Sanfona

Quem se sente assim?!

Eu, confesso que a vida inteira foi assim. Até os cinco anos não, eu era magra, mas criança magra, naquela época, não era criança saudável, então me levaram para uma consulta, para eu engordar, a partir daí virei uma sanfona.

Agora chegou a menopausa e parece que isso piora ano após ano.

Tem momentos fatídicos, nos tratamentos e mais tratamentos com corticoide, para superar algumas das doenças a que fui acometida e uma doença auto imune.

Tenta somar menopausa e corticoide resultado = 10 quilos a mais.

E aí as pessoas que não entendem nada, absolutamente nada de biotipo, de metabolismo, te tratam como malandra e preguiçosa.

Surgiu agora o termo gordofobia, amei, porque exatamente isso, só pode emitir um conceito sobre você um nutricionista, um médico que te conheça e acompanha, o restante é preconceito.

Eu só emagreço quando corto completamente da minha vida carboidratos. Atualmente como uma fatia de pão integral (o nutricionista mandou) no café da manhã com 2 ovos, esquece qualquer outro durante o dia, seja duas colheres de sopa de arroz no almoço, ou uma micro batata, acabou a quantidade de carboidratos ingerida no dia.

Então é o seguinte minha gente, sim sou sanfona, luto contra isso por conta da minha saúde, mas não me julgue, tente calçar os meus sapatos, passar pelo que eu passo todos os dias, talvez aí você entenda.

Ninguém, absolutamente ninguém é igual ao outro, vamos tentar não julgar as pessoas e sim ser mais solidários com elas.

E continua o regime…

Entorpecida (AF)

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Cada momento reflete minha alma

Vaga pelo horizonte o meu olhar

Não encontra paradeiro

Perdido em devaneios

Procura fora e dentro a resposta

E nada sucede, perdida

Respiro lenta e profundamete

Procurando um instante sem pensar

Neste turbilhão que sou eu em expansão

Meus limites não me cabem

O entendimento de mim mesma é inconcebível

Estou entorpecida dentro de mim

Enquanto minha essência se vai

Ao longe!

(Adriana Fetter)

Desejo – Victor Hugo

O escritor e poeta Victor Hugo descreveu todos os possíveis desejos na medida certa, para que, sê atendidos, nunca percamos a nossa humanidade!

Desejo primeiro que você ame,

E que amando, também seja amado.

E que se não for, seja breve em esquecer.

E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim,

Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,

Que mesmo maus e inconseqüentes,

Sejam corajosos e fiéis,

E que pelo menos num deles

Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,

Desejo ainda que você tenha inimigos.

Nem muitos, nem poucos,

Mas na medida exata para que, algumas vezes,

Você se interpele a respeito

De suas próprias certezas.

E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,

Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,

Mas não insubstituível.

E que nos maus momentos,

Quando não restar mais nada,

Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,

Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,

Mas com os que erram muito e irremediavelmente,

E que fazendo bom uso dessa tolerância,

Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,

Não amadureça depressa demais,

E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer

E que sendo velho, não se dedique ao desespero.

Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e

É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,

Não o ano todo, mas apenas um dia.

Mas que nesse dia descubra

Que o riso diário é bom,

O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,

Com o máximo de urgência,

Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,

Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,

Porque é preciso ser prático.

E que pelo menos uma vez por ano

Coloque um pouco dele

Na sua frente e diga “Isso é meu”,

Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,

Por ele e por você,

Mas que se morrer, você possa chorar

Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,

Tenha uma boa mulher,

E que sendo mulher,

Tenha um bom homem

E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,

E quando estiverem exaustos e sorridentes,

Ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer,

Não tenho mais nada a te desejar.

No próximo ano eu vou…

Se eu pudesse dar um conselho sobre o novo ano pra vocês, eu diria não adiem o seus sonhos, projetos e planos.

Verifiquem o que é realmente importante e relevante para a sua vida e façam disso o maior sonho a conquistar, invistam nesse projeto.

Eu não estou falando só de coisas materiais, também estou falando de vontades, desejos, sejam eles ter um filho, ser voluntário, ter um negócio próprio, um carro, ou fazer a viagem dos sonhos, ou conhecer um parente interessante, ou fazer uma grande amizade, de um grande ou simples desejo.

Se prepare, se organize e vá viver a vida, invista em você ano que vem, seja feliz!

Porque o mundo e a vida se vive no presente, não na saudade do passado, nem na angústia do futuro.

Pense no seu Feliz Ano Novo, ele está logo ali!

E 2018, planos?!

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Planos não devem faltar, mas temos que cuidar para não extrapolar o que realmente podemos fazer.

Eu confesso que nos últimos 30 dias me esforcei para colocar tudo o que eu podia da saúde em dia. Pensava já entrar em 2018 zerada, ainda não estou, porém estou cuidando disso com carinho.

Quero saúde e uma certa estabilidade em 2018, isso resolvido, sinceramente, além de ir a Pelotas, gostaria de investir em alguma viagem para mim. É o meu maior prazer, conhecer novas culturas e ter novas experiências. Isso pensando em planos meus.

Olhando para o Brasil e para o mundo, não vou só pedir a paz mundial. Desejo sim, mais compreensão e empatia, que as pessoas revejam o TER, o consumo excessivo e realmente vejam a importância do SER, principalmente mais humano.

Todo ano na passagem eu peço sabedoria, não é aquela sapiência inútil, é saber medir as decisões, ter discernimento ao viver e ao tratar meus semelhantes. Esse ano também vou pedir saúde minha gente, se faz necessário.

Façam seus projetos futuros, está chegando a hora, vamos nos preparar para um ano melhor.

Meu desejo para todos vocês é de um 2018 sensacional!

 

 

 

2017 o ano que continuou em 2018

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Gente do céu, pensem num ano difícil!

No trabalho o ano começou conturbado, joga a gente pra lá, volta pra cá, fica-se no aguardo de melhorias e nada…

Em abril começa um febrão, nos primeiros 10 dias, diagnóstico, virose, o médico mesmo diz, quando não se sabe o que é dizemos ser virose, isso na segunda.

Na madrugada de quarta para a quinta-feira os dois ouvidos estouram, vai para o pronto-socorro, começa o antibiótico. Oito dias depois um formigamento estranho na boca, parecia que a xícara não encaixava direito, vai no PS de novo, no atendimento pedi um otorrino, caí em excelentes mãos.

O médico fala, é grave vou te internar! Oi… O que?! Já ouviram falar em otomastoidite com paralisia facial (essa eu conhecia), nem eu … Me mandou imediatamente para o PS começar a medicação enquanto aguardava uma tomografia cerebral, que confirmou o diagnóstico, 10 dias de hospitalização, uma cirurgia para drenar a infecção e o rosto completamente torto.

Durante os dias de hospitalização meus diretores foram demitidos, eu sabia que também seria, segundo escalão imediato.

Saio do hospital descompensada, o médico já havia me avisado, vou te curar disso, mas, em compensação, teu corpo será todo desregulado, falou e disse, preciso que  especialistas te acompanhem! Açúcar alto, pressão desequilibrada, nervos da face paralisados. Segue tratamento em casa, muita fisioterapia, visita a neurologista, cardiologista, endocrinologista, fonoaudióloga, fisioterapeuta neurológico, acupunturista, tinha uma agenda de saúde plena.

Assim que os antibióticos e corticóides terminaram já em meados de maio sinto no ombro dores agudas que me impediam inclusive de dormir, vamos para o ortopedista?! Vamos!

Exames feitos rupturas de tendão e ligamentos, quase totais. Resultado,  o médico anuncia cirurgia em agosto e 2 meses de imobilização e a fisioterapia que ainda tem que completar.

Junho, finalmente férias e uma viagem planejada, desde dezembro do ano anterior, com minhas amigas, para Portugal e Espanha. Último dia no exterior chega a mensagem da minha exoneração naquela semana, já previsível. Mas cada dia da viagem compensou o que aconteceu antes e deu energias para o depois.

Julho um monte de anti inflamatório e remédios para dor para aguentar até a cirurgia em agosto.

Setembro imobilização e fisioterapia em casa.

Outubro o hospital Sarah me liga para fazer a cirurgia de vértebra deslocada, esqueci de falar, foi diagnosticada em janeiro, foi postergado devido ao tratamento de ombro e ainda estou analisando.

Tanta tensão e veio a consequência, uma convulsão, que agora está sob controle com mais medicação.

Novembro, vamos visitar minha mãe em Pelotas, tudo ótimo com passeios, já no avião vem a notícia, ela havia sido hospitalizada, bate volta Brasília/ Pelotas. No regresso, na saída do hospital, tendo em vista os cuidados necessários, levo minha mãe para uma casa geriátrica, acho que gastei minhas lágrimas nesse episódio.

No retorno a Brasília sigo direto para o hospital, infecção das vias aéreas superiores, bronquite e sinusite, mais medicação.

Passou dezembro e eu estou aqui pensando em tudo de bom que tive em 2017: meu marido o tempo todo ao meu lado, me dando o amor e o apoio que necessitei; filhos (aqui nestas palavras estão nora e genro) se revezando em cuidados comigo e me fazendo sentir o quanto sou amada; minha neta mais velha me acompanhando no hospital e se fazendo presente sempre que precisei; minhas amigas se alternando para me cuidar e me divertir;  meus pequenos netos enviando mensagens de apoio no WhatsApp, pedindo para a vovó melhorar logo; uma viagem incrível para recuperar a alma e dar as forças para prosseguir; amigos de longa data e longa distância enviando mensagens de força e energia; parentes próximos segurando a onda quando eu não conseguia; minha mãe me abraçando no dia em que me despedi dela e me dizendo que me ama! Criei o blog e a Página Pós50 e o grupo de mulheres Conversando o Pré e o Pós50, pensem numa criatividade a mil!

Por mais que 2017 e 2018 também esteja sendo difícil, estamos quase em setembro e este ano também foi de médicos, exames e fisioterapia e novos diagnósticos, mas ainda consigo reconhecer o lado bom em tudo e só posso dizer – minha gente obrigada por todo o apoio!

Dou notícias…

Natal – Van Dike

Eu estou pensando em você hoje porque é Natal, e eu lhe desejo felicidade.

E amanhã, porque será o dia seguinte ao Natal,

Eu ainda lhe desejarei felicidade.

Eu posso não ser capaz de lhe falar sobre isto diariamente,

Porque eu posso estar ausente, ou nós podemos estar muito ocupados.

Mas isso não faz diferença.

Meus pensamentos e meus desejos estarão com você da mesma forma.

Qualquer alegria ou sucesso que você tenha, me fará feliz. Me iluminará por todo ano.

Eu desejo a você o Espírito do Natal.

Van Dike

Uma idéia de Natal

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A minha ideia de Natal é em família, cercada pelos que eu amo. Por isso a coisa mais marcante pra mim é o presépio.

Sempre tivemos árvores de natal lindas dentro de casa, a que a minha vó montava era a maior e a mais bonita de todas. A da nossa casa todos nós ajudávamos a montar, com as bolinhas multicoloridas, que eram ainda quebráveis. Tinha coisas muito especiais, botinha do papai Noel, estrela guia. Era tudo guardado como relíquia e desencaixado todos os anos, para no seguinte fazer parte da nova árvore que era um pinheiro natural, um galho dele.

Na casa da minha vó, além da árvore, sempre teve um presépio simples mas significativo.

Tinha a visita de um papai Noel, com uma máscara assustadora e a distribuição dos presentes.

A meia-noite cantávamos noite feliz, crianças e adultos, mesmo no ano do falecimento do meu avô.

Assim são as lembranças dos meus natais em criança. O Natal me emociona sempre.

Espero que meus netos lembrem desta data com o carinho que eu tenho das minhas recordações, também espero que eu proporcione a eles lembranças doces como as minhas, porque recordar é viver e viver com carinho é tudo de bom!

Desejo a todos vocês um feliz e abençoado natal, sempre lembrando do querido aniversariante ❣️

Entrada para festas

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Lagarto em conserva, na panela de pressão

Essa receita é mais gostosa no dia seguinte e dura por um bom tempo na geladeira…

Se você é uma daquelas pessoas que não gostam de gordura, vai ter um pouco mais trabalho, terá que limpar o lagarto! Então, é o seguinte, tira a película em volta da carne, e a gordura, é lógico!

  •  1 lagarto pequeno (mais ou menos 1,5 k)
  •  2 tabletes de caldo de carne
  •  1 xícara de azeite + 4 colheres de sopa  (não sou doida, é isso mesmo)
  •  1 xícara de vinagre branco
  •  3 cebolas picadas divididas em 2 porções (vai usar metade antes e a outra depois)
  •  2 colheres de molho de soja, as de arroz (é aquela gigante mesmo, de servir arroz)
  •  1 panela de pressão acima de 4 litros
  •  azeitonas para salpicar (a gosto)
  • um pão italiano fatiado

Esfarela os 2 caldos de carne e passa no lagarto já limpo, deixa descansar por 2h na geladeira para pegar o tempero, eu geralmente deixo a noite na geladeira.

Se for assim, dia seguinte, levanta, toma o seu café e parte pra cima do lagarto!

Esquenta as quatro colheres de azeite na panela de pressão e refoga metade da cebola, coloca o lagarto e deixa dourar virando os lados, por uns 10 min. Acrescenta o vinagre e o restante do azeite (a xícara).

Tampa a panela e deixe cozinhar por 30 min depois que chiar. Tire a pressão, abra e coloca o restante da cebola e o molho de soja. Tampe novamente e deixe cozinhar por mais 20 min. Se estiver com pouco caldo pode colocar mais meia xícara de água para o cozimento.

Deixe esfriar e corte a carne em fatias finas, coloque as fatias de azeitonas ou inteiras por cima, regue com o molho da panela. Eu gosto de colocar pimenta do reino socada e triturada, faça do seu jeito que vai ficar lindo.

É ótimo para comer de entrada ou aperitivo acompanhada de fatias do pão italiano, torradas, ou pão árabe.

Senhor, como gosto dessa receita! Deu até água na boca só de escrever para vocês!

Um feliz Natal minha gente, lembrando sempre do principal convidado, o aniversariante!

Pavê de chocolate – uma das minhas saudades

 

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Atenção – Precisa de tempo para gelar  – 6h

É pavê, o melhor pavê de chocolate da minha vida, minha avó fazia em ocasiões especiais, véspera de ano novo, por exemplo!

Estou revivendo essa lembrança  de criança, porque minha avó fazia ser especial, principalmente as comidas, que eram maravilhosas.

Vamos para a receita:

• 1 caixa de chocolate 200g – de muito boa qualidade

• 1/2 k gordura de coco

• 1 pacote de biscoito champanhe

• 6 gemas

• 6 claras batidas em neve

• 1 xícara de nozes ou cereja em calda ( o que você preferir)

• 12 colheres de açúcar

• 1 xícara de cafezinho de licor

• leite para umedecer os biscoitos

• óleo para untar o prato

• papel alumínio

Faça uma gemada com as gemas e o açúcar, misture o chocolate, derreta a gordura de coco (não ferva, só aqueça levemente para derreter) e incorpore à gemada com o chocolate, por fim misture as claras batidas em neve lentamente.

Unte uma vasilha funda, de preferência retangular, com óleo, coloque um pedaço de papel alumínio untado com óleo no fundo, coloque uma camada de creme de chocolate alternando com o biscoito champanhe molhado no leite com licor (nozes, amareto, amarula ou chocolate), entre cada camada salpique as nozes ou cerejas,  finalize com uma camada do creme.

Leve ao congelador por 6h, retire do gelo 20 min antes de servir, vire em um prato raso, o pavê vai escorregar, retire o papel alumínio puxando com cuidado, corte em fatias para servir. A textura é cremosa e firme.

O sabor é forte, bem forte! Um vendaval no paladar!

A dor e a delícia de ser mulher

Se tem uma coisa que eu sempre gostei de ser foi ser mulher.

Só invejo os homens em um único momento, o de usar o banheiro público.

Como mulher temos uma sensibilidade ímpar e quando somos mãe criamos um vínculo inigualável com os nossos filhos.

Mulheres, podemos ser as melhores amigas ou as mais vingativas criaturas. Acolher ou repudiar, faz parte da alma feminina essa contradição.

É óbvio que nem tudo são flores, as mudanças hormonais durante a vida, o estresse da dupla jornada, como somos sobrecarregadas.

Sofremos preconceito na carreira escolhida e, quando optamos por ser só donas de casa e mães, também sofremos preconceito, como se não tivéssemos nenhum afazer, esperam que estejamos sempre lindas, perfumadas e perfeitamente arrumadas.

Também somos vítimas da violência machista, muitas vezes o próprio companheiro, um histórico triste.

Mas como conduzimos nossas vidas e nossa jornada com destreza, sabendo conciliar inúmeras tarefas e atribuições, assim meio polvo, usando os braços e a mente com velocidade incrível, multifuncional.

Não há aqui qualquer discriminação com os homens, alguns verdadeiros companheiros de jornada, apenas a minha constatação de gostar de ser mulher.

Me encanto com o feminino e suas contradições.

Sobremesa de Natal – Nozes

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Torta de nozes da vó Olga

As melhores receitas de nossas vidas são aquelas que aprendemos com o coração, essa sem dúvida para mim é uma delas.

Na época que as nozes pecãs amadureciam e eram secadas ao sol, na Cascata (um distrito de Pelotas/RS), minha avó Olga se preparava para, junto com as irmãs, ir à chácara da irmã Elza preparar as tortas de nozes.

Era um encontro em família, fui muitas vezes, dá aquela saudade de infância…

Essa receita aprendi vendo ser feita, como muitas em minha vida, então tive que adaptar para passar aos outros.

Acredito que seja a minha torta de maior sucesso, já agradou até a um Presidente da República, que nas festas de final de ano perguntava, vai ter a torta de nozes?!

Aproveita que o Natal está chegando e tenta fazer, é fina, sofisticada e sem maiores dificuldades para ser feita. Se você não gosta de nozes tenta trocar por amendoim levemente torrado ou coco ralado grosso com a casca interna, todas deliciosas.

  • 500 g de nozes
  • 8 claras batidas em neve
  • 16 colheres de sopa rasas de açúcar
  • 8 gemas coadas
  • 3 ovos inteiros coados
  • 1 colherinha de essência de baunilha
  • 20 colheres de sopa rasas de açúcar
  • 1 xícara de cafezinho de farinha de rosca
  • manteiga para untar
  • farinha de rosca para polvilhar

Triture as nozes pulsando o liquidificador de leve e reserve. Bata as claras em neve e acrescente o açúcar (16 colheres) aos poucos até ficar muito bem batido e firme, junte as nozes e a farinha de rosca mexendo suavemente. Unte uma forma com a manteiga, polvilhe com a farinha de rosca e leve para assar em forno baixo (180°C ou menos) por 30 min ou até enfiar o palito e ele sair limpo.

Coe as gemas e os ovos passando por uma peneira, junte o açúcar (20 colheres) e a baunilha e leve ao fogão em fogo baixo até engrossar, cuidado para não deixar talhar (embolotar), assim que engrossar e começar a formar bolhas tire do fogo, continuando a mexer para esfriar um pouco.

Desenforme a massa de nozes quando esfriar e jogue o doce de ovos por cima. Decore com metades de nozes.

Caso você não goste de ovos moles, faça um doce de leite condensado e leite, uma lata de cada, engrossado com parte das gemas como cobertura, textura cremosa mole.

Espero que você goste tanto como eu gosto, como minha avó gostava e como minha mãe, meus filhos e netos gostam também!

Ninguém somos

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Vazio no olhar

Que penetra o nada

Sem nada a fazer

No deserto do foco

Que nada mira

Só mira o nada

Do foco intestinal da emoção

Perdida em pensamento

Vagando na imensidão

Do só, do eu, do tu

E quando somos nós

Ninguém somos

Porque perdemos o nosso eu

E quando somos eu

Ninguém somos

Porque queremos o nós compartilhar

E seguimos, sempre, só, nós … (AF)

Espinha na garganta

Gosto de parar pra conversar com a minha neta mais velha por telefone.

Ela já está na universidade, é uma das pessoas mais inteligentes e carinhosas que eu conheço.

Sempre que podemos tiramos um tempinho para um almoço avó e neta, mas a universidade agora a ocupa bem mais, requer mais dedicação aos estudos intensos, foi um semestre difícil, muito diferente do segundo grau.

A universidade tem seus meandros que só um semestre surrado para nos ensinar a adaptação.

Mas a pauta não é ela e sim a conversa que tivemos. Para mim foi muito importante, com ela eu me sinto à vontade de falar dos meus sentimentos mais recônditos.

Nessa conversa me dei conta da espinha que tenho atualmente atravessada na garganta. E me vi falando de uma tristeza que tenho carregado comigo.

Eu já falei anteriormente que eu sou cientista política e atualmente eu sequer consigo falar em política.

Quando eu procurei um curso nas ciências sociais e humanas eu estava numa fase em que pensava que poderia mudar o mundo, como todo jovem.

Agora me vejo reavaliando todo um caminho, a minha trajetória, de vida dedicada às políticas públicas e me pergunto porque estamos onde estamos.

Eu não tem uma resposta,  eu não consigo achar uma resposta, eu não consigo falar de política, porque o que está aí não é política é politicagem, é oportunismo.

Eu espero que um dia eu consiga voltar a discutir políticas públicas e não ouvir sobre corrupção, desvio de verbas públicas, trocas de favores, troca de recursos públicos por voto.

Para quem sempre se preocupou com a fome, com que cada brasileiro tivesse um prato de comida na mesa, que tivesse uma educação decente e saúde de qualidade, este é um momento de profunda tristeza com Brasil.

Eu tive uma formação humanista, não acredito nessa sociedade que se só se importa com o próprio umbigo, sem enxergar o seu semelhante, não acredito no ter em detrimento do ser. Isso nunca vai transformar o Brasil em  um país melhor.

Mas se tem uma coisa que eu não acredito, e o Brasil já nos provou isso em outras eleições, é em salvadores da Pátria, isso não existe, o que existe é uma população educada e comprometida com futuro do seu país, não oportunistas de plantão.

Não existe atualmente a possibilidade de se discutir política, virou agressão gratuita, não pergunto sobre a tendência política, eu tenho a minha, e vou respeitar o que vier nas eleições, talvez só não continue por aqui, porque não existe milagre.

O que me interessa é voto consciente. Conheça a plataforma da pessoa em que você vai votar, a história de vida dessa pessoa, não se deixe levar por discurso vazio.

Viver de política e não para a política, essa é a realidade de quem vive se reelegendo, salário fácil, pouco trabalho, por vezes 2 projetos em 3 décadas.

Não existe salvação sem investimento em educação, sem mexer nas estruturas sociais. Tem que haver um comprometimento com educação, com saneamento básico.

Eu fui professora, não vejo futuro para o Brasil sem investimento em educação básica e nos demais níveis, sem investimento em pesquisa, nós estamos exportando os nossos melhores valores.

Estamos numa crise de falta de diálogo, discurso vazio, sem projeto de trabalho.

Afundamos tanto que não será fácil vir a tona. E nós, brasileiros, temos que nos comprometer com o projeto que queremos de país e não esperar que alguém tome o timão das nossas mãos e faça o projeto de Brasil dele, não nosso.

De qualquer forma, independente da escolha, quem vai pagar as consequências seremos nós. O povo americano já está pagando…

Combate à Corrupção

O dia 9 de dezembro é lembrado como o Dia Internacional de combate à corrupção, mas isso existe no Brasil?!.

Isso me fez lembrar de uma história que aconteceu há algum tempo, mas é recorrente, muda poucos aspectos. Uma jovem, com filho de colo, estava numa fila preferencial, na frente dela uma senhora idosa e na frente das duas um casal, que queria comprar cerveja. A caixa perguntou se elas se importavam que o casal passasse na frente, já que estavam numa fila preferencial. A senhora idosa respondeu que não, mas a jovem com bebê de colo disse que se importava sim, o que deu início a uma discussão entre o casal e a mãe do bebê.

Indignados o casal se julgava correto por estar na frente da fila, mesmo que essa fila não fosse a correta, foram discutir com a jovem mãe e ela respondeu que é assim que começam as pequenas corrupções, quando as pessoas se acham no direito de usufruir daquilo que não lhes é devido.

Eu concordo completamente com a jovem mãe.

No mesmo mês vi um vídeo d mãe de uma criança deficiente física chorar, pedindo aos pais que não ocupassem as vagas preferenciais, na frente da escola, isso impedia que ela locomovesse a cadeira de rodas da filha, o que acontecia todos os dias, naquele dia ela extravasou.

Todo tempo se vêm pessoas ocupando vagas de idosos e deficientes por cinco minutinhos, outras indo para fila preferencial ou exclusiva para grávidas, deficientes e idosos, sem ser nenhum deles, sempre tentando alguma coisa para passar à frente dos outros como se elas fossem exclusivas do mundo, como se tivesse um direito divino de fazer aquilo que é melhor para elas, ignorando o direito do outro.

Vejo muitas pessoas bradarem contra corrupção. Sempre me pergunto o quanto estamos respeitando o direito do outro para reclamar da corrupção brasileira .

Você pode até não concordar com a questão das preferências, das cotas, porém é lei e lei foi feita para ser respeitada e cumprida. Se não concorda, tente mudar isso pelas vias legais, mas não tente usufruir de um direito que não é seu.

É assim que eu penso, no Brasil se bate no peito bradando contra a corrupção, preferencialmente a dos outros, defendendo os próprios privilégios, fazendo um desvio de correção aqui, outro ali.

Todos deveriam refletir se podem, realmente, exigir dos seus representantes que não sejam corruptos. Devemos dar o exemplo também!

Basta de corrupção, de qualquer um, de qualquer outro!

Pão-de-ló português 

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A receita de hoje, como o título já diz, vem de Portugal e é um doce conventual. Vou explicar isso!

As freiras precisavam engomar as roupas e acessórios de cabeça, para tal utilizavam as claras e, claro, usavam as gemas para fazer doces, aos quais davam nomes religiosos: toucinhos do céu, papo de anjo, barriga de freira, pastéis de Belém e muitos outros.

Existe uma receita familiar, da região de Margueride, distrito de Porto. Pão-de-ló é uma sobremesa tradicional portuguesa, muito servida na época do Natal e da Páscoa.

Essa receita de bolo não é para ser recheada, é úmida, com a borda levemente crocante, por isso se come assim, sem recheio. Só tenho uma descrição: dos deuses!

Agora chega da aula de história, vamos para o que interessa: já para a cozinha!

  • 4 ovos inteiros
  • 5 gemas
  • 14 colheres de sopa de açúcar (180g)
  • 7 colheres de sopa de farinha (90g)
  • Papel vegetal
  • Manteiga para untar
  • 1 forma redonda (22 cm de diâmetro)

O segredo dessa receita é bater muito bem os ovos (passe-os antes por uma peneira para tirar a película da gema), até triplicar o volume, acrescentando o açúcar colher por colher enquanto bate (15 min na batedeira). Enquanto bate os ovos cubra a forma com o papel vegetal untado de manteiga,  deixando uma borda, pré aqueça o forno a 180ºC.
Com a gemada triplicada de volume e  sem desligar a batedeira junte a farinha peneirada aos poucos (uma colher por vez, só coloque a seguinte depois que a anterior já estiver bem misturada e incorporada à massa). Leve ao forno por 16 min (leva entre 15 a 18 minutos).  Enfie o palito na borda do bolo, ela deverá estar bem assada e o palito sair limpo, o centro vai baixar ao sair do forno e estaráo úmido.

Sirva ainda morno ou frio. Quero ver aguentar esperar esfriar, geralmente comia ainda quente.

A partir de hoje, vou publicar aos sábados receitas para as festas de final de ano.

O que o dezembro tem a ver com a AIDS?!

Primeiro de dezembro é o dia Mundial de Combate à AIDS.

Com o crescente aumento da doença principalmente entre os jovens se faz necessário vários esclarecimentos sobre essa doença.

A AIDS tem um coquetel que trata mas não cura a pessoa que adquiriu. Ela terá AIDS pela vida toda. Poderá tratar e terá os sintomas amenizados e poderá levar uma vida normal, se tomar o coquetel de medicamentos, poderá conviver com a doença, mas nunca será curada.

As pessoas tem medo de fazer os testes. Eu sempre fiz todos eles AIDS, sífilis, hepatite, porque não quero ter e tampouco contaminar as pessoas com quem eu convivo, até porque eu tenho uma saúde absurdamente frágil e sofro com a minha imunidade baixa.

Pessoas continuam sendo contaminados mundo afora pela falta dos testes, por terem medo de fazer os mesmos e acabam transmitindo para o seus parceiros a doença.

Ao ler sobre o assunto acabei descobrindo uma coisa que eu não sabia, como o vírus é mutante, se a pessoa transar com outra que também tem a AIDS, elas podem trocar seu tipo de contaminante e criar um terceiro tipo de vírus, portanto é imprescindível usar camisinha em todas as relações sexuais.

A mulher que engravida e tem AIDS ao ser tratada durante toda a vida e a gravidez não transmite a AIDS ao seu filho.

Mulheres façam o teste! Protejam o seus filhos e a sua família! A cada hora 18 crianças são infectadas no mundo, segundo dados do UNICEF.

A informação e o conhecimento sobre AIDS são as principais ferramentas para combater essa doença, que já foi trágica hoje não é mais.

Façam o teste, não tenham medo. Tem pessoas que convivem há mais de 40 anos com o vírus e estão aí provando que se tratar é o melhor caminho.

Realidade virtual

Li uma reportagem super interessante sobre Jaron Lanier, escritor e filósofo,  considerado um visionário da realidade virtual, ainda nos anos 1980.

Embora seja um dos caras do Vale do Silício, criticou o Facebook e o Google e diz evitar as redes sociais como evita as drogas e essa é a parte mais importante das suas próprias palavras.

Acha que para os adultos essas redes são importantes para restabelecer relações do passado, reconectar as pessoas, mas para os jovens, que ainda estão com as ideias em formação, julga ser prejudicial, porque formata o pensamento, direciona, não proporcionando uma avaliação crítica, limitando suas habilidades.

Além do mais as redes sociais utilizam os dados das pessoas. Reconhece na tecnologia dois lados, o da beleza e o do horror, no primeiro caso todas as possibilidades de desenvolvimento na ajuda ao homem, como o desenvolvimento da robótica na medicina, por outro lado a perda massiva do homem pela máquina, no mercado de trabalho.

Como não refletir sobre a tecnologia com esse filósofo e visionário da realidade virtual, que chega a comparar as redes sociais com as drogas?!

Me faz pensar no futuro da humanidade…

O sapato do outro

Caminhando em seus sapatos, essa é a exposição no museu da empatia, uma experiência única para que as pessoas se coloquem no lugar do outro.

Eu vi um programa no GNT, aliás dois programas, que falavam disso, dessa exposição. O assunto é empatia, se colocar no lugar do outro, calçar o sapato deles e sentir sua bagagem de vida.

Essa prática foi feita por um museu que pegou literalmente o sapato das pessoas e a suas respectivas histórias narradas por elas.

Foram mostradas uma história de uma mulher muçulmana, outra de um boxeador, a história de uma mulher com uma diferença na perna, dentre varias histórias bem tristes de pessoas e suas dificuldades na vida.

Você calçava o sapato e também ouvia a história daquela pessoa, várias pessoas saíram chorando depois da narrativa, porque havia todo um contexto de entrar no contexto narrado.

Provocar a empatia, você se colocar no lugar do outro, ao calçar aqueles sapatos. Numa época em que nós vivenciamos tantas agressões verbais, preconceitos, racismo quem sabe calçar o sapato, nem que seja mentalmente, ao ouvir a história dos nossos semelhantes, já que essa experiência do museu não vai chegar para todos, não seria uma boa experiência?!

———–

“Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter… Calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida.” (texto atribuído a Clarice Lispector)

Elegância e/ou beleza?!

Eu publiquei um texto, da Revista Pazes, na minha página Pós50, sobre elegância, que elegância não se veste, se tem. O que eu concordo plenamente e quis dar continuidade a este texto aqui no blogue e fui escolher uma foto sobre elegância na Internet,  nas páginas de fotos gratuitas.

O que me chamou atenção foi que todas as fotos que traduziam elegância para mim, foram feitas sobre a natureza,  eram incrivelmente elegantes, de cisnes, de borboletas,  de flores, de um pavão. A natureza por si só é de uma elegância ímpar,  mas já as fotos que os humanos produziram, muitas vezes eram bonitas, entretanto misturavam o conceito de elegância com o de beleza.

Muitas sobre o nu ou semi nu, belas, mas ao meu ver não expressavam elegância.

Lembro de uma foto de um nu de extrema elegância, da atriz Demi Moore,  grávida,  que causou muito impacto na sua época, um alvoroço, ali havia elegância,  mostrava uma mulher no auge da sua gravidez, exuberante,  bela e elegante, sem ser vulgar.

Porque sim, a beleza pode também ser vulgar, inclusive constranger, estão aí as revistas de nudismo para comprovar o que eu digo, mas também podem ser belas, como os quadros renascentistas.

Confesso que tive dúvidas ao escolher a foto deste post, havia beleza, poucas eram também elegantes.

Costanza Pascolato e Gloria Kalil para mim são dois exemplos de elegância, porque antes de tudo são extremamente educadas.

Aí pensei o que era elegância para mim.

Para mim a elegância vem de dentro, da nobreza de caráter, dos gestos de cortesia, das palavras de amabilidade, da polidez com o outro, dos olhares de compreensão e solidariedade.

Nada mais elegante do que a gentileza que gera a gentileza!

Sábado é dia de dicas – bolo cremoso de milho

bolo de milho

Bolo de milho da lata – fácil no liquidieficador

Quer coisa melhor para comer no sábado do que um bolo gostoso com café, humm, senti até o cheirinho dos dois, por isso que resolvi publicar esta receita hoje, para dar tempo de fazer e comer no domingo.

Nessa receita o copo de medida é o americano, 200 ml (o descartável comum também tem 200ml)

  • 1 lata de milho (vai tudo, inclusive a

    água)

  • 1 copo de leite (americano, 200ml)
  • 1/2 copo de óleo
  • 3 ovos
  • 1 copo e meio de fubá
  • 1 copo e meio de açúcar
  • 1 pacote de queijo ralado
  • 1 colher (sopa) de fermento químico
  • 1 forma untada
  • manteiga para untar

Coloque os ingredientes no liquidificador na ordem da receita e bata bem, depois de untar a forma despeje a massa, leve para assar em forno (pré-aquecido) em temperatura média, por cerca de 40 minutos, ou até que fique dourado.

Rápido e ótimo! Pode comer!

Espera! Fez o cafezinho?!

Tentar e tentar…

Nem todos os dias conseguimos ser alto astral, os meus textos, as vezes, podem ser um pouco nostálgicos.

Faz parte da vida os dias atribulados, em que nós não percebemos como sair deles, ou enxergar um caminho mais nítido.

Tento sempre pensar em como ser e fazer tudo da melhor forma.

Sempre peso muito bem minhas falas e os meus atos, para que, caso tenham consequências e atinjam as pessoas ao meu redor, o façam de uma maneira que elas me entendam, que não foi proposital, mas, sim, por que era necessário ou eu não tinha outra saída.

Isso faz parte de um aprendizado de vida constante, de uma pessoa que a cada dia tenta melhorar um pouco mais, tenta ser sempre mais humana, mais compreensiva, respeitando o ir e vir das outras pessoas que estão ao meu lado, seja na convivência diária ou seja por passagem.

Nem sempre conseguimos não magoar, não atingir, porém, podemos sempre tentar e fazer do nosso dia um dia melhor, um dia de somas e não de subtrações.

É essa a mensagem que eu queria deixar para vocês.

Devemos ser como água, que, ao enfrentar obstáculos, sempre procura o melhor caminho entre as pedras.

Cada dia pode ser vivido de uma maneira melhor, pense nisso!

Bofetada

Essa semana eu estava no hospital acompanhando minha mãe, que tem uma médica maravilhosa doutora Vera Magally, e em determinado momento ela me falou do caso da Cláudia, por conhecer a minha amizade e também por ser professora da mesma universidade. Me disse: Adriana tu não superastes isso, alguém está te ajudando como médico?! Aí eu respondi que tinha um cardiologista, um endocrinologista, um neurologista, um ginecologista, um otorrino, médicos como ela não, que trata da minha mãe como um todo, eu só tenho médicos que tratam partes da Adriana e não Adriana como um todo.

Quando meu irmão morreu, eu falei pra ela, foi muito triste era meu único irmão, gravemente doente, eu entendi o momento terrível na vida dele, triste me conformei. O desaparecimento da Claudia, da minha irmã, aquela que universo me enviou, foi uma bofetada na minha cara. Essa bofetada dói e arde até hoje. Eu não consigo me recuperar, por mais que eu tente.

Toda vez que eu vou a Pelotas eu volto para despedidas, no caso da minha mãe, agora com 92 anos, e que já superou tantos acometimentos naturais da idade e com a ajuda da Dra. Vera, são sempre pequenas despedidas.

Eu sei que em breve eu terei que me despedir de verdade, entenderei pela idade, e, por tudo que ela já viveu, eu serei grata.

Ainda não consegui ter esta grandeza de sentimento no caso da Cláudia. Quem fez isso com ela, no auge da vida dela pessoal e profissional, não atingiu só a ela, atingiu a dona Zilá, a tia Maria e a todos que a amaram e a amam e não a esquecem.

Pelotas

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Pelotas é uma cidade linda como diz uma amiga, a pequena Paris, mas muito mal valorizada no seu aspecto turístico. Eu particularmente não entendo como faz tão pouco sucesso, parece com Paris, com Buenos Aires, com a parte antiga de Montevidéu.

Possui uma praia, na lagoa dos Patos, o laranjal, que é um dos lugares mais bonitos onde eu já vivi e, mesmo tendo viajado, para mim, é um dos lugares mais marcantes, com pôr-do-sol lindíssimo, nascer do sol mais bonito ainda, quando o luar brilha prateando a lagoa é uma coisa fantástica.

Eu poderia ficar aqui falando sobre os aspectos turísticos de Pelotas, mas não é isso que eu quero abordar hoje.

Estou voltando pra lá na em breve. Apesar de ser consciente da beleza da minha cidade, não é um lugar para onde eu gosto de voltar. Para mim é o local onde eu comecei a perder os meus queridos, pessoas com quem eu convivi e a quem amei e que não estão mais comigo, ou que em breve partirão. Conforme me aproximo da cidade o coração vai apertando.

Já estive lá a passeio, junto com o meu marido, que foi para conhecer, isso ajudou bastante a segurar a minha onda.

Quando retorno sozinha, com para ver minha mãe idosa e doente, sempre fica mais difícil, as decisões sempre acabo tendo que tomar sozinha, pesa.

Peço aos céus que sempre me orientem e me guiem, nessa viagem, na vida e, principalmente, em Pelotas.

Turbilhão (AF)

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Não quero essa saudade invasiva

Inexplicável, resoluta, inquietante,

Buscando em mim outro ser que não domino.

Quero de volta minha racionalidade

Inteira, absoluta

Acalmando meu corpo que deixaste latente

Espero absorver o impacto de tua passagem

Instigante, diferente

De tudo que sou, de tudo que fui

Pra retornar o eu de amanhã

Já não há volta

Há contornos, flashes

Arrepios no corpo

Frios na alma

Quem sou eu agora?

E você?

O que faz você?

Repete minha mente

Sou um pouco de você

Sou muito de mim

Sou um meio nós de amanhã.

Amanhã um novo começo.

poesia Adrianafetter (AF – 2007)

O Brasil que está longe de acontecer …

Pessoal não vou discutir tendência política, cada um tem a sua! Mas vou falar de caráter! E isso é apenas um desabafo meu…

Apesar de ter estudado política, esse é um assunto que atualmente não gosto de falar, porque estudar a teoria, de como tudo deveria ser, frustra, a realidade prática não se estuda. Como tratar os desvios, a corrupção e o sofrimento da população?!

Me sinto frustrada! Olho o nosso país e pela primeira vez não vejo um rumo, não consigo enxergar uma saída e tenho muita vontade de ir embora.

Às vezes penso que o melhor é nunca ter expectativas, porque aí talvez você não se frustre.

Sempre achei o nosso país rico o suficiente para dar uma vida decente a toda a sua população. Porém, eu não contava com os desvios e nem imaginava que fossem tantos e que levasse tantos recursos necessários, deixando a saúde na miséria, as crianças com uma merenda escolar rídicula, as estradas um buraco só, as cidades sem estrutura de esgotos, portanto, sem prevenção e planejamento de saúde, o que poderia evitar grande parte das doenças.

E olha que eu só estou falando o básico, não estou falando em investimento em tecnologia da informação, em geração de conhecimento, em educação de qualidade, não estou falando do futuro que estão roubando das crianças e da juventude do nosso país.

A reciclagem do lixo é pífia, quase inexistente, são poucas as cidades que fazem e na própria capital do país sequer existe a divisão do lixo. Pouco são os lugares em que é feita, acaba sendo inútil porque o recolhimento não é correto.

As verbas dos nossos pesquisadores estão sendo cortadas, limitando as pesquisas de anos, prejudicando o futuro delas ou mesmo acabando com qualquer possibilidade de serem continuadas. É um atraso, um retrocesso…

Está na hora de pensarmos seriamente qual é o país que queremos.

Não estou fazendo propaganda para nenhum candidato. Estou falando de nós brasileiros que votamos e colocamos como nossos representantes, pessoas desonestas e corruptas.

É isso mesmo?! Vamos continuar elegendo esse tipo de pessoa?! Ou isto é apenas um reflexo do que somos?!

Sou idealista, quero um um país melhor, quero políticos dignos e quero uma vida decente para todos os brasileiros.

Educação de valores começa em casa, se não dermos o exemplos para nossos filhos podemos desistir desse país com o qual sempre sonhei.

Parece que muitas pessoas estão esquecendo de algumas palavras que realmente são mágicas, por favor, com licença, me desculpe, obrigada. Elas não existem apenas para estar no dicionário.

Outro esquecimento comum, o seu lugar na fila é exatamente onde ela estava na hora em que você chegou. Minha percepção é que estamos virando um povo, grosseiro, bruto e com muita, muita falta de educação.

O nosso direito é idêntico a qualquer o de outro brasileiro. Ninguém, absolutamente ninguém, deveria levar vantagem em cima de outra pessoa.

Albert Einstein para vocês!

Pode ser que um dia deixemos de nos falar…
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe…
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos…
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos…
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe…
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein

Flores e indignação

 

Nós duas sempre gostamos de flores, acho que elas nos dão uma beleza que alivia a alma, trazem um certo alento para tudo aquilo que não conseguimos engolir. A beleza de um jardim nos faz viajar, o seu perfume inebria.

Estou indignada com o mundo, com a violência, não falo só dos assassinatos, dos assaltos, tem aquelas disfarçadas pelos colarinhos brancos e pelo dinheiro errático.

Me pergunto como alguém consegue enriquecer às custas da fome de outrem, da moradia, da saúde, como?! Como pode ser feliz com aquilo que falta ao seu semelhante?! Que ética traduz essas vidas? Como alguém consegue fazer fortuna com a miséria humana?!

Não consigo compreender esse mundo, não vejo como as pessoas podem ser solidárias a dor alheia na caridade, se seus ganhos são oriundos da desgraça dos outros. Moradias que desmoronam por falta de cimento, doentes que morreram com o desvio de medicamentos, criança com fome que deixa de comer a merenda que não chegou, por desvio dos recursos públicos, pessoas desatendidas pelo profissional que faltou.

Ninguém refletiu ou se julga ao menos responsável?! Quem vai se punir pelo tempo perdido? Quem vai se responsabilizar pela dor causada? Até quando vamos nos desculpar pela inércia e descaso?! Até quando continuaremos dizendo que não nos cabe?! Por que aceitamos tão facilmente as desculpas?!

O ano todo transcorreu sem que o teu processo Cláudia tivesse sido devidamente analisado, por quê?!  Por que ninguém conseguiu saber o que aconteceu contigo?! Por que não temos nenhuma resposta?! Quem vai nos dar alguma justiça?! Quem daqueles que podem fazer alguma coisa ainda se importa contigo?!

Eu que nunca acreditei em inferno hoje espero que os pecados sejam ao menos pagos por lá, espero que realmente exista justiça divina. Estou furiosa com a injustiça dos ditos humanos.

E as flores?! O que elas têm a ver com a minha indignação e todas essas questões?! Ainda consigo olhar para as flores e perceber alguma beleza, sei que neste mundo ainda tem quem se importe, é com essas pessoas que poderemos contar, certamente elas também acham que flores nos dão alento na aridez da vida.

Ainda quero ver e sentir a beleza das flores…

 

*Escrevi este texto em outubro de 2016, mas como ele ainda é atual no Brasil de hoje !Último dia do mês de outubro presto minha última homenagem no mês de aniversário de minha amiga irmã, Cláudia Pinho Hartleben.

Carta da D. Zilá para sua filha Cláudia – 29/10/2017

Claudia minha filha, 29/10/2017, há a cinquenta anos Deus colocava dentro do nosso lar uma estrela e junto com ela a luz, o amor e a felicidade.

No teu álbum de bebê escrevi este pensamento: trabalha estuda e ama, pois do trabalho vem o progresso, do estudo a luz e do amor a felicidade. Conquistastes tudo isso, eras a nossa menina de domingo.

Ficastes no lugar do teu pai , nos davas amparo e segurança, mas um dia a maldade te tirou de dentro da tua casa e te tirou também a vida, aquela que só Deus podia tirá-la.

Continuas conosco filha, em cada árvore, em cada flor.

Que Jesus te abençoe e te guarde e Maria santíssima te cubra com seu sagrado manto, te amamos!

Mãe.

Hoje a poesia é minha

bom dia poesia

e todos os dias de minha vida

que pulsam e me expulsam de mim

para sair e não voltar

para voltar e não sair

daqui desse lugar

viajar até não mais poder

regressar ao meu recôncavo

ingressar na tua fúria verbal

acolher tua inspiração carnal

ver minha contextura

estrutura, metáforas

e escoar-se da invasão

dalheia privacidade alheia

alienação, enlevo, perturbação

voar até ti, sentir o teu eu

e fugir … de leve … de tudo

bom dia poesia!

(Adriana Fetter)

Eu sou meu amigo do peito, meu irmão camarada?! Será?!

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Vamos tentar ser nossos bons amigo?! Sim, gentis conosco mesmo?!

Eu já fiz um texto sobre auto sabotagem e autoestima, vou bater muito nessa tecla, porque acho que não existe quem faça críticas piores a nós mesmos do que o nosso ser. Isso é muito ruim, nós devíamos aprender a nos tratar com carinho, porque o mundo é muito duro.

Lá fora o mundo vai nos bater e nos bater, como se nós estivéssemos em um ringue de box.

Temos que aprender a nos amar, porque quando o mundo nos bater, nós temos que ser a nossa salvaguarda e não nos deixar abalar mais do aquilo deveria abalar, não aumentar este sentimento mais do que ele realmente significa.

Temos que tomar cuidado com as nossas reações internas, aquilo que nós mesmos nos causamos e com aquilo que os outros nos transmitem em suas críticas.

E aqui vai um recado específico para os homens! Homens não cobrem de suas mulheres aquilo que vocês não tem mais para dar.

Se você quer o corpo da sua mulher idêntico ao corpo que você conheceu antes de se casar, antes dela ter filhos, dela amamentar, por favor se olhe no espelho e me diga com sinceridade, o seu corpo ainda é o mesmo mesmo?! Sem você ter parido, sem você ter amamentado, o seu corpo é o mesmo da época do namoro?!

Não é! Mas se estiver bem, parabéns! Mas se a resposta é não, porque você está barrigudo, careca, ou qualquer outra mudança vida afora, o meu conselho para você é: por favor antes de cobrar a sua mulher se olhe no espelho, se você continuar cobrando, vá se catar!

Mulheres não se cobrem e não se deixem ser cobradas!

O mundo já nos cobra uma cintura fina, uma pele impecável, nenhuma ruga, nenhuma celulite, nem gordurinhas.

Tem gente morrendo em cirurgia plástica, mesmo tendo um corpo perfeito, para atender padrões de beleza inalcançáveis. Morrendo porque tem problemas com anestesia, porque tiveram pseudo-cirurgião, por fatalidades da vida.

Então preste atenção, o mais bonito de você é o seu sorriso de felicidade, que você consegue dar por ser e estar bem consigo mesma.

Uma pessoa feliz, esta é a parte mais bonita que o mundo poderá observar.

Para que eu tenha um corpo saudável preciso ficar bem, e, não quero ser padrão de beleza para ninguém, nem para essa sociedade hipócrita que nos cobra o que não nos dá!

Por acaso é fácil o seu acesso à médico e nutricionistas?! Consegue fazer 5 refeições equilibradas no dia? Nelas tem frutas, carnes, legumes?

A questão aqui é você é saudável?! É feliz?! Eu eu não estou falando de estética e sim de saúde e bem estar! Estou dizendo que o que importa é a sua autoestima! Cuidar do colesterol, taxa de glicemia e as demais coisas é sempre bom também!

Não é viver em eterno regime, comer e depois querer vomitar tudo pra fora, pra não engordar ou tomar laxante, ou qualquer coisa do tipo. É conseguir encontrar as alegrias da vida sem ter medo de ser julgada, é realmente viver.

Quem não gosta de se sentir bonito?! Todo mundo gosta, mas não podemos nos tornar escravos da beleza! Tem dias que serão ótimos e vamos irradiar alegrias.

Não estou numa época favorável ao espelho, aliás, não me importa, eu entendo que este é o meu momento de vida.

Eu passo bastante tempo me cuidando para estar bem. Por ter problemas de saúde, tenho uma lista de cuidados diários é necessários para ficar bem, depois eu cuido da minha questão de corpo, saudável e não sarado.

Gostei do pilates, que não estou fazendo, mas pretendo voltar, me fez um bem danado. O que você gosta?! De dançar?! Vai lá e dança!

Sinceramente, o mundo precisa de mais humanidade, bem estar, autoestima e de menos futilidade!

 

Fronteiras humanas

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Eu me formei em História, aliás primeiro fiz Estudo Sociais, depois História. Fui então fazer pós-graduação em educação, não completei, segui para Ciência Política.

Estudando nesses cursos, me chamou atenção os vários porquês do ser humano procurar o conflito, guerrear…

Nós humanos estabelecemos fronteiras, sejam de nacionalidade, crença, ideologia e eu me pergunto muito, qual o sentido disso?!

Porque alguns aspectos da vida humana nos fazem brigar, ter raiva um do outro, nos fazem estabelecer fronteiras humanas?!

Falamos línguas diferentes, temos peculiaridades diferentes e aspectos de vida diferentes, mas por que isso precisa ser a causa de batalhas, de uma guerra?! Pior, sempre foi assim…

Será que em algum dia vamos parar de achar motivos para superar nossos conflitos, não entrar em guerra, sair do desacordo?!

Sempre que viramos um ano tenho certeza que isso faz parte de nossos pedidos, a paz entre os povos. Então porque continuamos discutindo sobre religião, futebol e política mesmo?!

Lá se vai ano a ano, quando vem outro novo, teremos, certamente, esperanças renovadas!

Quantas guerras externas temos no atual momento? Quantos conflitos internos estamos enfrentando? O que nos faz mais beligerantes do que pacifistas?

As perguntas que nunca silenciam…

vocês gostam de uva passa no arroz ou maçã na maionese?

Essa é a pergunta, tema de hoje, enquete para o Natal, no próximo mês.

Eu confesso: gosto dos dois! Descendente de família alemã mistura doce com salgado mesmo. Entre algumas misturas diferentes, temperamos alfaces com suco de laranja. Já experimentaram?! Alguns salpicam com açúcar inclusive.

Eu, por exemplo, gosto de azeitona preta no bacalhau, um pedacinho no pastel ou na empadinha, mas excesso de azeitona ou azeitona verde de aperitivo, eca, sai pra lá…

Então minha gente, respondam a pergunta e fala aí para mim, qual seria o seu prato exótico que gosta de comer?!

Cuca de liquidificador

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Massa de liquidificador?! Para cuca?!  Por que não?! Quando a saudade bate – ligo o liquidificador, porque não tem outro jeito mesmo.
Aqui queremos simplificar a vida, portanto se quiser uma cuca perfeita acho melhor comprar, perfeita mesmo só comi algumas em minha vida, as da minha avó Olga, as da minha tia-avó Marina,  e algumas da família delas, outras no Rio Grande do Sul.
30 min – 10 porções
Ingredientes para a massa:
  • 1/2 copo de óleo (aquele americano, se não tiver usa o copinho plástico de 200ml)
  • 1 copo de leite
  • 2 copos de farinha de trigo
  • 2 ovos
  • 1 colher de fermento em pó
  • 1/2 colherinha de sal
  • 4 colheres de sopa de açúcar (se quiser uma massa mais doce, acrescenta mais 2 colheres)

Farofa:

  • 1  ½ copo de farinha de trigo
  • 1/2 colher de sopa de fermento em pó
  •  1  ½ copo de açúcar
  • 1/2  copo de margarina ou manteiga gelada
  •  1 colher de sopa de canela em pó

Para a farofa junte tudo com os dedos até formar bolotas homogêneas

Massa:
bater tudo no liquidificador, colocando sempre os ingredientes líquidos primeiro, depois os secos e por último o fermento. Pré aqueça o forno antes de bater os ingredientes.
Colocar a massa numa forma untada e farinhada (usei essas 2 para pão da foto aí em cima) e levar ao forno pré aquecido (10 min) a 200º C, por meia hora mais ou menos, já tendo enfiado as frutas frescas na massa. Fiz essa com mix de pêssego, ameixa e nectarina que a família amou, cada fruta fatiada e depois da massa colocada na forma, enfiei metade das fatias na massa. Depois cobri com a farofa.
Pode também polvilhar tudo com açúcar e canela, mas com a farofa de manteiga, farinha, açúcar e canela fica muuuuuuito melhor!
Agora me chama para avaliar na hora de comer, OK?!

Bullying

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Eu e o meu marido somos muito amigos, amigos de verdade, daqueles que conversam e seguram a onda um do outro, companheiros de vida.

Conversando, sobre um monte de coisas, ele me perguntou sobre a minha infância e eu respondi: era uma criança triste, solitária, é assim que lembro de mim.

Recordo que eu passava horas e horas no jardim, colhendo plantinhas, fazendo comidinha, sozinha ou na frente da televisão.

Quando não estava no jardim eu estava na casa da minha vó, na do meu irmão e cunhada, ou na escola.

Comecei ir à escola muito cedo, eu tinha três anos de idade e gostava, sempre gostei.

Ainda mantemos contato com os nossos colegas de colégio, temos um grupo. Um colega, esse ano me falou que eu era muito brava, que a minha cara estava sempre fechada. Fui olhar as minhas fotos da escola, é verdade, mas eu não era brava, aquilo era defesa, eu vivia no meu caracol.

Eu tive alguns problemas de relacionamento na escola, mas a minha verdadeira realidade de bullying era em casa, na minha família infantil.

Eu era diferente, gordinha, cabelo preto, olhos, castanhos e muito quieta. Na minha casa, acabava sofrendo agressões de pessoas muito próximas, com a mesma idade ou um pouco mais velho. Chorava, mas não dedurava, pensava em como superar, ainda tenho marcas no corpo de algumas agressões.

A escola era um refresco. Lembro de muitas brincadeiras, de cantiga de roda, elástico, pula-pula, queimada.

Não que eu fosse completamente adaptada, gordinha, eu não era simpática, fechada, eu era considerada nerd, porém minhas lembranças são boas.

Os maiores problemas de relacionamento e rejeição vieram na pré adolescência, onde eu virei um bicho meio desengonçado, epilética, tinha convulsões dentro de sala ou no corredor da escola. Fala sério, chama a atenção de uma maneira super desagradável.

Ao mesmo tempo que colegas me restringiram, outros me abraçaram, principalmente duas grandes amigas, que guardo no meu coração com muito amor.

Lembrei de um colega que um dia chegou pra mim e me disse: não vou te convidar mais para as minhas festinhas, afinal de contas ninguém te tira pra dançar. O irreal disso tudo é que eu gostava das festinhas, mesmo não dançando, eu estava com amigos e colegas, mas ele preferiu me afastar.

Creio que a minha tristeza se tornou mais intensa porque eu perdi meu pai muito cedo, com 10 anos, e a minha pré adolescência ficou mais difícil, ele era uma fonte de carinho.

Entretanto, o que eu quero falar sobre bullying, é que o nosso maior suporte vem de dentro, do interior, dos valores que os que nos amam nos transmitem. A gente busca apoio nas pessoas próximas e amigas, sejam da família ou não, esteio naquilo tudo que se vive de bom.

Eu lia muito e via muita TV, eram um refúgio e proporcionavam muitas viagens. Até hoje eu lembro de Pollyanna e Pollyanna Moça. Por mais que esses livros sejam hoje considerados excêntricos, démodé, naquela época eles me ajudaram a procurar e encontrar o lado bom da vida.

Resolvi escrever sobre isso, bullying, pelo que está acontecendo no mundo, tem muitas pessoas criticando, apontando dedo, fazendo das palavras uma arma, principalmente nas redes sociais.

Não façam isso, repensem antes de agredir, revejam a suas posturas e palavras. Eu sempre digo que quando nós apontamos o dedo pra alguém, existem três dedos apontados para nós.

Se o silêncio é de ouro, escutar os outros é de platina! Dediquem tempo para ouvir quem vocês amam. Ouvir é necessário, crianças precisam de atenção, muito mais que presentes.

A vida está precisando de palavras doces, mais afagos, abraços, compreensão e, principalmente, de mais amigos, porque amigos nos salvam, muitas vezes.

Pode-se falar qualquer coisa, dizer coisas duras, colocar limites, mas o importante é saber como dizer, saber como fazer a crítica construtiva, porque destruir é muito fácil, machucar, magoar é o que mais acontece.

Construir amizades, acrescentar pessoas as nossas vidas é um exercício diário de amor.

E, se tem uma coisa que esse mundo está precisando, é desse ensinamento, amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei.

Ahhh, só para completar, sou uma pessoa feliz, encontrei muitas pessoas que me amaram e me amam pela vida, a quem amo eternamente.

Mês de aniversário do meu pai – feliz aniversário pai, a você o meu eterno amor!

Encontro e respeito

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Escrevi um texto sobre bullying, publico amanhã,  e aconteceu uma enorme coincidência, por acaso a televisão ligada ao aleatoriamente, acabou no programa Encontro, da Fátima Bernardes, e lá estavam duas pessoas que admiro muito, o Padre Fabio de Melo e o filósofo Leandro Karnal, falando sobre a aceitação das diferenças.

Nunca vejo a Globo gente! Prefiro outros canais, mas foi especial.  Marieta Severo ali também, para falar de um novo papel, na novela onde será mãe de uma filha portadora de nanismo, papel de Juliana Caldas, presente ao programa para dar o seu depoimento de experiência de vida.

Fernanda Takai, cantando uma de minhas músicas prediletas, triste, mas linda, I Don’t Want To Talk About It, por sinal, interpretação lindíssima! Um afago…

Que bom que o universo me proporcionou essa linda coincidência.

Num segundo momento do programa, o Padre Fabio de Melo e o filósofo Leandro Karnal, o primeiro cristão e o segundo ateu, trocaram idéias sobre respeito, aceitação e ética, tudo o que estamos precisando atualmente, a partir do livro: “Crer ou não Crer: Uma conversa sem rodeios entre um historiador ateu e um padre católico”, escrito por ambos. Vou comprar e ler, respeito é pouco o que sinto por esses dois caras.

Conviver com a diferença e a diversidade é o que temos de aprender todos os dias com amor, respeito, ética e dignidade!

Só posso agradecer aos céus pela oportunidade de assistir!

Para quem quiser acompanhar a letra da música aqui tem a tradução:

 I Don’t Want To Talk About It

Eu Não Quero Conversar Sobre Isso

Eu posso dizer pelos seus olhos
Que você provavelmente esteve sempre chorando
E as estrelas no céu não significam nada
Para você, elas são um espelho.

Eu não quero conversar sobre isso
Sobre como você partiu meu coração
Se eu ficar aqui apenas um pouquinho mais
Se eu ficar, você não ouvirá meu coração?
Oh, meu coração

Se eu permanecer completamente sozinho
Irão as sombras esconder as cores do meu coração?
Azul para as lágrimas, preta para os medos noturnos
As estrelas no céu não significam nada para você
Elas são um espelho

Eu não quero conversar sobre isso,
O modo como você partiu meu coração.
Mas se eu ficar aqui apenas um pouquinho mais
Se eu ficar aqui, você não ouvirá meu coração?
Oh, meu coração

Dicas de Gustavo Krause para os amigos que já passaram dos 50 anos

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Esse texto foi postado pela Simone Ramos Corrêa de Souza, no grupo Conversando , e eu achei tão sensacional que resolvi publicar aqui no blog.

Dicas de Gustavo Krause para os amigos que já passaram dos 50 anos:
➖ Gaste o seu dinheiro com você, com seus gostos e caprichos.
➖ É hora de usar o dinheiro (pouco ou muito) que você conseguiu economizar . Use-o para você, não para guardá-lo e não para ser desfrutado por aqueles que não tem a menor noção do sacrifício que você fez para consegui-lo.
➖ Não é tempo para maravilhosos investimentos, por mais que possam parecer bons, eles só trazem problemas e é hora de ter muita paz e tranquilidade.
➖ PARE de PREOCUPAR-SE COM A SITUAÇÃO FINANCEIRA dos filhos e netos. Não se sinta culpado por gastar o seu dinheiro consigo mesmo. Você provavelmente já ofereceu o que foi possível na infância e juventude como uma boa educação. Agora, pois, a responsabilidade é deles. JÁ NÃO é época de sustentar qualquer pessoa de sua família.
➖ Seja um pouco egoísta.
➖ Tenha uma vida saudável, sem grande esforço físico. Faça ginástica moderada (por exemplo, andar regularmente) e coma bem.
➖ SEMPRE compre o melhor e mais bonito. Lembre-se que, neste momento, um objetivo fundamental é de gastar dinheiro com você, com seus gostos e caprichos e do seu parceiro. Após a morte o dinheiro só gera ódio e ressentimento.
➖ NADA de angustiar-se com pouca coisa. Na vida tudo passa, sejam bons momentos para serem lembrados, sejam os maus, que devem rapidamente ser esquecidos.
➖ Independente da idade, sempre mantenha vivo o amor. Ame o seu parceiro, ame a vida.
➖ LEMBRE-SE !! “Um homem nunca é velho enquanto se lhe restarem a inteligência e o afeto”.
➖ Seja vaidoso. Cabeleireiro frequente, faça as unhas, vá ao dermatologista, dentista, e use perfumes e cremes com moderação.
➖ SEMPRE se mantenha atualizado. Leia livros e jornais, ouça rádio, assista a bons programas na TV, visite a Internet.
➖ Respeite a opinião dos JOVENS. Muitos deles estão mais bem preparados para a vida, como nós quando estávamos na idade deles. Nunca use o termo “no meu tempo¨. Seu tempo é agora.
➖ NÃO caia em tentação de viver com filhos ou netos. Apesar de ocasionalmente ir alguns dias como hóspede, respeite a privacidade deles, mas especialmente a sua.
➖ Pode ser muito divertido conviver com pessoas de sua idade.
➖ Mantenha um hobby. Você pode viajar, caminhar, cozinhar, ler, dançar, cuidar de um gato, de um cachorro, cuidar de plantas, jogar cartas de baralho…
➖ Faça o que você gosta e o que seus recursos permitem.
➖ ACEITE convites. Batizados, formaturas, aniversários, casamentos, conferências … Visite museus, vá para o campo … o importante é sair de casa por um tempo.
➖ Fale pouco e ouça mais. Sua vida e seu passado só importam para você mesmo. Se alguém lhe perguntar sobre esses assuntos, seja breve e tente falar sobre coisas boas e agradáveis. Jamais se lamente.
➖ Permaneça apegado à religião.
➖ Ria muito, ria de tudo. Você é um sortudo, você teve uma vida, uma vida longa.
➖ Não faça caso do que dizem a seu respeito, e menos do que pensam de você.
➖ Se alguém lhe diz que agora você não faz nada de importante, não se preocupe. A coisa mais importante já está feita: você e sua história.
➖”A vida é muito curta para beber um vinho ruim”
(Texto de Gustavo Krause)

Um brinde a vocês, meus amigos acima dos 50 e a você que daqui a pouco chega lá!! 🥂🍾

Sábado é dia de dicas – Gelatina Rica

gelatina rica

Gelatina rica e bota rica nisso!!!

Nada como uma sobremesa refrescante para deixar a vida mais prazerosa, não é mesmo?! Essa eu fazia muito, muito mesmo, prática demais e não há pessoa que não goste.

  • 2 pacotes de gelatina vermelha (cereja, morango, framboesa, a que você mais gostar)
  • 1 lata de abacaxi em calda, escorrida
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de creme de leite

Faça a gelatina como manda a instrução do pacote, diminuindo levemente a água (1 dedo a menos de água). Coloque para gelar por 1h. Pique o abacaxi em pedaços, sem a calda. Quando a gelatina estiver mais ou menos durinha, porém ainda tremendo, espero que não seja de medo,  bata no liquidificador com o leite condensado e o creme de leite, acrescente o abacaxi picado e volte para gelar novamente por mais 3h.

Prontinho, delícia minha gente! E tem muitas possibilidades, se não gostar de abacaxi, use morangos picados, crie e invente.

Para quem tem problemas com açúcar é só substituir por produtos diets, tem tudo, gelatina, leite condensado e abacaxi em calda, e usar o creme de leite light.

Não passe vontade pessoal!

Heliópolis, viva #EMEF !

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Sempre penso o quanto é difícil falar de coisas boas.

Vi uma matéria sobre uma escola em Heliópolis, em que os professores estão revolucionando o ensino com as crianças. Me emocionou profundamente, chorei!

É a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Campos Salles, em Heliópolis.

As crianças amam ir à escola e querem aprender mais e mais, com muito envolvimento da comunidade.

Muitas delas querem ser professores para repassar tudo que estão aprendendo com os seus mestres, que lindo!

Um dos professores da escola, Braz Nogueira, propôs essa revolução educacional, inspirado na escola portuguesa Escola da Ponte.

Lá não existe tédio para aprender, existe muita criatividade e um currículo multidisciplinar.

Também não há paredes, elas foram derrubadas, para priorizar a integração. Mas existe muito ensino e muita aprendizagem!

Esse é um exemplo de uma educação revolucionária que está acontecendo por iniciativa de um docente com o apoio da sua comunidade e muito amor de seus alunos, um exemplo a se conhecer!

Mas que m…

Olha eu tenho procurado falar sobre coisas positivas, até porque eu acho muito melhor falar sobre coisas boas, do que aquelas que nos trazem desgosto, mas tem sido difícil!

Ontem mesmo eu soube de um atentado na Somália matou mais de 300 pessoas, gente que horror!

De dia na Câmara os discursos dos deputados defendendo o indefensável, como se acreditassem na sua própria fala, claro que não estavam recebendo nenhuma emenda por isso…

Aí a noite o Senado aprova a volta do Aécio, que todos nós sabemos que não é um santo, muito longe disso, muito dos votos de colegas que também estão sendo investigados.

Os nossos políticos, que deveriam ser os nossos representantes, estão pouco se lixando para a população brasileira, só querendo mesmo salvaguardar o deles e encher o próprio bolso . Estou indignada!

E aí como se escreve alguma coisa positiva?!

Estou procurando por aí e por aqui minha gente, não desisti!

Um ótimo dia para vocês!

Meus dias difíceis

Scabelos ao vento
Só  há uma coisa na vida que precisamos aprender, e ninguém ensina isso nas escolas. A capacidade de suportar.  Khaled Hosseini (A Cidade do Sol)

 

Eu não gosto de passar nem tristeza, nem melancolia, até porque não é esse o caso, apenas um dia mais difícil, tem dias que ficamos extremamente sensíveis, são momentos de inflexão.

Sempre convivi com doenças, sou há muitos anos epilética, sempre tomei muitos remédios.  Com isso  várias partes do meu corpo no decorrer da minha vida foram se desgastando,  acho que o que mais me afeta, depois dos 50, são as minhas cartilagens, que passaram a inflamar e doer.

Dor vai minando as energias que te sustentam, o otimismo. E quando as dores estão mais agudas e persistentes, haja paciência e meditação para superar.

Minha rotina tem sido de médicos, exames e mais exames, vários tipos de fisioterapia e acupuntura. Tento de tudo para superar os piores dias.

Sou uma mulher positiva, considerada forte por quem me rodeia, e é muito bom lutar para que tudo fique bem e dê certo. Mas, quem não fraqueja?!

Sim, temos o direito de nos entregar vez em quando,  somos humanas, temos que nos dar o dia de ficar quieta conosco e descansar.

A pouco tempo aprendi isso, sempre me sentia culpada por não corresponder ao que esperavam de mim, então fazia das tripas o coração, violentava a mim mesma.

Resultado,  muitas sequelas sendo pagas agora. Definitivamente os últimos meses não estão sendo fáceis, agora tento superar os reveses.

Eu sei que existem pessoas numa situação muito pior e isso eu sempre levo em consideração, sempre doutrino a minha cabeça pra ser o mais otimista possível, mas tem dias que não adianta, a sensibilidade à flor da pele não ajuda muito nestes momentos.

Graças a Deus tenho uma família que me apóia,  meu marido me acompanha sem cobranças, meus filhos se fazem presentes, nem todos contam com esse apoio.

Sempre que podem eles tentam me distrair, o que realmente ajuda e me faz sentir melhor, bem melhor.

O meu propósito com o blog, a página Pós50 e o grupo de mulheres Conversando o pré e o pós 50, foi  sempre levar uma mensagem de otimismo, ou mostrar algumas coisas no mundo que eu acho que podem ser mudadas, com uma nova postura.

Então, quem quiser me mostrar algum caminho de otimismo, contribuir nesta jornada, estou aqui esperando, sempre para superar os obstáculos que se impõem.

Como diria Gonzaguinha,  “Fé na vida, fé no homem, fé no que virá!”

Ao mestre com carinho o meu parabéns!

Parabéns queridos mestres pelo dia do professor!

Só mesmo muita vocação para explicar uma profissão tão importante e tão pouco valorizada.

Tenho amigos professores e na família tenho vários super dedicados e que eu aplaudo com extremo respeito.

Já fui professora e sei o quanto temos que nos dedicar para transmitir não só conhecimento, muitas vezes valores e carinho que falta a muitas crianças.

Poderia passar o dia inteiro aqui falando de histórias e mais histórias que a vida de professor proporciona.

Hoje quero dedicar este texto a uma professora em especial, Professora Heley de Abreu Silva, só muito amor pode explicar essa mulher!

Pudim da Silvia 

O propósito era escrever receitas fáceis e rápidas, afinal de contas ninguém precisa passar todo o final de semana na cozinha.

Encontrei essa no Facebook da minha amiga Silvia Ribeiro, pedi e ela me deu permissão para publicar no meu blog de receitas, o cozinhando. Ahhh Silvia vou compartilhar aqui também, é tão bom que merece ser conhecido por muito mais pessoas.

Quer uma receita mais tranquila do que essa?! Nem necessita ir ao fogo. É perfeita!

Ingredientes:

• 1 Creme de leite,

• 1 leite condensado,

• 1 leite de coco

• 1 caixa de maria mole de coco

• 1/2 xícara de água quente

• 1 xícara de açúcar

Desmancha a maria mole em menos de meia xícara de água fervente, põe todos os ingredientes no liquidificador, bate bem, queima açúcar na formade furo, coloca na geladeira, em 1 hora está pronto!

Silvia da próxima vez que eu for aí eu quero provar feito por você, afinal o da foto está maravilhoso!

Quando eu era criança…

O patinete era de madeira e o motor era o meu pé. As brincadeiras eram na rua e no jardim da casa.

Passava a maior parte do meu dia fora de casa.

Televisão era coisa rara que só se via a noite. De dia a gente brincava, lia gibi ou livrinho de estórias.

Brincar na rua era o máximo, nós aparecíamos para o almoço, para o café da tarde e para o jantar, esse era o compromisso com nossos pais, no mais havia liberdade de ir e vir, correr, brincar, tomar ar puro o dia inteiro, tirando a escola.

Nesse dia das crianças eu desejo mais pipas a serem empinadas, com as crianças e os seus pais, mais cantigas de roda, mais bolinha de gude, mais cinco Marias, mais pular elástico, mais pique-esconde, mais corre-corre, mais queimada de bola, mais banho de chuva e muito mais ar puro.

Que possamos todos nós adultos fazermos nossas crianças felizes!

Fragilizada

Tem dias que é assim, você simplesmente se sente mais frágil, como a criança que um dia fui.

Por que eu estou me sentindo assim?! Desde sábado eu estou mais mexida, cedo bem cedo pela manhã eu tive uma convulsão, depois de muito tempo sem ter nenhuma, a epilepsia mostrou a sua presença mais uma vez.

Foi tanta coisa esse ano, tive a hospitalização pela infecção nos mastóides, a paralisia facial, depois a aposentadoria compulsória, pela demissão, veio então a cirurgia no ombro, e, agora, em plena recuperação da cirurgia, a convulsão. Provavelmente, até o final do ano, vou ter mais uma cirurgia pela frente, de uma vértebra deslocada, então não tenho como não me sentir fragilizada.

Perante toda a força e coragem que eu sempre tive na vida, alguma coisa eu tenho que aprender este ano, pelas limitações que meu corpo tem me imposto. Esse ano tem sido hors concours.

Confesso que estou de saco cheio. Sou super cuidadosa com toda a minha medicação, sempre fui assim, não pulo horário, não deixo de tomar um comprimido sequer, sempre tenho todos os remédios em casa, então me digam por quê?!

Não se preocupem em responder nenhuma das minhas perguntas, é apenas um desabafo, eu sei que tudo vai passar, sou craque na superação, eu tenho apoio da minha família e eu estou bem, mas tem dias que a gente fica de saco cheio, eu estou nesse dia, amanhã já terá passado e eu estarei bem.

A minha cozinha!

Cozinha

Aqui vou compartilhar com vocês as minhas receitas, as da minha família e as dos meu amigos. Todas já testadas e que gostamos de fazer.

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Sou de uma família onde os encontros sempre se deram em torno de uma mesa ou de um fogo, fosse ele do fogão ou da churrasqueira. É assim que recordo de alguns de meus melhores momentos.

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A cozinha me emociona e me faz feliz, acho que consegui transmitir esse sentimento para os meus filhos e percebo os primeiros passos de minha neta mais velha nesse ambiente, com seus risotos. Meu marido também gosta, somos uma família de cozinheiros, os nossos encontros tem comida farta, feita com carinho, ele é essencial neste ato.

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Compartilhar, esse é o lema, sejam lembranças, carinho, comida, juntar todos esses ao mesmo tempo em torno de uma mesa é muito amor! E as recordações vão fluindo e nos convidando a receitas e mais receitas…


 

Mousse Falsa de Chocolate

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Uma mousse falsa de chocolate, é uma boa sobremesa, além de ser muito rápida de se fazer! Nada de trabalho agora, nenhum, impressionante! Mas precisa um tempinho de geladeira, então vamos lá:

  • 3 pacotinhos de suspiros de 100g  (de preferencia os menos açucarados, mais moreninhos) quebrados com delicadeza
  • 1 lata de creme de leite
  • 4 colheres de sopa de chocolate em pó ( chocolate e NÃO achocolatado)

É ridículo de simples isso!  Quebre os suspiros numa vasilha, misture bem o chocolate ao creme de leite e despeje tudo no suspiro,  misture, leve ao congelador ou ao freezer na vasilha ou em taças, por no mínimo 3 horas, para que os suspiros absorvam o chocolate e fiquem cremosos.  Para deixar mais bonito coloque em cima uma cereja, ou chocolate ralado, ou morangos.  Faça a festa!