via blog ou no inbox da página Pós50.
Nem sempre temos serviços concretos, ou habilidades artesanais para oferecer, porém podemos apresentar ideias, e isso é muito importante, inclusive neste mundo tão virtual.
As notícias de morte sempre me acompanharam no decorrer da minha vida, mas eu estou numa fase em que elas estão aparecendo mais e mais, cada vez mais frequentes e de pessoas mais próximas a mim, o passar dos anos nos traz perdas.
Cada dia isso me abala mais…
Tem época que se foge da lembranças, boas ou ruins, para não sofrer. Por mais distante que se vá, elas estão guardadas na sua mente, as gavetas se abrem e elas voltam inesperadamente.
Há dias que não são fáceis. Perder quem se ama ou mesmo pessoas que passaram por nossas vidas nos faz enfrentar nosso próprio destino.
Tento me preparar, há anos, para a perda da minha mãe, que fará 94 anos no mês que vem. Sei que ela está sofrendo, com a pouca aceitação da fraca qualidade de vida física e mental, isso a deixa abalada. O esquecimento do presente, a falta de todos os que já partiram, ela não entende o que ainda faz por aqui.
Nós, os ocidentais, realmente não estamos preparados para a velhice e para o enfrentamento da morte.
A vida é um caminho com destino certo, deveríamos saber lidar melhor com isso, com as nossas perdas.
Moqueca de peixe é uma delícia, dando pouco trabalho para fazer é ainda melhor, pois não?!
Hoje não quero trabalho, mas quero comida gostosa, então vamos que vamos…
– 6 filés de merluza ou de tilápia (pode ser qualquer outro peixe que você goste)
– 4 tomates maduros médios ou 3 grandes (MADUROS!) em rodelas
– 1 cebola em rodelas
– 1 pimentão pequeno em rodelas
– 1 dente de alho espremido
– suco de meio limão
– 4 colheres de sopa de azeite ou de dendê
– 1 garrafa pequena de leite de coco (200 ml)
– 1 ramo de coentro (opcional)
– sal e pimenta a gosto
* se gostar mais vermelhinha pode colocar colorau.
Tempere os filés com o limão, alho espremido, sal e pimenta. Numa forma ou prato refratário (eu prefiro este) coloque o azeite espalhado por todos os lados, disponha os metade dos legumes cortados em rodelas, intercalando as fatias, coloque os filés e depois a outra metade dos tomates, cebola e pimentão. Por cima o ramo de coentro e adicione o leite de coco. Cubra tudo com papel alumínio. Leve ao forno (médio para baixo) pré aquecido por 25 min. Cuide para que não seque.
Gostou, mas achou que deu muito trabalho… Sei! Então tá, vou facilitar a sua vida! E seja o que Deus quiser…
Moqueca da preguiça
– 6 filés de peixe
– 1 lata de molho de tomate
– 1 garrafa de leite de coco
– 2 colheres de azeite ou dendê
– meio limão
– 1 dente de alho
– sal, pimenta a gosto
* se gostar mais vermelhinha pode colocar colorau.
– papel alumínio
Tempere os filés de peixe com o limão, sal, pimenta, e alho espremido, unte uma forma ou prato refratário com o azeite, coloque 1/3 do molho de tomate, disponha os filés, despeje por cima o restante do molho e o leite de coco. Cubra o prato com papel alumínio e leve ao forno pré aquecido por 25 min, tendo cuidado para não secar.
Tá bom agora?! Eu acho que sim! Amo esse prato.
Pode se lambuzar!
Generatividade – quando eu ouvi pela primeira vez esse termo entendi que se tratava de uma pessoa com capacidade de superação e de fazer disso uma vontade de ajudar os outros.
Que apesar de ter passado pelas piores circunstâncias da vida, ainda tinha algo de muito bom para partilhar com o seu próximo e fazer com que sempre buscassem caminhos de recuperação, aquela pessoa que poderia compartilhar um bom abraço, um amigo que poderia te mostrar a melhor face da vida.
Essa capacidade de amor, generosidade vem da sabedoria aprendida do viver e do superar.
É geralmente na meia idade que surge essa preocupação para com as pessoas, além dela mesma e da sua família.
Aparece uma necessidade de orientar a geração futura, levando em consideração a sua própria experiência de superar na vida. Orientar os mais jovens, sabendo que muitas vezes eles não ouvirão, porque precisam ter a sua própria experiência, mesmo assim, poderão se reorientar pela similaridade do que já ouviram.
Quando ouvi falar esse termo, além de aprender uma nova palavra, compreendi o nosso valor em passar as nossas experiências e valores de vida para a formação das gerações depois de nós, com valores humanos e dignificantes.
Cláudia, abril sempre será, para mim, um mês difícil, mês da morte do meu pai, dia 13 e, agora, o dia 9, que ficou marcado para sempre, porque te tiraram de nós. Para mim é um mês triste…
Assisti The Forgiven, um filme, parte de uma das missões mais difíceis dadas por Nelson Mandela ao arcebispo Desmon Tutu, comandar a comissão de reconciliação entre torturados e torturadores na África do Sul, a TRC, para restaurar a justiça, depois do Apartheid.
Chorei horrores, porque lidar com a nossa incapacidade, inércia e impotência é muito difícil, dar o perdão cristão mais ainda.
Este filme veio numa hora fundamental, ele me lembrou de tudo que o ser humano é capaz de fazer tanto de bem quanto de mal.
O que mais doeu em mim e me fez desabar ao assistir esse filme foi uma mãe pedindo ao arcebispo que, por favor, encontrasse pelo menos um ossinho da sua filha, para que ela pudesse ter um enterro digno, um lugar para chorar.
Acho que é assim que nos sentimos ao chorar por ti, não temos esse lugar, não temos justiça, nunca mais te veremos e um dia a tua história, linda, ficará no esquecimento.
Vou falar inicialmente sobre a receita original, ovos nevados ou espuma de sapo, era assim que a minha avó chamava essa deliciosa e leve sobremesa. Leva poucos ingredientes, basicamente ovos, leite, amido de milho e açúcar.
Bate-se as claras em neve, depois acrescenta-se açúcar ( 2 colheres por clara), ferve-se 2 litros de leite e vai colocando colheradas das clara em neve (merengue) para cozinhar ali. Retira com a espumadeira e deita em um prato refratário.
Ao terminar o cozimento das claras, pega-se as gemas coadas e se faz uma gemada (1 colher de açúcar para cada gema, mistura-se o amido de milho (1 colher de sopa cheia) e leva-se ao leite, mexendo sempre até engrossar, se quiser acrescentar baunilha, fique a vontade (eu coloco) … depois coloca o creme junto do merengue cozido e leva-se a geladeira, pronto!
Agora vamos a receita falsa, chamei de falsa porque essa é uma versão facilitada da receita, então mais ou menos a mesma coisa, só que mais rápido.
Depois de bater as claras (umas 6 claras) em neve, junte o açúcar até ficar bem firme, coloque as colheradas em picos em refratário untado com bem pouca manteigas e leve ao forno, asse até dourar (+ – 180ºC). Pegue 2 pacotes de creme de baunilha e faça segundo as instruções da embalagem. Despeje por cima do merengue assado e, depois de frio, leve a geladeira para gelar.
As viagens e seus planejamentos sempre me ajudam a manter minha mente sã.
Ano passado foi difícil, doença, internação hospitalar, demissão do trabalho de 15 anos, paralisia facial.
Criei o blog e a página Pós50, uma maneira de ocupar a mente, além de fixar a minha agenda pessoal em cuidar da minha saúde.
Ter ultrapassado a barreira dos 50, trouxe consequências no desgaste do corpo, mas não da mente.
O início de 2018 veio recheado de uma grande vontade, ultrapassar a fase dos problemas de saúde, me dediquei com afinco, por todo 2017, nessa superação, procurando sanar quaisquer resquícios de doença.
Me dei o direito de pensar numa futura viagem com o meu marido, férias mais amplas do que os poucos dias que temos tido.
Queria mostrar a ele o Portugal, que tanto me apaixona. Acho que é um saudável compromisso comigo mesma e com ele, merecemos.
Assim, mentalmente, estou me planejando e organizando a viagem, roteiros, acompanhando o preço das passagens de avião, vendo a possibilidade de alugar um trailer ou motorhome, em substituição aos hotéis, para termos a liberdade de ir para onde quisermos e para os melhores passeios.
Tudo dentro de um custo benefício de conforto mínimo para ter uma viagem gostosa, para explorar as mais diversas belezas lusitanas.
Tem sido ótimo, pensar nisso, enquanto ainda não consegui afastar de mim o pesadelo de doenças, que ainda me rondam, neste 2018.
Eu ainda não compreendo todo o processo pelo qual tenho passado, mas sonhar sempre acalenta a alma, no meu caso, o sonho de uma viagem a dois mais ainda.
Vamos alimentar de doçura esse próximo mês?! Essa receita é um pouco exótica, mas é muito boa…
Engorda, mas sem arrependimentos, OK?!
Só precisa de 3 ingredientes: ovos, suco de laranja e açúcar.
8 ovos grandes ou 12 pequenos
300 ml de suco de laranja (1 copo descartável e meio ou a medida 1 copo americano e meio)
1 xícara de açúcar para o pudim
1 xícara de açúcar para caramelizar a forma
1 peneira
1 forma de furo
Caramelize o açúcar na forma (Dica: coloque uma colher de sopa de vinagre no fundo da forma, antes de acrescentar o açúcar, não se preocupe com gosto o caramelo fica perfeito).
Passe os ovos pela peneira, acrescente o açúcar e depois o suco de laranja coado, bata no liquidificador até que fiquem bem incorporados.
Leve ao forno pré aquecido (180°C), em banho maria, por 30 a 40 min. Pode também fazer em forma de furo só untada com manteiga, se quiser menos doce.
Léo Buscaglia, é quem o outono me faz lembrar. Um professor universitário e escritor, de origem italiana, que morava nos Estados Unidos e que amava esta estação, pelo estralar das folhas enquanto ele caminhava.
No local da sua moradia, os jardins eram perfeitamente cuidados e as folhas eram varridas por seus vizinhos. Como ele gostava do estralar das folhas, nem sempre ele as varria, o que incomodava muito quem morava ao lado.
Constantemente ele recebia reclamações, ficava chateado porque ele também não queria desiludir a vizinhança, como também não queria perder aquele barulhinho gostoso.
Um dia, finalmente, ele achou uma maneira de contentar a si mesmo e ao seus vizinhos. Varreu todo o seu jardim cuidadosamente, colocou todas as folhas em um grande saco e o fechou.
Fez o que lhe agradava espalhou todas as folhas pela sua sala. E assim, todos os dias ao caminhar, as folhas estralavam sob os seus pés.
Ah, a magia do outono! Essa história real e levemente maluca me diz que sempre pode haver uma solução, sem que tenhamos que invadir o espaço do outro.
PANCHO VILA, não tenho a menor idéia de onde saiu esse nome, só sei que é assim…
Não deu tempo de ir ao supermercado, está cansada, mas quer fazer algo especial?
Tem ovo, tomate? E azeite e queijo? Um restinho de orégano teria ainda?
Então vamos lá, vai sair um pancho vila! Se tiver um pãozinho para levar ao forno para ficar quentinho, será de lamber os beiços, rsrsrsrsrss, adoro!
3 tomates fatiados em rodelas
3 ovos
4 fatias de queijo muçarela
3 fatias de presunto ou algo do gênero (opcional)
orégano
3 colheres de sopa de azeite
sal à gosto
1 frigideira
Aqueça o azeite na frigideira, acrescente os tomates cortados em rodelas e deixe refogar com o azeite até ficarem macios, tempere com sal e orégano. Bata 3 ovos rapidamente e jogue em cima, quando cozido coloque o presunto, o queijo e abafe por 3 minutos para derreter o queijo, em fogo bem baixo.
Desligue o fogo, agora é só pegar o pão quentinho e se deliciar!
Eu não conhecia a Marielle, a Romilda ou a Sandrinha, mas eu conhecia a Cláudia.
A brutal execução dessa vereadora e de seu motorista, o Anderson, mexeu profundamente comigo. Me fez reviver um dos piores acontecimentos da minha vida, o desaparecimento da minha amiga e irmã Cláudia Hartleben, sem que se tenha qualquer resposta da investigação.
Há muito tempo eu penso que as mulheres podem fazer a diferença, somos a maioria que educa no Brasil, somos quem pode mudar o nosso país.
Desde cedo eu estou muito indignada e triste, posso dizer que a situação da violência contra as mulheres tem me incomodado profundamente há anos.
Hoje eu estou chorando pelas mulheres assassinadas no Brasil, pelas execuções, feminicídios, por toda a violência contra os nossos semelhantes.
Até quando?! Quem se acha no direito de cometer atrocidades sem punição?!
Espero que a Marielle Franco, que lutava pelos seus semelhantes, tenha a justiça que tantas mulheres nunca tiveram, inclusive a Cláudia.
Assisti pela televisão uma entrevista, com a Glorinha Kalil, sobre as mulheres.
Tanto ela como a Constanza Pascolato sempre me deram uma impressão ótima, de mulheres a frente do seu tempo, elas permeiam por outros assuntos com uma dignidade incrível, vencedoras.
O que me chamou mais atenção é que ambas falam de camadas, que as pessoas são feitas de camadas, somos sedimentados com as nossas camadas pela idade, vivência valores e pelos nossos costumes.
A Glorinha falou muito na questão da discriminação, do que pode ofender uma pessoa, de acordo com a faixa etária e tipo de educação recebida, do que é ou não assédio.
Incrível perceber as nuances que permeiam pelas varias idades. O que pode ser falta de atenção e educação, como o uso de celular com os mais velhos, é absolutamente natural entre os jovens.
Já um assovio, que tantas mulheres ouvem, ou já ouviram é muito menos aceito pelas mulheres mais jovens.
O fato é que as mulheres estão mais organizadas, entendidas de seus direitos e denunciam, agora, o que antes era considerado uma vergonha.
Minhas breves palavras não conseguem expressar toda a profundidade e versatilidade da entrevista da Glorinha, uma feminista, como ela mesma se intitula e eu também.
É a maior satisfação passar para vocês a receita que fazíamos eu e meus filhos, pensei que compartilhar essa receita seria muito legal.
Porque é sábado vou passar essa fácil, fácil para quem tem microondas.
• 3 xícaras de farinha
• 2 xícaras de açúcar
• 1 xícara de chocolate
• 1 colher de chá de fermento em pó
• 1 pitada de sal
• 1 pitada de noz moscada
• 3 ovos inteiros
• 1/2 xícara de óleo
• 1 xícara de água fervente
• Manteiga para untar
• Farinha para polvilhar
• forma com furo própria para microondas
Misture numa bacia todos os ingredientes secos. Acrescente os ovos e o óleo misturando bem, por último a água fervente. Despeje na forma untada e polvilhada de farinha. Leve ao microondas por 8 a 10 min (depende da marca) em potência alta. Espere esfriar para desenformar.
Se quiser coloque cobertura de chocolate para servir.
Uma boa maneira de curtir um bom final de semana, não é mesmo?!
Cobertura de chocolate
• 1 lata de leite condensado
• 1 lata de creme de leite
• 1 colher de sopa de manteiga
• 3 colheres de sopa de chocolate
• um recipiente fundo para microondas
Junte o leite condensado, a manteiga e o chocolate no recipiente misturando bem, leve ao microondas por 5 min na potência alta. Bata mais 30 segundos ao tirar e acrescente o creme de leite, mexendo para ficar cremoso.
Estava pensando um texto bem legal para fazer sobre nós mulheres e o nosso dia, isso foi interrompido pelo anúncio de dois feminicídios aqui em Brasília, dentre tantos ocorridos no Brasil.
Primeiro foi a Sandrinha, uma capoeirista, que nos anos 90 desenvolveu seu projeto de ensinar capoeira para crianças em praças públicas no Guará, cidade satélite do Distrito Federal. A vida depois fez dela uma moradora de rua, cujo companheiro colocou um final, sufocando-a e colocando fogo em seu corpo num contêiner.
Romilda era uma mulher que viveu todos os seus sonhos e realizou conquistas em sua vida, ser profissional realizada, mãe e dona do próprio negócio. Ontem, 6/3/2018, seu marido colocou um ponto final no processo de separação.
Ambas foram mortas por seus companheiros, o da Sandrinha saiu caminhando pela rua, como se nada tivesse acontecido, depois de colocar fogo no contêiner com o corpo da companheira. A Romilda foi morta a tiros pelo companheiro que depois se suicidou deixando dois filhos um de 3 e outra de 4 anos.
Duas histórias muito diferentes com um mesmo final trágico, ambas mulheres mortas por pessoas com quem compartilhavam a vida.
Dos 4.473 homicídios dolosos de mulheres, ocorridos em 2017, no Brasil, 946 são feminicídios. Estatísticas são números frios, quando se dá nome a cada mulher é que se percebe a tristeza das suas histórias.
Muitas pessoas questionam porque existe um dia só das mulheres, acredito que é porque existem problemas de discriminação, sexismo, feminicídio, infanticídio de meninas. Os problemas não são causados pelas mulheres, a maioria discriminada.
Minhas condolências às famílias dessas duas mulheres.
Sempre revejo filmes, gosto de filmes antigos, gosto de revê-los sob novos ângulos e aspectos não percebidos, a rainha do filme repetido, como diz meu marido.
Eles me fazem viajar e constatar que ainda não perdi a minha capacidade de sonhar.
E isso é tão importante pra mim!
Essa semana, indo novamente ao médico, sempre tenho que fazer 1001 revisões e acompanhamentos, epilepsia, doença auto imune, meu cardiologista me disse: menina a sua cara está tão boa, independente de tudo que você vem sofrendo, continue assim é isso que te faz superar os todos os seus problemas!
O filme em questão trata da vida que segue, sem sabermos do amanhã, mas colocando os nossos planos em frente.
O poder de superação e a luz que me guia, sempre, me dizem que ainda não perdi a minha capacidade de sonhar e continuar colorindo a tela em branco que é a nossa vida.
Forre a forma com o papel alumínio, disponha os legumes previamente cortados em cubinhos, regue com a mistura do azeite com o vinagre e os temperos, junte a folha de louro e o orégano e leve para assar em forno pré aquecido em 200ºC, coberto com papel alumínio. Leva uma meia hora, mais ou menos. Coloque as azeitonas picadas. Ajuste o sal para servir, dura uns 20 dias guardado na geladeira em pote fechado.
Essa o forno fez o trabalho por você, só teve que picar os vegetais!
Vamos para mais uma receita rápida, daquelas ótimas para qualquer ocasião, principalmente no carnaval.
Pode ser feita com qualquer tipo de proteína, vale o que tiver, sobras de churrasco, frango assado, carne moída, salsicha, depois só o trabalho de comer, amo esse tipo de receita.
500g de macarrão curto (pene, parafuso, gravatinha)
300g de carne
1/2 cebola picada
2 dentes de alho
3 colheres de azeite
1 pacote ou lata molho de tomate (se quiser mais vermelhinho, 2 pacotes)
1 litro de água fervente
Sal e pimenta a gosto
1 caixa de creme de leite
1 pacote de queijo ralado
Modo de preparo:
Em uma panela de pressão refogue a cebola e o alho no azeite, acrescente a carne, depois o molho de tomate e a água fervente, coloque o macarrão, mexa bem, tampe a panela e leve ao fogo médio. Depois que pegar pressão, conte 3 a 4 minutos (eu deixo 3 min, gosto al dente). Nem um pouco mais. Desligue, retire a pressão, adicione o creme de leite, ajuste o sal e coloque o queijo ralado, misture e sirva em seguida.
Meus queridos pense num macarrão cremoso, quente e gostoso. De lamber os beiços!
Dias difíceis os últimos. Há uma semana, voltando do pilates, senti um desconforto no peito, ardia.
Esperei por mais alguns sinais, o que os médicos recomendam, uma leve febre a noite. O desconforto continuou e a febrícula também, então na quinta procurei o meu otorrino. Exames feitos nada na garganta, ouvidos e nariz. Pediu que eu procurasse uma pneumologista sua conhecida com urgência.
Consegui a consulta para o dia seguinte, sexta-feira. A noite tive bastante dificuldade para dormir, uma tosse com secreção não me deixava. Dia seguinte no consultório o diagnóstico, pneumonia e bronquite.
Para quem passou o ano de 2017 peregrinando entre médicos, exames e fisioterapia para entrar com o pé direito em 2018 confesso que acho mesmo que não tenho, só dois esquerdos, fazer piada é necessário, manter o humor também.
Estou em tratamento, estive ontem novamente na médica, pneumonia cedendo, resta uma traqueobronquite. Tratamento para uns 30 dias com bombinha.
Minhas próximas consultas serão para investigar a fundo onde está o foco infeccioso que viaja pelo meu ser e tentar defenestrá-lo de vez.
Uma das minhas favoritas desde criança, aprendi com a minha avó, que servia nos jantares de domingo em família, deliciosamente deliciosa, se é que isso existe!
Fácil demais, a parte mais difícil é esperar esfriar para comer.
• 6 bananas nanica ou prata cortadas ao comprido (3 fatias por banana)
• 100 g de manteiga
• 6 claras batidas em neve
• 6 gemas batidas em gemada
• 12 colheres de sopa de açúcar para as claras
• 12 colheres de sopa de açúcar para as gemas
• 1 colher de chá de baunilha
• 1 colher de chá de maisena
• 1 frigideira tefal
• 1 prato refratário médio
Depois de cortar as bananas ao comprido frite levemente as fatias na frigideira, uma a uma, vai por mim não dá trabalho, pára de reclamar, coloque a manteiga aos poucos, um pedaço para cada fatia, passa um lado, passa o outro, tira para o prato refratário, simples assim, cubra o prato (não queremos mosca no doce).
Depois disso bata as claras em neve adicionando depois o açúcar de 2 e duas colheres, batendo para misturar bem e reserve (uma batedeira aqui ajuda muito)
Faça a gemada com as gemas, o açúcar e a baunilha (aqui a batedeira dá aquela força também), depois de pronta acrescente a maisena mexendo para desmanchar bem.
Disponha a gemada em cima das bananas e por cima coloque as claras em neve fazendo picos para dourar, igual a foto aí em cima, isso ajuda a saber quando tirar do forno. Leve ao forno pré aquecido (10 min aquecendo), por uns 20 minutos ou quando os picos estiverem bem dourados.
Agora vem a pior parte: espere esfriar para comer, se aguentar!
Arrasei! Essa sobremesa qualquer pessoa com intolerância à lactose ou glúten pode comer, não é o máximo?!
Minhas caminhadas para a fisioterapia e para o pilates tem como objetivo principal chegar lá, mas também tentar restabelecer um pouco da forma física perdida.
Os primeiros dias foram bem doloridos, as pernas incharam, doeram muito, então fui procurando evitar as subidas.
Achei alguns atalhos, entro num shopping próximo e subo a escada rolante, evito a subida e o sol escaldante. Carrego comigo uma sombrinha, ela reflete os raios solares, e estou sempre de tênis.
Agora também descobri uma rua com mais sombra, passei a dobrar nela, assim vou evitando os meus incômodos. Ainda não peguei chuva, aí terei que reavaliar os meus atalhos.
Isso me levou a refletir sobre os atalhos que tomamos na vida, para driblar as nossas dificuldades, acredito que, mesmo sem percebermos, utilizamos vários.
A mudança de trajeto para não encontrar um desafeto, ou alguém que não queremos. Olhar o celular e não atender naquela hora a ligação para a qual não estamos preparados.
Aí vem a pergunta, adiantou desviar?!
Encurtar os meus caminhos físicos tem ajudado a diminuir a dor dos meus desgastes de juntas.
Pegar atalhos na vida encurta as dores emocionais?! Estou aqui avaliando essas minhas reflexões, ainda não tenho respostas…
Dançar é uma satisfação, fazer aula de dança é uma alegria. Quem não gosta de malhar, como se deveria fazer hoje para manter um corpo saudável, faça uma experiência com a dança, tenho certeza que algo vai mudar.
Posso dizer que precisei da dança, foi uma questão de saúde mental, ela me ajudou a passar um ano muito difícil, que foi o da perda do meu irmão. Iniciava uma depressão e fui resgatada.
A dança me conquistou, fiz varias aulas de dança de salão, bolero, tango, salsa, samba,forró, soltinho, zouk (nunca tinha ouvido falar), não sou nenhuma exímia, mas renovou a minha alma.
Tenho que fazer um agradecimento especial ao meu amigo Marquinho, meu primeiro professor, que hoje dá aulas maravilhosas em Belo Horizonte.
Não existe solidão na dança, existe parceria, companheirismo, alegria. Os professores promovem bailinhos, para que você treine e se divirta, indicam bons lugares para se ir, acompanham os alunos, tiram para dançar, independente da sua maestria.
Que tal fazer uma experiência e depois vir aqui me contar como foi?!
Dança é vida! Tenho certeza que você vai sentir uma renovação no seu corpo e na sua alma, a auto-estima agradece.
As regras de convivência estão ficando no passado e eu acho isso muito triste, porque a boa educação faz tanta diferença para todos terem um bom dia.
Percebo, cada dia mais, lamentavelmente, é que a boa convivência está se perdendo. Coisas de educação pura e simples como, bom dia, boa tarde, e com alguns agravantes, vou citar alguns acontecidos comigo ou presenciados.
Tive uma experiencia passada na minha fisioterapia com uma recepcionista nova, sorri e falei: bom dia, ainda não lhe conheço, como é seu nome? Resposta, um momento, fui saber o nome dela no dia seguinte, porque ouvi outra pessoa dizer ao meu lado.
Quando ando pelo meu prédio sempre cumprimento as pessoas por quem passo. Vi que tinha um porteiro novo, dei bom dia, novamente sem resposta, um silêncio constrangedor. Ao voltar tentei nova abordagem, cumprimentando novamente, olhou para mim e baixou a cabeça, realmente não estou acostumada a isso. Confesso que fiquei em dúvida se era timidez.
Dando continuidade, ao me deslocar a pé o que eu mais vejo nas calçadas é cocô de cachorro, plástico jogado e papel atirado pelas pessoas, de seus automóveis.
Dizem que onde moro existe um surto de amebíase, porque os donos dos animaizinhos, que não tem culpa, simplesmente não recolhem o cocô dos seus bichos. Gente qualquer tipo de fezes causa doença.
Eu já tive cães e gatos em casa e digo para vocês, tem que gostar, porque eles necessitam de atenção, caminhar, necessitam de natureza, ar puro, fazer xixi e cocô, como nós e, isso quem faz é o dono, tem que cuidar, para que aquele que não tem bichinho não se sinta agredido com a falta de cuidado das pessoas que os tem.
Sobre papel e lixo de carros, nós mesmos sofremos as consequências com bueiros entupidos, cidade suja, enchentes.
O episódio mais grave de falta de educação que conheço é de uma lata de refrigerante, atirada de um ônibus, que bateu em um motociclista, que perdeu o controle, caiu, foi atropelado e morreu.
Percebo que o mundo anda muito mal-humorado/educado. Não se cumprimenta mais, não se diz por favor, obrigado, com licença, não se espera a pessoa sair do elevador ou do metrô para poder entrar. É um atropelamento geral, do eu primeiro.
As exigências e os limites existem para um bom convívio, para que ninguém saia por aí atropelando o espaço alheio, para que as pessoas fiquem mais confortáveis ao viver uma ao lado das outras.
Então, porque não retomar a educação?! São coisas simples que tornam o dia muito mais agradável. É muito triste ter que coexistir com a irritabilidade dos outros, com o mau humor, com a falta de sensibilidade e com a falta de educação.
De minha parte, vou continuar cumprimentando as pessoas que cruzam comigo, se me responderem ficarei feliz, caso não, vou continuar dando bom dia, porque eu sou insistente e talvez um dia desses eu receba o retorno.
Essa sobremesa é tão fácil e tão boa! Na linha chocolate, porque são as receitas mais fáceis que eu lembro, já fiz muito essa, meus filhos também!
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
3 ovos
1 xícara de chocolate em pó (se for usar achocolatado diminua o açúcar)
1 colher de sopa de manteiga ou margarina
1/4 de xícara de açúcar
Margarina ou manteiga para untar
1 pacote de chocolate granulado
Bata todos os ingredientes no liquidificador, coloque numa forma de buraco própria para microondas untada. Asse no microondas, em potência alta, por 8 min. Aqui é importante ressaltar que há variações de tempo de cozimento, nas diversas marcas de aparelho, portanto se passar do ponto, da próxima vez coloque 7 min, se ficar mole, 9 min. Ajuste a receita conforme o seu aparelho.
Desenforme morno e cubra com o chocolate granulado. Leve ao congelador por meia hora.
Facílimo, não?! Agora é só saborear, cremoso, gostoso, tudo de bom!
Resolvi que aqui, no Pós50, eu falaria sobre tudo que nos atinge depois dos 50 anos, posso falar da minha experiência de vida, porque é a minha…
Me considero inteligente, sagaz, sem falsa modéstia, tenho boas tiradas e bom humor e posso ser extremamente irônica, minha cabeça está sempre atenta, acho que me defino numa palavra, intensa. Assim são os meus sentimentos.
Mas como sou não tem nada a ver com saúde, infelizmente, porque, toda a agilidade mental que tenho é atropelada por doenças e restrições do meu corpo. E, abrindo o coração, acho isso uma baita sacanagem.
Tô achando que está mais do que na hora do Cara lá de cima dar uma forcinha, afinal quero voltar para a minha vida normal, sem agenda médica intensiva.
E já vou adiantando que estou fazendo a minha parte, cumprindo o Deus ajuda quem cedo madruga, mas a letra do Deus escreve certo por linhas tortas, deve estar tremula ou ilegível, porque os anjos não estão conseguindo ler direito e ajudar devidamente.
Queria não falar disso em 2018, juro, mas tenho me sentido podada, tento tratar tudo com bom humor e vou escalando a minha montanha de empecilhos
Voltei para o pilates esta semana, vou para a terceira aula. Volto para a fisioterapia amanhã, além daquela que trata os músculos, agora farei a pulmonar também.
Nem vou listar aqui o número de doenças crônicas e medicamentos que estou tomando porque o que mais quero é deixá-los no passado, então xô, sai prá lá, não vou registrar, é o poder da palavra não escrita!
O meu coração me diz, eu te amo, tô contigo e não abro, vamos devagar e sempre em frente!
E agora falando com a dona funesta frente a frente, eu estudei ciência política e moro em Brasília, não sou política, portanto, quando você ouve as pragas e os xingamentos da população brasileira, não é a mim que você tem que patrulhar, me erra, o endereço é mais lá pros lados da Praça dos 3 poderes em Brasília, vai rondar por lá!
Aprendi a pouco tempo que cabelos brancos amarelam e devem ser cuidados. Foi quando pesquisei para complementar um texto daqui do blog. Minha cunhada também ratificou que comprava matizador para o meu sogro que é vaidoso.
Aí veio a dúvida, como fazer isso sem agredir a minha pele, já que sou super alérgica. Saí à procura de um produto que não causasse nenhum tipo de reação.
Haja paciência pra isso porque as lojas oferecem 1001 tipos de shampoos os diferentes. Afff, e os preços então nem me fala!!!
Li varios rótulos para ver aqueles que eram e hipoalergênicos, mesmo os mais caros porque o interesse que ela cuidar sem me ferrar.
Achei esse que é um meio termo. Foi indicado pela vendedora da loja que também é alérgica. Segundo ela tem muito menos química usa produtos naturais e varias plantas calmantes como base para a coloração. Até agora não deu nenhuma reação.
A escolha também conta pelo fato de não usar produtos de origem animal, aqueles que fazem teste em bichinho não compro, só por engano, portanto, continuarei a usar este. Sim sou chata com qualquer produto que use animais para teste. Detesto qualquer tipo de violência.
Gente como é difícil adequar a sua vida com os seus princípios…
Enfim, tem preço intermediário, custou R$39,90, achei alguns de mais de R$200,00 😱. Rende porque se usa apenas uma vez por semana.
Achei legal dar essa dica, o cabelo fica super macio e sedoso, sem qualquer creme adicional, não uso porque é mais uma coisa para testar nas alergias.
Cabelo lavado e secado naturalmente, sem secador, para dar uma ideia como fica depois do uso.
Eu, confesso que a vida inteira foi assim. Até os cinco anos não, eu era magra, mas criança magra, naquela época, não era criança saudável, então me levaram para uma consulta, para eu engordar, a partir daí virei uma sanfona.
Agora chegou a menopausa e parece que isso piora ano após ano.
Tem momentos fatídicos, nos tratamentos e mais tratamentos com corticoide, para superar algumas das doenças a que fui acometida e uma doença auto imune.
Tenta somar menopausa e corticoide resultado = 10 quilos a mais.
E aí as pessoas que não entendem nada, absolutamente nada de biotipo, de metabolismo, te tratam como malandra e preguiçosa.
Surgiu agora o termo gordofobia, amei, porque exatamente isso, só pode emitir um conceito sobre você um nutricionista, um médico que te conheça e acompanha, o restante é preconceito.
Eu só emagreço quando corto completamente da minha vida carboidratos. Atualmente como uma fatia de pão integral (o nutricionista mandou) no café da manhã com 2 ovos, esquece qualquer outro durante o dia, seja duas colheres de sopa de arroz no almoço, ou uma micro batata, acabou a quantidade de carboidratos ingerida no dia.
Então é o seguinte minha gente, sim sou sanfona, luto contra isso por conta da minha saúde, mas não me julgue, tente calçar os meus sapatos, passar pelo que eu passo todos os dias, talvez aí você entenda.
Ninguém, absolutamente ninguém é igual ao outro, vamos tentar não julgar as pessoas e sim ser mais solidários com elas.
Se eu pudesse dar um conselho sobre o novo ano pra vocês, eu diria não adiem o seus sonhos, projetos e planos.
Verifiquem o que é realmente importante e relevante para a sua vida e façam disso o maior sonho a conquistar, invistam nesse projeto.
Eu não estou falando só de coisas materiais, também estou falando de vontades, desejos, sejam eles ter um filho, ser voluntário, ter um negócio próprio, um carro, ou fazer a viagem dos sonhos, ou conhecer um parente interessante, ou fazer uma grande amizade, de um grande ou simples desejo.
Se prepare, se organize e vá viver a vida, invista em você ano que vem, seja feliz!
Porque o mundo e a vida se vive no presente, não na saudade do passado, nem na angústia do futuro.
Planos não devem faltar, mas temos que cuidar para não extrapolar o que realmente podemos fazer.
Eu confesso que nos últimos 30 dias me esforcei para colocar tudo o que eu podia da saúde em dia. Pensava já entrar em 2018 zerada, ainda não estou, porém estou cuidando disso com carinho.
Quero saúde e uma certa estabilidade em 2018, isso resolvido, sinceramente, além de ir a Pelotas, gostaria de investir em alguma viagem para mim. É o meu maior prazer, conhecer novas culturas e ter novas experiências. Isso pensando em planos meus.
Olhando para o Brasil e para o mundo, não vou só pedir a paz mundial. Desejo sim, mais compreensão e empatia, que as pessoas revejam o TER, o consumo excessivo e realmente vejam a importância do SER, principalmente mais humano.
Todo ano na passagem eu peço sabedoria, não é aquela sapiência inútil, é saber medir as decisões, ter discernimento ao viver e ao tratar meus semelhantes. Esse ano também vou pedir saúde minha gente, se faz necessário.
Façam seus projetos futuros, está chegando a hora, vamos nos preparar para um ano melhor.
Meu desejo para todos vocês é de um 2018 sensacional!
No trabalho o ano começou conturbado, joga a gente pra lá, volta pra cá, fica-se no aguardo de melhorias e nada…
Em abril começa um febrão, nos primeiros 10 dias, diagnóstico, virose, o médico mesmo diz, quando não se sabe o que é dizemos ser virose, isso na segunda.
Na madrugada de quarta para a quinta-feira os dois ouvidos estouram, vai para o pronto-socorro, começa o antibiótico. Oito dias depois um formigamento estranho na boca, parecia que a xícara não encaixava direito, vai no PS de novo, no atendimento pedi um otorrino, caí em excelentes mãos.
O médico fala, é grave vou te internar! Oi… O que?! Já ouviram falar em otomastoidite com paralisia facial (essa eu conhecia), nem eu … Me mandou imediatamente para o PS começar a medicação enquanto aguardava uma tomografia cerebral, que confirmou o diagnóstico, 10 dias de hospitalização, uma cirurgia para drenar a infecção e o rosto completamente torto.
Durante os dias de hospitalização meus diretores foram demitidos, eu sabia que também seria, segundo escalão imediato.
Saio do hospital descompensada, o médico já havia me avisado, vou te curar disso, mas, em compensação, teu corpo será todo desregulado, falou e disse, preciso que especialistas te acompanhem! Açúcar alto, pressão desequilibrada, nervos da face paralisados. Segue tratamento em casa, muita fisioterapia, visita a neurologista, cardiologista, endocrinologista, fonoaudióloga, fisioterapeuta neurológico, acupunturista, tinha uma agenda de saúde plena.
Assim que os antibióticos e corticóides terminaram já em meados de maio sinto no ombro dores agudas que me impediam inclusive de dormir, vamos para o ortopedista?! Vamos!
Exames feitos rupturas de tendão e ligamentos, quase totais. Resultado, o médico anuncia cirurgia em agosto e 2 meses de imobilização e a fisioterapia que ainda tem que completar.
Junho, finalmente férias e uma viagem planejada, desde dezembro do ano anterior, com minhas amigas, para Portugal e Espanha. Último dia no exterior chega a mensagem da minha exoneração naquela semana, já previsível. Mas cada dia da viagem compensou o que aconteceu antes e deu energias para o depois.
Julho um monte de anti inflamatório e remédios para dor para aguentar até a cirurgia em agosto.
Setembro imobilização e fisioterapia em casa.
Outubro o hospital Sarah me liga para fazer a cirurgia de vértebra deslocada, esqueci de falar, foi diagnosticada em janeiro, foi postergado devido ao tratamento de ombro e ainda estou analisando.
Tanta tensão e veio a consequência, uma convulsão, que agora está sob controle com mais medicação.
Novembro, vamos visitar minha mãe em Pelotas, tudo ótimo com passeios, já no avião vem a notícia, ela havia sido hospitalizada, bate volta Brasília/ Pelotas. No regresso, na saída do hospital, tendo em vista os cuidados necessários, levo minha mãe para uma casa geriátrica, acho que gastei minhas lágrimas nesse episódio.
No retorno a Brasília sigo direto para o hospital, infecção das vias aéreas superiores, bronquite e sinusite, mais medicação.
Passou dezembro e eu estou aqui pensando em tudo de bom que tive em 2017: meu marido o tempo todo ao meu lado, me dando o amor e o apoio que necessitei; filhos (aqui nestas palavras estão nora e genro) se revezando em cuidados comigo e me fazendo sentir o quanto sou amada; minha neta mais velha me acompanhando no hospital e se fazendo presente sempre que precisei; minhas amigas se alternando para me cuidar e me divertir; meus pequenos netos enviando mensagens de apoio no WhatsApp, pedindo para a vovó melhorar logo; uma viagem incrível para recuperar a alma e dar as forças para prosseguir; amigos de longa data e longa distância enviando mensagens de força e energia; parentes próximos segurando a onda quando eu não conseguia; minha mãe me abraçando no dia em que me despedi dela e me dizendo que me ama! Criei o blog e a Página Pós50 e o grupo de mulheres Conversando o Pré e o Pós50, pensem numa criatividade a mil!
Por mais que 2017 e 2018 também esteja sendo difícil, estamos quase em setembro e este ano também foi de médicos, exames e fisioterapia e novos diagnósticos, mas ainda consigo reconhecer o lado bom em tudo e só posso dizer – minha gente obrigada por todo o apoio!
A minha ideia de Natal é em família, cercada pelos que eu amo. Por isso a coisa mais marcante pra mim é o presépio.
Sempre tivemos árvores de natal lindas dentro de casa, a que a minha vó montava era a maior e a mais bonita de todas. A da nossa casa todos nós ajudávamos a montar, com as bolinhas multicoloridas, que eram ainda quebráveis. Tinha coisas muito especiais, botinha do papai Noel, estrela guia. Era tudo guardado como relíquia e desencaixado todos os anos, para no seguinte fazer parte da nova árvore que era um pinheiro natural, um galho dele.
Na casa da minha vó, além da árvore, sempre teve um presépio simples mas significativo.
Tinha a visita de um papai Noel, com uma máscara assustadora e a distribuição dos presentes.
A meia-noite cantávamos noite feliz, crianças e adultos, mesmo no ano do falecimento do meu avô.
Assim são as lembranças dos meus natais em criança. O Natal me emociona sempre.
Espero que meus netos lembrem desta data com o carinho que eu tenho das minhas recordações, também espero que eu proporcione a eles lembranças doces como as minhas, porque recordar é viver e viver com carinho é tudo de bom!
Desejo a todos vocês um feliz e abençoado natal, sempre lembrando do querido aniversariante ❣️
Essa receita é mais gostosa no dia seguinte e dura por um bom tempo na geladeira…
Se você é uma daquelas pessoas que não gostam de gordura, vai ter um pouco mais trabalho, terá que limpar o lagarto! Então, é o seguinte, tira a película em volta da carne, e a gordura, é lógico!
1 lagarto pequeno (mais ou menos 1,5 k)
2 tabletes de caldo de carne
1 xícara de azeite + 4 colheres de sopa (não sou doida, é isso mesmo)
1 xícara de vinagre branco
3 cebolas picadas divididas em 2 porções (vai usar metade antes e a outra depois)
2 colheres de molho de soja, as de arroz (é aquela gigante mesmo, de servir arroz)
1 panela de pressão acima de 4 litros
azeitonas para salpicar (a gosto)
um pão italiano fatiado
Esfarela os 2 caldos de carne e passa no lagarto já limpo, deixa descansar por 2h na geladeira para pegar o tempero, eu geralmente deixo a noite na geladeira.
Se for assim, dia seguinte, levanta, toma o seu café e parte pra cima do lagarto!
Esquenta as quatro colheres de azeite na panela de pressão e refoga metade da cebola, coloca o lagarto e deixa dourar virando os lados, por uns 10 min. Acrescenta o vinagre e o restante do azeite (a xícara).
Tampa a panela e deixe cozinhar por 30 min depois que chiar. Tire a pressão, abra e coloca o restante da cebola e o molho de soja. Tampe novamente e deixe cozinhar por mais 20 min. Se estiver com pouco caldo pode colocar mais meia xícara de água para o cozimento.
Deixe esfriar e corte a carne em fatias finas, coloque as fatias de azeitonas ou inteiras por cima, regue com o molho da panela. Eu gosto de colocar pimenta do reino socada e triturada, faça do seu jeito que vai ficar lindo.
É ótimo para comer de entrada ou aperitivo acompanhada de fatias do pão italiano, torradas, ou pão árabe.
Senhor, como gosto dessa receita! Deu até água na boca só de escrever para vocês!
Um feliz Natal minha gente, lembrando sempre do principal convidado, o aniversariante!
É pavê, o melhor pavê de chocolate da minha vida, minha avó fazia em ocasiões especiais, véspera de ano novo, por exemplo!
Estou revivendo essa lembrança de criança, porque minha avó fazia ser especial, principalmente as comidas, que eram maravilhosas.
Vamos para a receita:
• 1 caixa de chocolate 200g – de muito boa qualidade
• 1/2 k gordura de coco
• 1 pacote de biscoito champanhe
• 6 gemas
• 6 claras batidas em neve
• 1 xícara de nozes ou cereja em calda ( o que você preferir)
• 12 colheres de açúcar
• 1 xícara de cafezinho de licor
• leite para umedecer os biscoitos
• óleo para untar o prato
• papel alumínio
Faça uma gemada com as gemas e o açúcar, misture o chocolate, derreta a gordura de coco (não ferva, só aqueça levemente para derreter) e incorpore à gemada com o chocolate, por fim misture as claras batidas em neve lentamente.
Unte uma vasilha funda, de preferência retangular, com óleo, coloque um pedaço de papel alumínio untado com óleo no fundo, coloque uma camada de creme de chocolate alternando com o biscoito champanhe molhado no leite com licor (nozes, amareto, amarula ou chocolate), entre cada camada salpique as nozes ou cerejas, finalize com uma camada do creme.
Leve ao congelador por 6h, retire do gelo 20 min antes de servir, vire em um prato raso, o pavê vai escorregar, retire o papel alumínio puxando com cuidado, corte em fatias para servir. A textura é cremosa e firme.
O sabor é forte, bem forte! Um vendaval no paladar!
Se tem uma coisa que eu sempre gostei de ser foi ser mulher.
Só invejo os homens em um único momento, o de usar o banheiro público.
Como mulher temos uma sensibilidade ímpar e quando somos mãe criamos um vínculo inigualável com os nossos filhos.
Mulheres, podemos ser as melhores amigas ou as mais vingativas criaturas. Acolher ou repudiar, faz parte da alma feminina essa contradição.
É óbvio que nem tudo são flores, as mudanças hormonais durante a vida, o estresse da dupla jornada, como somos sobrecarregadas.
Sofremos preconceito na carreira escolhida e, quando optamos por ser só donas de casa e mães, também sofremos preconceito, como se não tivéssemos nenhum afazer, esperam que estejamos sempre lindas, perfumadas e perfeitamente arrumadas.
Também somos vítimas da violência machista, muitas vezes o próprio companheiro, um histórico triste.
Mas como conduzimos nossas vidas e nossa jornada com destreza, sabendo conciliar inúmeras tarefas e atribuições, assim meio polvo, usando os braços e a mente com velocidade incrível, multifuncional.
Não há aqui qualquer discriminação com os homens, alguns verdadeiros companheiros de jornada, apenas a minha constatação de gostar de ser mulher.
As melhores receitas de nossas vidas são aquelas que aprendemos com o coração, essa sem dúvida para mim é uma delas.
Na época que as nozes pecãs amadureciam e eram secadas ao sol, na Cascata (um distrito de Pelotas/RS), minha avó Olga se preparava para, junto com as irmãs, ir à chácara da irmã Elza preparar as tortas de nozes.
Era um encontro em família, fui muitas vezes, dá aquela saudade de infância…
Essa receita aprendi vendo ser feita, como muitas em minha vida, então tive que adaptar para passar aos outros.
Acredito que seja a minha torta de maior sucesso, já agradou até a um Presidente da República, que nas festas de final de ano perguntava, vai ter a torta de nozes?!
Aproveita que o Natal está chegando e tenta fazer, é fina, sofisticada e sem maiores dificuldades para ser feita. Se você não gosta de nozes tenta trocar por amendoim levemente torrado ou coco ralado grosso com a casca interna, todas deliciosas.
500 g de nozes
8 claras batidas em neve
16 colheres de sopa rasas de açúcar
8 gemas coadas
3 ovos inteiros coados
1 colherinha de essência de baunilha
20 colheres de sopa rasas de açúcar
1 xícara de cafezinho de farinha de rosca
manteiga para untar
farinha de rosca para polvilhar
Triture as nozes pulsando o liquidificador de leve e reserve. Bata as claras em neve e acrescente o açúcar (16 colheres) aos poucos até ficar muito bem batido e firme, junte as nozes e a farinha de rosca mexendo suavemente. Unte uma forma com a manteiga, polvilhe com a farinha de rosca e leve para assar em forno baixo (180°C ou menos) por 30 min ou até enfiar o palito e ele sair limpo.
Coe as gemas e os ovos passando por uma peneira, junte o açúcar (20 colheres) e a baunilha e leve ao fogão em fogo baixo até engrossar, cuidado para não deixar talhar (embolotar), assim que engrossar e começar a formar bolhas tire do fogo, continuando a mexer para esfriar um pouco.
Desenforme a massa de nozes quando esfriar e jogue o doce de ovos por cima. Decore com metades de nozes.
Caso você não goste de ovos moles, faça um doce de leite condensado e leite, uma lata de cada, engrossado com parte das gemas como cobertura, textura cremosa mole.
Espero que você goste tanto como eu gosto, como minha avó gostava e como minha mãe, meus filhos e netos gostam também!
Transformar a dor em arte é o meu lema!
Escrevo poesias e prosas para expressar sobre a vida com mais beleza, leveza e fé.
Vêm comigo passear no mundo criativo♡